marcos2

marcos2

JULHO 2014 – TURQUIA – ITÁLIA + 7 PAÍSES. (17ª VIAGEM)

JULHO 2014 – TURQUIA – ITÁLIA + 7 PAÍSES. (17ª VIAGEM)

Diário de Bordo

Muito aprendizado aconteceu antes do embarque, alguns encontros, muita troca de experiencias e aprendizado entre os futuros colegas de viagem!

Romênia \ Bulgária \ Turquia \ Grécia \ Itália\ Vaticano \ San Marino \ Suíça \ Alemanha.

Dia 1 – 15 de julho – Terça – Encontro em São Paulo

Nós, Eu e meu filho Marcus Augusto, ganhamos uma carona da colega Izabel, nós três formos conduzidos ao aeroporto pelo Anton, filho da Izabel. No Aeroporto já estavam Valdinei, companheiro de Travessia, também das viagens para América Central e Chile, e sua filha Barbara, de 18 anos, que recebeu do pai o presente da vida, já que ela nunca tinha saído de Santa Catarina, nunca tinha viajado de avião. Todos os 5 com mochilas, com menos de 10 kg, passando no teste de mochileiros. As 11 horas, chegamos em São Paulo, já fomos encontrando os colegas de viagens e Travessias, bem como alguns que também seria a primeira viagem conosco. Muitos reencontros especiais, como foi com o grupo América Central 2013, 10 dos viajantes seguiriam nesse novo desafio. Também Lucia e Luis Trilho, da viagem América Central 2012, que reencontraram Leila e Izabel! Neusa e Evanice da viagem América Central 2011. Dos 38 viajantes, 33 estava sendo esperados, 5 foram um dia antes por conveniência do vôo. As 15 horas, como combinado, partimos do ponto de encontro, no fim do terminal 2, para nosso cheking no novo e espetacular Terminal 3 de Guarulhos, finalmente temos um terminal descente para receber as pessoas com conforto e segurança. A companhia érea escolhida foi a Swiss, a primeira vez para todos os viajantes, no portão D38, ultimas instruções sobre a viagem e um pontual embarque as 18h30 com destino a Zurique.

Um dos filmes que poderia ser assistido no avião era Grand Hotel Budapest, por coincidência, um dos hotel que vamos ficar na viagem, para quem ainda não assistiu, uma obra prima!

Dia 2 – 16 de julho – Quarta – Bucareste

Amanhecemos em Território europeu, em um lindo dia de sol, podemos ver os Pirineus, e os Alpes. Nunca chame um chileno ou argentino de alpinista, eles são, andinistas!!!

Nosso voo foi espetacular, a Swiss foi a melhor companhia que eu já voei, com todos os detalhes no avião, a comida, o excelente serviço de bordo, que do nosso lado foi feito brilhantemente pelo Vitor, um italiano que morou quando criança no Brasil e fala português sem acento, muito gentil e simpático. Dei de presente ao Vitor uma camiseta do grupo, ele ficou muiiito emocionado e agradeceu muito!!!
Deixo o meu registro, quem fez as poltronas, uma famosa marca de bancos esportivos, do espetacular, A 340, não estudou ergonomia!!!
Fizemos uma escala em Zurique, já do avião e possível percebem um pais organizado, no aeroporto, novo, limpo, nada fora do lugar!!!
Hoje felizmente temos o Terminal 3 de Guarulhos para comparar, porque todos nossos aeroportos não são assim?!

Nossa camisa de passeio com uma pequena bandeira do Brasil e com nosso logo do Travessias.com, nos fez ver que pelo menos na Suíça, aquela avalanche que aconteceu em uma partida de um outro esporte, na fatídica terça feira, não abalou a imagem positiva do nosso pais no exterior!

A bordo do A 320, seguimos para um vôo de 1h30 para Bucareste, um comissário, que nos identificou pela camisa, já deu instruções em português!
Na saída agradeci o esforço!
Para a surpresa de todos a Léia nos esperava no aeroporto, com uma plaquinha escrito, TRAVESSIAS BRASIL! Alegria e tranquilidade para todos!!!

A primeira impressão de Bucareste foi a melhor possível. Como estava na programação, fizemos uma caminhada de detox (palavra da moda), fomos de metro para ao centro. Depois de perguntar para algumas pessoas na rua, encontramos o Restaurante Scalibur com comida Medieval! Eles não tem garfos, todos comem com a mão!!! Todos saíram felizes e satisfeitos como ogros…kkk

De volta ao hotel, encontramos os viajantes que chegaram antes, Rodrigo, Rosalba, Maria de Fátima e a Neusa!
Se formou o primeiro grupo de corrida, eu, Marcos o Rodrigo, Valdinei, Jonas, Leila e Betina, saímos do hotel, demos a volta no parlamento e voltamos, 1 hora de uma corrida pelo centro de Bucareste.

Dia 3 – 17 de julho – Quinta – Bucareste – Sófia

Apos um ótimo café da manha, nosso ônibus partiu rumo a Sófia. Não antes de uma parada em frente ao Parlamento, segundo maior prédio publico do mundo!

1l

Na saída de Bucareste, nos deparamos com belos campos de girassóis. Uma breve e tranquila parada na fronteira, todos dentro do ônibus, para o carimbo de saída da Romênia e entrada na Bulgária. Como previsto, entramos na cidade de Pleven para almoçar. Os motoristas não conheciam nada, em algum momento pararam o ônibus, eu vi um banner de propaganda de um restaurante, eu fui lá ver, uma entrada de uma garagem de um prédio horroroso, uma pequena escadaria descia para um inacreditável restaurante que parecia ter decoração de quarto de menina com muito bom gosto!!!
Somente o dono e a dona falavam um pouco de inglês e a dona falava alemão, que possibilitou que o Carlos de Blumenau, utilizasse seu idioma materno pela primeira vez fora do pais, conversou com ela, os demais resolveram como mimica, uma comida deliciosa, pessoas simpáticas , muito melhor que eu pudesse imaginar !!!

Chegamos por volta de 18 horas em Sófia, para nosso hotel de confiança!!!

Nossa amiga Petya e sua colega Nora, estavam nos esperando para nos acompanhar em uma agradável visita guiada pela bela Sófia!!!
No fim da visita, fomos tentar comer em uma taberna que comemos ano passado, mas estava lotada! Esse pequena “frustração”, proporcionou ao grupo buscar, cada um, sua própria alternativa! Com destaque para o Raymond e o Brunini, que pararam em uma mercearia, comeram um delicioso sanduíche com um ótimo vinho!!!

Dia 4 – 18 de julho – Sexta – Sófia – Plovdiv – Istambul

Nosso ônibus atrasou um pouco, como tínhamos aprendido anteriormente os horários na Bulgária são como no Brasil,
8 horas, são 8 e meia!!!!

Chega o ônibus com os inicialmente carrancudos motoristas turcos, mas que aos poucos foram entrando no clima! Tínhamos até um rodomoço, que nos servia água, café e balinhas, descobrimos que ele era atleta olímpico de Luta Greco romana. A única coisinha esquisita é que eles pediram para que cada um de nos passasse a fronteira com uma garrafa de whuisk, opssss, isso não!!!
Só contei isso no dia seguinte aos viajantes!!!
Petya foi junto conosco até Plovdiv, além de uma das 10 cidades mais antigas do mundo, era sua cidade natal!
Plovdiv foi uma muito agradável surpresa a todos, uma bela cidade tanto na parte moderna quanto na parte histórica. Petya com sempre, com maestria nos fez viajar pelos 10 mil anos de historia de Plovdiv,

2l

Almoçamos pelo centro de Plovdiv, nos despedimos da Petya que esta seguindo para o Chile e talvez nos visite em Florianópolis, seguimos nossa viagem!

No meio do caminho a Lucia disse com muito segredo que o colega Brunini era um grande Dizedor de Poesia, sem muita cerimonia ele aceitou nos presentear com belas poesias…
Léia cantou uma bela musica em homenagem aos amigos gaúchos que são maioria no grupo, 11!!!

Parada na fronteira, um batismo para muita gente, revista de bagagem, tudo certo vamos embora, mais histórias pra contar!!!

Primeira janta em território turco, uma parada de beira de estrada, simplesmente acabamos com toda a comida!!!!
Nadar e viajar da fome!!!!!

Chegamos em Istambul a uma da manha, olhem as caras….

Mesmo com o adiantado da hora, eu a Leila, o Valdinei e o Rodrigo saímos pra correr, aproveitei para ensinar a turma o caminho para o Grand Bazar!
Na ida podemos ver muitas famílias no centro de Istambul, se alimentando porque estavam no Ramadan ou Ramazan como dizem na Turquia, e nesse mês, ele não se alimentam da hora que o sol nasce até quando o sol se põe!!

Demos uma ótima volta pelo centro de Istambul, voltamos pela beira do Mar Marmara!

Dia 5– 19 de julho – sábado – Istambul

Para uma localização histórica, Istambul era Constantinopla!!!

Pudemos acordar, por volta das 8horas, nossa manha estava dedicada a pegar os kits e fazer um passeio de Barco no Bósforo oferecido pela organização do evento. Uma inesperada chuvarada na manha em Istambul, cidade que chove pouco.

Assim que embarcamos no ônibus a chuva parou, logo fomos pra fila, que não estava muito grande.
Uma fila internacional revela como é a educação de cada povo, o grupo logo aprendeu a palavra a ser gritada ao avistar um furão, LINE, LINE!!!!

Corremos com alguns furoes, os russos eram os que mais tentavam!!kkk

3l

Todos já com os kits, ficamos esperando o passeio de barco, como eles não cobraram a entrada, todos, mesmo os não atletas puderam ir junto, o barco cabiam mais de 1000 pessoas. Logo na saída pude observar que a corrente na margem estava diferente de 2013, o contra fluxo estava maior.
Um lindo passeio de barco, podemos além das aguas, apreciar a bela Istambul, nos lados asiáticos e europeu. Um diretor do Comitê Olímpico Turco, foi dando algumas dicas, como o cabo de alta tenção era o meio da prova. A Léia foi nos apresentar ao diretor do evento, ele estava bem preocupado com as condições do tempo, pela experiência que temos aqui, eu achava que não era pra se preocupar, mas preferi não interferir. Dei de presente ao colega turco uma camiseta da equipe!

No Bósforo, são 2 pontes, a primeira logo após a largada, a segunda logo após a chegada, eu apelidei carinhosamente de ponte do terror, passou embaixo, algo deu muito errado!!!!

Essa Travessia tem uma característica, em nenhum momento é possível sentir a temperatura da agua, porque é muito alto o muro nas margens do canal.
Todos já com os kits, ficamos esperando o passeio de barco, como eles não cobraram a entrada, todos, mesmo os não atletas puderam ir junto, o barco cabia mais de 1000 pessoas. Logo na saída pude observar que a corrente na margem estava diferente de 2013, o contra fluxo estava maior. Eu não me conformei com isso de não tocar na agua, mesmo porque eu seria um dos nadadores. Eu disse ao grupo que me esperasse antes de entrar no ônibus, comecei a busca por um lugar onde tocar na agua! Fui ao lado da praça kuruçeşme (o c cedilha tem som de ch), não era possível, fui em um restaurante ao lado, também não, no fundo, na beira do Bósforo, tinha o que parecia ser um mercado, inclusive o nome de mercado. Dei bom dia e pedi desculpa em turco, as únicas duas palavras que aprendi, eles apresentaram um garçom, eu pedi para tocar na agua, porque nadaria amanha, ele foi muito simpático e logo me levou até a beira da agua, não era possível tocar com a mão, mas tirei o tênis me estiquei todo e pude tocar na agua e senti que a agua, ufa, temperatura acima dos 23 graus!!!
O restaurante era espetacularmente decorado, chic e tinha um cheiro muito agradável. Dei uma olhada no cardápio e vi que os preços não eram caros, para o padrão e localização. Voltamos para o hotel com a primeira missão cumprida em terras turcas!
Levei parte do grupo até o Grand Bazar, o maior mercado coberto do mundo, segundo os turcos, com 4000 lojas, a tarde era livre para passeios e comprinhas!!
Durante o passeio no Grand Bazar, em uma das lojas a Léia descobriu um passeio com jantar a noite no Bosforo, todo o grupo decidiu participar após a Travessia.
Nosso hotel em Istambul tem uma localização privilegiada, muito próximo ao centro e com uma bela vista para o Mar Marmara!!!

Dia 6– 20 de julho – Domingo – Dia da Travessia – Istambul

Inicialmente o dia mais importante de toda a viagem, dia da Travessia Transcontinental!

Conseguimos um café da manha as 6h30, logo após as 7 horas, partimos para a praça kuruçeşme.
Como já tínhamos pego os kits, estávamos tranquilos. Nossa base era no mesmo local do ano passado, com uns mini colchonetes distribuídos pela Samsung o grande patrocinador do evento, nosso ninho ficou bem agradável!

Eu como um nadador iniciante de ter feito duas travessias, a mais de 20 anos (tudo isso..?), mas com, digamos assim, muita experiência, não tive muito tempo pra ficar preocupado, também porque minha maior missão era acompanhar principalmente a Rosa, que é a nadadora medrosa, mais corajosa que eu conheço!!!
Com a Rosa, surgiu a Turma da Cordinha. A Teresa e a Flavia, também eram as integrantes da Turma da Cordinha oficiais!

Foi chegando a hora, muitas fotos, muitos sorrisos, muitas alegria, mas em breve o bicho iria pegar!!!

Um belo dia em Istambul!!

Hora de entrar no barco, todos os nadadores couberam em um só barco, até 35 anos, na parte superior, os demais, na parte de baixo. Passamos pelo cabo de alta tenção, pela primeira ponte, e encostou o barco. A partir de agora vou contar minha participação ou “saga” como queiram!!!

Todos aguardam dentro do barco, primeiros a largar foram os deficientes, eu fiquei observando um nadador que não tem uma perna, deve ser da mesma classe do Fabiano Machado de Curitiba e do Amaro Francisco de São Paulo, S9, ano passado como eu estava na chegada, vi que ele foi o primeiro entre todos os atletas a chegar. Ele pegou uma rota que eu contarei a todos que forem ano que vem….

Logo chamaram os touca verde escura, tá chagando nossa hora!

