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JULHO 2013 - TURQUIA, GRÉCIA E BULGÁRIA (15ª VIAGEM)

JULHO 2013 - TURQUIA, GRÉCIA E BULGÁRIA (15ª VIAGEM)

Turquia, Grécia e Bulgária – 2013 (15ª viagem)

Diário de Bordo

Desde o começo, essa viagem seria diferente, era uma viagem nova e o roteiro tinha algumas apostas!

Quem saiu de Floripa, embarcamos dia 25 de julho para São Paulo.
O Valdinei a Cida e a Solange, saíram de Curitiba, a Solange, demorou mais apareceu!!!

Caroline de Porto Alegre e quem mora em São Paulo, encontro dos 22!

Decidimos ir jantar, todos os restaurantes fechados!

Fizemos um lanche, quando voltamos, 300 pessoas na fila do cheking, nãoooooooo!!!!

Depois de 2 horas, estávamos garantidos no voo da Turkish, a 9ª melhor companhia aérea do mundo!

Dia 1 – 26 de junho – São Paulo – Istambul

03h10 – Embarque para um voo de 12 horas até Istambul, a bordo do Boeing 777. Chegamos as 22h, tivemos algumas dificuldades no aeroporto por contas das malas, acabamos tendo 2 horas pra dormir. Eu e a Léia, fomos no hotel que nós ficaríamos na volta para Istambul, deixar as malas, para facilitar nossa passagem pela Grécia e Bulgária!

A Léia dormiu 1h, eu não consegui dormir!

Dormimos em Istambul obrigatoriamente porque o voo para a Grécia sai pela manha.

Dia 2 – 27 de junho – Istambul – Atenas – Grécia

As 5h saímos do Hotel para o Aeroporto, embarque as 7h, chegada as 9h em Atenas. O ônibus nos pega no aeroporto e vamos direto para Korinto, uma breve parada para ver o Canal Korinto, almoçamos, e seguimos para Kilini. Nosso motora era meio lento, e não tinha muita noção do tempo para chegar nos locais, chegamos no porto em Kilini as16h47. As 17h, pegamos o ferry para Zaquintos. Em Zaquintos, não tinhamos o transporte contratado, após uns 40 minutos eu e a Léia,conseguimos um ônibus para nos levar até um estremo da Ilha!

Demorou pra chegar, mas ficamos em um lugar espetacular, a família Potamitis, nos recebeu como parte da família!!!!

Alguns de nos tivemos a oportunidade de dormir em dois dos moinhos de vento, na propriedade da família!

Estadia em Zaquintos!

Dia 3 – 28 de junho – Sexta-feira –Grécia

Pela manha, saímos com o barco da família para conhecer as Blue Caves, cavernas comaguas azuis!

Eles resistiram muito em nos levar a Praia do Naufrágio, mas após nossa insistência, eles nos levaram em um mar, muiiiiiito balançado!

Valeu a pena, ver a praia mais bonita do mundo!!!!

As 15h tomamos o ferry para Kilini, rápida passada por Olimpia. O trajeto de Olimpia até Atenas é feito pelo centro do Peloponeso, por montanhas e pequenas cidades, foi o pior trajeto de toda a viagem, muito duro. Por isso não voltaremos para Zaquintos!

Chegamos em Atenas as 23:59h.

Estadia em Atenas

Dia 4 – 29 de junho – Sábado – Grécia

Acordamos as 7h para o cruzeiro. Cruzeiro por Três Ilhas Gregas, Hydra, Poros e Aegina. O cruzeiro foi “legalzinho”, muito tempo de barco e pouco nas ilhas. Também não será repetido!

Visitamos estádio Olímpico e voltamos caminhando para o Hotel!

Dia 5 – 30 de junho – Domingo – Atenas – Sófia

Visita a Atenas, Partenon, Museu da Acrópoli. Acabamos ficando pouco tempo em Atenas. As 12h fomos ao Aeroporto de Atenas de Taxi, embarque as 15:15 para Sófia. Escala em Istambul as 16:35, embarcamos as 20h, chegamos as 21h15 em Sófia. Sófia era uma das apostas da viagem, desde o aeroporto todas as pessoas foram muito simpáticas, muito mais que Turquia e Grécia.
O hotel era ótimo, eu e a Léia decidimos sair para comer, apesar das ruas escuras, era muito tranquilo!

Estadia em Sófia

Dia 6 – 1 de julho – Segunda – Sófia – Istambul

Eu tinha enviado um email para um grupo fazer um free tour, uma caminhada guiada pela Sófia. Nossa guia era a sorridente Petya. Uma simpática professora, que nas horas vagas, mostrava a cidade para pequenos grupos!

Ela se assustou ao ver quase 40pessoas. Entre as muitas historias que ela contou, a mais engraçada era da época comunista, que as pessoas tinham uma fila de exatos 10 anos para receber sua casa. A parte engraçada é que as pessoas tinham que escolher se queriam receber a chave de manha ou de tarde, quando as pessoas questionavam, pelos 10 anos, o argumento dos agentes da habitação era que eles tinha que marcar o encanador!

Após a visita, fomos almoçar em uma Taberna, que deve ter uns 500 anos, se mantem com características da época!
Tomamos uma sopa servida dentro de um pão e um pratocom carneiro!

Excelente!!!!

Deveríamos voltar de trem para Istambul, mas a linha estava interrompida, tivemos que voltar de avião.
21h50 – Embarque para Istambul.

Estadia em Istambul

Dia 7 – 2 de julho – Terça – Istambul

Finalmente chegamos para ficar em Istambul!

Alguns foram no banho turco mais famoso, tarde livre!
O banho turco é o mais tradicional de toda a Turquia, a Léia levou 5 das moças e eu, Leandro, André e o Valdinei, nos divertimos com nossas historias no banho turco….
Resumindo, para as mulheres vale a pena, mas pra nos homens, não teve muita graça, a massagem muito fraca e pouco tempo!

O que valeu mesmo foi ir em um dos 1000 lugares para ir antes de morrer…

Dia 8 – 3 de julho – Quarta – Istambul

As 8:45h como combinado a guia de turismo, Selen, estava no hotel para nos conduzir pelo espetacular centro histórico de Istambul!

Visitamos:
1 . Visita a Cisterna de YEREBATAN (agua de cisterna)
2. Visita a Hipódromo Romano (bigas e lutas politicas). É possível ver o Obelisco Egípcio, a Coluna da serpente e a fonte Alemã.
3. Visita a mesquita Azul (a mesquita mais bonita em Istambul, a unica mesquita com seis (6) minaretes…
4.Visita a Santa Sofia (grande exemplo da arquitetura bizantina..), 09:00 saída do hotel
5. Visita ao Palácio de TOPKAPI (o palácio dos sultões otomanos)

Nosso hotel era muito bem localizado, nos permitia fazer tudo caminhando!

A tarde, fizemos um passeio de barco no Bósforo, pelo percurso da travessia. O que não foi acertado foi o barco, era barato, exclusivo, mas com isso, ele andava a 10 por hora, pra economizar combustível!

Para os nadadores foi ótimo, para montar a estratégia de nadar!

Eu e a Léia, fomos até o local da Travessia. Pegamos um bonde, depois um onibus, como era horario de movimento, descemos do onibus e seguimos caminhando. Nós tinhamos um papel com o nome do parque, paramos em uma loja, o dono da loja era muito simpatico, ele disse que apoiava os protestos no Brasil. Assim que saimos, nos demos conta que esquecemos o papel na loja, para nossa surpresa, quando voltamos, ele tinha fechado a loja!

Caminhamos e encontramos o parque!

Dia 9 – 4 de julho – Quinta – Istambul/Kayseri/Goremi\Capadócia

14h55 – Saída para Kayseri, na Capadócia
16h20 – Chegada em Kayseri – Viagem de ônibus (60 km) até Goreme
17h00 – Chegada em Goreme, a cidadezinha que usaremos como base para visitar a Capadócia. Assim que chegamos no hotel, um “figura” que falava português, se achava o “MustafaBai” da novela, ele tinha uma loja de tapete, que segundo ele foi patrocinador danovela!

Ofereceu para levar o pessoal na caverna do Ziah e ofereceu um jantar grátis pratodos!

Eu particularmente não estava gostando muito da historia, mas algumas pessoas se empolgaram, eu não quis cortar!
O que fiz foi chegar nele e dizer que era um grupo de nadadores e ninguém queria comprar tapetes.

Ele disse que não mudava nada!

Dia 10 – 5 de julho – Sexta-feira – Goreme

06h00 – Voo de balão sobre a Capadócia .

A melhor parte da nossa passagem pela Capadoccia, um lindo a tranquilo voo debalão!!!

A empresa muito profissional!

Todos bem, voltamos ao hotel, alguns foram visitar as igrejas nas cavernas, outros fazer compras. Alguém descobriu a loja mais barata da Turquia!

A tarde, caverna do Ziah, joalheria do Ziah, o próprio Ziah estava lá!

O Ziah verdadeiro é milionário!

A noite, o jantar, foi a metade das pessoas, e ninguém comprou tapete!!!
Eu particularmente comemorei o fato!
Não gostei da armaçãozinha dos “brimos”!
Conclusão sobre os turcos, ele não são muito chegados a um banho e a desodorante!
Talvez eles se deem conta que, se todos os turcos decidirem tomar banho todos os dias como os brasileiros, acaba a agua da turquia!

Um grupo foi fazer um pesseio de quadriciclo, para alguns, foi tão interessante quanto o voo de Balão!

Dia 11 – 6 de julho – sábado – Goreme/Kayseri/Istambul

Parte do grupo foi visitar as cidades subterraneas.

11h55 – Viagem de ônibus para Kayseri
14h30 – Embarque em Kayseri para Istambul
13h20 – Chegada em Istambul

Estadia em Istambul

Dia 12 – 7 de julho – Domingo – Dia da Travessia – Istambul

Saímos do hotel as 6:30h, confirmação inscrição da Travessia. Quando chegamos lá, nos deparamos com um mega evento, um super kit para os atletas, um patrocínio muito poderoso, uma empresa de equipamentos de natação, oferecia sunga e maio a vontade para todo o publico. O evento com direito a 2 helicópteros, telão com nome dos atletas assim que chegavam!

A Travessia é muito diferente de tudo que todos já viram, uma correnteza fortíssima a favor, não podia ir pra margem na hora errada, porque tinha contra corrente, e se passasse do local de chegada, tinha que nadar na contra corrente!

Nossos 2 nadadores mais fortes tiveram dificuldade, acabamos ficando com 3 terceiroslugares, o Sergio, e a meninas que vieram de “azaronas” disseram que vieram passeando e acabaram levando pra São Paulo 2 medalhas de bronze!

Valeu Cristina eLucia!!!!

Na volta ao hotel, eu escolhi um lugar, outro banho Turco, um lugar que não é famoso, mas a massagem era muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor que o outro!
Um lugar bem interessante e diferente!

A Turquia foi uma surpresa para todos, não vimos pobreza, tudo funciona, excelentes estradas, otimos aeroportos, a 9ª melhor companhia aerea do mundo. Um sistema de transporte integrado, bonde, onibus e barcos. Um mar com um movimento gigante e uma das maiores cidades do mundo, e uma agua limpa, transparente!

Os dirigentes de nossas cidades poderiam passar uns dias aqui, não precisa inventar a roda, os turcos já inventaram!

Dia 13 – 8 de julho – Segunda – Istambul

Dia livre, fazer ultimas visitas e comprar ultimas lembranças!!!

Eu e a Léia fomos no Grand Bazar, o maior do mundo. Paramos em uma loja, que tinha um menino, filho do dono da loja, os turcos levam os filhos pra aprender o oficio. Omenino tinha a idade do nosso filho, a saudade bateu forte, choramos em pleno grandbazar!

Ultimo jantar em Istambul, foi em um restaurante…….Koreano!!!

Estadia em Istambul.

Dia 14 – 9 de julho – Segunda – Istambul São Paulo

Embarque as 9h30, chegada prevista em São Paulo as 17h05.

Embarque para nossas cidades!

SETEMBRO 2016 – TRAVESSIA NO SENEGAL + GÂMBIA + ÁFRICA DO SUL + SUAZILÂNDIA (25ª VIAGEM)

Diário de Bordo VIAGEM ÁFRICA 2016 

ÁFRICA DO SUL, SENEGAL, GÂMBIA E SUAZILÂNDIA!!! 

