marcos2

marcos2

MAIO DE 2015 - FERNANDO DE NORONHA(19ª VIAGEM)

MAIO DE 2015 - FERNANDO DE NORONHA(19ª VIAGEM)

19ª Viagem com Travessia

Travessias.com

Marcos Pinheiro

Diário de bordo – Viagem com Travessia para Fernando de Noronha.

Tudo começou com uma Travessia que foi marcada, e não confirmada.
Nos decidimos ir mesmo assim!
Obrigado Professor Marcelo, que nos induziu ao "erro" de ir para Fernando de Noronha, também ao Assis, nosso mestre de Noronha pelo incentivo!

O Arquipélago de Fernando de Noronha, talvez seja o destino mais desejado do Brasil. Quando surgiu a noticia de uma Travessia por lá, logo deu aquela “coceira”, em 2013 e 2014, não podemos ir.
Esse ano quando eu anuncie no site e facebook a viagem, muitos interessados apareceram, no final nove eram os tripulantes.

Dia 1 – Quinta feira, 14 de maio de 2015

Todos embarcamos em Florianópolis, quando chegamos no aeroporto, faltou a mochila com camiseta do grupo, camisetas essas que tinham chegado em minhas mãos a 1 e 30 da manha do mesmo dia 14!!!

Primeiro voo até Campinas. A empresa que coloca nome nos aviões, nos brindou com a viagem até Recife no avião de nome, AZUL DA COR DO MAR!!!!

Em Recife embarque imediato para Noronha. Na chegada a janela do avião vira uma sequencia de imagens de quebra cabeça...

2g

Inicialmente parece que estamos chegando em uma ilha isolada (Isola é a palavra em Italiano para Ilha!) em algum lugar do mundo, o estranho é chegar e escutar um pacifico português com sotaque suave de Pernambucano Ilhéu!
Um, muito modesto aeroporto, que mais parece uma pequena rodoviária do interior, logo no aeroporto uma extorsiva taxa de R$ 50,00 por dia, para “manutenção da Ilha”. Uma empresa que faz o transfer gratuito para as pousadas, durante o curto trecho o motorista faz as vezes de guia oferece os passeios, com uma característica interessante, se não for feito nenhum passeio com eles, não tem o transfer de volta...
Pague para entrar e reze pra sair!!kkk
Nosso motorista, que não era nativo, estava contente porque faltava 1 ano para ele completar 10 anos em Noronha, suficiente para ele receber a residência permanente, para ele, valia mais que um premio da loteria. Com o premio da loteria ele não conseguiria morar em Noronha!!! A outra forma de receber a residência permanente é casando com nativ@s, ou chegar com vinculo de trabalho. Alguns aprendizados sobre a ilha, já foram absorvidos durante o trajeto.

- A Ilha tem 17 km quadrados. -
Tem 10 km de comprimento e 3 de largura máxima.
- Tem em torno de 5 mil habitantes.
- A BR 363, única da Ilha, tem 7 Km de extensão e é a segunda menor do Brasil ( A Menor é a BR-488, que liga Rodovia Presidente Dutra (BR-116) ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no estado de São Paulo, que tem apenas 5,9 km de extensão).

Nossa pousada ficava muito bem localizada na Vila do Trinta, bem perto da Vila dos Remédios, talvez possamos dizer, a capital da ilha. Fomos muito bem recebidos por Dona Ilza e seu simpático staff. A escolha da Pousada foi acertada, simples, mas tudo muito limpo e organizado. O primeiro reconhecimento foi o mercado a poucos passos da Pousada, os preços são bem mais altos que no restante do Brasil, todos os produtos vem de barco. Os produtos de padaria não são caros, e nossa primeira investida em uma padaria, foi certeira, tudo estava gostoso, especialmente uns pasteis de forno que estavam saindo para uma encomenda, que nos represamos para nossa mesa. Os sucos que compramos eram da empresa Lebom, frutas de terras irrigadas de Campina Grande na Paraíba, uva e maça no Sertão, uma delicia!!!
Uma caminhada de reconhecimento, ver o por do sol, no famoso Bar do Cachorro, ao som, do Joelson com o saxofone de excelente qualidade. A noite, eu Osni, Vitoria e Valdinei, fomos correr até no porto, uma longa descida, que cobra seu preço na volta...
Por sugestão da dona da pousada, fomos no bar do carioca, um "boteco", mas resolvemos dar credito. O carioca anotava os pedidos e desaparecia por vários minutos, descobrimos que ele trabalhava sozinho e na chapa só poderia ser feito uma refeição por vez. Conversando mais com o simpático carioca, de origem cearense, descobrimos que ele, pela manha ele pescava os deliciosos chicharros, peixe desconhecido por todos. Não era barato, mas era barato em Noronha, media de 30 reais por pessoa. A noite descobri uma serraria muito próximo do nosso quarto....

Dia 2 – Sexta feira, 15 de maio de 2015

Como o fuso horário de uma hora a mais, dentro do Brasil, confunde, pedimos para nos acordarem as 8h para o café, que eram 7 no horário de Brasília. As 8h em ponto, trilindou o telefone, teria sido um desperdício, perder um excelente café da manha, com bolinhos, e tapioca feita na hora. Nosso primeiro programa é um que só tem em Noronha, aqua sub, ou aqua plane. Uma pequena prancha, amarrada no barco por uma corda, os turistas usam mascara e snorkel, e são rebocados. A prancha permite com uma leve inclinação, afundar e voltar a superfície, são cinco rebocados de cada vez. O que é mais espetacular, quando estávamos lá embaixo, induzidos pela paz e tranquilidade, das profundezas, por vários momentos, esquecíamos que tínhamos que voltar a superfície para respirar. Conseguimos ajustar para a Roberta poder ir, foi muito bom, ver ela participar de uma atividade que ela nem imaginava participar porque ela não tem força nos braços. Vimos muitos peixes, tartarugas, o Osni viu até tubarão lixa. Opinião unanime, já valeu a viagem!!!