Agoraaaa, recebermos o sinal, assim que saímos no barco e pisamos na plataforma, o chip foi acionado, minhas referencia eram a Rosa e a Teresa, a Flavia estava junto conosco também!

Logo que pulei na agua, perdi a Rosa, olhei para todos os lados, e não encontrei, sabia que ela e o Roque, estavam juntos, por isso não me preocupei muito!
Seguimos eu a Teresa e a Flavia, a Teresa era até essa presidente do CTNB – Clube da Tartarugas Nadadoras Brasileiras, fomos sem pressa…

A Flavia com a experiência adquirida nas provas do Circuito Mercosul de Travessias e por ter nadado os 6,5 km no Rio da Guarda do Embau, estava muito mais rápida e logo após a primeira ponte ela nos deixou. A correnteza era mais forte que a Teresa nadando, por isso eu não precisava nadar para acompanhar a Teresa, fiz literalmente um tour aquático pelo histórico Estreito de Bósforo. Eu pedia pra Teresa tudo o tempo nadar pra direita, para não ficamos em uma curva acentuada do lado esquerdo do Bósforo. Nos fomos nos afastando do Mar Negro, origem do estreito, e nos aproximando do Mediterrâneo, onde desemboca o Bósforo!
Foram passando todos que estavam na nossa frente, comecei a observar a aproximação de muitos barcos, assim que passamos dos fios de alta tenção estávamos liderando a prova, de traz pra frente, claro!!!

O numero de barcos que nos cercavam aumentava, até um helicóptero começou a nos acompanhar de perto!

Eram 55 minutos de prova, teoricamente chegaríamos dentro do tempo de 2 horas para acabar os 6,5 km de prova!

Sempre que chegavam os barcos próximos eu começava a nadar para demonstrar que eu sabia nadar, não estava nadando porque estava acompanhando a colega!

Um dos barcos nos aproximou e disse para sairmos da agua, eu disse que não!!!

Tínhamos 2 horas, e completaríamos a prova. A pressão só aumentava, a cada momento chegavam, barcos, caiaques, helicóptero. Eram aproximados 5 km de prova a situação ficou insustentável, me adiantei um poucoem relação a Tereza, só escutei a vos dela dizendo:

– VAI MARCOS!!!!!!

Eu nem olhei pra traz, mas sabia que ela tinha sido recolhida, isso me deu tranquilidade.
Baixei a cabeça e:

– TOQUEI O PAU NESSES BAÇINHOS MARCOS!!!

Nadei bem forte, devo ter batido o recorde que eu não tenho dos 50, 100 e 200 metros., até parar um barco da policia turca na minha frente, eles literalmente colocaram o barco na minha frente. O policial ficou dizendo que eu tinha que sair, eu argumentava que estava dentro do tempo regulamentar e que eu estava atrás porque eu estava acompanhando uma colega, depois de muita briga eu falei que era PROFESSOR!!!!
Pelo menos na Turquia o Professor tem moral!!!
O policial finalmente parou de acelerar o barco, eu contornei e segui viagem!!!
Logo vi em minha frente os últimos nadadores, ou melhor, os que estavam logo na minha frente, porque eu era o ultimo!!!
A briga tinha me desgastado, mas a aproximação de outros nadadores me deixou mais tranquilo, uma nadadora turca, me perguntou se eu estava vendo a chegada, eu disse que sim, eu disse pra ela me seguir!
Logo avistei a piscina do Galatasaray, uma pequena ilha quase na margem européira do Bósforo, a piscina era uma referencia para a chegar, faltavam 700 metros, assim que passei pela piscina, puder ver nossas bandeiras do Brasil e da Turquia, com essa visão pensei, foi fácil!!!
Eu não tinha ideia que a parte mais difícil estava por vir!
Cheguei até o restaurante que, no dia anterior, eu tinha podido sentir que a temperatura era agradável, era o primeiro prédio da praça!
Retardei o máximo minha entrada no refluxo do estreito, na margem!
Chegou um momento, para não deixar nadadores até a segunda ponte, aquela, a ponte do terror, eles fizeram uma linda de barcos e não deixavam passar, foi obrigado a entrar no contra fluxo. Mas nesse momento, a largada, nossa bandeira e nossos colegas já estavam bem a vista, eu já comemorava a chegada!
Nesse momento achei o Roque e a Rosa!!!

Para sentir se eu estava evoluindo, marquei um caminhão vermelho que estava na praça, fiquei mais de 10 minutos no mesmo lugar, o que era comemoração virou preocupação, porque já se aproximava de 2 horas de prova!

Fiquei também com medo de perder a força!!

Tentei mudar de lugar para ver se conseguia uma correnteza mas fraca, consegui algum avanço, até o povo me ver. Na camiseta da Turma da Cordinha, escrito a palavra acredita, além do português, também no turco, com a mobilização da Léia, eu já podia escutar as palavras credere e imanen!!!

Já passava de 1 hora e 50 minutos de prova, cheguei mais próximo do muro, alonguei bem a braçada e comecei a me aproximar na chegada, quando faltavam poucos metros, a conquista era eminente, eu lembrei de um pedido da Léia, chegar nadando golfinho, só isso!!kk

A correnteza contra diminuiu, ficou fácil, vou chegar!!!

As 3 ultimas braçadas de golfinho!!!

Fui o 1560, o antepenúltimo que chegou dentro do tempo normal!

Um tempo de 1:54:57, comemorados com emoção, duvido se o campeão geral tenha sentido mais emoção que eu!!!!

 4l

Ano que vem volto para fazer em 1h e 17 minutos!!!

ACREDITA!!!!

Comemoramos muito com todos, o destaque para o Brunini e a Lucia Trillo, que ficaram em primeiro de suas categorias!!!

Fiquei contente com a afirmação do colega Raymond Burk:

– O Desafio Guarda do Embau é muito mais difícil que o Bósforo!!

Na hora de ir embora, lembrei do restaurante onde pude sentir a temperatura da agua, fomos todos pra lá. Uma comida muito boa, cardápio com tablete, o engraçado é que com tanto chique e tecnologia, os garçons esquecerem de anotar alguns pratos e as contas dos clientes eles faziam escrevendo em uma folhinha de papel!

Tarde de descanso, para o passeio de barco. Na hora combinada, o ônibus veio nos buscar no hotel, o barco era belíssimo, o mestre de cerimonia era o próprio dono do barco, que conduzia muito bem tudo que acontecia!
Um grupo folclórico apresentando danças de varias partes da Europa, dançarinas de dança do ventre, o destaque foi para um homem que cantava uma musica em 45 idiomas, no barco tinha gente da China, Iraque, Nova Zelândia, Afeganistão, Colômbia, Índia, Paquistão, Espanha e Japão. Foi feita uma homenagem para o Brunini e para a Lucia, também ocorreu um concurso de dança, onde o Brasil ganhou porque foi muito bem representado por uma de nossas colegas, que eu prefiro não citar o nome….
Foi realmente espetacular, além do próprio passeio e da visão do Bósforo a noite, exatamente no percurso onde alguns de nos tínhamos acabado de nadar!

Dia 7– 21 de julho – Segunda – Istambul – Atenas (Grécia)

Dia da visita guiada em Istambul, a guia que nós contratamos, não pode vir, ela mandou um outro guia que nos mostrou os principais monumentos de Istambul. Mesquita Azul, Cisterna, Ahia Sofia por fora e Palácio do Sultão!

Fechada nossa estadia na Turquia, melhor que pudéssemos esperar!
As 18h saímos do Hotel para o Aeroporto, embarcamos as 20h30, chegamos em Atenas as 22h, demoramos um pouco para localizar o ônibus, logo estávamos ao caminho do hotel. O hotel tinha uma bela vista para Acropoli e ficava bem no centro, fácil de sair para comer um giro pita, famoso sanduiche grego, influencia do domínio Otomano na Grécia.

Dia 8 – 22 de julho – Terça – Atenas – Mikonos – Atenas

Acordamos cedo, partimos de ônibus para o porto de Rafina, pegamos um ferry para Mikonos. Uma preocupação um de nossos colegas não estava bem, uma forte infecção intestinal. Em três horas estávamos em Mikonos, a mais famosa das ilhas gregas. Pegamos um ônibus aquático até o centro da ilha, ficamos em uma pequena praia bem próximo da vila. Alguns foram nadar, eu dei aula de natação para quem não tinha muita intimidade com a agua!
Alguns alugaram quadriciclos, outros se perderam as vielas irregulares de Mikonos. Voltamos fim de tarde para Atenas.

Dia 9 – 23 de julho – Quarta – Atenas

Dia de visitar as atrações de Atenas, uma breve caminhada nos levou até a entrada do parque da Acropoli, onde esta localizado o Partenon, principal monumento grego e um dos mais famosos e visitados do mundo!
A quantidade de turistas era impressionante. Descemos até o Museu da Acopoli e posteriormente o Estádio Olímpico, local das primeiras Olimpíadas da era moderna. Atenas ficou na memoria de todos, voltamos para o hotel, seguimos de ônibus até o Templo de Poseidon, sugestão do amigo Kilian, antes de seguir para o Aeroporto. O templo dedicado ao Deus do mar localiza-se em Cabo Sounion, que está a 65 quilômetros de Atenas, a bela estrada que nos levou até lá, podemos ver belas praias, deu vontade de parar em uma das praias. O templo foi erguido em homenagem a Poseidon para proteger as águas gregas. Na antiguidade foi usado para observar os barcos que se aproximavam de Atenas. Um adeus a Grécia, uma curta mas proveitosa estadia!

Embarcamos em uma nova companhia aérea Vueling, voo tranquilo, chegamos em Roma as 0h10, duas vans nos esperam no aeroporto, o hotel não era conhecido, mas foi bom e bem localizado.

Dia 10 – 24 de julho – Quinta – Atenas – Roma – San Marino

As 9 horas, Cristina, uma a guia que eu contratei para nos mostrar Roma em uma visita formula 1. Cristina uma simpática e eficiente italiana, que conhecia tudo do Brasil. Combinamos que ela seguiria sem olhar pra traz, ela acelerou o passo, para podermos ver tudo!
Foi uma rápida e excelente visita, o destaque ficou para o Panteon, prédio de 27 a.C. com uma cúpula tem 43 metros de diâmetro e tem uma abertura por onde a chuva não entra, segundo a Cristina, a chuva se transforma em pequenas gotículas e não chegam no chão!!!
Cristina nos deixou no Vaticano, alguns foram visitar a basílica de São Pedro, outro grupo, como já tínhamos programado, fomos dar a volta caminhando em um país!
Eu, o Carlos, a Alessandra, a Flavia, a Léia e o Marcus Augusto, demos a volta caminhando em 37 minutos e 54 segundos!!!

Voltamos para o hotel, com uma amostra de uma Roma que precisasse de 1 mês para ver tudo!!

Chegamos ao hotel com uma hora de atraso, nosso novo motorista que inicialmente estava bravo, logo ficou sorridente com um grupo tão animado!
A única preocupação era com nosso colega que ainda não se sentia bem!

Embarcamos para a famosa e desconhecida por todos do grupo. Uma bela estrada pela região norte italiana, chegamos em San Marino por volta das 8 da noite!

Apesar da preocupação com nosso colega, a atmosfera de San Marino agradou atodos!

O hotel também não era conhecido mas agradou a todos pela localização e pela vista!
Um pequeno restaurante com uma excelente comida também agradou a todos!!!

Dia 11 – 25 de julho – Sexta – San Marino – Lago Maggiore

As 5 horas da manha um grande susto, uma ligação para nosso quarto, nosso colega estava muito mau, precisava ir urgente para o hospital. Foi acionado o seguro, e nos ligamos para o plantão da embaixada do Brasil na Itália. E deixamos em alerta a companhia aérea para uma eventual volta ao Brasil. Um taxi levou nosso colega ao hospital e o grupo foi avisado que as 11horas deveríamos embarcar para o Lago Maggiore. Ficamos aguardando noticias, a cada hora as noticias eram melhores, o paciente estava melhor e tinha possibilidade de alta no inicio da tarde. Como todos estavam no Castelo de San Marino, não foi difícil passar a informação a todos, a medida que as noticias chegavam pelo telefone!

Um festival medieval, muitas pessoas vestidas com roupas medievais deixavam o clima de San Marino ainda mais agradável!
Nosso doentinho deixou passar do ponto de procurar um hospital , pela resistência típica do povo qual ele é descendente, por ser medico muito competente da referida especialidade!!!

Foi muito bem atendido em um hospital de San Marino!

Equilíbrio restabelecido, San Marino foi uma grande surpresa a todos, muitos querem voltar, partimos com vontade de voltar e ficar mais tempo em San Marino!

Seguimos viagem para o Lago Maggiore, local da Travessia. Mais uma agradável viagem por terras italianas, a noite chegamos no pacato Reino de Liggiuno, uma pequena comunidade as margens do Lago Maggiore onde ficava nosso hotel e a largada da Travessia. Logo na chegada a emoção de ver o encontro da colega Betina e sua filha Adriane, que estava estudando na Inglaterra, e não se encontravam a 9 meses!!!

Adriane seria nossa colega até Munique! Após alguns ajustes com o “jeito de ser italiano que ser” bem diferente do nosso, todos em seus lugares, como enchemos todo o hotel, alguns dos colegas ficaram em outros dois locais de hospedagem. Nos encontramos com a amiga Claudia Donini de Florianópolis que também veio pra nadar. Conhecemos a Regina de São Paulo, também nadadora!

Dia 12 – 26 de julho – Sábado – Travessia Lago Maggiore

Acordei cedo, os primeiros movimentos de Travessia já eram vistos, pude reconhecer nossos colaboradores nas nossas Travessias em Santa Catarina. Uma pequena chuva de manha assustou os organizadores, mas logo parou. A Travessia foi sendo montada, conheci os colegas Dario e Flora, organizadores da prova. Retiramos os kits e nos preparamos para a prova de 4 km. Tudo pronto, pegamos o barco para a outra margem do lago.Enquanto esperamos o horário da largada, fomos presenteados com uma apresentação de um projeto dos bombeiros italianos, com cachorros que são treinados para resgate na agua, um dos cachorros levou uma socorrista, ela resgatou um colega que pedia ajuda, o cachorro resgatou os 2 e trouxe até na praia!!