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Dia 18 de setembro de 2016 
Léia me leva no aeroporto, obrigado Léia!
Encontro o Valdinei, companheiro de muitas Travesssias e agora 8ª Viagem juntos!
Assume a segunda posição em numero de viagens, só perde para os Pioneiros Osni e Vtória, com 11ª viagens juntos! Eles, logo encontramos!
Voo para são Paulo, encontramos, não tivemos como nos esconder delas....rs
Lourdes e Neusa de Porto Alegre, Bah! 
Quem nos atendeu na companhia aérea South African, foi o Marcos Henrique, raro eu encontrar um xará duplo! Ele, muito simpático e atencioso como poucos! 
Eles pedem a vacina da febre amarela, ele disse que todos os dias chega gente sem a vacina, tem que esperar 10 dias para viajar. Se informe antes de viajar! 
Um A 340 para 350 lugares com um ótimo espaço entre as poltronas, mas com problemas de ergonomia. Atenção engenheiros alguém por favor pense em um acento de avião que seja possível sentar e dormir!!!!

1º Dia - 19 de setembro – Johanesburgo - Cidade do Cabo 

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Chegamos com atraso em Johanesburgo, na longa fila da imigração, conhecemos uma moça de Moçambique e uma de Curitiba. A colega de Curitiba, não falava uma palavra em inglês, nos ajudamos ela a passar pela alfândega! 
Uma mala com doações dos amigos de Curitiba, Joinville e São Bento do Sul, junto com uma mala da Neusa foram extraviadas! 
Ficamos esperando o avião seguinte, a mala de doações chegou a da Neusa não!
Fomos pra casa, o simpático Mesmin, nascido no Congo Brasaville, estava a nossa espera, mesmo com o atraso, um sorriso no rosto. Ele morou 6 meses em Angola, entendia um pouco de português! 
A casa que aluguei era melhor que eu imaginava, 3 quartos, 3 banheiros. 
Um bairro bem central, perto de shopping e supermercado. 
O simpático Roger, nos deu as boas vindas com um bom vinho sul-africano. 

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Tivemos pouco tempo para ficar em casa, caminhamos pra cidade, procuramos um lugar pra trocar dinheiro. Perguntei a um agente de transito, ele nos levou até uma mini galeria, com muitos serviços, um lugar bem esquisito, disse pro pessoal entrar um de cada vez!
O cambio era bom! Ele nos conseguiu um taxi, o taxista não quis levar, acabamos entrando em outro! Logo depois o agente me pediu uma gorjeta, demos um troco e tudo certo! 
Nosso destino era aproveitar o tempo bom e subir a Table Montahin.
Um teleférico muito rápido sobre para uma das mais belas vistas que vi na vida, rivaliza com o Cristo redentor uma panorâmica de toda a região, Cidade do Cabo e Península do Cabo, com suas praias e montanhas! 

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Nosso simpático taxista, nascido no Zimbábue, nos encontrou descendo caminhando parte da montanha. Ele logo disse: - Its mi!
Ele mostrou um livro de um pastor brasileiro, da igreja que ele freqüenta, ficamos bem quietos! Lamentamos 10% ou mais de nosso dinheiro ir pra .....?

Nosso primeiro dia “já valeu” como dizia um amigo meu! 
Passada no mercado, compras pra três dias, isso faz economizar muito com refeições e ao redor do fogão sempre é um grande compartilhamento!

2º Dia – 20 de setembro – Cidade do Cabo
As 9h30 chega o Nic, nosso condutor ate na península do Cabo. 
Ele nascido na Namíbia, casado com uma alemã, mora a 20 anos na áfrica do sul. 
Logo chega uma pequena caminhonete com...
A mala da Neusa!
Agora tudo certo!!
A passagens por belas praia chamou atenção uma casinha com vigias, muito parecido com nossos vigias de tainha no litoral de Santa Catarina.
Eram realmente vigias, mas de tubarão!!!
Caso de alguma mancha diferente no mar, uma sirene é tocada e todos tem que sair do mar.

Nossa primeira parada foi em Boulders Beach, uma pequena reserva biológica lar de uma grande colônia de pingüins!

pinguim

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Após os pingüins seguimos ate o famoso Cabo da Boa Esperança, uma placa com a localização é foto obrigatória!
Na fila encontramos um casal de angolanos muito simpáticos.
Eu comentei com eles que um amigo meu foi trabalhar lá e disse que a corrupção era demais!
A resposta do amigo angolano:
- Sim, há muita corrupção em Angola, QUASE como no Brasil!!!
Bom, já não é mais o pais do futebol e do carnaval....

Após a foto tradicional, já voltando pra van vi que algumas pessoas faziam uma caminhada, perguntei ao Nic, onde iria a caminhada, ele disse que era uma caminhada de 40 minutos e nos levaria ao farol. 
Não tivemos duvida, fizemos a caminhada de 4 km, por umas bela paisagem, elegemos Dias Beach, uma das mais belas do mundo.

Diferente dos navegadores portugueses Bartolomeu Dias e Vasco da Gama que cruzaram o cabo com suas caravelas.
Já que não é possível cruzar nadando, alias seria uma Travessia Incrível, porque a região é cravada de espécies de tubarão, inclusive o grande branco.
Nós cruzamos caminhando o cabo da boa Esperança, deixamos pra trás nossas tormentas...

Chegamos ao Cape Point, onde esta o Farol, pequenos lagartos que pareciam mini jacarés e um grande roedor, faziam parte da fauna da região do Parque Nacional do da Table Mountain.

Hout bay, uma baia cinematográfica, foi onde descemos para comer lula frita, e compramos peixe para fazer a noite em casa! 
Um dia cheio e maravilhoso.

3º Dia - 21 de setembro - Cidade do Cabo 
Acordamos as 2h30 da manhã! 
Estava combinado que nós iríamos juntos até a sede da empresa do mergulho, e de lá tentaríamos chegar no Cabo Agulhas.
Para nossa surpresa, não tinha lugar na van pra nós, voltamos a dormir!
Osni, Vitória e Valdinei foram mergulhar com os “amigáveis” tubarões brancos.
A experiência arriscada e emocionante, ficar em uma jaula e os tubarões soltos!

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Dormimos até acordar, fomos até a piscina pública de Sea Point. 
Paramos um taxi, era o simpático Helmut, lembramos do Wilmot (lá de “plumenau que viaxou com a xente uma vez”).
Ele falou sobre a situação do Brasil, falou da Venezuela, estava por dentro da política mundial.
O belo complexo aquático a beira mar, exibia uma placa, temperatura do mar, 14 graus, temperatura da piscina 18 graus. 
Pagamos os 22 rands para entrar, uns 5 reais, só pra conhecer! 
Coloquei minha mão, parecia estar mais que 18, o termômetro confirmou, 19,9.
O sol intenso do belo dia em Cape Town, ajudava a parecer mais quente!
A Neusa foi a primeira a se decidir, entrou na água e logo saiu nadando, depois foi a Lourdes!
Eu, fui! 
Aprendi com Henrik Kruguer de Itajaí, a primeira sensação é o choque, não o frio!
Após algumas braçadas, o corpo vai regulando a temperatura e fica agradável!
Parece ter uma fina camada de gelo em volta da pele!
Foi muito bom! Uma ótima ducha, pra finalizar a estadia!
Uma pena não temos piscinas públicas no Brasil, principalmente com água do mar que é uma conquista!

Logo na saída encontramos bicicletas para a alugar! 
Saímos serpenteando o mar, com nossas possantes magrelas! 
Passamos pelo estádio da Copa de 2010, o Green Point, e chegamos em Water front. 
Ficamos abismados com o que estávamos vendo!
Simplesmente o lugar mais legal que eu vi na vida, um complexo de bares, restaurantes, galerias de arte, museu, aquário, porto, muita musica! 
Um lugar impar e imperdível! 
Voltamos pra casa feliz com o dia maravilhoso que passamos!

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PEDAL 1

4 º Dia - 22 de setembro - Cidade do Cabo – Escala Johanesburgo – Dakar 
Encerramos hoje a primeira faze da viagem!
Com dois sentimentos em relação a Cidade do Cabo!
Um deles já descritos acima, a cidade espetacular!
Outro, uma cidade sem alma!
Onde o aparthaid não terminou!
Continua uma grande separação, cada um tem seu idioma, seu trabalho, seu local de moradia!
O que inclui a todos é o turismo, onde todos se juntam para ganhar seu ganha pão e receber os visitantes!
As 9h30 o simpático Mesmin, nos esperava na porta da casa, que, deixou saudades, todos nos sentimos em casa, parecia que era a casa de cada um de nos, de nossa família Travessia.

Aeroporto, vôo tranqüilo ate Johanesburgo, uma da empresa aéreas nos chamou atenção pelo nome e pelo verde de seus aviões, a KULULA........!

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Em Johanesburgo, sai do aeroporto para procurar uma van que nos leva-se pra conhecer a cidade. Logo encontrei uma van Mercedes, o simpático motorista nos levou ate o estádio Soccer City, depois no centro da cidade onde subimos no ....

Mais alto da África, não, não foi o Kiliamanjaro, com seus 6 mil metros de altitude, mas foi o TOP OF AFRICA, o edifício mais alto da África com 50 andares! 

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Tivemos uma idéia do centro de Johanesburgo, uma cidade grande com os arredores desenvolvido e o centro um pouco mais popular.
Paramos em um shopping pra comer e finalizamos nosso passeio. 
Como disse a amiga Katia, o aeroporto tem belíssimas lojas com produtos africanos!
O vôo fazia escala em Dakar e seguia para Washington, nos Estados Unidos, uma serie de procedimentos a mais de segurança, mas, foi rápido!

Um vôo de 7 horas ate Dakar, tive sorte de ficar com 3 assentos sozinho, não tive sorte o senhor que estampava 2 estrelas no peito, deveria estar completando 50 anos de vôo, não era nada delicado, foi apelidado carinhosamente de vovózona (eu não gosto dessas coisas de colocar apelido nas pessoas...).
Um filme que vi na tela, me fez pensar, Wild, era o nome! 

5º Dia - 23 de setembro – Dakar
Por volta das 0h55 do dia 23 desembarcamos no muiiito modesto aeroporto de Dakar.
Fila pra tudo, somente três policiais marrentos de alfândega faziam a chegada dos passageiros, deu tudo certo.
Os novos amigos da Federação de Natação do Senegal, Mohamed o presidente, atleta olímpico de natação, o Lamine e o Monteiro, filho de Caboverdeanos, por nossa sorte, falava português. 
Nos deixaram no hotel, bem próximo ao aeroporto. 
Direto pra piscina, as 2 da manha!

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Bem próximo ao hotel vimos pelo satélite uma praia e uma pequena ilha, esse foi nosso destino, Ilha de Ngor.
A praia suja, de plásticos, mas não mais suja que algumas famosas praias no Brasil que já estive, melhor não citar nomes. Felizmente em Santa Catarina jogar lixo na praia já é um crime grave aos olhos da grande maioria.

Belos barcos coloridos, bem diferentes dos que conhecemos no Brasil, um homem dando banho em um bode, a praia de águas claras, só contrastava com uma alga vermelha que era empurrada para a beira da praia. 
Contratamos um barco que nos acompanhou nos 500 metros entre a ilha e a praia.

Alem de Osni, sócio fundador do Bora PAZ Ilha, e Valdinei, efetivo participante, tivemos duas estréias, a Lourdes e a Neusa, que deixaram Porto Alegre pra estrear internacionalmente!
Comemos uns petiscos na beira da praia, mais um banho e de mar e voltamos.

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Na volta, no meio do percurso nos encontramos umas 80 crianças treinando para a Travessia de domingo, escolhi uma delas, uma menina de cabelo comprido sem touca e óculos para doar os meus! 
Uma mancha a mais na minha careca não vai fazer diferença, mas talvez faça na vida dela!
Teve pra mim um alivio imediato na saudade!!!

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Passamos no mercado e em uma belíssima padaria próximo ao hotel, juntamos todas as compras e fiemos um jantar coletivo na sacada do quarto. 

6º Dia - 24 de setembro - Dakar 
Nosso novo amigo Monteiro, nos levou para a sede da Federação de Natação do Senegal, junto com ao espetacular complexo olímpico, com três piscinas, 50, 25 e de saltos. 
Mais de 200 pessoas, entre adultos e crianças nadavam e brincavam. Complexo igual eu so vi em João Pessoa, o recém inaugurado Centro Olímpico Parayba.  

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Inscrições confirmadas, fomos a um restaurante onde o dono é Caboverdeano, comemos uma comida típica senegalesa, arroz com peixe, com muita pimenta, delicioso!!!
Caminhamos pelo centro de Dakar e voltamos a nosso hotel.