Após a linda e emocionante demonstração nos preparamos para a largada. Eu e a Flavia saímos juntos, e nadamos juntos grande parte de do percurso, por volta dos 2 kms, a Lucia Moreira se juntou a nós. Faltando menos de 1 quilômetro, a Lucia teve fortes câimbras, eu ajudei a aliviar as contraturas e seguimos juntos até o fim!

Foi muito mais difícil que no Bósforo, apesar das dificuldades de lá!
Duas horas nadando em agua doce não é fácil!

A prova não é competitiva, todos ganham um troféu igual, um modelo para quem nadou uma prova e um maior para quem nadou as duas provas, mas os 5 primeiros do geral são premiados!

Fizemos muita festa, fomos homenageados pelos amigos italianos. Deixamos nosso recado de alegria e irmandade!!!!

Obrigado Flora e Dario, passamos ótimos momentos com vocês!!!!

Nos juntamos para a revelação do tradicional amigo secreto, antecipado porque a colega Neusa, seguiria outro destino!

Na Itália contamos com a fluência em italiano dos colegas Brunini e Lucimara!
Emoções a parte, nos preparamos para a ultima noite em território italiano.

Dia 13 – 27 de julho – domingo – Lago Maggiore – Munique.

Acordei as 4 horas e fiquei esperando o ônibus, que nos levaria a Munique. O ônibus não veio, recebemos um recado por email da empresa, que aconteceu um acidente!

Tínhamos que decidir o que fazer, a decisão foi levar o grupo para a cidade maior, Milão!
Com a ajuda da Silvia, dona do hotel, conseguimos uma van que cabiam 10 pessoas, fizemos 4 viagens para a estação mais próxima que ficava a 5 km do hotel. Foi uma verdadeira fuga e corrida contra o tempo!
Chegamos em pouco tempo na estação, eu fui o ultimo a entrar no trem, fechou a porta e seguimos pra Milão!

Em Milão, a segunda missão, como e pra onde ir!
Com a ajuda da Lucimara, ficamos esperando na fila para tentar comprar passagens de trem!

Enquanto isso eu fui procurar entre os ônibus que ficam fora da estação, um ônibus para nos levar para Munique. Um simpático motorista ligou para umas 20 pessoas e não consegui um ônibus para nos levar a Munique. Escolhi que iriamos para a maior cidade mais perto de Munique., Zurique na Suíça!

Compramos as 38 passagens e entramos no trem, para uma das mais lindas viagens do mundo, uma repleta de lagos e belas paisagens, parecia que estávamos vendo paisagens de calendário a cada curva do trem!!!

Durante a viagem conhecemos um suíço chamado Tobias, ele era namorado de uma brasileira e estava disposto a nos ajudar em Zurique. Chegamos em Zurique, eu e o Tobias fomos pra o guichê da estação de trem, uma simpática moça nos ajudou. Compramos 21 passagens de ônibus até Munique e 12 passagens de trem!

Dentre os viajantes, decidimos que eu, a Léia e nosso filho Marcus Augusto, ficaríamos pra traz, os parceiros Valdinei e Barbara também seriam parte dos 5!

Mas a Teresa e a Flavia, se ofereceram para ficar, a Léia e o menino seguiram viagem de ônibus. Como estava muito próximo da hora de chegar o trem, tivemos que acelerar o passo!

Os 12 do trem, seguiram viagem!!!

Encaminhamos os 21 do ônibus, nós os 5 sem transporte, ficamos na estação para ver o destino nos levaria. Olhando no mapa da Europa eu escolhi seguir para a cidade mais longe de Zurique, mais peto de Munique, uma cidade que eu nunca tinha ouvido falar, nosso destino era Lindau. Chegamos em Lindal por volta das 23 horas, não era possível seguir adiante, procuramos hotel, mas como nosso trem sairia logo após as 4 horas, decidimos dormir na pequena estação de Lindau. Caminhamos a noite pela bela cidade medieval a beira do Lago de Constança, Bodensee em Alemão, é um lago atravessado pelo rio Reno e situado na fronteira da Alemanha com a Áustria e a Suíça. Ficou a vontade de voltar com mais calma.

Dia 14 – 28 de julho – Segunda – Munique

Acordamos as 4 horas, com passagens em mãos seguimos para Munique. As 7 e meia da manha, estávamos tomando café no hotel!

Aos poucos fomos encontrando os colegas de viagem!!

Dia de caminhar por Munique, um dia sem programação. O hotel também foi escolhido pela internet, era muito bem, com excelente localização e estrutura, com o melhor café da manha de toda a viagem, na opinião de muitos!!

Dia 15 – 29 de julho – Terça – Munique

A sugestão da colega Izabel, foi aceita por quase todos, o fantástico Museu de Tecnologia!

Oficialmente nossa viagem acabava em Munique, fizemos uma reunião de despedida. Mas apenas 6 de nossos colegas seguiriam para o Brasil, e a Betina continuaria na Alemanha.

Eu comuniquei ao grupo que nos seguiríamos viagem até Paris, 27 dos colegas decidiram seguir junto.

Queremos agradecer a todos os que acreditaram nesse sonho!!!

Nos vemos nas aguas do mundo!!!

Marcos Pinheiro

Viajantes:
1 – Renato – São Paulo – SP
2 – Ione – São Paulo – SP
3 – Teresa – Brasilia – DF
4 – Maria Teresa – Brasilia – DF
5 – Liz – Brasilia – DF
6 – Airan – Brasilia – DF
7 – Rosa – Porto Alegre – RS
8 – Roque – Porto Alegre – RS
9 – Valdinei – Florianópolis – SC
10 – Leila – Curitiba – PR
11 – Flavia – Porto Alegre – RS 
12 – Lucia T – São Paulo – SP
13 – Luis T – São Paulo – SP
14 – Solange – Curitiba – PR
15 – Alessandra – Blumenau – SC
16 – Carlos – Blumenau – SC
17 – Vanessa – Porto Alegre – RS
18 – Lucimara – Toledo – PR
19 – Jonas – Toledo – PR
20 – Brunini – São Paulo – SP
21 – Betina – Laranjeiras do Sul – PR
22 – Marcos – Toledo – PR
23 – Juliana – Toledo – PR
24 – Daniela – Brasília – DF
25 – Denis – Porto Alegre – RS
26 – Neusa – Porto Alegre – RS
27 – Raymond – Rio de Janeiro – RJ
28 – Rosane – Curitiba – PR
29 – Sergio – Criciúma – SC
30 – Evanice – Curitiba – PR
31 – Izabel – Florianópolis – SC
32 – Rodrigo – Porto Alegre – RS
33 – Rosalba – Porto Alegre – RS
34 – Barbará – Florianópolis – SC
35 – Maria de Fátima – Porto Alegre – RS
36 – Marcus Augusto – Florianópolis – SC
37 – Léia – Florianópolis – SC
38 – Marcos – Florianópolis – SC

Viajantes convidadas:

Lucia Moreira, Adriane e Claudia Donini!

DEZEMBRO 2013 – TRAVESSIA MAIOR PISCINA DO MUNDO– CHILE (16ª VIAGEM)

DEZEMBRO 2013 – TRAVESSIA MAIOR PISCINA DO MUNDO– CHILE (16ª VIAGEM)

Diário de Bordo por Marcos Pinheiro

Antes de ficar procurando erros de português, curta a viagem!
Mas se achar os erros, me mande, obrigado!

Dia 0 – 10 de dezembro de 2013

A viagem começa para 6 viajantes, Mauricio que veio de carro de Araranguá, sul de Santa Catarina, deixou seu carro em minha casa em Florianópolis, nos juntamos e fomos para o aeroporto de Florianópolis, conduzido por meu filho Marcus Augusto e de piloto meu sobrinho Vinicius. Um pequeno atraso do voo para São Paulo, chegamos e logo encontramos com a Cristina de Toledo e com o Rodrigo de Porto Alegre. Dormimos em pequenas “gaiolas”, um hotel dentro do aeroporto de Guarulhos.

Dia 1 – 11 de dezembro de 2013

Logo encontrei o grupo Talentos do Capão de São Paulo, aos poucos os viajantes foram de juntando, somente o casal Romeu e Rita de São Paulo, foram em um voo antes do nosso!

Um grupo bem heterogêneo, com a Carolina de 1 ano e a Irene de 79 anos!

O maior grupo de viagem até então, 39, estou com suporte do amigo Kilian e do sempre presente Valdinei!

Todos acomodados no avião a Silvana lembrou que era o dia 11 de 12 de 13!

Classe executiva!!!!

Não sei porque, mas a companhia aérea colocou duas das colegas na classe executiva. A Angela pediu para ficar com a irmã, que estava na classe econômica. Eu fiz o tremendo esforço para trocar de lugar com a Angela, fiz minha estreia na classe executiva!!!!

Foi, claro uma excelente e agradável experiência, a companhia da Tania de Curitiba, foi muito divertida!

Alguém disse que eu merecia, acredito que no momento, talvez eu merecesse sim!!!!

Vi um filme, que me emocionou, apesar de já ter visto antes, teve uma forte representação no momento da viagem e na minha vida!

A Maquina do Tempo, mostrou que não podemos mudar o passado, mas o futuro sim esta em nossas mãos, podemos escolher nosso caminho\destino!!!!!

Um voo muito tranquilo até Santiago. Eu tinha alertado os grupo dos possíveis e prováveis imprevistos que acontecem em uma viagem, dei o exemplo da possibilidade de nosso ônibus não estar no aeroporto. Uma das mochilas não chegou, o Kilain ficou para tentar resgatar a mochila, o ônibus nem sinal do cartaz com meu nome!

Procuramos muito o motorista, não achamos, fui atrás de um novo transporte, acabei contratando 4 vans que nos levaram tranquilamente para nosso hotel porto seguro em Santiago!
Me perguntaram como consegui tão rápido as vans, eu comparei com uma Travessia, quando esta um mar calmo e tempo bom, tudo é muito fácil. Agradeci ao grupo pela tranquilidade com que eles esperaram a resolução da situação. Em poucos minutos, o Kilian estava no hotel com a mochila!

Depois descobrimos que o motorista do ônibus estava com uma plaqueta com o nome dele, ahhhh não!!!!!!!!!!!

Duas horas de descanso, almoço no restaurante do hotel, saímos para caminhar pelo centro e trocar dinheiro. Dinheirinho na mão, fomos ao palácio La Moneda, a praça de Armas. Parte do grupo se perdeu, mas estavam como Kilian. Quando chegávamos perto do mercado, fomos comer na empanadas Zunino (esse nome me lembra um time da segunda divisão…), encontramos o grupo perdido, isso é sintonia!!!!

Voltamos ao hotel de metro, sem antes dar uma passadinha no Mercado de Artezanias!

Eu o Valdinei e o Mauricio saímos para correr, foram 40 minutos em volta do cerro Santa Lucia e as margens do Rio Mapocho!
Acabamos a noite bebendo vinho no quarto, uma garrafa de 1,5 litros, Conha y Toro, que custou a fortuna de 9 reais!!!!
Mas os bebedores eram tão “degustadores” de vinho que o nível do vinho pouco baixou!!!

Agora bateu o cansaço!

Boa noite.

Dia 2 – 12 de dezembro de 2013

Sem hora para acordar, mas o povo madrugou por volta da 8h. Nossa programação era visitar o Mall sports, um shopping com 70 lojas só de esportes. Um imprevisto, um dos nossos se sentiu mau!
O Kilian voltou com o amigo, o Jonas que é médico, prontamente abandonou o passeio para atender o doente!

Eu, levei o grupo para o shopping, mas logo voltei, estava preocupado!
Chegando no hotel, encontrei o Jonas, que logo me tranquilizou dizendo que estava tudo bem, que o problema era uma leve indisposição estomacal!
ufa!!!

Compramos comida e seguimos caminho para San Alfonso del Mar. No meio do caminho paramos em um “boteco”, a tia se apavorou com 38 pessoas invadindo a casa dela!
Foram 28 empanadas e 15 sanduiches, uma delicia!!!!

Uma breve passada na vinícula Veramonte. Chegamos a San Alfonso del Mar, um vento frio, mas a agua estava agradável, com aproximados 23 graus!

A informação que nos deram na administração nos preocupou, não era mais permitido nadar na piscina, por um problema ocorrido no verão passado!
Fui conversar com o administrador se podemos nadar ou não, caso ele diga não, nós seremos os últimos a nadar na piscina e será ultima viagem para o Chile!

Amanha pela manha vamos saber o veredito!

Juntamos 9 colegas e saímos para correr pela orla de Algarrobo!

O Valdinei, Geandré e Vinicius Cruz, disparam na frente, acabaram se perdendo, nós, eu, Michel, Rodrigo, Rubens, Gomes e Maria, esposa do Gomes, corremos até um clube de vela, corremos 1 hora. O Rubens disse que foi a maior corrida da vida dele!
Foi ótimo, voltamos pra casa cansados e felizes!

Volta para o quarto, aguardando o primeiro “rango”, com a pilotagem do Michel!
Um macarrão a bolonhesa, espetáculo!!!

Nós 6, Kilian, Mauricio, Rodrigo, Michel, Valdinei e eu, passamos muito bem, nossa primeira e hamônica refeição em San Alfonso del Mar.

Dia 3 – 13 de dezembro de 2013

Um dia importante, falar com o chefe das piscina. Quem estava doentinho acordou bem, um dos componentes do quarto acordou com um piriri, também conhecida como ligeirinha!
Os cuidados foram tomados para resolver os “pobremas”, o mais uma vez, so podemos ter dor de barriga, porque o “dotori” é Gastro!

Fomos eu e o Kilian conversa com senhor Ubaldo. Tinhamos 3 planos, somente 2 seriam apresentados a ele!

1º Plano – Abrir para que nademos, sempre que viéssemos aqui!

2º Plano – Nadarmos somente esta vez e nunca mais voltamos e essa seria a ultima viagem para o Chile!

3º Plano – Que não foi apresentado a ele, vamos nadar em um determinado momento, quando eles descobrirem, já estaremos do outro lado!

A conversa começou com ele explicado os motivos para não nadar e dizendo que era uma determinação superior!
Ele inicialmente disse, de forma alguma!
Mas ele foi atencioso e simpático, mostrei pra ele o troféu de comemoração por atravessar a piscina. Saímos de lá com a promessa dele em reavaliar a situação!
Como não foi não!
A resposta foi boa!!!!

Ele ficou de me comunicar quando tivesse a resposta. Até agora, as 17h26m, nenhuma resposta!

Enquanto aguardamos essa resposta, decidimos que nadaremos domingo as 11h, como dizem eles, “SI O SI”. As 10h30, levei parte do grupo até Isla Negra, a principal casa de Pablo Neruda, Isla Negra. Todos fomos de Liebre, pequenos ônibus velhos que fazem um excelente em todo o litoral do Chile. Voltei para a San Alfonso e levei outro grupo para Isla Negra. Ganhei 2 presentes para não esquecer na vida, os 2 foram por palavras escritas pela internet. Eu e o Valdinei, acabamos “filando uma boia” no quarto do Capão!
Um arroz unidos venceremos, parecido com minha querida e saudosa vó Rita!
Nesse momento, enquanto escrevo, aguardamos para ir as 7h na piscina de agua quente!
Pela primeira vez de todos que já vieram aqui comigo, alguém nadou no pacifico. Valdinei, Rubens, Michel, Mauricio, Geandré, Sara, Vinicius Cruz, Vinicius Gomes, Mateus, Iris, André, Sabrina, Tifani e André!

Parabéns pela coragem!!!

O Mauricio e Valdinei entraram no mar na frente do condomínio, o Mauricio lançou um novo tipo de jacaré (pegar onda sem prancha) o carrinho!!!!

Na borda da hidromassagem foi articulado o plano para nadar na PISCINA MA/iS GRANDE DO MUNDO!

Tem uma pessoa, que prefiro preservar a identidade, coletou informações importantes com os funcionários de San Alfonso. Ficamos entre 2 horários, sábado as 20h30 ou domingo as 7h da manha!
Analisando todas as possibilidades, chegamos a conclusão que domingo as 7 da manha, seria o melhor momento, por ser dia da eleição presidencial, os funcionários chegarem somente as 8h. Deixo claro que não se trata de uma ilegalidade, mas de uma falta de informação e de consideração deles em não avisarem que não era mais permitido nadar!!!

Após um relaxante banho na piscina térmica, fomos para o restaurante no aquário, para cantar parabéns para a Renatinha!

Terminamos a noite, eu o Kilian e o Michel ao som de Ana Carolina cantando Evidencias!!!!

http://letras.mus.br/ana-carolina/98089/

Dia 4 – 14 de dezembro de 2013

Saímos as 8h da manha, nossa direção era o Lago Curauma. Fomos os primeiros a chegar, um dia frio, com neblina e muita fumaça saindo do lago, o que indicava um bom sinal, que a agua estava mais quente e temperatura fora!

Com um pequeno atraso de 1 hora, iniciaram as provas, nos 500 metros, participaram a Ketlen e a Lucimara, que fez sua primeira Travessia. No 1500 metros nadaram, Valdinei, Mauricio, Michel, Rodrigo. Nos 3000 metros, nadaram, Vinicius Gomes, Rubens, Tania e Geandré! No 5000 metros nadaram, Iris, Vinicius Cruz, Tifani e Mateus. Nos 10000 metros nadou a Sara, que teve a grande oportunidade de nadar com a maior atleta Chilena de todos os tempos, Kristel Köbrich. No fim do evento recebemos o troféu como maior equipe!

Passamos para almoçar em Valparaiso, seguimos para Viña Del Mar, vimos o relógio de flores, em Reñaca vimos os Leões Marinhos!

Voltamos para San Alfonso com mais um dia repleto!

As 22h, fizemos um jantar coletivo no ap 512, capitaneado pelo Jonas!
Cada um dos apartamentos fez sua comida, e levou junto com bebidas pratos e talheres. Um verdadeiro banquete, uma comida melhor que a outra!
Resgatamos o verdadeiro compartilhamento dos povos antigos. Eu falei algumas palavras, outros também falaram, a emoção bateu forte em todos!

Amanha é o dia…..

Eu, o Valdinei e o Rodrigo, acabamos a noite escutando, Primeiros erros do Capital Inicial!

http://letras.mus.br/capital-inicial/6791/

Dia 5 – 15 de dezembro de 2013

Acordamos as 6h00, encontramos o povo natatório na recepção do nosso bloco. Caminhamos em direção aoextremos norte da piscina, entramos na piscina pequena para aquecer, seguimos a caminhada até a parte de traz do restaurante. O Gomes caminhou até a guarita, o guarda perguntou se ele iria nadar, e se ele falava português, com ambas as respostas negativas, ele se acalmou, eu cheguei e dei o sinal para todos entraram na agua. Eram 11 os desbravadores, provavelmente foram os últimos a atravessar a maior piscina do mundo nadando!
O chefe da segurança, tranquilamente nos observou, eu falei para ele ficar tranquilo que era somente uma volta na piscina!

Entreguei os troféus com o nome de cada um, uma satisfação para mim e para todos os que nadaram. O Kilian, que talvez nunca tinha nadado tanto na vida, achava que não conseguiria, mas chegou ao final!

CONFESAMOS QUE NADAMOS!!!!!!!

Quando saímos para correr, nos dias anteriores, observei que um canto da praia, as pedras rolavam com a força das ondas, formando os chamados seixos rolados, essas pedras arredondadas de rio ou mar. Me lembrei de uma das historias de um antigo personagem do folclore brasileiro, o Pedro Malazarte. Certo dia, sem nada para comer em casa, teve a ideia de fazer uma sopa de Pedra. Juntou três pedras, e passou na casa de seus vizinhos, e pediu em cada casa, um ingrediente para fazer uma sopa de pedra!
Inspirado nessa historia, fomos até o ninho de pedras, onde escolhi 3 pedras, representando minha família!
Cada uma delas com uma diferente forma, quase como diferentes estágios de evolução!
Cada uma de cada cor e composição como cada um de nos!

Escolhi pedras que estavam de movendo com a força do mar!

PEDRAS VIVAS!

Após uma breve parada para o desajunto, voltamos felizes para ajustar nossa bagagem para começar o caminho de volta pra casa!

Na entrega das chaves dos apartamentos, agradeci ao administrador e por final disse a ele, "Confesso que nadamos!"
Ele me disse sorrindo, "Muitas coisas são ilegais no Chile, mas se faz!!!"

Nosso motorista nos sugeriu visitar um lugar, que fica bem próximo a San Alfonso, um lindo e primitivo lugar chamado Umedal. Omar disse que era um lugar, como o lugar onde chegou Cristovam Colombo. Uma desfiladeiro, com uma vegetação diferente da região sustentada pela umidade, por isso o nome do lugar!
(neste momento escuto o lindo discurso de vitória de Michele Bachelet)

Voltamos para Santiago, durante a viagem foram realizadas as ultimas tarefas da gincana, que fez a viagem passar bem rápido!

Como um pai, uma mãe que sente a síndrome do minho vazio, eu me senti assim!

O grupo, não era aquele grupo acanhado que chegou dia 11 de dezembro, hoje apenas 5 dias depois, estão todos DESCOLADOS!

Não dependem mais de mim para caminhar, passear, descobri, desvendar a cidade!

Mas afinal, para isso estou aqui, SIGAM SEUS CAMINHOS!

Como falei no primeiro dia, não voltamos igual, em alguns é nítida a diferença!!!

Dia 6 – 16 de dezembro de 2013

Tentamos alugar bicicletas em Santiago, não era pra ser!

Cada um seguiu seu rumo!

Eu, o Valdinei e o Rubens, fomos na rua San Diego, que tem 50 lojas de bicicletas!

Acabamos trazendo uma bela bike aro 29!

Na volta pro hotel, me recordo da contribuição de cada um, a experiência, as historias, as palavras!

Dia 7 – 17 de dezembro de 2013

Últimos ajustes antes de partirmos para o Aeroporto, o grupo recebeu elogios do motorista do ônibus e do hotel, como um grupo tranquilo e com pessoas felizes e educadas!

Fizemos uma foto oficial na frente do hotel.

1m

 

Finalizamos a gincana, que com certeza trouxe um aprendizado sobre o Chile a todos nós, distribuímos as camisetas de premio e seguimos para nosso ultimo deslocamento de ônibus!

Todos se despedindo de todos, alguns não nos veremos nunca mais, mas a maioria nos encontraremos em alguma travessia ou viagem.
Obrigado pela confiança em nosso trabalho!

Até a próxima!

Marcos

Os tripulantes:
1 – Matheus – São Paulo
2 – Gomes – São Paulo
3 – Vinicius Gomes – São Paulo
4 – Tiffany – São Paulo
5 – Sarah – São Paulo
6 – Marcia – São Paulo
7 – Vinicius – São Paulo
8 – Ana Cristina – São Paulo
9 – Iris – São Paulo
10 – Maria Luiza – São Paulo
11 – Maria – São Paulo
12 – Andre – São Paulo
13 – Lucia – São Paulo
14 – Rubens – São Paulo
15 – Simone – São Paulo
16 – Carolina – São Paulo
17 – Carlos – São Paulo
18 – Ruth – São Paulo
19 – Elisangela – Curitiba
20 – Geandre – Curitiba
21 – Sabrina – Curitiba
22 – Michel – Curitiba
23 – ketleen – Curitiba
24 – Jonas – Toledo
25 – Lucimara – Toledo
26 – Mauricio – Ararangua
27 – Valdinei – Florianópolis
28 – Cristina – Toledo
29 – Elisa – Toledo
30 – Silvana – Curitiba
31 – Irene – Curitiba
32 – Renata – Curitiba
33 – Rodrigo – Porto Alegre
34 – Angela – São Paulo
35 – Tânia – Curitiba
36 – Romeu – São Bernardo do Campo
37 – Rita – São Bernardo do Campo
38 – kilian– Florianópolis
39 – Marcos Pinheiro– Florianópolis

JULHO 2013 - TURQUIA, GRÉCIA E BULGÁRIA (15ª VIAGEM)

JULHO 2013 - TURQUIA, GRÉCIA E BULGÁRIA (15ª VIAGEM)

Turquia, Grécia e Bulgária – 2013 (15ª viagem)

Diário de Bordo

Desde o começo, essa viagem seria diferente, era uma viagem nova e o roteiro tinha algumas apostas!

Quem saiu de Floripa, embarcamos dia 25 de julho para São Paulo.
O Valdinei a Cida e a Solange, saíram de Curitiba, a Solange, demorou mais apareceu!!!

Caroline de Porto Alegre e quem mora em São Paulo, encontro dos 22!

Decidimos ir jantar, todos os restaurantes fechados!

Fizemos um lanche, quando voltamos, 300 pessoas na fila do cheking, nãoooooooo!!!!

Depois de 2 horas, estávamos garantidos no voo da Turkish, a 9ª melhor companhia aérea do mundo!

Dia 1 – 26 de junho – São Paulo – Istambul

03h10 – Embarque para um voo de 12 horas até Istambul, a bordo do Boeing 777. Chegamos as 22h, tivemos algumas dificuldades no aeroporto por contas das malas, acabamos tendo 2 horas pra dormir. Eu e a Léia, fomos no hotel que nós ficaríamos na volta para Istambul, deixar as malas, para facilitar nossa passagem pela Grécia e Bulgária!

A Léia dormiu 1h, eu não consegui dormir!

Dormimos em Istambul obrigatoriamente porque o voo para a Grécia sai pela manha.

Dia 2 – 27 de junho – Istambul – Atenas – Grécia

As 5h saímos do Hotel para o Aeroporto, embarque as 7h, chegada as 9h em Atenas. O ônibus nos pega no aeroporto e vamos direto para Korinto, uma breve parada para ver o Canal Korinto, almoçamos, e seguimos para Kilini. Nosso motora era meio lento, e não tinha muita noção do tempo para chegar nos locais, chegamos no porto em Kilini as16h47. As 17h, pegamos o ferry para Zaquintos. Em Zaquintos, não tinhamos o transporte contratado, após uns 40 minutos eu e a Léia,conseguimos um ônibus para nos levar até um estremo da Ilha!

Demorou pra chegar, mas ficamos em um lugar espetacular, a família Potamitis, nos recebeu como parte da família!!!!

Alguns de nos tivemos a oportunidade de dormir em dois dos moinhos de vento, na propriedade da família!

Estadia em Zaquintos!

Dia 3 – 28 de junho – Sexta-feira –Grécia

Pela manha, saímos com o barco da família para conhecer as Blue Caves, cavernas comaguas azuis!

Eles resistiram muito em nos levar a Praia do Naufrágio, mas após nossa insistência, eles nos levaram em um mar, muiiiiiito balançado!

Valeu a pena, ver a praia mais bonita do mundo!!!!

As 15h tomamos o ferry para Kilini, rápida passada por Olimpia. O trajeto de Olimpia até Atenas é feito pelo centro do Peloponeso, por montanhas e pequenas cidades, foi o pior trajeto de toda a viagem, muito duro. Por isso não voltaremos para Zaquintos!

Chegamos em Atenas as 23:59h.

Estadia em Atenas

Dia 4 – 29 de junho – Sábado – Grécia

Acordamos as 7h para o cruzeiro. Cruzeiro por Três Ilhas Gregas, Hydra, Poros e Aegina. O cruzeiro foi “legalzinho”, muito tempo de barco e pouco nas ilhas. Também não será repetido!

Visitamos estádio Olímpico e voltamos caminhando para o Hotel!

Dia 5 – 30 de junho – Domingo – Atenas – Sófia

Visita a Atenas, Partenon, Museu da Acrópoli. Acabamos ficando pouco tempo em Atenas. As 12h fomos ao Aeroporto de Atenas de Taxi, embarque as 15:15 para Sófia. Escala em Istambul as 16:35, embarcamos as 20h, chegamos as 21h15 em Sófia. Sófia era uma das apostas da viagem, desde o aeroporto todas as pessoas foram muito simpáticas, muito mais que Turquia e Grécia.
O hotel era ótimo, eu e a Léia decidimos sair para comer, apesar das ruas escuras, era muito tranquilo!