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Fui caminhando até o aeroporto caminhando, para esperar o Ricardo, que vinha de Maceió.
Uma caminhada de dois 2km em uma cidade desconhecida, tem muitas conquistas, foi ótimo!
Cheguei no “corredor polonês”, cercado por grades onde ficam todos, gente esperando parentes, taxistas, vendedores, compradores de ouro, cambistas, logo encontrei o Ricardo, veio com a empresa TACV de Cabo Verde.
O Ricardo estava disposto, voltamos a pé pro aeroporto. 
Antes de chagar no hotel, passamos pela praia particular do hotel, um espetáculo, mais chique que o hotel! 
Passa no Casino, ou pizza no fastfood tio san, foram as opções da janta.
Hora de mentalizar, principalmente quem não treinou, amanha tem Travessia.

7º Dia - 25 de setembro - Domingo – 29ª Traversée Dakar Gorée
 Café da manha, o garçom era a cara do Cafu de São Francisco do Sul, Santa Catarina. 
O guarda do hotel negociou dois taxi, para irmos ao local da Travessia. 
Aqui no Senegal tem que negociar antes o valor do taxi. 
Pegamos uma grande avenida, com três pistas, depois de 10 minutos, ele entrou em umas quebradas com uma feira bemmm popular! 
Cavalos, vacas, carros, roupas, vendia-se de tudo! 
Passando a feira, ele entrou no porto, foi se embrenhando, até chegar em uma rua, onde já era possível ver os nadadores. 
Uma pequena fila pra pegar touca e confirmar a inscrição, chegamos no maior evento da natação senegalesa! 
Foi chegando autoridades, o ministro dos esportes, tiramos uma foto com ele. 

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A praia encheu, a ilha de Gorée estava bemmmm distante! 
Mas a mesma distancia que fica a Ilha de Anhatomirim da Praia da Daniela, local de nossa Travessia em abril. 
As 11h50 largaram os federados. 
Nos, eu, Lourdes, Osni, Neusa e Valdinei, largamos as 12h05.

Saímos eu e a Lourdes sem pressa, procuramos nosso lugar na multidão, primeiro obstáculo foi uma japonesa nadando peito, não foi uma boa opção na largada.
Combinei com a Lourdes que nadaríamos perto de uma moça com uma bóia, a Lourdes se grudou nela, eu vi que ela estava bem, adiantei um pouco minhas braçadas. 

Foi buscando metas para me motivar, o percurso inicial era paralelo ao porto, a cada prédio uma comemoração!
Fui deixando os tanques da refinaria pra trás! 
A cada marola eu tentava encaixar as braçadas e pernadas, o vento terral, da terra para o mar,  ajudou muito. 
Uma pernada cruzada, aquela de pescador, parecia encaixar melhor com as marolas. 

Passou todo o porto, a ilha foi ficando mais perto, era possível ver os prédios da ilha, definir ate suas janelas. A Lourdes eu ainda via, ate a metade do percurso, com sua roupa de lycra laranja. A Vitória passou em um barco, eu a vi como quem vê uma garrafa d‘agua no deserto, gritei por ela pedindo água, logo passou um barco e me deu uma garrafa, decidi levar comigo.

A Ilha foi se aproximando, eu que pensei que faria perto de 3 horas, vi a possibilidade de fazer em menos de 2 horas. 
Quando fui chegando perto, foi ficando mais difícil, os últimos 300 metros pareciam não passar nunca, ufaaaa, cheguei, senha numero 416.
Logo fiquei feliz de ver o amigo Valdinei comemorando minha conquista!
Eu me auto pressionei quando vi o belo cartaz do evento, pensei que eu gostaria de ter um em nossa sala, mas que para isso eu tinha que completar a Travessia!
Agora sim, posso colocar um na parede!

Cheguei sem forças, deixei minha sacola com os que já chegaram e fui esperar a Lourdes, ela que me achou chegou muito rápido!

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Uma pequena caminhada pela ilha de Gorée, eu e o Valdinei fomos na Casa dos Escravos, um pequeno museu para não deixar esquecer esse período triste da humanidade, já que gore foi um entreposto de escravos. 

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Eles premiaram o geral e nos ofereceram um belo troféu pela participação brasileira. 

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Voltamos com as 6 missões cumpridas!
Fizemos nosso segundo Bora PAZ Ilha internacional, Praia de La Voile Dor até a Ilha de Gorée. 

Um barco grande trás as pessoas de volta ao porto, mais uma negociação com o taxista, desta vez, um senhor com trajes típicos sorriu quando eu fiz um self.

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O QUE VOCE LER A PARTIR DAQUI NÃO É UM PADRÃO EM NOSSAS VIAGENS, SÓ FOI FEITO PORQUE OS VIAJANTES ERAM EXPERIMENTADOS E TOPARAM O DESAFIO! 

8º Dia - 26 de setembro - Dakar - Banjul (Gambia)

Nosso motora era o Tal, esse era o sobrenome dele, um simpático senegalês, que falava olof, frances e algumas palavras em inglês. Ele vestia uma surrada camisa azul de branco com o logotipo da BMW, vivia limpando os dentes, com um graveto de uma arvore, habito comum no Senegal, aparentemente funciona, porque eles tem dentes bonitos, aparentemente! 
Ele nos conduziria por nossa primeira viagem terrestre na África, certamente muita surpresa teríamos pela frente! 
Fizemos varias paradas, uma delas na casa do próprio motorista, para ele cumprimentar a família, porque ele morava em Dakar. Parada para lanche, em lugares, digamos, diferentes, mesmo tendo escolhido os melhores aparentemente!
Uma característica dos restaurantes é que são escuros, parece que eles tentam economizar na luz, também não tem propaganda alguma, portas e janelas fechadas! 
Um dos tripulantes foi afetado gravemente por uma “ligeira”, teve que ir em uma típica patente (banheiro com um buraco, ao invés de bacio) Senegalesa. 
A viagem foi se desenrolando e pudemos perceber que o comercio é baseado em grandes feiras livre, algumas no meio da rua, o motorista tinha que encontrar espaço para passar. 
Nestas feiras se vende de tudo, de animais a chip de celular. 

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As comunidades a beira da estrada são pobres, vivem de agricultura se subsistência, mas, o milho domina as plantações com aparentemente 90% da área plantada.
Pequenas vilas a beira da estrada, algumas formadas por malocas redondas de estuque, algumas pareciam micro condomínios com 5 a 8 casas.

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A comunidade fica a sombra de arvores a beira da estrada conversando, algumas vendendo milho ou sal, para as comunidades que ficam próximo a uma grande salina. 
Uma cena chamou nossa atenção, umas crinaças com uma tela pescando em um pequeno riacho.

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A estrada era surpreendentemente boas, com poucos buracos, em Florianópolis, tem mais buracos que vimos em 500 km viajando no Senegal.
No final, já próximo a fronteira com Gâmbia, eles estavam arrumando a estrada, andamos um 20 km em estrada de terra.

Eu procurei em todas as listas de países que pedem visto pro Brasil, em nenhuma havia a necessidade.
Uma fronteira terrestre em qualquer lugar é tenso, eu não esperava menos na fronteira entre Senegal e Gâmbia. 
Chegamos finalmente na fronteira, demorou mais que pensávamos. 
Umas moças vendendo amendoim, oferecendo cambio e alguns outros produtos cercaram a van.
Saída do Senegal relativamente tranqüila, só uns guardinhas chatinhos. 
Caminhamos uns 50 metros chegamos a aduana de Gâmbia. 
Um policial nos recebeu, ele vestia uma farda azul com botões prateados, na mão ele tinha uma vareta de fibra, daquelas de barraca iglu.
Ele nos levou ate um quartinho no fundo para ver o chefe.
No meio do corredor tinha uma jaula, onde estavam duas crianças e um adolescente, provavelmente tinham aprontado na região da fronteira. 
O chefe disse que para brasileiros precisávamos de visto, nós argumentamos que em todos os sites do Brasil, indicava que não precisava de visto!
Ele nos mostrou um papel amarelado, com a lista dos países que precisavam de visto, entre eles o Brasil! 
O valor do visto era uma pequena fortuna, 40 euros, e como ficaríamos inicialmente somente um dia na Gâmbia, não valia a pena. 
Desistimos de entrar, mas, a viagem de volta era longa demais pra voltar!
Um dos componentes do grupo disse que não gostaria de pagar para ir na Gâmbia, nesse caso eu tive que intervir e reafirmar que eu estava no “comando da expedição”, e que a ultima palavra seria a minha!
Nunca entre em um projeto, viagem, expedição sem comando! Procure informações de quem é o comandante!
Decidimos que eu voltaria para uma nova rodada de negociações, eles me levaram para a mesma salinha nos fundos, fiquei ali por uns 20 minutos, eles chamaram o chefe, do chefe, do chefe.
Ele chegou, eu pedi desculpa pelo mau entendido, após uma longa e tensa negociação, nos concederam um visto especial por 7 dias! Ufa!!!!!!

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Visto no passaporte, seguimos caminho a Banju, capital da Gâmbia. 
O atual presidente, então comandante das forças armadas, assumiu o poder a 22 anos, após a derrubada do antigo presidente.
Portanto não estávamos entrando em qualquer pais, mas em um dos poucos governados por um ditador militar.

Após a passagem pela fronteira, passamos ainda por quatro barreiras, duas da policia e duas do exercito, em uma delas tivemos que mostrar nosso passaporte!
Todos os agentes armados, com armas, visivelmente antigas. 
A ultima barreira, nosso motorista foi abordado e teve que deixar um trocado para o policial. 
Na Gâmbia são falados dois idiomas, alem do inglês, algumas falam o olof, idioma do Senegal. 
Passamos a ultima barreira, achamos que estávamos livre na tensa entrada em Gâmbia...
SÓ QUE NÃO!!

O território de Gâmbia é bem estreito, uma pequena faixa de terra, ao redor do Rio Gâmbia.
Logo chegamos a localidade de Barra, local de partida do Ferry que liga a capital gambiana. 
Um local apertado com pequenas construções nos dois lados da rua, alguns comerciantes vendendo frutas, verduras, um rapaz, vendia café!
Por mais vontade de tomar café que alguns do grupo estavam, não tiveram coragem de tomar um típico café africano, feito ali na rua e passado de uma caneca pra outra, para ser misturado e resfriado. 

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A fila aparentemente pequena, 15 carros, mas a pressão era grande, muitos desocupados tentando oferecer de tudo, ninguém dava informação sobre nada. 
Um dos “agilizadores” falou com nosso motorista que nós não conseguiríamos embarcar no próximo ferry, que não tinha previsão de atracar. Disse também que poderia vender um lugar no começo da fila, não dava pra entender como era possível, furar uma fila de carros na frente de todos, nosso motora disse que não Gâmbia era possível!

Eu vi alguns carros, passando na frente e entrando na área reservada dentro da estação, um deles com placa diplomática. 
Foi anoitecendo e a tensão foi aumentando!
Decidi por pedir informação a alguém que estivesse nos carros, entre todos escolhi um carro branco com um casal para perguntar.
Começamos a conversar em inglês, o moço me perguntou de onde eu era, quando respondi, ele disse em português:
- Não você não é brasileiro!!!
- O que estão fazendo na Gâmbia??? 
A satisfação de encontrá-los, se contrastou com as informações que ele me passou! 
Eles eram o terceiro carro da fila chegaram as 10h da manha e não tinham certeza se embarcariam no próximo ferry, nem se HAVERIA o próximo ferry! 
Putz ferrou!!!!
Aos poucos as informações foram sendo absorvidas e diluídas!
Toni de Curitiba e Rita de Salvador, missionários de uma organização internacional, estavam na Gâmbia a 17 anos!
Eles tem 2 filhos que estudam em Dakar, em colégios internos. 
Uma feliz coincidência, Toni tinha dois nomes dos meus quatro nomes e Rita, nome de minha querida e saudosa avó! 
Minha primeira preocupação era arrumar um lugar para as três mulheres do grupo dormirem, Rita disse que próximo dali tinha um convento católico e que as freiras eram simpáticas e acolhedoras. 
Para um dos problemas, já tínhamos solução, no caso de não conseguirmos embarcar naquela noite. 
Toni confirmou que pagou, fura a fila, e que de tarde ocorreu uma confusão com um senhor que foi reclamar e foi parar na policia.
Um policial procurava nosso motorista, o conduziu ate o posto policial, queriam extorquir, o Tal não deixou barato, não deu nada, reclamou e saiu bravo do posto policial!
Coisa que eu jamais faria!