Estadia em Sófia

Dia 6 – 1 de julho – Segunda – Sófia – Istambul

Eu tinha enviado um email para um grupo fazer um free tour, uma caminhada guiada pela Sófia. Nossa guia era a sorridente Petya. Uma simpática professora, que nas horas vagas, mostrava a cidade para pequenos grupos!

Ela se assustou ao ver quase 40pessoas. Entre as muitas historias que ela contou, a mais engraçada era da época comunista, que as pessoas tinham uma fila de exatos 10 anos para receber sua casa. A parte engraçada é que as pessoas tinham que escolher se queriam receber a chave de manha ou de tarde, quando as pessoas questionavam, pelos 10 anos, o argumento dos agentes da habitação era que eles tinha que marcar o encanador!

Após a visita, fomos almoçar em uma Taberna, que deve ter uns 500 anos, se mantem com características da época!
Tomamos uma sopa servida dentro de um pão e um pratocom carneiro!

Excelente!!!!

Deveríamos voltar de trem para Istambul, mas a linha estava interrompida, tivemos que voltar de avião.
21h50 – Embarque para Istambul.

Estadia em Istambul

Dia 7 – 2 de julho – Terça – Istambul

Finalmente chegamos para ficar em Istambul!

Alguns foram no banho turco mais famoso, tarde livre!
O banho turco é o mais tradicional de toda a Turquia, a Léia levou 5 das moças e eu, Leandro, André e o Valdinei, nos divertimos com nossas historias no banho turco….
Resumindo, para as mulheres vale a pena, mas pra nos homens, não teve muita graça, a massagem muito fraca e pouco tempo!

O que valeu mesmo foi ir em um dos 1000 lugares para ir antes de morrer…

Dia 8 – 3 de julho – Quarta – Istambul

As 8:45h como combinado a guia de turismo, Selen, estava no hotel para nos conduzir pelo espetacular centro histórico de Istambul!

Visitamos:
1 . Visita a Cisterna de YEREBATAN (agua de cisterna)
2. Visita a Hipódromo Romano (bigas e lutas politicas). É possível ver o Obelisco Egípcio, a Coluna da serpente e a fonte Alemã.
3. Visita a mesquita Azul (a mesquita mais bonita em Istambul, a unica mesquita com seis (6) minaretes…
4.Visita a Santa Sofia (grande exemplo da arquitetura bizantina..), 09:00 saída do hotel
5. Visita ao Palácio de TOPKAPI (o palácio dos sultões otomanos)

Nosso hotel era muito bem localizado, nos permitia fazer tudo caminhando!

A tarde, fizemos um passeio de barco no Bósforo, pelo percurso da travessia. O que não foi acertado foi o barco, era barato, exclusivo, mas com isso, ele andava a 10 por hora, pra economizar combustível!

Para os nadadores foi ótimo, para montar a estratégia de nadar!

Eu e a Léia, fomos até o local da Travessia. Pegamos um bonde, depois um onibus, como era horario de movimento, descemos do onibus e seguimos caminhando. Nós tinhamos um papel com o nome do parque, paramos em uma loja, o dono da loja era muito simpatico, ele disse que apoiava os protestos no Brasil. Assim que saimos, nos demos conta que esquecemos o papel na loja, para nossa surpresa, quando voltamos, ele tinha fechado a loja!

Caminhamos e encontramos o parque!

Dia 9 – 4 de julho – Quinta – Istambul/Kayseri/Goremi\Capadócia

14h55 – Saída para Kayseri, na Capadócia
16h20 – Chegada em Kayseri – Viagem de ônibus (60 km) até Goreme
17h00 – Chegada em Goreme, a cidadezinha que usaremos como base para visitar a Capadócia. Assim que chegamos no hotel, um “figura” que falava português, se achava o “MustafaBai” da novela, ele tinha uma loja de tapete, que segundo ele foi patrocinador danovela!

Ofereceu para levar o pessoal na caverna do Ziah e ofereceu um jantar grátis pratodos!

Eu particularmente não estava gostando muito da historia, mas algumas pessoas se empolgaram, eu não quis cortar!
O que fiz foi chegar nele e dizer que era um grupo de nadadores e ninguém queria comprar tapetes.

Ele disse que não mudava nada!

Dia 10 – 5 de julho – Sexta-feira – Goreme

06h00 – Voo de balão sobre a Capadócia .

A melhor parte da nossa passagem pela Capadoccia, um lindo a tranquilo voo debalão!!!

A empresa muito profissional!

Todos bem, voltamos ao hotel, alguns foram visitar as igrejas nas cavernas, outros fazer compras. Alguém descobriu a loja mais barata da Turquia!

A tarde, caverna do Ziah, joalheria do Ziah, o próprio Ziah estava lá!

O Ziah verdadeiro é milionário!

A noite, o jantar, foi a metade das pessoas, e ninguém comprou tapete!!!
Eu particularmente comemorei o fato!
Não gostei da armaçãozinha dos “brimos”!
Conclusão sobre os turcos, ele não são muito chegados a um banho e a desodorante!
Talvez eles se deem conta que, se todos os turcos decidirem tomar banho todos os dias como os brasileiros, acaba a agua da turquia!

Um grupo foi fazer um pesseio de quadriciclo, para alguns, foi tão interessante quanto o voo de Balão!

Dia 11 – 6 de julho – sábado – Goreme/Kayseri/Istambul

Parte do grupo foi visitar as cidades subterraneas.

11h55 – Viagem de ônibus para Kayseri
14h30 – Embarque em Kayseri para Istambul
13h20 – Chegada em Istambul

Estadia em Istambul

Dia 12 – 7 de julho – Domingo – Dia da Travessia – Istambul

Saímos do hotel as 6:30h, confirmação inscrição da Travessia. Quando chegamos lá, nos deparamos com um mega evento, um super kit para os atletas, um patrocínio muito poderoso, uma empresa de equipamentos de natação, oferecia sunga e maio a vontade para todo o publico. O evento com direito a 2 helicópteros, telão com nome dos atletas assim que chegavam!

A Travessia é muito diferente de tudo que todos já viram, uma correnteza fortíssima a favor, não podia ir pra margem na hora errada, porque tinha contra corrente, e se passasse do local de chegada, tinha que nadar na contra corrente!

Nossos 2 nadadores mais fortes tiveram dificuldade, acabamos ficando com 3 terceiroslugares, o Sergio, e a meninas que vieram de “azaronas” disseram que vieram passeando e acabaram levando pra São Paulo 2 medalhas de bronze!

Valeu Cristina eLucia!!!!

Na volta ao hotel, eu escolhi um lugar, outro banho Turco, um lugar que não é famoso, mas a massagem era muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor que o outro!
Um lugar bem interessante e diferente!

A Turquia foi uma surpresa para todos, não vimos pobreza, tudo funciona, excelentes estradas, otimos aeroportos, a 9ª melhor companhia aerea do mundo. Um sistema de transporte integrado, bonde, onibus e barcos. Um mar com um movimento gigante e uma das maiores cidades do mundo, e uma agua limpa, transparente!

Os dirigentes de nossas cidades poderiam passar uns dias aqui, não precisa inventar a roda, os turcos já inventaram!

Dia 13 – 8 de julho – Segunda – Istambul

Dia livre, fazer ultimas visitas e comprar ultimas lembranças!!!

Eu e a Léia fomos no Grand Bazar, o maior do mundo. Paramos em uma loja, que tinha um menino, filho do dono da loja, os turcos levam os filhos pra aprender o oficio. Omenino tinha a idade do nosso filho, a saudade bateu forte, choramos em pleno grandbazar!

Ultimo jantar em Istambul, foi em um restaurante…….Koreano!!!

Estadia em Istambul.

Dia 14 – 9 de julho – Segunda – Istambul São Paulo

Embarque as 9h30, chegada prevista em São Paulo as 17h05.

Embarque para nossas cidades!

SETEMBRO 2016 – TRAVESSIA NO SENEGAL + GÂMBIA + ÁFRICA DO SUL + SUAZILÂNDIA (25ª VIAGEM)

Diário de Bordo VIAGEM ÁFRICA 2016 

ÁFRICA DO SUL, SENEGAL, GÂMBIA E SUAZILÂNDIA!!! 

2k

Dia 18 de setembro de 2016 
Léia me leva no aeroporto, obrigado Léia!
Encontro o Valdinei, companheiro de muitas Travesssias e agora 8ª Viagem juntos!
Assume a segunda posição em numero de viagens, só perde para os Pioneiros Osni e Vtória, com 11ª viagens juntos! Eles, logo encontramos!
Voo para são Paulo, encontramos, não tivemos como nos esconder delas....rs
Lourdes e Neusa de Porto Alegre, Bah! 
Quem nos atendeu na companhia aérea South African, foi o Marcos Henrique, raro eu encontrar um xará duplo! Ele, muito simpático e atencioso como poucos! 
Eles pedem a vacina da febre amarela, ele disse que todos os dias chega gente sem a vacina, tem que esperar 10 dias para viajar. Se informe antes de viajar! 
Um A 340 para 350 lugares com um ótimo espaço entre as poltronas, mas com problemas de ergonomia. Atenção engenheiros alguém por favor pense em um acento de avião que seja possível sentar e dormir!!!!

1º Dia - 19 de setembro – Johanesburgo - Cidade do Cabo 

3k

Chegamos com atraso em Johanesburgo, na longa fila da imigração, conhecemos uma moça de Moçambique e uma de Curitiba. A colega de Curitiba, não falava uma palavra em inglês, nos ajudamos ela a passar pela alfândega! 
Uma mala com doações dos amigos de Curitiba, Joinville e São Bento do Sul, junto com uma mala da Neusa foram extraviadas! 
Ficamos esperando o avião seguinte, a mala de doações chegou a da Neusa não!
Fomos pra casa, o simpático Mesmin, nascido no Congo Brasaville, estava a nossa espera, mesmo com o atraso, um sorriso no rosto. Ele morou 6 meses em Angola, entendia um pouco de português! 
A casa que aluguei era melhor que eu imaginava, 3 quartos, 3 banheiros. 
Um bairro bem central, perto de shopping e supermercado. 
O simpático Roger, nos deu as boas vindas com um bom vinho sul-africano. 

4k

5k

Tivemos pouco tempo para ficar em casa, caminhamos pra cidade, procuramos um lugar pra trocar dinheiro. Perguntei a um agente de transito, ele nos levou até uma mini galeria, com muitos serviços, um lugar bem esquisito, disse pro pessoal entrar um de cada vez!
O cambio era bom! Ele nos conseguiu um taxi, o taxista não quis levar, acabamos entrando em outro! Logo depois o agente me pediu uma gorjeta, demos um troco e tudo certo! 
Nosso destino era aproveitar o tempo bom e subir a Table Montahin.
Um teleférico muito rápido sobre para uma das mais belas vistas que vi na vida, rivaliza com o Cristo redentor uma panorâmica de toda a região, Cidade do Cabo e Península do Cabo, com suas praias e montanhas! 

6k

capetown aerial tram 1776 600x450

Nosso simpático taxista, nascido no Zimbábue, nos encontrou descendo caminhando parte da montanha. Ele logo disse: - Its mi!
Ele mostrou um livro de um pastor brasileiro, da igreja que ele freqüenta, ficamos bem quietos! Lamentamos 10% ou mais de nosso dinheiro ir pra .....?

Nosso primeiro dia “já valeu” como dizia um amigo meu! 
Passada no mercado, compras pra três dias, isso faz economizar muito com refeições e ao redor do fogão sempre é um grande compartilhamento!

2º Dia – 20 de setembro – Cidade do Cabo
As 9h30 chega o Nic, nosso condutor ate na península do Cabo. 
Ele nascido na Namíbia, casado com uma alemã, mora a 20 anos na áfrica do sul. 
Logo chega uma pequena caminhonete com...
A mala da Neusa!
Agora tudo certo!!
A passagens por belas praia chamou atenção uma casinha com vigias, muito parecido com nossos vigias de tainha no litoral de Santa Catarina.
Eram realmente vigias, mas de tubarão!!!
Caso de alguma mancha diferente no mar, uma sirene é tocada e todos tem que sair do mar.

Nossa primeira parada foi em Boulders Beach, uma pequena reserva biológica lar de uma grande colônia de pingüins!

pinguim

8k

Após os pingüins seguimos ate o famoso Cabo da Boa Esperança, uma placa com a localização é foto obrigatória!
Na fila encontramos um casal de angolanos muito simpáticos.
Eu comentei com eles que um amigo meu foi trabalhar lá e disse que a corrupção era demais!
A resposta do amigo angolano:
- Sim, há muita corrupção em Angola, QUASE como no Brasil!!!
Bom, já não é mais o pais do futebol e do carnaval....

Após a foto tradicional, já voltando pra van vi que algumas pessoas faziam uma caminhada, perguntei ao Nic, onde iria a caminhada, ele disse que era uma caminhada de 40 minutos e nos levaria ao farol. 
Não tivemos duvida, fizemos a caminhada de 4 km, por umas bela paisagem, elegemos Dias Beach, uma das mais belas do mundo.

Diferente dos navegadores portugueses Bartolomeu Dias e Vasco da Gama que cruzaram o cabo com suas caravelas.
Já que não é possível cruzar nadando, alias seria uma Travessia Incrível, porque a região é cravada de espécies de tubarão, inclusive o grande branco.
Nós cruzamos caminhando o cabo da boa Esperança, deixamos pra trás nossas tormentas...

Chegamos ao Cape Point, onde esta o Farol, pequenos lagartos que pareciam mini jacarés e um grande roedor, faziam parte da fauna da região do Parque Nacional do da Table Mountain.

Hout bay, uma baia cinematográfica, foi onde descemos para comer lula frita, e compramos peixe para fazer a noite em casa! 
Um dia cheio e maravilhoso.

3º Dia - 21 de setembro - Cidade do Cabo 
Acordamos as 2h30 da manhã! 
Estava combinado que nós iríamos juntos até a sede da empresa do mergulho, e de lá tentaríamos chegar no Cabo Agulhas.
Para nossa surpresa, não tinha lugar na van pra nós, voltamos a dormir!
Osni, Vitória e Valdinei foram mergulhar com os “amigáveis” tubarões brancos.
A experiência arriscada e emocionante, ficar em uma jaula e os tubarões soltos!