O ferry é do estado, quem tem coragem de reclamar em um governo, “não-democrático”. 
A Rita nos deu a informação mais importante, mesmo que o carro não passe, nós passaríamos!
Eu tive a idéia de deixar o carro na Barra e irmos sozinhos, nesse momento Toni disse pra Rita que ele iria conosco e ele ficaria até conseguir passar. 
Por sorte a nossa, essa não era a rota que eles costumavam passar, eles davam uma volta de duas horas, para não passar pelo ferry, mas agora já era tarde, porque a fronteira já estava fechada! 
Nosso motorista também achou uma ótima idéia o carro não passar.
Agora só tínhamos que torcer para ter o ferry. 
Tudo foi ficando calmo, o movimento na barra já não era o mesmo, poucos ainda circulavam!
Começa uma movimentação, toca uma buzina, aparecem luzes na escuridão do Rio Gâmbia, sim, era o tão esperado ferry! 
Compramos as passagens por 500 francos senegaleses por pessoa, também aceitos em Gâmbia, aproximadamente 3 reais e 20 centavos. 
O Tal posicionou a van bem perto do portão de embarque, para que andássemos pouco com nossas bagagens!
Rita disse que como éramos estrangeiros, nos deixariam passar por um lugar reservado, porque a população ficava esperando em um local pequeno, fechado e insalubre. 
Na hora de passar o portão, cobraram de quem tinha mala, mais um motivo pra usar mochila!!!
A exorbitante quantia de 1 real cada mala, paga gentilmente pela Rita! 
Entramos em uma rua escura, logo começaram a passar carros e caminhões, um dos caminhoneiros parou bem próximo a nos e acelerou o caminhão, despejando uma fumaça pesada! 
Logo veio a multidão que estava no ferry, passando a multidão nos entramos em pegamos assentos na parte superior do ferry. 
Com a quantidade de carros e caminhões que estavam na área reservada, o Toni não conseguiria embarcar no mesmo ferry que nós! 
Uma viagem tranqüila pelas águas do Rio Gâmbia, aos poucos a Barra fica pra trás e as luzes da região portuária de Banju, vão se aproximando.
Durante a viagem a Rita nos deu uma aula sobre Gâmbia e dos países da região!
O Osni disse uma celebre frase:
- Não esta tão ruim, que não pode piorar, chegamos ao porto, recomeça a pressão oferecendo taxi, mas dessa vez, estávamos com a Rita, nos dava um pouco mais de tranqüilidade. 
A Rita disse que precisava de uma van para 8 pessoas, logo apareceu um “agilizador”, com a solução, a Rita negociou o preço, e nos caminhamos por ruas escuras e enlameadas até a van.
Era a pior van que nos tínhamos visto na vida, os bancos não tinham mais o acolchoamento, eram molas e algumas fibras, mas como dize o popular ditado. 
- Se não tem tu, vai tu mesmo!!!
Não conseguiríamos outro carro onde caberíamos todos! 
Algumas bagagens no rek....
“Fumos”!!!!
Pouca iluminação na cidade, aos poucos a lama foi ficando pra trás, saímos do porto, pegamos uma estrada melhorzinha!
Primeira barreira policial, quando viram que eram estrangeiros, perguntam pra onde vão e deixam passar! Mais um abarreira do exercito, mais uma da policia e chegamos na região dos hotéis.
Nosso motorista desceu e foi tirar uma autorização para entrar na área dos hotéis, exclusiva a estrangeiros ou a taxis especiais, de especial, nossa van não tinha nada!!!
Chegamos, nos despedimos e agradecemos a Rita, entramos no hotel, tudo mudou! 
O clima era outro, eu me senti como estar em um pais em guerra, o único lugar seguro era uma embaixada, nossa embaixada era o hotel Senegambia!
Um belo hotel, com uma grande aera a beira mar, acabou acontecendo o que eu previa, todos queria ficar duas noites, inclusive eu! 
Já comecei a pensar como eu poderia viabilizar essa possibilidade, já que o Tal estaria nos esperando no dia seguinte! 
Após fazermos o cheking, eu já tinha decidido, vamos ficar duas noites!!!
Eu tinha duas saídas, uma era tentar um contato com o Tal, mas não tínhamos o telefone dele, quando eu consegui com os amigos do Senegal, descobri que os telefones do Senegal não funcionavam em Gâmbia!
Parto para a segunda parte do plano, já que nos tínhamos contratado a pior van do mundo para nos levar de volta no dia seguinte, eu iria com ele, e daria recado ao Tal. 
A saída da porta de nossa embaixada\hotel a noite era tensa, ofereciam de tudo, para uma pessoa de nosso grupo, foi oferecido um cigarro do Bob Marlei, ele demorou para entender que tipo de cigarro era...! 
Como já era meia noite, não existiam mais lugares abertos para comer, dividimos nossos lanches e fomos dormir tranqüilos.

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9 º Dia - 27 de setembro segunda – Banjul - capital da Gâmbia
Um belo amanhecer, foi desvendando a beleza da estrutura do hotel, não era um hotel de luxo, os apartamentos eram simples, mas as piscinas, os animais e a praia davam um brilho todo especial. 
Um bom café da manha, nos forrou pela noite passada! 
Logo após o café foi fazer uma “sessão descarrego” em um banho de mar com água de 29,3 graus. Um mar com pequenas ondas, mas com força, deu até pra pegar jacaré!
Logo chegamos os companheiros de viagem para desfrutar a praia da Gâmbia. 
Eu e o Valdinei, fomos até um arrastão, feito por pescadores, ajudamos a puxar a rede. Conversei com o patrão da pesca, que incrivelmente vestia uma camisa do “framengo”, também conversei com o Alma, esse era o nome do simpático jovem. 
Uma rede muito pesada, puxada com a força de 6 homens.
Para a infelicidade dos pescadores e nossa também, apenas um magro siri, era o fruto do arrasto! 

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Eles agradeceram e nos voltamos ao hotel.
A área do hotel era um território “imaculado”, nenhum morador entrava, eles ficavam na praia oferecendo de tudo! 
Eu e ao Valdinei, fomos tentar comer algo em alguns dos restaurantes a beira da praia, o assedio era grande, ofereciam desde comida, drogas, massagem, estatuas!
Em algum momento eu disse em tom firme:
- ! AM OK GUI!!!! 
Eles respeitam um tom de voz mais forte!
Voltamos e comemos no hotel, onde descobrimos que era mais barato que fora e que o camarão era mais barato que peixe. 
A água do mar é tão quente, que a água da piscina era mais fria, pelo menos uns 2 graus a menos!

Por volta das 10h15, fui abordado na recepção pelo motorista da pior van do mundo, eu iria com ele até o porto e posteriormente ate a Barra, quando entrei no carro, pensei que ele poderia fazer o serviço. Após uma negociação e pediu 2 mil dalaces, moeda de Gâmbia eu acabei pagando 1 mil, equivalente a 20 dolares. Dei ainda um dinheiro para ele entregar ao Tal. Seria uma grande loteria, ele dar o recado, antes de sair olhei bem nos olhos dele, apontei o dedo na direção dele e disse que era muito importante!!!
Ufaaa, não precisei ir, eu demoraria umas 4 horas e gastaria o mesmo para ir até la!

Uma das atrações do hotel era um lagarto que saia todos os dias as 11h30 em ponto para dar um treino na piscina!

A Gâmbia é um destino de turismo sexual de mulheres inglesas, que vem a Gâmbia em busca de “diversão”, sem problemas com o idioma, já que Gâmbia é colonização inglesa.
Em nosso hotel vimos vários casais formados por inglesa e gambiano!

Próximo ao hotel tem um mercado de artesanato, como durante o dia a pressão era menor, demos uma voltinha por lá! 
A técnica de negociação é impressionante, assim que alguém pergunta o preço, eles dizem pra entrar na loja para ver mais produtos, eles dão a volta e ficam na porta, literalmente te cercam.
A primeira pergunta é, quanto você quer pagar por isso? 
Alguns até ensinam a negociar! 
Uma colega fez algo que para eles é uma ofensa, quando foi perguntada quanto ela pagaria por um vestido, ela disse o valor, a moça disse, então pega aqui! 
Ela saiu da loja com uma forte reação da dona da loja. 
As vezes o assedio é exagerado, eu acabei comprando em um senhor que foi mais suave na negociação. Ele cometeu um erro grave, que eu logo o repreendi, disse que gostava do Dunga, nãoooooo!

Uma pizza foi nossa despedida do hotel, ao som de muita chuva batendo no telhado, furado e formando cascatas de goteira! 

10 º Dia - 28 de setembro – Banjul - Dakar
Amanhece com chuva, todos felizes com a experiência, mas um titulo de filme não me saia da cabeça:

- Pague pra entrar e reze pra sair! 
Não comentei isso com os colegas....

A pior van do mundo não veio nos buscar como combinado, logo imaginei que o Mamu, apelido do motorista, tinha ficado com todo o dinheiro e não tinha dado o recado e nem o dinheiro a nosso motorista. 
Sai batalhando outro taxi, como um passe de mágica, aparece uma pajero full, onde entramos todos, apertado verdade, mais entramos os 7! 
No momento do embarque o Valdinei, em um momento de grande inspiração, deu nome a aventura, dizendo:
- Por sorte escapamos da Van do apocalipse!
Arrancando gargalhadas de todos!

Voltamos para o centro, uma barreira policial, mais uma, chegamos ao porto!
O tempo chuvoso, algumas ruas alagadas, podemos ver co comercio na região portuária, muitas revendas de sal em sacos de 20 kilos. 
Chegamos ao porto do ferry, nenhum movimento, eu lembrei de outra informação do Toni, alem do ferry pequenos barcos, atravessar as pessoas para a Barra. 
Pedi ao motorista que nos deixa-se no ponto de saída dos barcos.
O ambiente não era dos mais agradáveis, uma praia de areia escura e suja, uns 20 homens vem na direção do carro oferecendo ajuda para carregar as malas e barcos.
Aproximadamente cinco barcos estavam estacionados a poucos metros da praia.
Eu falei que queria um barco só pra nos, após alguma conversa e negociação um barqueiro, o mais tranqüilo me pediu 2500 dalases, negociamos até chegar a 1800, o detalhe é que não sabíamos de tínhamos o dinheiro para pagar, mas a certeza só teríamos do outro lado!
Não deixamos ninguém pegar nossas malas, somente um carregador “oficial” pode carregar uma das malas e nos ajudar no embarque, uma de nossas colegas foi carregada no colo ate o barco, sem muito poder de escolha! 
Em algum momento tu tive que falar mais alto, para eles nos deixarem embarcar com mais calma, ai sim, diminuiu o assedio. 
Alem de nos, mais pessoas começaram a embarcar, eu disse ao chefe que somente nosso grupo embarcaria, deixei ir junto uma moça e um policial.

Perto dali, chegava um barco da barra com mais de 40 pessoas, um perigo, já eu o mar não estava calmo.

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Assim que ligou o motor, começamos a navegar, um pouco de balanço, mas a paz veio logo e foi sacramentada com o aparecimento de belos golfinhos negros que deram um show bem perto de nosso barco, como quem diz:
- Vão em paz, esse povo ai só luta pra sobreviver!!!!!

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A moça me agradeceu a carona e o policial, a o policial....
Como diz o amigo Roque, mente, porque se falar a verdade ninguém acredita!
O policial acendeu um “cigarrinho bob marley, sentou no fundo do barco e curtiu a “viagem”...

Na chegada, mais uma “tensãozinha”, vários homens vem na direção do barco para ajudar com as malas. 
Os barcos normalmente param a uns 10 metros da praia, eu logo falei para o motorista que nos deixa-se na areia, nosso carregador oficial ajudou a afastar os demais. 
Logo tudo se acalmou, pegamos as malas, e caminhamos ate o portão de entrada do ferry, local combinado para encontrar o Tal, no dia anterior! 
O pessoal ficou em um local mais tranqüilo, eu caminhei pela rua, a primeira boa noticia, a van estava lá! 
Logo aparece o Tal, com sua inseparável camisa da BMW, e sorriso constante!