9k

10k

Dormimos até acordar, fomos até a piscina pública de Sea Point. 
Paramos um taxi, era o simpático Helmut, lembramos do Wilmot (lá de “plumenau que viaxou com a xente uma vez”).
Ele falou sobre a situação do Brasil, falou da Venezuela, estava por dentro da política mundial.
O belo complexo aquático a beira mar, exibia uma placa, temperatura do mar, 14 graus, temperatura da piscina 18 graus. 
Pagamos os 22 rands para entrar, uns 5 reais, só pra conhecer! 
Coloquei minha mão, parecia estar mais que 18, o termômetro confirmou, 19,9.
O sol intenso do belo dia em Cape Town, ajudava a parecer mais quente!
A Neusa foi a primeira a se decidir, entrou na água e logo saiu nadando, depois foi a Lourdes!
Eu, fui! 
Aprendi com Henrik Kruguer de Itajaí, a primeira sensação é o choque, não o frio!
Após algumas braçadas, o corpo vai regulando a temperatura e fica agradável!
Parece ter uma fina camada de gelo em volta da pele!
Foi muito bom! Uma ótima ducha, pra finalizar a estadia!
Uma pena não temos piscinas públicas no Brasil, principalmente com água do mar que é uma conquista!

Logo na saída encontramos bicicletas para a alugar! 
Saímos serpenteando o mar, com nossas possantes magrelas! 
Passamos pelo estádio da Copa de 2010, o Green Point, e chegamos em Water front. 
Ficamos abismados com o que estávamos vendo!
Simplesmente o lugar mais legal que eu vi na vida, um complexo de bares, restaurantes, galerias de arte, museu, aquário, porto, muita musica! 
Um lugar impar e imperdível! 
Voltamos pra casa feliz com o dia maravilhoso que passamos!

11k

PEDAL 1

4 º Dia - 22 de setembro - Cidade do Cabo – Escala Johanesburgo – Dakar 
Encerramos hoje a primeira faze da viagem!
Com dois sentimentos em relação a Cidade do Cabo!
Um deles já descritos acima, a cidade espetacular!
Outro, uma cidade sem alma!
Onde o aparthaid não terminou!
Continua uma grande separação, cada um tem seu idioma, seu trabalho, seu local de moradia!
O que inclui a todos é o turismo, onde todos se juntam para ganhar seu ganha pão e receber os visitantes!
As 9h30 o simpático Mesmin, nos esperava na porta da casa, que, deixou saudades, todos nos sentimos em casa, parecia que era a casa de cada um de nos, de nossa família Travessia.

Aeroporto, vôo tranqüilo ate Johanesburgo, uma da empresa aéreas nos chamou atenção pelo nome e pelo verde de seus aviões, a KULULA........!

12k

Em Johanesburgo, sai do aeroporto para procurar uma van que nos leva-se pra conhecer a cidade. Logo encontrei uma van Mercedes, o simpático motorista nos levou ate o estádio Soccer City, depois no centro da cidade onde subimos no ....

Mais alto da África, não, não foi o Kiliamanjaro, com seus 6 mil metros de altitude, mas foi o TOP OF AFRICA, o edifício mais alto da África com 50 andares! 

13k

Tivemos uma idéia do centro de Johanesburgo, uma cidade grande com os arredores desenvolvido e o centro um pouco mais popular.
Paramos em um shopping pra comer e finalizamos nosso passeio. 
Como disse a amiga Katia, o aeroporto tem belíssimas lojas com produtos africanos!
O vôo fazia escala em Dakar e seguia para Washington, nos Estados Unidos, uma serie de procedimentos a mais de segurança, mas, foi rápido!

Um vôo de 7 horas ate Dakar, tive sorte de ficar com 3 assentos sozinho, não tive sorte o senhor que estampava 2 estrelas no peito, deveria estar completando 50 anos de vôo, não era nada delicado, foi apelidado carinhosamente de vovózona (eu não gosto dessas coisas de colocar apelido nas pessoas...).
Um filme que vi na tela, me fez pensar, Wild, era o nome! 

5º Dia - 23 de setembro – Dakar
Por volta das 0h55 do dia 23 desembarcamos no muiiito modesto aeroporto de Dakar.
Fila pra tudo, somente três policiais marrentos de alfândega faziam a chegada dos passageiros, deu tudo certo.
Os novos amigos da Federação de Natação do Senegal, Mohamed o presidente, atleta olímpico de natação, o Lamine e o Monteiro, filho de Caboverdeanos, por nossa sorte, falava português. 
Nos deixaram no hotel, bem próximo ao aeroporto. 
Direto pra piscina, as 2 da manha!

14k

Bem próximo ao hotel vimos pelo satélite uma praia e uma pequena ilha, esse foi nosso destino, Ilha de Ngor.
A praia suja, de plásticos, mas não mais suja que algumas famosas praias no Brasil que já estive, melhor não citar nomes. Felizmente em Santa Catarina jogar lixo na praia já é um crime grave aos olhos da grande maioria.

Belos barcos coloridos, bem diferentes dos que conhecemos no Brasil, um homem dando banho em um bode, a praia de águas claras, só contrastava com uma alga vermelha que era empurrada para a beira da praia. 
Contratamos um barco que nos acompanhou nos 500 metros entre a ilha e a praia.

Alem de Osni, sócio fundador do Bora PAZ Ilha, e Valdinei, efetivo participante, tivemos duas estréias, a Lourdes e a Neusa, que deixaram Porto Alegre pra estrear internacionalmente!
Comemos uns petiscos na beira da praia, mais um banho e de mar e voltamos.

15k

16k

Na volta, no meio do percurso nos encontramos umas 80 crianças treinando para a Travessia de domingo, escolhi uma delas, uma menina de cabelo comprido sem touca e óculos para doar os meus! 
Uma mancha a mais na minha careca não vai fazer diferença, mas talvez faça na vida dela!
Teve pra mim um alivio imediato na saudade!!!

17k

Passamos no mercado e em uma belíssima padaria próximo ao hotel, juntamos todas as compras e fiemos um jantar coletivo na sacada do quarto. 

6º Dia - 24 de setembro - Dakar 
Nosso novo amigo Monteiro, nos levou para a sede da Federação de Natação do Senegal, junto com ao espetacular complexo olímpico, com três piscinas, 50, 25 e de saltos. 
Mais de 200 pessoas, entre adultos e crianças nadavam e brincavam. Complexo igual eu so vi em João Pessoa, o recém inaugurado Centro Olímpico Parayba.  

18k

Inscrições confirmadas, fomos a um restaurante onde o dono é Caboverdeano, comemos uma comida típica senegalesa, arroz com peixe, com muita pimenta, delicioso!!!
Caminhamos pelo centro de Dakar e voltamos a nosso hotel.

19k

20k

Fui caminhando até o aeroporto caminhando, para esperar o Ricardo, que vinha de Maceió.
Uma caminhada de dois 2km em uma cidade desconhecida, tem muitas conquistas, foi ótimo!
Cheguei no “corredor polonês”, cercado por grades onde ficam todos, gente esperando parentes, taxistas, vendedores, compradores de ouro, cambistas, logo encontrei o Ricardo, veio com a empresa TACV de Cabo Verde.
O Ricardo estava disposto, voltamos a pé pro aeroporto. 
Antes de chagar no hotel, passamos pela praia particular do hotel, um espetáculo, mais chique que o hotel! 
Passa no Casino, ou pizza no fastfood tio san, foram as opções da janta.
Hora de mentalizar, principalmente quem não treinou, amanha tem Travessia.

7º Dia - 25 de setembro - Domingo – 29ª Traversée Dakar Gorée
 Café da manha, o garçom era a cara do Cafu de São Francisco do Sul, Santa Catarina. 
O guarda do hotel negociou dois taxi, para irmos ao local da Travessia. 
Aqui no Senegal tem que negociar antes o valor do taxi. 
Pegamos uma grande avenida, com três pistas, depois de 10 minutos, ele entrou em umas quebradas com uma feira bemmm popular! 
Cavalos, vacas, carros, roupas, vendia-se de tudo! 
Passando a feira, ele entrou no porto, foi se embrenhando, até chegar em uma rua, onde já era possível ver os nadadores. 
Uma pequena fila pra pegar touca e confirmar a inscrição, chegamos no maior evento da natação senegalesa! 
Foi chegando autoridades, o ministro dos esportes, tiramos uma foto com ele. 

21k

A praia encheu, a ilha de Gorée estava bemmmm distante! 
Mas a mesma distancia que fica a Ilha de Anhatomirim da Praia da Daniela, local de nossa Travessia em abril. 
As 11h50 largaram os federados. 
Nos, eu, Lourdes, Osni, Neusa e Valdinei, largamos as 12h05.

Saímos eu e a Lourdes sem pressa, procuramos nosso lugar na multidão, primeiro obstáculo foi uma japonesa nadando peito, não foi uma boa opção na largada.
Combinei com a Lourdes que nadaríamos perto de uma moça com uma bóia, a Lourdes se grudou nela, eu vi que ela estava bem, adiantei um pouco minhas braçadas. 

Foi buscando metas para me motivar, o percurso inicial era paralelo ao porto, a cada prédio uma comemoração!
Fui deixando os tanques da refinaria pra trás! 
A cada marola eu tentava encaixar as braçadas e pernadas, o vento terral, da terra para o mar,  ajudou muito. 
Uma pernada cruzada, aquela de pescador, parecia encaixar melhor com as marolas. 

Passou todo o porto, a ilha foi ficando mais perto, era possível ver os prédios da ilha, definir ate suas janelas. A Lourdes eu ainda via, ate a metade do percurso, com sua roupa de lycra laranja. A Vitória passou em um barco, eu a vi como quem vê uma garrafa d‘agua no deserto, gritei por ela pedindo água, logo passou um barco e me deu uma garrafa, decidi levar comigo.

A Ilha foi se aproximando, eu que pensei que faria perto de 3 horas, vi a possibilidade de fazer em menos de 2 horas. 
Quando fui chegando perto, foi ficando mais difícil, os últimos 300 metros pareciam não passar nunca, ufaaaa, cheguei, senha numero 416.
Logo fiquei feliz de ver o amigo Valdinei comemorando minha conquista!
Eu me auto pressionei quando vi o belo cartaz do evento, pensei que eu gostaria de ter um em nossa sala, mas que para isso eu tinha que completar a Travessia!
Agora sim, posso colocar um na parede!

Cheguei sem forças, deixei minha sacola com os que já chegaram e fui esperar a Lourdes, ela que me achou chegou muito rápido!

22k

Uma pequena caminhada pela ilha de Gorée, eu e o Valdinei fomos na Casa dos Escravos, um pequeno museu para não deixar esquecer esse período triste da humanidade, já que gore foi um entreposto de escravos. 

23k

24k

25k

Eles premiaram o geral e nos ofereceram um belo troféu pela participação brasileira. 

26k

Voltamos com as 6 missões cumpridas!
Fizemos nosso segundo Bora PAZ Ilha internacional, Praia de La Voile Dor até a Ilha de Gorée. 

Um barco grande trás as pessoas de volta ao porto, mais uma negociação com o taxista, desta vez, um senhor com trajes típicos sorriu quando eu fiz um self.

27k

O QUE VOCE LER A PARTIR DAQUI NÃO É UM PADRÃO EM NOSSAS VIAGENS, SÓ FOI FEITO PORQUE OS VIAJANTES ERAM EXPERIMENTADOS E TOPARAM O DESAFIO! 

8º Dia - 26 de setembro - Dakar - Banjul (Gambia)

Nosso motora era o Tal, esse era o sobrenome dele, um simpático senegalês, que falava olof, frances e algumas palavras em inglês. Ele vestia uma surrada camisa azul de branco com o logotipo da BMW, vivia limpando os dentes, com um graveto de uma arvore, habito comum no Senegal, aparentemente funciona, porque eles tem dentes bonitos, aparentemente! 
Ele nos conduziria por nossa primeira viagem terrestre na África, certamente muita surpresa teríamos pela frente! 
Fizemos varias paradas, uma delas na casa do próprio motorista, para ele cumprimentar a família, porque ele morava em Dakar. Parada para lanche, em lugares, digamos, diferentes, mesmo tendo escolhido os melhores aparentemente!
Uma característica dos restaurantes é que são escuros, parece que eles tentam economizar na luz, também não tem propaganda alguma, portas e janelas fechadas! 
Um dos tripulantes foi afetado gravemente por uma “ligeira”, teve que ir em uma típica patente (banheiro com um buraco, ao invés de bacio) Senegalesa. 
A viagem foi se desenrolando e pudemos perceber que o comercio é baseado em grandes feiras livre, algumas no meio da rua, o motorista tinha que encontrar espaço para passar. 
Nestas feiras se vende de tudo, de animais a chip de celular. 

28k

29k

As comunidades a beira da estrada são pobres, vivem de agricultura se subsistência, mas, o milho domina as plantações com aparentemente 90% da área plantada.
Pequenas vilas a beira da estrada, algumas formadas por malocas redondas de estuque, algumas pareciam micro condomínios com 5 a 8 casas.

30k

A comunidade fica a sombra de arvores a beira da estrada conversando, algumas vendendo milho ou sal, para as comunidades que ficam próximo a uma grande salina. 
Uma cena chamou nossa atenção, umas crinaças com uma tela pescando em um pequeno riacho.

31k

A estrada era surpreendentemente boas, com poucos buracos, em Florianópolis, tem mais buracos que vimos em 500 km viajando no Senegal.
No final, já próximo a fronteira com Gâmbia, eles estavam arrumando a estrada, andamos um 20 km em estrada de terra.

Eu procurei em todas as listas de países que pedem visto pro Brasil, em nenhuma havia a necessidade.
Uma fronteira terrestre em qualquer lugar é tenso, eu não esperava menos na fronteira entre Senegal e Gâmbia. 
Chegamos finalmente na fronteira, demorou mais que pensávamos. 
Umas moças vendendo amendoim, oferecendo cambio e alguns outros produtos cercaram a van.
Saída do Senegal relativamente tranqüila, só uns guardinhas chatinhos. 
Caminhamos uns 50 metros chegamos a aduana de Gâmbia. 
Um policial nos recebeu, ele vestia uma farda azul com botões prateados, na mão ele tinha uma vareta de fibra, daquelas de barraca iglu.
Ele nos levou ate um quartinho no fundo para ver o chefe.
No meio do corredor tinha uma jaula, onde estavam duas crianças e um adolescente, provavelmente tinham aprontado na região da fronteira. 
O chefe disse que para brasileiros precisávamos de visto, nós argumentamos que em todos os sites do Brasil, indicava que não precisava de visto!
Ele nos mostrou um papel amarelado, com a lista dos países que precisavam de visto, entre eles o Brasil! 
O valor do visto era uma pequena fortuna, 40 euros, e como ficaríamos inicialmente somente um dia na Gâmbia, não valia a pena. 
Desistimos de entrar, mas, a viagem de volta era longa demais pra voltar!
Um dos componentes do grupo disse que não gostaria de pagar para ir na Gâmbia, nesse caso eu tive que intervir e reafirmar que eu estava no “comando da expedição”, e que a ultima palavra seria a minha!
Nunca entre em um projeto, viagem, expedição sem comando! Procure informações de quem é o comandante!
Decidimos que eu voltaria para uma nova rodada de negociações, eles me levaram para a mesma salinha nos fundos, fiquei ali por uns 20 minutos, eles chamaram o chefe, do chefe, do chefe.
Ele chegou, eu pedi desculpa pelo mau entendido, após uma longa e tensa negociação, nos concederam um visto especial por 7 dias! Ufa!!!!!!

32k

Visto no passaporte, seguimos caminho a Banju, capital da Gâmbia. 
O atual presidente, então comandante das forças armadas, assumiu o poder a 22 anos, após a derrubada do antigo presidente.
Portanto não estávamos entrando em qualquer pais, mas em um dos poucos governados por um ditador militar.

Após a passagem pela fronteira, passamos ainda por quatro barreiras, duas da policia e duas do exercito, em uma delas tivemos que mostrar nosso passaporte!
Todos os agentes armados, com armas, visivelmente antigas. 
A ultima barreira, nosso motorista foi abordado e teve que deixar um trocado para o policial. 
Na Gâmbia são falados dois idiomas, alem do inglês, algumas falam o olof, idioma do Senegal. 
Passamos a ultima barreira, achamos que estávamos livre na tensa entrada em Gâmbia...
SÓ QUE NÃO!!

O território de Gâmbia é bem estreito, uma pequena faixa de terra, ao redor do Rio Gâmbia.
Logo chegamos a localidade de Barra, local de partida do Ferry que liga a capital gambiana. 
Um local apertado com pequenas construções nos dois lados da rua, alguns comerciantes vendendo frutas, verduras, um rapaz, vendia café!
Por mais vontade de tomar café que alguns do grupo estavam, não tiveram coragem de tomar um típico café africano, feito ali na rua e passado de uma caneca pra outra, para ser misturado e resfriado. 

33k

34k

A fila aparentemente pequena, 15 carros, mas a pressão era grande, muitos desocupados tentando oferecer de tudo, ninguém dava informação sobre nada. 
Um dos “agilizadores” falou com nosso motorista que nós não conseguiríamos embarcar no próximo ferry, que não tinha previsão de atracar. Disse também que poderia vender um lugar no começo da fila, não dava pra entender como era possível, furar uma fila de carros na frente de todos, nosso motora disse que não Gâmbia era possível!

Eu vi alguns carros, passando na frente e entrando na área reservada dentro da estação, um deles com placa diplomática. 
Foi anoitecendo e a tensão foi aumentando!
Decidi por pedir informação a alguém que estivesse nos carros, entre todos escolhi um carro branco com um casal para perguntar.
Começamos a conversar em inglês, o moço me perguntou de onde eu era, quando respondi, ele disse em português:
- Não você não é brasileiro!!!
- O que estão fazendo na Gâmbia??? 
A satisfação de encontrá-los, se contrastou com as informações que ele me passou! 
Eles eram o terceiro carro da fila chegaram as 10h da manha e não tinham certeza se embarcariam no próximo ferry, nem se HAVERIA o próximo ferry! 
Putz ferrou!!!!
Aos poucos as informações foram sendo absorvidas e diluídas!
Toni de Curitiba e Rita de Salvador, missionários de uma organização internacional, estavam na Gâmbia a 17 anos!
Eles tem 2 filhos que estudam em Dakar, em colégios internos. 
Uma feliz coincidência, Toni tinha dois nomes dos meus quatro nomes e Rita, nome de minha querida e saudosa avó! 
Minha primeira preocupação era arrumar um lugar para as três mulheres do grupo dormirem, Rita disse que próximo dali tinha um convento católico e que as freiras eram simpáticas e acolhedoras. 
Para um dos problemas, já tínhamos solução, no caso de não conseguirmos embarcar naquela noite. 
Toni confirmou que pagou, fura a fila, e que de tarde ocorreu uma confusão com um senhor que foi reclamar e foi parar na policia.
Um policial procurava nosso motorista, o conduziu ate o posto policial, queriam extorquir, o Tal não deixou barato, não deu nada, reclamou e saiu bravo do posto policial!
Coisa que eu jamais faria!

O ferry é do estado, quem tem coragem de reclamar em um governo, “não-democrático”. 
A Rita nos deu a informação mais importante, mesmo que o carro não passe, nós passaríamos!
Eu tive a idéia de deixar o carro na Barra e irmos sozinhos, nesse momento Toni disse pra Rita que ele iria conosco e ele ficaria até conseguir passar. 
Por sorte a nossa, essa não era a rota que eles costumavam passar, eles davam uma volta de duas horas, para não passar pelo ferry, mas agora já era tarde, porque a fronteira já estava fechada! 
Nosso motorista também achou uma ótima idéia o carro não passar.
Agora só tínhamos que torcer para ter o ferry. 
Tudo foi ficando calmo, o movimento na barra já não era o mesmo, poucos ainda circulavam!
Começa uma movimentação, toca uma buzina, aparecem luzes na escuridão do Rio Gâmbia, sim, era o tão esperado ferry! 
Compramos as passagens por 500 francos senegaleses por pessoa, também aceitos em Gâmbia, aproximadamente 3 reais e 20 centavos. 
O Tal posicionou a van bem perto do portão de embarque, para que andássemos pouco com nossas bagagens!
Rita disse que como éramos estrangeiros, nos deixariam passar por um lugar reservado, porque a população ficava esperando em um local pequeno, fechado e insalubre. 
Na hora de passar o portão, cobraram de quem tinha mala, mais um motivo pra usar mochila!!!
A exorbitante quantia de 1 real cada mala, paga gentilmente pela Rita! 
Entramos em uma rua escura, logo começaram a passar carros e caminhões, um dos caminhoneiros parou bem próximo a nos e acelerou o caminhão, despejando uma fumaça pesada! 
Logo veio a multidão que estava no ferry, passando a multidão nos entramos em pegamos assentos na parte superior do ferry. 
Com a quantidade de carros e caminhões que estavam na área reservada, o Toni não conseguiria embarcar no mesmo ferry que nós! 
Uma viagem tranqüila pelas águas do Rio Gâmbia, aos poucos a Barra fica pra trás e as luzes da região portuária de Banju, vão se aproximando.
Durante a viagem a Rita nos deu uma aula sobre Gâmbia e dos países da região!
O Osni disse uma celebre frase:
- Não esta tão ruim, que não pode piorar, chegamos ao porto, recomeça a pressão oferecendo taxi, mas dessa vez, estávamos com a Rita, nos dava um pouco mais de tranqüilidade. 
A Rita disse que precisava de uma van para 8 pessoas, logo apareceu um “agilizador”, com a solução, a Rita negociou o preço, e nos caminhamos por ruas escuras e enlameadas até a van.
Era a pior van que nos tínhamos visto na vida, os bancos não tinham mais o acolchoamento, eram molas e algumas fibras, mas como dize o popular ditado. 
- Se não tem tu, vai tu mesmo!!!
Não conseguiríamos outro carro onde caberíamos todos! 
Algumas bagagens no rek....
“Fumos”!!!!
Pouca iluminação na cidade, aos poucos a lama foi ficando pra trás, saímos do porto, pegamos uma estrada melhorzinha!
Primeira barreira policial, quando viram que eram estrangeiros, perguntam pra onde vão e deixam passar! Mais um abarreira do exercito, mais uma da policia e chegamos na região dos hotéis.
Nosso motorista desceu e foi tirar uma autorização para entrar na área dos hotéis, exclusiva a estrangeiros ou a taxis especiais, de especial, nossa van não tinha nada!!!
Chegamos, nos despedimos e agradecemos a Rita, entramos no hotel, tudo mudou! 
O clima era outro, eu me senti como estar em um pais em guerra, o único lugar seguro era uma embaixada, nossa embaixada era o hotel Senegambia!
Um belo hotel, com uma grande aera a beira mar, acabou acontecendo o que eu previa, todos queria ficar duas noites, inclusive eu! 
Já comecei a pensar como eu poderia viabilizar essa possibilidade, já que o Tal estaria nos esperando no dia seguinte! 
Após fazermos o cheking, eu já tinha decidido, vamos ficar duas noites!!!
Eu tinha duas saídas, uma era tentar um contato com o Tal, mas não tínhamos o telefone dele, quando eu consegui com os amigos do Senegal, descobri que os telefones do Senegal não funcionavam em Gâmbia!
Parto para a segunda parte do plano, já que nos tínhamos contratado a pior van do mundo para nos levar de volta no dia seguinte, eu iria com ele, e daria recado ao Tal. 
A saída da porta de nossa embaixada\hotel a noite era tensa, ofereciam de tudo, para uma pessoa de nosso grupo, foi oferecido um cigarro do Bob Marlei, ele demorou para entender que tipo de cigarro era...! 
Como já era meia noite, não existiam mais lugares abertos para comer, dividimos nossos lanches e fomos dormir tranqüilos.

35k

9 º Dia - 27 de setembro segunda – Banjul - capital da Gâmbia
Um belo amanhecer, foi desvendando a beleza da estrutura do hotel, não era um hotel de luxo, os apartamentos eram simples, mas as piscinas, os animais e a praia davam um brilho todo especial. 
Um bom café da manha, nos forrou pela noite passada! 
Logo após o café foi fazer uma “sessão descarrego” em um banho de mar com água de 29,3 graus. Um mar com pequenas ondas, mas com força, deu até pra pegar jacaré!
Logo chegamos os companheiros de viagem para desfrutar a praia da Gâmbia. 
Eu e o Valdinei, fomos até um arrastão, feito por pescadores, ajudamos a puxar a rede. Conversei com o patrão da pesca, que incrivelmente vestia uma camisa do “framengo”, também conversei com o Alma, esse era o nome do simpático jovem. 
Uma rede muito pesada, puxada com a força de 6 homens.
Para a infelicidade dos pescadores e nossa também, apenas um magro siri, era o fruto do arrasto! 

36k

37k

Eles agradeceram e nos voltamos ao hotel.
A área do hotel era um território “imaculado”, nenhum morador entrava, eles ficavam na praia oferecendo de tudo! 
Eu e ao Valdinei, fomos tentar comer algo em alguns dos restaurantes a beira da praia, o assedio era grande, ofereciam desde comida, drogas, massagem, estatuas!
Em algum momento eu disse em tom firme:
- ! AM OK GUI!!!! 
Eles respeitam um tom de voz mais forte!
Voltamos e comemos no hotel, onde descobrimos que era mais barato que fora e que o camarão era mais barato que peixe. 
A água do mar é tão quente, que a água da piscina era mais fria, pelo menos uns 2 graus a menos!

Por volta das 10h15, fui abordado na recepção pelo motorista da pior van do mundo, eu iria com ele até o porto e posteriormente ate a Barra, quando entrei no carro, pensei que ele poderia fazer o serviço. Após uma negociação e pediu 2 mil dalaces, moeda de Gâmbia eu acabei pagando 1 mil, equivalente a 20 dolares. Dei ainda um dinheiro para ele entregar ao Tal. Seria uma grande loteria, ele dar o recado, antes de sair olhei bem nos olhos dele, apontei o dedo na direção dele e disse que era muito importante!!!
Ufaaa, não precisei ir, eu demoraria umas 4 horas e gastaria o mesmo para ir até la!

Uma das atrações do hotel era um lagarto que saia todos os dias as 11h30 em ponto para dar um treino na piscina!

A Gâmbia é um destino de turismo sexual de mulheres inglesas, que vem a Gâmbia em busca de “diversão”, sem problemas com o idioma, já que Gâmbia é colonização inglesa.
Em nosso hotel vimos vários casais formados por inglesa e gambiano!

Próximo ao hotel tem um mercado de artesanato, como durante o dia a pressão era menor, demos uma voltinha por lá! 
A técnica de negociação é impressionante, assim que alguém pergunta o preço, eles dizem pra entrar na loja para ver mais produtos, eles dão a volta e ficam na porta, literalmente te cercam.
A primeira pergunta é, quanto você quer pagar por isso? 
Alguns até ensinam a negociar! 
Uma colega fez algo que para eles é uma ofensa, quando foi perguntada quanto ela pagaria por um vestido, ela disse o valor, a moça disse, então pega aqui! 
Ela saiu da loja com uma forte reação da dona da loja. 
As vezes o assedio é exagerado, eu acabei comprando em um senhor que foi mais suave na negociação. Ele cometeu um erro grave, que eu logo o repreendi, disse que gostava do Dunga, nãoooooo!

Uma pizza foi nossa despedida do hotel, ao som de muita chuva batendo no telhado, furado e formando cascatas de goteira! 

10 º Dia - 28 de setembro – Banjul - Dakar
Amanhece com chuva, todos felizes com a experiência, mas um titulo de filme não me saia da cabeça:

- Pague pra entrar e reze pra sair! 
Não comentei isso com os colegas....

A pior van do mundo não veio nos buscar como combinado, logo imaginei que o Mamu, apelido do motorista, tinha ficado com todo o dinheiro e não tinha dado o recado e nem o dinheiro a nosso motorista. 
Sai batalhando outro taxi, como um passe de mágica, aparece uma pajero full, onde entramos todos, apertado verdade, mais entramos os 7! 
No momento do embarque o Valdinei, em um momento de grande inspiração, deu nome a aventura, dizendo:
- Por sorte escapamos da Van do apocalipse!
Arrancando gargalhadas de todos!