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Eu e o Osni fomos recebidos de braços abertos e um grande sorriso de nosso salvador da pátria! 
Ele agradeceu o fato de eu ter mandado avisar e pelo dinheiro que mandei pra ele comer!
O Mamu, piloto da VAN DO APOCALIPSE, cumpriu sua parte no trato!!!!
Mas ainda faltavam as barreiras policiais e as aduanas! 
Uma barreira policial, duas do exercito e ultima da aduana, uma pequena casa com as informações escritas com carvão na parede, ficamos com muita vontade fotografar, mais evitamos eventuais problemas! 
Chegamos a temida aduana gambiana, foi levado a uma salinha com todos os passaportes.
A sala era escura, com duas mesas, em uma delas um homem concentrado em seu celular com as pernas encima da mesa, de ambos os lados da sala fotos do presidente, califa, doutor , professor. 
Na parece um calendário 2015, claro, com a foto do presidente. 
Encima da mesa um exemplar do alcorão e um colar com contas pretas e brancas. 
Um homem aparentando ter 35 anos, pegou os passaportes um a um e anotou varias informações, a cada termino ele perguntava a profissão dos colegas. 
Alguns para facilitar eu inventei, na hora de falar bombeiro, eu falei Fireman, foi repreendido pelo senhor, ele corrigiu, disse que era fire oficial. 
A curiosidade é que as profissões que nos entramos, não eram as mesmas que entramos...

Após todos os nomes detalhadamente escritos em um caderno, foi levado a outra sala, ali estavam dois policiais com calça marrom e camisa bege, o mesmo uniforme que usava o segundo dos chefes de quando entramos! 
O policial escreveu tudo de novo, agora no livro de saída da Gâmbia.
Apos todos escritos e carimbados, ele me deu os passaportes, ele comentou algo com o motorista, ele logo fez um sinal para sair caminhando, na saída ele fez um sinal que eles pediram dinheiro, que não era pra dar nada!!! 
Ultima parada aduana do Senegal, o Tal veio com a informação que não precisava carimbar! 
Já dava pra comemorar, mais caminho era longo!
Comemoramos a saída de Gâmbia!!!
Poucos quilômetros após a fronteira, uma barreira policial do Senegal, um retrovisor quebrado foi motivo para o motorista deixar dois mil francos.

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GAMBIA É UM EXCELENTE LUGAR PARA MANDAR TODOS AQUELES QUE SABOTAM O BRASIL!
SEM DIREITO A BANHO DE MAR, COMIDA BOA E PISCINA!!!!!

Voltamos a Dakar com uma grande historia e experiência que será exigida em algum outro momento de nossas vidas!

Antes de chegar a Dakar, passamos por uma das maiores atrações de Dakar, o Lago Rosa. 
Mas, ele não estava rosa, olhamos, voltamos pra casa! 
O Tal mereceu uma boa gorjeta do grupo, certamente era o salário de uns 3 meses!
Ele ficou muito feliz e nos também!!!!

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Ultima noite em Dakar, um, dois, três, pizza outra vez!!!

11º Dia - 29 de setembro – Dakar – Johanesburgo – Nelspruit
Acordamos as 4 horas, as 4h30 os últimos dois km, que separam nosso hotel até o muito modesto aeroporto de Dakar. Um atendimento confuso da companhia aérea!
Tivemos a informação que o vôo que vem de Washington, estava atrasado, 1h30. 
Fatalmente perderíamos nosso transfer atá Nelspruit, com a facilidade da internet e a eficiência das empresas sul africanas, mandei uma mensagem pra empresa que nos levaria, eles disseram que não nos esperariam, mas indicaram duas outras empresas.
No momento que o vôo estava para sair, recebi a confirmação que outro transfer estaria a nossa disposição! 
Após 7 horas de um vôo tranqüilo, chegamos a Johanesburgo, ficamos em uma fila de 40 minutos, 3 pessoas na aduana para receber 400 passageiros, em um aeroporto internacional, maior da África que recebe gente do mundo todo, é um absurdo! 
O simpático Johan, ex caminhoneiro estava com um cartaz com meu nome nos esperando!
Nem combinamos o preço, mas eles são muito sérios, o valor era justo!
Chegamos em Nelspruit as 23h59.

12º Dia - 30 de setembro – Nelspruit - Park Krueger 
Mais um dia intenso, acordamos as 4h30, para uma grande emoção, visitar a maior reserva do mundo, Parque Nacional Kruger, maior que a Bélgica. 
Bernard, o simpático guia, na hora marcada estava nos esperando.

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Ele falava e entendia um pouco de espanhol e algumas palavras em português. 
Saímos cedo, estava frio, não fomos preparados, o carro era aberto, passamos frioooo!
Somente depois de uns 30 km de friaca, o motora nos deu ponchos bem quentes, ufa!!!!
Em uma das portas do parque, paramos para fazer os tramites.
Ultimas explicações fomos em busca dos BIG 5, e de todos os muitos animais nativos do parque Kruguer. 
Logo no começo do percursos os primeiros animais aparecem, antílopes de todos os tamanhos. 
Aparecem o primeiro dos BGI 5, a girafa!
A primeira sensação é, eu já vi no circo!
Logo depois da o blig, blig.
Os animais estão em seu ambiente natural, eles nasceram ali, e vivem ali a vida inteira!
Todos os amimais são nativos!!!
Elefantes, búfalos, rinocerontes, hipopótamos, um a um aparecem ali na nossa frente!!! 
Os guias vão passando informação, uns para os outros.
Surge a informação de uma leoa, fomos em busca, de longe vimos ela em paz no meio de um leito vazio de um rio. 
As paradas para café e almoço são em lugares muito agradáveis, o parque é muito bem cuidado. 
As imagens falam por si!

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Faltou o leopardo para completarmos o BIG 5.

Voltamos a uma das portas, pegamos outro carro, com uma guarda do parque, não tão eficiente como o Bernard.
A primeira cena valeu as 3 horas de safári noturno.
O leopardo perseguindo um antílope, ignorou os carros, cruzou a estrada, cada vez que o antílope virava, ele se abaixava, ficava paralisado e se misturava com a vegetação.
Em um momento o antílope descobriu, o desanimado leopardo, saiu em outra direção.
Para nossa surpresa, o pequeno antílope volta para acompanhar o leopardo, marcando seus passos. 

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Seguimos os passeios, eu com um farol procurando animais, no outro lado uma norte americana. 
Fizemos uma disputa quem via mais animais, em algum momento sofri um “golpe do imperialismo” ...kkk
No final do safári, estava empatado, faltando 1km a moça achou uma girafa, nãooooo.
Praticamente perdido, faltando 500 metros eu vi uma mamãe elefante e seu filhote, mais a frente um grande grupo de antílope!
GANHAMOS!!!!!
Uma pizza em um pelo restaurante no caminho ate Nelspruit, comemoramos nossa ultima noite em terras Sul Africanas.

13º Dia - 1 outubro – Nelspruit – Suazilândia - Johanesburgo - São Paulo 
As 7 horas, Hans, descendente de alemães de 5ª geração, era nosso ultimo condutor. 
Eu decidi passar por dentro da Suazilândia, um reino africano que fica bem perto de Nelspruit.
A idéia que eu tinha da Suazilândia era um pais pobre e tribal.
Logo na aduana, vimos que era diferente, um prédio organizado e com painéis eletrônicos. 
Um pais alto, com belas montanhas, casas simples mas sem pobreza extrema. 
Belos hotéis, 9 campos de golf, um excelente sistema viário. 
Passamos próximo a capital Mbabane, vimos bonitos prédios, nas encostas das montanhas belas casas, o Osni deu um ótimo adjetivo:
- Suazilândia a Suíça Africana. 
Foi uma grande e agradável surpresa para todos nós.

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Paramos em um lindo lugar, com um belo artesanato, com destaque para as lindíssimas velas da Suazilândia. 
Uma auto estrada liga capital a fronteira da África do Sul. 
Logo na saída da capital Mbabane, pegamos uma chuva torrencial, granizo, as pedras explodiam no vidro da van. 
A tempestade parou, e nos paramos em um restaurante para almoçar.
Secretamente eu pedi para a gerente do restaurante colocar uma vela em um bolinho, para cantarmos parabéns para a Vitoria, aniversariante do dia!
Após o delicioso almoço, vieram quatro funcionarias do restaurante cantando parabéns em Swazi, idioma local, também cantaram em inglês.

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No ultimo dia, o momento mais emocionante de toda a viagem! 
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No retorno uma forte neblina, vagas soltas na estrada, uma ventania, davam um componente perigoso a viagem, que contrastavam com as excelentes estradas Sul Africanas.
O experiente Hans, desviou a rota, seguimos em paz, com um belo por do sol chegamos e voamos em paz...

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OBRIGADO AOS VIAJANTES QUE ACREDITAM EM NOSSAS “VIAGENS”!!!

Marcos Pinheiro

SAWABONA - SHIKOBA

Existe uma tribo no sul de África com um costume verdadeiramente belo.

Quando um membro da tribo se comporta de maneira inadequada, os demais membros conduzem essa pessoa ao centro de sua aldeia e todos a rodeiam. Durante dois dias eles recordam a essa pessoa todas as coisas boas que ela já fez.

Esta tribo acredita que todos nós nascemos perfeitos e merecedores de segurança, amor, perdão, paz e felicidade e sabem que durante nossa vivência podemos cometer erros e estes deslizes são apenas gritos desesperados de ajuda.

Eles acreditam que no anseio de se sentirem seres especiais e bons, as pessoas falham em seus comportamentos, então, reúnem-se para direcionar os que erraram e reconectá-los com sua verdadeira natureza, recordando-lhes de quem eles são e, na realidade, lembrando-os de que podem dar novamente as mãos à sua verdade.

Assim, quando isto ocorre, todos lhe repetem “Sawabona e ouvem em resposta Shikoba”.

“Sawabona” significa eu respeito você, valorizo você e você é importante para mim.

“Shikoba” então… eu sou bom e eu existo para você.

Este ato de reconhecimento reconstrói o interior da pessoa que errou, fazendo com que ela sinta-se querida e valorizada.

Com a linguagem do amor, esta tribo lembra diariamente que todos são especiais e que o interior de todos é bom, ainda que às vezes não atuem de forma correta. E a verdade é que, com ato, transmitem a mensagem de que nunca é tarde demais para viver sua verdadeira essência.

Quando nos comportamos de forma inadequada, estamos pedindo aos gritos que alguém faça com que nos sintamos valiosos.

O belo comportamento desta tribo nos mostra a importância do valor, do respeito e do carinho pelos demais e, assim, devemos educar os nossos pequenos. A partir desta premissa, sempre será possível influenciar positivamente.

Desejo que em breve toda humanidade possa compreender a importância de Sawabona e Shikoba, porque todos nós, precisamos que o nosso meio nos lembre que somos seres especiais que conservamos a capacidade de corrigir, surpreender, sentir, amar, perdoar, doar e sermos lembrados que se não nos comportamos da forma mais adequada, sempre teremos o poder e a força para começar de novo e corrigirmos os nossos erros.
Texto do site somos todos um! 

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JANEIRO 2017 - TRAVESSIA NO URUGUAI + BUENOS AIRES - DE MOTOHOME (26ª VIAGEM)

 

TRAVESSIA no URUGUAI + BUENOS AIRES - DE MOTOR HOME (26ª Viagem) 

A viagem começa antes com toda a preparação, toda a expectativa!
Mas essa passou dos “limites”!!!
Até o penúltimo dia a viagem não estava garantida! 
Quero agradecer aqueles que estiveram muito perto de embarcar, e por conseqüências da vida de cada um não puderam ir! 
Ana Julia, Eliane, Daniela, Thomas, Gabriel e Mateus, vocês foram como um ciclista passista, puxaram o grupo até o fim, para quem viessem atrás conseguir chegar!!! 

Dia 17 de janeiro de 2017, terça feira. 
O grupo que veio de São Bento do Sul, chega pra dormir aqui em casa! 
Uma peixada catarinense (porque a gaucha é um acidente de carro...), feitas genialmente por uma famosa Chef!
Deixou um gosto de, começou bem!!!!!   

Dia 18 de janeiro de 2017,quarta feira.
Partimos para Porto Alegre em dois carros, onde nos encontraríamos com a Teresa e o Assis, companheiros de outras viagens e onde embarcaríamos no motorhome. 
Mais um compartilhamento, a Barbara pilotou brilhantemente um macarrão com calabresa! 
As 23h chega o “busão”, o apelido é Dino, com os simpáticos condutores, Marcelo e Cassiano. 
A meia noite partiu o Dino com rumo ao sul! 

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Dia 19 de janeiro de 2017, quinta feira

Amanhecemos no Chui, começo ou fim do Brasil.
Os moradores do Chui dizem começo, os do Oiapoque, o fim! 
Poder viajar e ter uma cama a disposição é um grande privilegio, deixa todos descansados.
Fizemos a primeira refeição, um café dentro do busao.
A primeira foto obrigatória, o primeiro pedaço de terra do Brasil.
O colega Valdinei, capturou os primeiros peixes de tarrafa e atravessou os 30 metros do Arroio Chuí nadando, até o Uruguai! 
O atendimento na fronteira continua igual, fraco, desinteressado e lento.
Logo após a fronteira, a primeira grande atração do Uruguai, a bela Fortaleza Santa Teresa, umas das mais bem preservadas do mundo. 

A fortaleza fica no parque Santa Teresa, uma área verde com muitas praias e um dos maiores campings do mundo, administrada pelo exercito. Decidimos ficar a primeira noite. 
Montada a cozinha, um bife feito na chapa foi o menu da noite. 

 

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Dia 20 de janeiro – Sexta feira 
Partimos para o exótico Cabo Polônio, um parque preservado onde só se chega caminhado em caminhões antigos, alguns 6x6 sobra de guerra, adaptados para levarem passageiros. 
O caminhão atravessa dunas, praia e chega na comunidade sem energia elétrica, a maioria da população é de hipies, as construções são alternativas, o belo farol, uma colônia de leões marinhos barulhentos também habitam o local. 

 

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Uma característica do Cabo Polônio, tem somente uma arvore, isso mesmo uma pequena arvore, retorcida pelo vento. 
Um calor forte, sem sombras, acabamos nos abrigando embaixo do posto de salva vidas. 

Muitas pequenas lojas com artesanato, e muitos grupos musicais dão

Passamos pela espetacular Punta Del Este, belas casas no mais famoso e “glamoroso” balneário da America do Sul.

 o brilho ao Capo Polônio!
No retorno, chegamos cedo na fila, parte do grupo pode ir nas cadeiras que ficam na parte de cima dos caminhões, uma emoção!!
Balança muito durante todo o trajeto nas dunas!!

 

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Cortamos toda a orla de Punta, como é conhecida e chegamos a Piriapolis, onde ficamos em um belo camping com toda a estrutura necessária. 

Dia 21 de janeiro – Sábado – Dia de Travessia.
A praia de Los Titanes ficava a 30km de Piriapolis, logo chegamos e vimos o movimento dos atletas. 
Travessia Los Titanes – La Tuna, duas praias vizinhas que davam o nome a a Travessia. 
Minha missão, talvez fosse a mais importante de todas as Travessias que já participei, acompanhar a Luciana e a Patrícia na sua primeira experiência em Águas Abertas! 
Eram duas provas, 1200 e 2400 metros, nos fomos para a de 1200m.

 

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Dada a largada, deixamos todos saírem, não tínhamos pressa, e entramos nos 18 graus do Rio de La Plata. 
Eu tive que conter a emoção, de um lado uma touca escrito Luke, de outro uma touca escrito Pedrinho. 
No caiaque o Pedrinho de carona com o Marcelo!

Fomos nos deslocando, de todas as formas, a Patrícia com seu eficiente nado costas duplo!
A Luciana disse:
- Não sinto os dedos dos pés!
Eu retruquei, só os dedos, esta tranqüilo! 
A Luciana disse:
- Não sinto os pés!
Eu retruquei, só os pés, esta tranqüilo!
A Luciana disse:
- Não sinto os joelhos!
Eu disse, ACREDITA!!! 
Assim passamos a primeira, segunda bóia!
Na nossa frente uma senhora, eu estimei em uns 114 anos...k
Cada vez que ela parava, eu estimulava as meninas para tentar ultrapassá-la. 
Um Jetski com guarda-vidas ficou nos “incomodando”, querendo que nos desistíssemos, eu falei que estávamos bem, estávamos nadando e que não sairíamos! E que ele parasse de incomodar! 
Os demais barcos foram muito simpáticos e nos deixaram tranqüilos! 
Vimos passar o Valdinei e o Roque, dando a segunda volta.
Roque ficou em quarto e o Valdinei “oureou” pela primeira vez em uma prova fora do pais!
Passamos a terceira bóia, juntamos as forças de cada um, seguimos em frente!
A emocionante chegada, a primeira medalha das duas meninas!!!
A água salgada-doce do Rio de La Plata, misturada com o atlântico, se misturou com as lagrimas de saudade, satisfação e alegria!!
Com a alma lavada nos despedimos da Praia Los Titanes – La Tuna, nçao poderia ter um nome mais adequado, OS TITÃS E O GOLFINHO!!! 
O dino partiu destino Montevidéu.
Paramos para fazer uma foto de todo o grupo na palavra Montevideo, em destaque no alto da praia de Positos. 

Passamos por toda a rambla, a beira mar. 
Praça da independência e a “Ciudad Vieja, nos deu uma idéia da bela Montevidéu.
Nosso pouso dessa vez seria um lugar diferente, a casa do amigo nadador Carlos Larriera, a 25 km da capital. 
Era uma comunidade rural, ele preferiu comprar um terreno de três  hectares ao invés de morar em uma quitinete em Montevidéu. 
Na chegada, vimos que o ônibus não passava na porteira porque uma arvore ocupava o caminho, Carlos não teve duvida, rapidamente pegou a moto-serra e podou a arvore, a cena foi filmada, parecia um filme!
O Dino estacionou ao lado da cozinha, Carlos nos esperou com uma deliciosa comida vegetariana. 
Agora eram dois Pedros, o filho do Carlos também se chama Pedro. 

Um carreteiro feito na fogueira, foi o menu da noite, capitaneado pelo Chef Baldy. Curiosidade, o Carlos e o Pedro são vegetarianos, somente o Sol, o belo pastor alemão, comeu o carreteiro!

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Agradecemos a inesperada e excelente estadia na casa do Carlos, sairíamos as 5 da manha, para chegar cedo em Colônia.  O motohome é um conforto poder viajar dormindo. 

Dia 22 de janeiro – Domingo
Todos ainda dormindo, parte o Dino com destino a Colônia! 
As 8h estávamos em Colônia, parte do grupo foi para Buenos Aires com um catamaram para 620 pessoas, que voava sobre as águas do Rio de la Plata uma impressionante velocidade, ele percorre 50 em uma hora e 15 minutos. 

Seria espetacular ter um barco desse operando em Santa Catarina, fazer um percurso entre Florianópolis e São Francisco do Sul em três horas, seria um sonho. 

Uma caminhada pelos principais pontos da capital Argentina, Feira de San Telmo, Caminito, Plaza de Mayo e Puerto Madero, voltamos a Colônia Del Sacramento a tempo de ver o por do sol.

O Roque descobriu que tinha um camping em Colonia, decidimos por ir lá pra tomar um banho e carregar a energia das baterias.

Um certo aplicativo levou o Dino pra floresta do Harry Potter, o ônibus fez uma trilha, mas, ufa, chegou no camping, nem preciso dizer que a entrada do camping era feita por uma rua asfaltada....

Banho tomado, barriga cheia, Pedrinho Cheiroso, partiu!!!

A idéia era dormir e acordar na beira de uma praia! 

Dia 23 janeiro – Segunda

Amanhecemos em San Luis, bem perto do local onde foi a Travessia O Valdinei foi pescar, voltou com vários peixes, papa-terras e  peixes-reis gigantes! Os uruguaios se espantaram com a pescaria, eles só pescam de caniço, acho que não tem tarrafa no Uruguai!! 

Foi pescar também, trouxe mais quatro peixe rei, que foram parar em Lajeado, terra do Dino. 
Banho de mar de uma ótima água de 19 graus, refrescava um sol forte desde a manha, seguimos para subir a montanha mais alta do Uruguai. 

Perto de meio dia chegamos ao Parque Nacional Pan de Azucar, para subir o Cerro do mesmo nome com “incríveis” 389 metros acima do nível do mar. 
Subimos na hora errada pelo sol e calor, mas era a única hora que tínhamos pra fazer. Parecia ser fácil, uma subida pequena, mas a realidade se mostrou mais dura!
Os uruguaios são famosos por levarem a garrafa termica pra passear no shopping, mas agora eles passaram de todos os limites!!!
Levaram a garrafa termica para passear na trilha, nãoooooooooooooooooooooooo....kk

Uma trilha no meio das pedras e muito inclinada, se mostrou difícil, mas, todos chegamos ao topo.

Parabéns, VOCES SUBIRAM A MONTANHA MAIS ALTA DE UM PAIS!!!
Nem o Joel Kruguer, nadador, que subiu 6 das maiores montanhas do mundo, nunca subiu o Pan de Azucar...k

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Finalizamos todos nossos objetivos, hora de voltar! 
Decidimos por voltar pelo Chui, chegamos faltando 10 minutos para fechar a melhor loja, foi bom, gastou-se pouco!  

Dia 24 janeiro – Terça
7h, chegamos em Porto Alegre!!!!

 
Obrigado aos viajantes, parceria total!!!!!
1 – Gopeigão Baldy 
2 – Princesa BA 
3 – Gormetan
4 – Gormegu 
5 – Pedrinho o Principe dos Gopeigões 
6 – Princesa Ma LU 
7 – Princesa Vó MA
8 – Princesa Loren 
9 – Doutor Smith
10 – Princesa Ti PA
11 – Theco-Theco 
12 – Mocorisca 
13 – Gopeigão capitão 

Nomes inspirados nas palavras do Pedrinho. 

Até a próxima!  

Marcos Pinheiro 


MARÇO 2017 - TRAVESSIA NO CARIBE - 5 ILHAS - 5 PAÍSES (27ª VIAGEM)

Diário de bordo 27ª viagem Travessias.com com Marcos Pinheiro 

MARÇO 2017 - TRAVESSIA SAN KITTS Y NEVIS + ST MARTEEN + ANGUILLA + ST BARTS

Tripulação da expedição: TURMA DO JOLÊNIO.
Estrelando:
Leila de Curitiba como leilinha! 
Laís de Porto Alegre como a dona a caixinha! 
Teresa como teca! 
Marcos como capitão! 
Assis como Jolênio!


Dia 0 – 19 de março - domingo – Floripa – Porto Alegre – Fortaleza – Brasília 
A Léia me levou para o aeroporto em Floripa.
As 11h, o Giuseppe, companheiro de outras viagens fez a gentileza de me esperar no salgadinho, apelido do terminal 2 de Porto Alegre. 
Fomos direto pra casa da Paula, amiga da família, nos preparou um banquete, com direito a ambrosia e branquinho de sobremesa!
Fizemos como “cachorro magro” almoçamos, agradecemos e saímos logo.

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A Laís me esperava, para buscarmos a Leila que vinha de Curitiba, também no salgadinho. 
Café na casa da Laís, as 16h fomos para a ACM, onde fiz uma palestra para um publico vibrante! 

O Assis, chega em Brasília, desde Fortaleza, tomou uma sopinha de dar inveja na casa da dona Paquita, mãe da Teresa. 
Obrigado ao Professor Josias e os amigos da ACM pela oportunidade.
Após a palestra, apesar do excelente coffe break, a janta foi pizza na casa do Giuseppe.
Uma programação encaixada, as 23h, saímos da Pudimlan, fomos para o Salgado Filho, o terminal principal de Porto Alegre. 
O mais incrível aconteceu no caminho, ao pararmos em uma sinaleira\farol\semáforo, um morador de rua com um cachorrinho do colo, pedindo dinheiro, vendo a “insensibilidade” do Giuseppe e da Leila que disse que não tinha moedas, ele veio com a solução, uma maquina de cartão de credito!!!
Acreditem, o morador de rua em Porto Alegre, tinha uma maquina de cartão de credito!!!

Dia 1 – 20 de março - segunda – Brasil – St Maarten
Embarque as 1h31 em Porto Alegre, Eu, Leila e Laís, Teresa e Assis, embarcaram as 2h15 em Brasília, chegamos praticamente juntos no Panamá, logo encontramos Mestre Assis e a Chica!
As 7h24, reembarcamos para St Maarten, chegamos as 11h34.

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Jamal o dono do AP que eu aluguei, estava nos esperando no Aeroporto Princesa Juliana. 
Nosso anfitrião era muito simpático, com ele demos nossa primeira meia volta na ilha, porque a casa era do lado francês e o aeroporto do lado holandês. 

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Jamal, desde o primeiro momento demonstrou o ser um ótimo anfitrião, nos deu de presente um run com fruta, apesar deu eu não beber, dei uma bicadinha, deu pra ver que era um produto de qualidade de saboroso. 
Ele também nos conseguiu uma moça que alugava carros, ela pediu desculpa por ter que nos dar um carro grande, porque ela não tinha mais carros pequenos, pra nos foi ótimo, pegamos um espetacular, peugeot 3008. 
O local de retirada do carro era uma praia, com uma ilha na frente, logo veio a idéia de fazer um Bora PAZ Ilha internacional. 
A casa que eu aluguei, foi melhor que esperávamos, muito bem localizada no bairro de Grand Case, a poucos passos da praia, de restaurantes, mercados e lojas. 
Fomos almoçar em um restaurante de comida nativa, comida criola, a garçonete, Jessica nos atendeu muito bem, e comi a melhor massa com frutos do mar da vida! 