Voltamos para o centro, uma barreira policial, mais uma, chegamos ao porto!
O tempo chuvoso, algumas ruas alagadas, podemos ver co comercio na região portuária, muitas revendas de sal em sacos de 20 kilos. 
Chegamos ao porto do ferry, nenhum movimento, eu lembrei de outra informação do Toni, alem do ferry pequenos barcos, atravessar as pessoas para a Barra. 
Pedi ao motorista que nos deixa-se no ponto de saída dos barcos.
O ambiente não era dos mais agradáveis, uma praia de areia escura e suja, uns 20 homens vem na direção do carro oferecendo ajuda para carregar as malas e barcos.
Aproximadamente cinco barcos estavam estacionados a poucos metros da praia.
Eu falei que queria um barco só pra nos, após alguma conversa e negociação um barqueiro, o mais tranqüilo me pediu 2500 dalases, negociamos até chegar a 1800, o detalhe é que não sabíamos de tínhamos o dinheiro para pagar, mas a certeza só teríamos do outro lado!
Não deixamos ninguém pegar nossas malas, somente um carregador “oficial” pode carregar uma das malas e nos ajudar no embarque, uma de nossas colegas foi carregada no colo ate o barco, sem muito poder de escolha! 
Em algum momento tu tive que falar mais alto, para eles nos deixarem embarcar com mais calma, ai sim, diminuiu o assedio. 
Alem de nos, mais pessoas começaram a embarcar, eu disse ao chefe que somente nosso grupo embarcaria, deixei ir junto uma moça e um policial.

Perto dali, chegava um barco da barra com mais de 40 pessoas, um perigo, já eu o mar não estava calmo.

38k

Assim que ligou o motor, começamos a navegar, um pouco de balanço, mas a paz veio logo e foi sacramentada com o aparecimento de belos golfinhos negros que deram um show bem perto de nosso barco, como quem diz:
- Vão em paz, esse povo ai só luta pra sobreviver!!!!!

39k

40k

A moça me agradeceu a carona e o policial, a o policial....
Como diz o amigo Roque, mente, porque se falar a verdade ninguém acredita!
O policial acendeu um “cigarrinho bob marley, sentou no fundo do barco e curtiu a “viagem”...

Na chegada, mais uma “tensãozinha”, vários homens vem na direção do barco para ajudar com as malas. 
Os barcos normalmente param a uns 10 metros da praia, eu logo falei para o motorista que nos deixa-se na areia, nosso carregador oficial ajudou a afastar os demais. 
Logo tudo se acalmou, pegamos as malas, e caminhamos ate o portão de entrada do ferry, local combinado para encontrar o Tal, no dia anterior! 
O pessoal ficou em um local mais tranqüilo, eu caminhei pela rua, a primeira boa noticia, a van estava lá! 
Logo aparece o Tal, com sua inseparável camisa da BMW, e sorriso constante!

41k

Eu e o Osni fomos recebidos de braços abertos e um grande sorriso de nosso salvador da pátria! 
Ele agradeceu o fato de eu ter mandado avisar e pelo dinheiro que mandei pra ele comer!
O Mamu, piloto da VAN DO APOCALIPSE, cumpriu sua parte no trato!!!!
Mas ainda faltavam as barreiras policiais e as aduanas! 
Uma barreira policial, duas do exercito e ultima da aduana, uma pequena casa com as informações escritas com carvão na parede, ficamos com muita vontade fotografar, mais evitamos eventuais problemas! 
Chegamos a temida aduana gambiana, foi levado a uma salinha com todos os passaportes.
A sala era escura, com duas mesas, em uma delas um homem concentrado em seu celular com as pernas encima da mesa, de ambos os lados da sala fotos do presidente, califa, doutor , professor. 
Na parece um calendário 2015, claro, com a foto do presidente. 
Encima da mesa um exemplar do alcorão e um colar com contas pretas e brancas. 
Um homem aparentando ter 35 anos, pegou os passaportes um a um e anotou varias informações, a cada termino ele perguntava a profissão dos colegas. 
Alguns para facilitar eu inventei, na hora de falar bombeiro, eu falei Fireman, foi repreendido pelo senhor, ele corrigiu, disse que era fire oficial. 
A curiosidade é que as profissões que nos entramos, não eram as mesmas que entramos...

Após todos os nomes detalhadamente escritos em um caderno, foi levado a outra sala, ali estavam dois policiais com calça marrom e camisa bege, o mesmo uniforme que usava o segundo dos chefes de quando entramos! 
O policial escreveu tudo de novo, agora no livro de saída da Gâmbia.
Apos todos escritos e carimbados, ele me deu os passaportes, ele comentou algo com o motorista, ele logo fez um sinal para sair caminhando, na saída ele fez um sinal que eles pediram dinheiro, que não era pra dar nada!!! 
Ultima parada aduana do Senegal, o Tal veio com a informação que não precisava carimbar! 
Já dava pra comemorar, mais caminho era longo!
Comemoramos a saída de Gâmbia!!!
Poucos quilômetros após a fronteira, uma barreira policial do Senegal, um retrovisor quebrado foi motivo para o motorista deixar dois mil francos.

42k

43k

GAMBIA É UM EXCELENTE LUGAR PARA MANDAR TODOS AQUELES QUE SABOTAM O BRASIL!
SEM DIREITO A BANHO DE MAR, COMIDA BOA E PISCINA!!!!!

Voltamos a Dakar com uma grande historia e experiência que será exigida em algum outro momento de nossas vidas!

Antes de chegar a Dakar, passamos por uma das maiores atrações de Dakar, o Lago Rosa. 
Mas, ele não estava rosa, olhamos, voltamos pra casa! 
O Tal mereceu uma boa gorjeta do grupo, certamente era o salário de uns 3 meses!
Ele ficou muito feliz e nos também!!!!

44k

Ultima noite em Dakar, um, dois, três, pizza outra vez!!!

11º Dia - 29 de setembro – Dakar – Johanesburgo – Nelspruit
Acordamos as 4 horas, as 4h30 os últimos dois km, que separam nosso hotel até o muito modesto aeroporto de Dakar. Um atendimento confuso da companhia aérea!
Tivemos a informação que o vôo que vem de Washington, estava atrasado, 1h30. 
Fatalmente perderíamos nosso transfer atá Nelspruit, com a facilidade da internet e a eficiência das empresas sul africanas, mandei uma mensagem pra empresa que nos levaria, eles disseram que não nos esperariam, mas indicaram duas outras empresas.
No momento que o vôo estava para sair, recebi a confirmação que outro transfer estaria a nossa disposição! 
Após 7 horas de um vôo tranqüilo, chegamos a Johanesburgo, ficamos em uma fila de 40 minutos, 3 pessoas na aduana para receber 400 passageiros, em um aeroporto internacional, maior da África que recebe gente do mundo todo, é um absurdo! 
O simpático Johan, ex caminhoneiro estava com um cartaz com meu nome nos esperando!
Nem combinamos o preço, mas eles são muito sérios, o valor era justo!
Chegamos em Nelspruit as 23h59.

12º Dia - 30 de setembro – Nelspruit - Park Krueger 
Mais um dia intenso, acordamos as 4h30, para uma grande emoção, visitar a maior reserva do mundo, Parque Nacional Kruger, maior que a Bélgica. 
Bernard, o simpático guia, na hora marcada estava nos esperando.

45k

46k


Ele falava e entendia um pouco de espanhol e algumas palavras em português. 
Saímos cedo, estava frio, não fomos preparados, o carro era aberto, passamos frioooo!
Somente depois de uns 30 km de friaca, o motora nos deu ponchos bem quentes, ufa!!!!
Em uma das portas do parque, paramos para fazer os tramites.
Ultimas explicações fomos em busca dos BIG 5, e de todos os muitos animais nativos do parque Kruguer. 
Logo no começo do percursos os primeiros animais aparecem, antílopes de todos os tamanhos. 
Aparecem o primeiro dos BGI 5, a girafa!
A primeira sensação é, eu já vi no circo!
Logo depois da o blig, blig.
Os animais estão em seu ambiente natural, eles nasceram ali, e vivem ali a vida inteira!
Todos os amimais são nativos!!!
Elefantes, búfalos, rinocerontes, hipopótamos, um a um aparecem ali na nossa frente!!! 
Os guias vão passando informação, uns para os outros.
Surge a informação de uma leoa, fomos em busca, de longe vimos ela em paz no meio de um leito vazio de um rio. 
As paradas para café e almoço são em lugares muito agradáveis, o parque é muito bem cuidado. 
As imagens falam por si!

47k

14568035 10154565020121944 3081829348586683574 n

48k

49k

Faltou o leopardo para completarmos o BIG 5.

Voltamos a uma das portas, pegamos outro carro, com uma guarda do parque, não tão eficiente como o Bernard.
A primeira cena valeu as 3 horas de safári noturno.
O leopardo perseguindo um antílope, ignorou os carros, cruzou a estrada, cada vez que o antílope virava, ele se abaixava, ficava paralisado e se misturava com a vegetação.
Em um momento o antílope descobriu, o desanimado leopardo, saiu em outra direção.
Para nossa surpresa, o pequeno antílope volta para acompanhar o leopardo, marcando seus passos. 

50k

Seguimos os passeios, eu com um farol procurando animais, no outro lado uma norte americana. 
Fizemos uma disputa quem via mais animais, em algum momento sofri um “golpe do imperialismo” ...kkk
No final do safári, estava empatado, faltando 1km a moça achou uma girafa, nãooooo.
Praticamente perdido, faltando 500 metros eu vi uma mamãe elefante e seu filhote, mais a frente um grande grupo de antílope!
GANHAMOS!!!!!
Uma pizza em um pelo restaurante no caminho ate Nelspruit, comemoramos nossa ultima noite em terras Sul Africanas.

13º Dia - 1 outubro – Nelspruit – Suazilândia - Johanesburgo - São Paulo 
As 7 horas, Hans, descendente de alemães de 5ª geração, era nosso ultimo condutor. 
Eu decidi passar por dentro da Suazilândia, um reino africano que fica bem perto de Nelspruit.
A idéia que eu tinha da Suazilândia era um pais pobre e tribal.
Logo na aduana, vimos que era diferente, um prédio organizado e com painéis eletrônicos. 
Um pais alto, com belas montanhas, casas simples mas sem pobreza extrema. 
Belos hotéis, 9 campos de golf, um excelente sistema viário. 
Passamos próximo a capital Mbabane, vimos bonitos prédios, nas encostas das montanhas belas casas, o Osni deu um ótimo adjetivo:
- Suazilândia a Suíça Africana. 
Foi uma grande e agradável surpresa para todos nós.

51k

Paramos em um lindo lugar, com um belo artesanato, com destaque para as lindíssimas velas da Suazilândia. 
Uma auto estrada liga capital a fronteira da África do Sul. 
Logo na saída da capital Mbabane, pegamos uma chuva torrencial, granizo, as pedras explodiam no vidro da van. 
A tempestade parou, e nos paramos em um restaurante para almoçar.
Secretamente eu pedi para a gerente do restaurante colocar uma vela em um bolinho, para cantarmos parabéns para a Vitoria, aniversariante do dia!
Após o delicioso almoço, vieram quatro funcionarias do restaurante cantando parabéns em Swazi, idioma local, também cantaram em inglês.

52k

No ultimo dia, o momento mais emocionante de toda a viagem! 
53k


2k

No retorno uma forte neblina, vagas soltas na estrada, uma ventania, davam um componente perigoso a viagem, que contrastavam com as excelentes estradas Sul Africanas.
O experiente Hans, desviou a rota, seguimos em paz, com um belo por do sol chegamos e voamos em paz...

54k

OBRIGADO AOS VIAJANTES QUE ACREDITAM EM NOSSAS “VIAGENS”!!!

Marcos Pinheiro

SAWABONA - SHIKOBA

Existe uma tribo no sul de África com um costume verdadeiramente belo.

Quando um membro da tribo se comporta de maneira inadequada, os demais membros conduzem essa pessoa ao centro de sua aldeia e todos a rodeiam. Durante dois dias eles recordam a essa pessoa todas as coisas boas que ela já fez.

Esta tribo acredita que todos nós nascemos perfeitos e merecedores de segurança, amor, perdão, paz e felicidade e sabem que durante nossa vivência podemos cometer erros e estes deslizes são apenas gritos desesperados de ajuda.

Eles acreditam que no anseio de se sentirem seres especiais e bons, as pessoas falham em seus comportamentos, então, reúnem-se para direcionar os que erraram e reconectá-los com sua verdadeira natureza, recordando-lhes de quem eles são e, na realidade, lembrando-os de que podem dar novamente as mãos à sua verdade.

Assim, quando isto ocorre, todos lhe repetem “Sawabona e ouvem em resposta Shikoba”.

“Sawabona” significa eu respeito você, valorizo você e você é importante para mim.

“Shikoba” então… eu sou bom e eu existo para você.

Este ato de reconhecimento reconstrói o interior da pessoa que errou, fazendo com que ela sinta-se querida e valorizada.

Com a linguagem do amor, esta tribo lembra diariamente que todos são especiais e que o interior de todos é bom, ainda que às vezes não atuem de forma correta. E a verdade é que, com ato, transmitem a mensagem de que nunca é tarde demais para viver sua verdadeira essência.

Quando nos comportamos de forma inadequada, estamos pedindo aos gritos que alguém faça com que nos sintamos valiosos.

O belo comportamento desta tribo nos mostra a importância do valor, do respeito e do carinho pelos demais e, assim, devemos educar os nossos pequenos. A partir desta premissa, sempre será possível influenciar positivamente.

Desejo que em breve toda humanidade possa compreender a importância de Sawabona e Shikoba, porque todos nós, precisamos que o nosso meio nos lembre que somos seres especiais que conservamos a capacidade de corrigir, surpreender, sentir, amar, perdoar, doar e sermos lembrados que se não nos comportamos da forma mais adequada, sempre teremos o poder e a força para começar de novo e corrigirmos os nossos erros.
Texto do site somos todos um! 

55k

Assinar este feed RSS