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Pegamos o carro e fomos pro centro da ilha, lado holandês, paramos o carro na Maho beach, a praia mais famosa de St Maaten, onde os aviões passam a poucos metros das pessoas que ficam na praia, o aeroporto Princesa Juliana fica no único terreno plano da ilha.
Vimos vários aviões passar, impressionantemente perto, os turistas, inclusive nos, não entram na água, si ficam vendo um avião. 

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Incrível que não da vontade de ir embora, um vicio com alto poder de .... desde a primeira vez.
Vimos uma senhora, bem queimada se sol, ela corrida a casa avião, achamos que ela era viciada na adrenalina e no cheiro da gasolina de avião. 
A noite a janta foi um café em casa!

Dia 2 – 21 de março (terça) - St Maarten 
Um café da manha sortido, preparação para a primeira nadada da viagem. 
Não é longe de nossa casa, um lugar chamado Cu de Sac, deixamos a chave do carro com a moça que nos alugou.
Alugamos um caiaque, eu fui na segurança e os nadadores seguiram entre os veleiros, vendo tartaruga, entre os veleiros até a ilha de Pinel, uma pequena ilha desabitada, com um restaurante somente. 
A chegada é bela em uma ponta de areia contrastando com o mar azul.

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Foi um sonho o Borá PAZ Ilha Caribenho, da Ilha de St Marteen até a Ilha de Pinel.
Um esquadrão de caiaques amarelos, pilotados por crianças chegaram na ilha, gerando um contraste com o azul do mar e o verde da montanha. 
Voltamos a Maho beach, a mesma senhora estava no outro dia.
No momento que um avião grande decolava, um homem com uma mascara de mergulho se agarrou na grade para sentir o vento da turbina.
 

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Já estávamos com fome, saímos quase desesperados para encontrar um lugar pra comer, depois de umas 10 tentativas, encontramos um lugar diferente, Carl e sans, um restaurante, padaria e confeitaria, ambiente tranqüilo, pessoas simpáticas, ótima comida, barato para os padrões de St Mateen! 
Era um lugar que somente moradores freqüentavam, de turistas somente nos! 
Ali próximo fomos passear na Bobs Marina. 
Passamos em um mercado chinês, o dono era bem simpático, eles falava 5 idiomas, chinês, inglês, holandês, espanhol e Frances.
Nos chamou atenção que de um lado se estuda inglês e holandês e de outro frances e inglês, esse chinês era exceção.
Na volta pra casa, um banho de mar no fim de tarde, onde o sol nos brindou com um mergulho dele, no mar do caribe, entre os barcos ancorados. 
Eu encontrei no fundo do mar, o que parecia ser uma toalha de mesa, provavelmente caiu de um dos veleiros ancorados por ali, nela estavam grudadas duas estrelas do mar, pedi licença para elas, e levei a toalha de recordação do fundo do mar de St Marteen. 
No bairro Gran case, toda terça feira tem uma grande feira, nos impressionamos com a grandeza e variedade da feira, nosso amigo Jamal também vendia seus licores.

Dia 3 – 22 de março (quarta) - St Maarten
Acordamos cedo, por volta de 7h20 partimos para Pelican Key. 
Um grande congestionamento, mas que fluía bem, desde nosso Bairro até Marigot, no centro da ilha. 
Chegamos as 8h, chora marcada para fazermos o check-in com a empresa que nos levaria a Anguilla. 
O que nos chamou muita atenção foi que o dono da empresa, era habilitado pelo governo a conferir os passaportes, depois ele leva para carimbar a saída de ST Marteen. 
Começamos o embarque, éramos 30 passageiros de diferentes nacionalidades e 5 tripulantes.
A primeira parte do trajeto é feita com motor ligado e a vela principal içada, passamos bem perto de Maho Beach, aquela senhora deveria estar por lá....
Assim que atingimos a posição do barco velejar de través, a segunda vela é içada e o motor desligado, um vento bem forte empurrava com força o Blue Beard (barba azul) para Anguilla. 

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Uma pequena ilha que pertencia a Inglaterra, agora com status de independente! 
As ondas golpeavam eventualmente o catamaram, os passageiros que estavam na proa, sempre levavam uma lambida do mar. 
Chegamos a Rendezvous Bay, lado de Anguilla virado pra ST Marteen, como dessa vez era somente um barco para deixar todos os passageiros na praia, nos, fomos nadando. 
Na praia a Leila disse que foi o primeiro pais que ela chegou nadando! 

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Um ônibus, um “pau velho”, mas isso não fazia a diferença, com um simpático motorista, que era ao mesmo tempo, animador de torcida e guia de turismo, nos levou a cruzar toda anguila, que é pequena. 
Percebemos que Anguila é uma ilha mais seca, e muiiito menos agitada que ST Marteen. 
Nosso destino era Shoal Bay, considerada por muito tempo a mais bela praia do caribe a uma das mais belas do mundo! 
Logo na chegada pudemos constatar que o azul do mar era inigualável, eu, parecido só tinha visto na praia norte da Ilha Mujeres em Cancun no México. 
Um azul que não dava pra olhar muito tempo, de tão azul!

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O almoço, que estava incluído, logo foi servido, em um restaurante na beira da praia. 
Curtimos a praia, mergulhamos e mais um alfinete no mapa de países e de maravilhas do mundo!

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As 14h30 o sonho acabou, mas, voltamos a outro paraíso, dessa vez eu e o Assis, voltamos nadando ate o barco. 
Tive oportunidade de ajudar a içar a vela principal.
A tripulação era muito eficiente e simpática. 
As 17 horas desembarcamos de volta em Pelican Key. 
Ultimo passeio pelo nosso bairro, paramos no CALMOS BAR, onde as mesas ficam na beira da praia, as ondas passam por baixo de algumas delas, comemos uma tapas pra comemorar o lindo dia Caribe!

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Dia 4 - 23 de março (quinta) – St Maarten – Nevis
 
Jamal fez a gentileza de nos levar pra devolver o carro e por um valor especial, nos levou para o aeroporto, antes passamos para ver a vista do alto de uma fortaleza.

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Nos despedimos do Jamal, com a certeza que agora temos um amigo em ST Marteen. 

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O belo e eficiente aeroporto de ST Marteen, estava vazio, talvez porque era feriado, como era cedo o balcão da companhia aérea, Winaair, que é de ST Marteen, estava vazio a moça nos atendeu com simpática e eficiente, ate permitiu que fizéssemos uma foto com ela. 
As 10h um ônibus nos levou ate o pequeno avião, modelo DHC – 6 – 300, fabricação canadense, com Autonomia de vôo de 1.427 km, velocidade máxima 296 km/h, de cruzeiro 278 km/h, custo de 7 milhões de dólares, barato!
O avião é bem pequeno, são 16 lugares no total, com duas poltronas de um lado e uma de outros, a cabine é baixa, aproximados 1,70 metros, eu tive que me abaixar pra entrar e chegar ate minha poltrona. 

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Apenas uma porta aberta dividia os pilotos dos passageiros, ficamos felizes em ver uma mulher como co–piloto. 
Nos agora tínhamos mudado de lado, não éramos mais os turistas estavam na praia vendo os aviões, os grandes e os mosquitos, como a Teresa apelidou os pequenos aviões, nos estávamos dentro de um deles, como era um pouco maior que os mosquitos, a Teresa apelidou de muriçoca, para usar uma linguagem espanholistica, uma “muriçueca”. 
Uma decolagem tranqüila para um avião que precisa de pouca pista para decolar. 
O medo que teve uma de nossas colegas, não passou por mim, voar encima do mar me deixa tranqüilo, também porque esses pequenos aviões tem uma ótima razão de planeio, caso de pane geral, o pouso na água esta garantido, depois, é só fazer uma Travessia....
Pouco antes de chegar a St Kits e Nevis sobrevoamos as Ilhas de St Eustatios e Saba, famosa por seu aeroporto, um dos mais perigosos do mundo e por ser um grande centro de mergulho. 
Tivemos a grande oportunidade de ver todo o percurso da Travessia no processo de descida pra Nevis. 
Batemos palmas para a aterrizagem, como eram 13 passageiros no total, nos 5 fizemos a diferença. 
As 10h40 estávamos em Nevis. 
Descemos do avião, fizemos fotos com ao avião, mesmo a funcionaria nos apresando pra sair da pista e na placa, 
Welcome To Nevis, com os primeiro contatos descobrimos que a pronuncia é NIVIS! 

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Um taxista chamado Chuc (chuc chuc), amigo do Winston, organizador da prova, nos esperava na saída do aeroporto. 
Rapidamente percebemos as diferenças entre as ilhas, Nevis, tem a estrada estreita, um asfalto antigo, mas sem buracos e parece uma ilha bem preservada. 
O percurso ate Charlestown, a “town”, como eles falam podemos ver o local de largada, ver o percurso. Tivemos a impressão que a Ilha de St Kits é mais perto que os 4km que realmente tem a distancia da Travessia. 
Em aproximadamente 20 minutos, estávamos, o que parecia ser uma típica vila do interior da Escócia, misturado com arquitetura caribenha, parecia que tínhamos voltado no tempo. 

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Nosso hotel é uma típica construção caribenha de madeira, nosso quarto tinha vista para o mar, na parte de baixo, um restaurante fizemos nossa primeira refeição, frango ensopado com muito curry, mais feijão, arroz e salada, estava ótimo. 

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A sobremesa foi em excelente padaria, apesar da moça estressada. 
Uma volta pela pequena cidade, decidimos ir para St Kits no dia seguinte, o terminal do ferry fica a poucos passos de nosso hotel. 

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Uma tarde para dormir e recuperar das emoções da viagem.
Umas braçadas ao fim de tarde foi nosso programa em Nevis.
Ficamos preocupados por talvez não encontrar nenhum lugar aberto para jantarmos, mas, para nossa surpresa, um ótimo lugar com varias opções de comida estava aberto ate a meia noite.

Dia 5 - 24 março (sexta-feira) – Nevis para ST Kits de barco
Sem pressa de acordar, estávamos hospedados a poucos metros do pequeno porto de Nevis.
Ninguém tinha a informação correta sobre a hora de sida do ferry, a moça do guichê de informações, estava preocupada com maquiagem e celular, mas, as 10h, partimos com direção a mais um desconhecido.
Um dos marinheiros, viu que estávamos ansiosos para ir na parte externa do braço, nos levou na proa(prente), pudemos curtir mais a vista de um mar azul escuro, me lembrou as bolinhas de vidro\bolita\gude da minha infância.
Olhávamos de longe, prédios baixos e casas, não dava pra ter idéia do que encontraríamos.

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O barco demorou 50 minutos, para atravessar, de longe víamos um navio de cruzeiro, o que de interessantes teria aquele porto para atrair um navio de cruzeiro?

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A medida que o barco de aproximava já avistávamos os prédios de madeira de dois pisos com arquitetura bem típica caribenha.
Descemos e pudemos ver um porto vibrante, com muita gente circulando, misturado com turistas do navio carnival facination.
A poucos passos do atracadouro do transatlântico, um centro comercial com ótimas lojas com tudo e com peças de peças de bom gosto.
De todas as ilhas do caribe que eu já estive, a mais característica de vida e arquitetura caribenha é ST Kitts.
A única coisa que desagrada, tanto aqui, quanto em Nevis é um filete de esgoto correndo na rua, a rua asfaltada e esgoto ali em plena cidade.

Almoçamos em lugares diferentes, eu em um pequeno centro comercial, os amigos no restaurante que tem a melhor vista do centro de ST Kitts, com seu belo relógio no meio da rua. 

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Em pleno centro da cidade, alguns restaurantes improvisados embaixo de pequenas barracas, são as versões calçada, para os food truk. 

Uma das grandes atrações da ilha é o Brimstone Hill Fortress  National Park, onde esta o Fort St George, decidimos por não pagar um transporte turístico, tentamos ir com transporte publico, perguntamos para um motorista se passava pelo forte, ele disse que sim, ótimo entramos na van. 
Ele deu uma volta pela cidade, passamos pela embaixada do Brasil, e a mega embaixada da Venezuela, uma ao lado da outra, porque os dois países tem embaixadas em ST Kitts?
Ele passou na frente de um hotel abandonado chamado St George, ele entendeu mau, disse que o que estávamos procurando era no interior do pais, longe do centro!
Bom, voltamos para o ponto de partida, demos risadas com a situação e pagamos uma van taxi para o lugar certo. 
Eles falam inglês, mas que em alguns momentos parece outro idioma. 
Com 25 minutos estávamos no interior do pais, um belo forte em uma posição estratégica, de frente para a ilha de São Eustáquio, uma ilha holandesa. 

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Valeu a pena pegar ônibus falso e depois o certo para conhecer o interior, para eles muiiiito longe do centro da cidade, 15 km.
Enquanto esperávamos o horário do nosso barco para Nevis, assistimos uma banda de reggae bem no centro de St Kitts. 
Mais uma bela travessia de barco entre ilhas do Caribe! 

Dia 6 - 25 de março (sábado) - ST Kits y Nevis
Mais uma vez, voltamos a nossa padaria, mesmo porque era a única de Nevis. 
Eu pedi um copo de leite quente, todos acharam estranho, a moça do caixa, que não era simpática, mas eficiente, perguntou para um senhor que nos atendia, copo de leite? 
Nevis inteira ficou sabendo que um turista pediu um copo de leite na padaria.....
Pegamos um taxi\van e fomos para o local de largada da Travessia.
Nosso motorista era o Ravi, nascido na Guiana, combinamos que ele nos levaria para a largada no dia seguinte. 
Ele parou na primeira igreja Anglicana do Caribe, com uma bela vista para o percurso da Travessia. 

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Encontramos o Winston o organizador da prova, demos de presente pra ele uma sandália havaiana, ele gostou muito. 

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Nadamos, analisamos o percurso, almoçamos e voltamos para Nevis. 

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A noite, ultima refeição antes da Travessia, alguns foram na sopinha outros no macarrão! 

Dia 7 - 26 de março de 2017 (domingo) – Dia da Travessia NEVIS para St Kitts CROSS CHANNEL SWIM
Na hora combinada, o Ravi não estava nos esperando. 
Nevis ainda mais vazia as 6h40 da manha, tínhamos que estar as 7h no local da prova. 
Saímos caminhando pela cidade, como tartarugas com nossas mochilas.
Viramos uma esquina, no momento passava uma van de transporte publico, entramos rapidamente, o motorista parece que sabia que estávamos com tempo justo, corria muito, incomum em Nevis. 
Exatamente as 7h as tartarugas chegaram no local da prova! 
Logo pegamos o kit, alem do chip, camiseta, touca, eles ofereciam uma bóia individual, para nadar, tinha que nadar com ela, e poderíamos comprar no final da prova. 
Era possível ver que a grande maioria dos participantes era norte americano.
Pela locução percebemos pessoas de uns 20 países participando. 
Da largada eu podia ver o portal de chegada, arredondado. 
Foi chegando a hora, a praia foi enchendo, combinamos eu a Leila e a Lais, nadamos juntos.
As 8h30 foi dada a largada, sai junto com a Leila, não achei a Laís.
Nadamos juntos os primeiros 500 metros, o vento terral(da terra para o mar) e a correnteza ajudavam a empurrar pra fora (em direção a chegada).
A Leila foi e eu fiquei um pouco pra trás, passou um caiaque, me deu água. 
Começaram as marolas, por volta de 1500m metros da largada, eu encontrei a Lais, nadamos juntos um pouco, aproximadamente a 2 km da largada, meio do percurso, eu tinha 49 minutos de prova, com esse tempo eu atingiria minha meta de 1 segundo a menos que o dobro do record da prova. 
Ai começaram os “pobremas” as marolas aumentaram muito, eu fiquei mareado.
Passou mais um barco, pedi mais água, ele jogou uma garrafinha. 
Eu me senti seguro na prova, muitos caiaques e barcos, a todo momento passava alguém perto e perguntava se estava tudo bem! 
A bóia, que me fazia sentir seguro, começou a atrapalhar as braçadas, mas me deixava seguro! 
A aproximadamente 1 km da chegada eu não conseguia nadar mais craw, pelo nível do mareio! 
Só nadava peito, e com a cabeça fora dágua, por vários momentos estava mais pra cachorrinho.
O portal de chegada, logo ali, não chegava nunca!
Por vários momentos eu achei que não conseguiria chegar no outro lado, eu só isso que eu queria! 
Pensei em todos que eu queria homenagear com minha chegada, meu filho, a Léia, meus pais, meus companheiros de viagem....
Chegaram dois rapazes com um caiaque, norte americanos de Ohaio, ficaram do meu lado.
Eu fui chegando perto das pedras de um costão que estava a direita da chegada, eles diziam pra eu não me aproximar das pedras, eles nem imaginavam que eu queria tocar em St Kitts, em qualquer lugar da ilha! 
Uma praia ao lado tinham 11 casas, meu passatempo foi ver as casas sumirem atrás de um morro. 
Quando eu passei bem próximo as pedras, já virando para uma mini baia, vi umas pedras a um metros da superfície, fui colocar o pé para dar uma desmareada cravei um ouriço, não pude nem ficar em pé! Com a dor causada pelo ouriço, comecei a bater mais pernas!
Juntem as ultimas forças e cheguei na praia! 
Os rapazes viram quando fiquei em pé, perguntaram se estava tudo bem, eu disse que sim, agradeci! 
Não pude nem comemorar, porque o mareio era muito ainda! 
Foi amparado por meus companheiros, me trouxeram água suco e ate sanduíche servido aos participantes, eu não podia nem olhar pra comida, aos poucos o mareio foi passando o sanduíche foi virando o melhor sanduíche do mundo! 
Ainda fiz um tempo muiiiito abaixo de 2h25 minutos!!! 
Todos chegamos bem, uma lindaaaa prova, o principal, muito segura, bóias individuais, muitos caiaques e barcos de apoio.

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Em 2018, voltarei, eu e a Léia no caiaque, dar apoio aos nadadores! 
A Lais ficou em terceiro na categoria, ganhou uma bela tartaruga de granito, todos nos ganhamos uma bela medalha de finisher! 
NOS FOMOS OS PRIMEIROS BRASILEIOS A CRUZAR O CANAL DE NEVIS A ST KITS!!!!!! UHUUUU
MISSÃO MAIS QUE CUMPRIDA!

Voltamos a Ouale Beach, local de largada, fizemos um pic- nic, esperamos a hora passar para irmos ao aeroporto, que ficava a 3 km dali. 
Descansamos nas redes a beira da praia.

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Em uma caminhada pela praia com o Assis, achei uma nota de 20 eastern caribbean dollar, moeda oficial de Anguilla, Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, Montserrat, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis e São Vicente e Granadinas.

No aeroporto fomos reconhecidos por uma funcionaria da aduana que foi voluntaria da prova. 
As 18h55, já escuro, parte nossa “muriçueca”!!!
Nova experiência, vôo noturno sobre as ilhas do Caribe!

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Terminamos a noite comendo pizza como tartarugas ninja....kkk!

Fiz 2h24m59s....k

Dia 9 – 27 de março segunda – St. Maarten - ST Bart
As 8h00 saímos de nossa nova casa em Marigot, lado Frances da ilha. 
Nosso destino era St Bart, a ilha mais chic do Caribe. 
Passamos antes no Cals, local onde almoçamos dias antes, para tomar um café da manha. 
Eles chamam de ferry mas é um barco, para umas 150 pessoas que vai muito rápido, faz o percurso de 20 km em 40 minutos. 
Nos sentamos na parte de cima do barco, aberto, muito vento e sol, eis que me deu uma “ligeirinha”, e agora? 
Desci para a parte fechada do barco, a porta trancada como uma porta de submarino! 
Sorte, chegou um marinheiro, mesmo com má vontade, abriu a porta, achei o banheiro...
UFAAAA...... Chegamos em St Bart!

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Os barcos aportados impressionavam pela grandiosidade e pelo luxo. 
Um dos barcos tinha uma marina, vários outros barcos, dentro do casco do barco, outros tinha uma varanda com mesa na lateral do barco.
Surreal pensar que esses barcos são particulares! 
Na chegada o passaporte é carimbado, mais um país pra conta! 
COM TRAVESSIA SÃO 42!!!!!

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Caminhamos pela chiquetérrima área do porto, com as lojas mais famosas do mundo, de roupas e jóias. 
Subimos uma ladeira que nos levou ao hospital, com certeza a mais bela vista de um hospital no mundo, comentamos que ir pra lá, abrir a janela já começa a cura! 

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Claro que o bolso deve ficar doente.....

Descemos até a praia mais perto do centro, a Shell Beach, uma s das mais belas praias que já vi na vida, e dizem que tem outras mais belas! 

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Nos deliciamos com um mergulho no aquário, almoçamos em um bistrô, de comida crioula, o prato do dia custava 12 euros, uma pechincha para padrões Sãobartenses! 

Uma ótima comida, peixe com molho de concha! 
Mais uma volta pelo porto, mais belos barcos, um deles me chamou atenção porque tinha uma pequena prateleira pra sapatos, no cais do porto, ninguém entra com sapatos!

Voltamos para St Marteen, fomos nos despedir do Jamal, que tem dois pequenos negócios na Old Street, centro de Philipesburg, uma das cidades da ilha. 
Chegamos no momento que ele estava gravando um comercial de seu sorvete indonésio. 
Acabamos nos virando atores da propaganda do Jamal, nosso pagamento foi sorvete grátis! 
Deixei de presente pro Jamal, minhas sandálias havaianas com a bandeira do Brasil! 
Em St Marteen, custam 3 vezes mais que no Brasil. 
Ele também tem uma loja de licores e temperos e um Tuc Tuc amarelo, que ele faz feiras, onde vende doces e licores produzidos por sua família. 
A musica é: 
- Agora eu fiquei doce, como caramelo, to tirando onda com meu Tuc Tuc amarelo.... (foi péssima essa, mas eu tentei...)

Nossa ultima noite acabou com um banho de piscina e, 1, 2, 3 pizza outra vez!

Dia 10 – 28 de março - terça – St. Maarten – Panamá – São Paulo
Com a dica de um casal do Rio de Janeiro que estava em nosso hotel, fomos tomar café em uma excelente padaria francesa em Marigot.
Aeroporto de ST Maaten, tudo certo, todos sorridentes, eu muito satisfeito, a viagem saiu como planejado, melhor ainda...

A TURMA DO JOLÊNIO SÓ QUERO DIZER!
UMA FAMILIA PRA TODA A VIDA!
OBRIGADO POR ACREDITAREM, PELA PARCERIA E PELA AMIZADE!
ATÉ BREVE!

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Só que não! 
Aos 48 minutos do segundo tempo, nosso avião saiu de St Marteen com 50 minutos de atraso. 
Nossa conexão era de 35 minutos no aeroporto do Panamá, com atraso de 50 adeus vôo para Porto Alegre! 
Fizemos a despedida da TURMA DO JOLÊNIO (uma longa historia) dentro do avião mesmo! 
Todos muitos felizes com todos os momentos vividos nesses sonho do Caribe! 
Pouco antes da chegada no Panamá, começa um movimentos dentro do avião com as possíveis perdas de vôos, o nosso caso, eu a Lais e a Leila, que voaríamos para Porto Alegre, era o mais grave. 
Um casal que estava no avião também iria pra Porto Alegre se junto a nos. 
Saímos rapidamente do avião, chamaram as pessoas de Porto Alegre pra conversar em um cantinho, ihhh! 
A moça disse, o vôo já saiu!!!!
Vamos realocar vocês para São Paulo, e nos colocariam também em vôos para nossas idades.
Nesse momento o casal que, ate então eram nossos “aliados”, se meteram na nossa frente e fizeram os procedimentos primeiros que nos!
Fiquei espantado, mas não disse nada, porque eu pretendia pedir um up grade na passagem. 
O casal pegou as ultimas duas poltronas da classe econômica!!! 
Eles nos colocaram na CLASSE EXECUTIVA!!!!! DESCULPA!!!!!
As 18 horas, fomos os primeiros a embarcar, o casal apressado, arregalou o “zóin” quando viram os 
NADADORES DE TRAVESSIA EXECUTIVOS!!! Te mete!!!

Durante a viagem assisti um belo filme chamado Austrália, uma das cenas mais emocionantes, o vaqueiro salva as crianças, algumas delas não sabiam nadar, eles as ensinou a nadar como TARTARUGAS....

Viagem de 2018 - 16 vagas 
http://travessias.com/index.php/viagens/marco-2016-travessia-san-kitts-y-nevis-st-martin 

 

 

 

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