Parte do grupo, Osni, Vitória, Valdinei foram fazer um mergulho, a Fabricia faria seu batismo, nas aguas de Noronha!
Descrição do mergulho, feita pelo Osni:
“- Mergulhar em Noronha é uma experiência ímpar. A visibilidade na água em um dia ruim excede os 25 metros. Lá existem muitos dos melhores pontos de mergulho do mundo. Como o vento era de Sueste o escolhido foi Buraco do Cação ao lado da Ilha do Meio um local bem calmo e protegido do vento. Há uma vida muito diversificada ali embaixo. Foram muitos peixes de várias as espécie e cores. Tartarugas, lagostas, raias e para a nossa surpresa havia vários tubarões. Fizemos duas submersões no mesmo lugar. No final já estávamos bem mais soltos e tínhamos recuperado a nossa confiança, então pudemos aproveitar bem mais as belezas do local.”

3g

Outra parte do grupo, foi almoçar em um restaurante com uma bela vista para o porto, a comida muito boa, mas o preço é salgadinho, média de 80 reais por pessoa. Da pousada, são menos de 10 minutos caminhando até a Vila dos Remédios, centro da Ilha, os mergulhadores foram ver as fotosdo mergulho. A operadora tem uma mega estrutura, e as fotos são belíssimas. Aproveitei a passada na vila para jantar tapioca com carne de sol por R$ 10,00, uma janta!
Na volta pra pousada, algo me chamou atenção na TV, nem apresentadores, nem comerciais, tem sotaque, porque será?

Ahh, alguns dos viajantes, foram para o forró no Bar do Cachorro, mas por questões de privacidade, não vou citar nomes...kkk
A serraria trabalhou a noite toda!

Dia 3 - 16 de maio de 2015

Eu, a Roberta, a Fabricia e o Osvaldo, fomos experimentar otransporte publico, nosso destino era a Baia do Sueste. Um serviço, muito eficiente feito por um micro ônibus, o valor é deR$ 3,00. Eu adorei o horário!!!
Resposta de todos os moradores, a cada 30 minutos, o segredo era, olhar se tinha alguém no ponto, significava que o ônibus estavapor passar. Poucos minutos, cruzamos toda a ilha e estávamos na Baia doSudeste. Encontramos o Álvaro e a Daniela, que foram de buggy. O vento estava forte e a agua turva, mergulhamos com snorkel, mas não era o melhor dia e lugar para fazer essa atividade.
Relato do Osni, segundo mergulho:
“- Nesse dia tínhamos mais dois mergulhos outra vez. O primeirofoi ali na Ilha do Meio. Vimos basicamente os mesmos peixes. Mas encontramos uma tartaruga de pente enorme. Deveria pesar uns 500 kilos. Estava comendo e continuou fazendo isso. Nem deu bola para nós. Depois de um breve descanso descemos outra vez, agora no Canalda Rata. Fomos lá para encontrar os golfinhos que logo apareceram e passaram a seguir o nosso barco. Nos tivemos quedescer rápido, pois o mar ali estava bem agitado. Afundamos 22metros e encontramos outra vez uma fauna exuberante. Muitos tubarões que passavam por nós sem se importar com a nossa presença. Grandes Lagostas enormes nos olhavam curiosas de dentro das suas tocas. Um cardume gigante de Sargos estava docilmente embaixo de um lageado nos esperando para as fotos.”

Na volta para o hotel eu e o Osvaldo conhecemos o Cachorro, opróprio que deu o nome da Praia do Cachorro, e não é que ele usa uma coleira...

Um personagem famoso na ilha, eu tive certeza que era ele, quando uma moça se despediu dele, assim:

- Tchau au au!!!

Descrição do mergulho noturno, por Osni.
“ - Depois de um briefing para relembrar as principais orientações e combinar o roteiro, devidamente equipados e com lanternas pulamos no azul escuro do mar. Afundamos com nossas lanternas ligadas. Estávamos todos um pouco tensos. Nos reunimos lá nofundo e ficou tudo muito calmo e a tranquilidade voltou. Os bichos da noite são muito diferentes dos do dia. Os peixes miúdos sumiram. Só ficaram os grandões. Eu fui o primeiro a ver um bicho diferente: uma tamarutaca ou lagosta sapateira passou apressada com suas patinhas minúsculase foi se camuflar na vegetação. Logo em seguida encontramos um enorme tubarão lixa de uns 3 metros adormecido dentro de umacaverna. Mais a frente reencontramos aquela tartaruga enorme que já havíamos visto. Mas desta vez ela estava dormindo profundamente numa toca. De repente , acordou subiu, respirou e voltou para o mesmo local dormindo outra vez. Vimos também o belo camarão palhaço.Nessa noite estavam todos cansados, nada de Bar do Cachorro. E a serraria, a todo vapor...

Dia 4 - 17 de maio de 2015

Afinal, o que viemos fazer em Noronha?
Com a descoberta de uma canoa havaiana, acertei uma remada com o Marco, o Professor de Canoa que opera no porto de Noronha. Nosso objetivo era fazer o percurso da Travessia, do Porto até a Praia da Conceição. A matemática foi perfeita, cabiam 4 mais o leme (quem conduz acanoa), foram no remo, Osvaldo, Daniela, Vitoria e Fabricia, a Roberta foi de timoneira, sentadinha no fundo da canoa, com direitoa almofada. Eu, Osni, Valdinei e Álvaro, fomos nadando. A nadada, lembrou a Travessia em Curaçau, passamos por cima deum naufrágio, cruzar o primeiro costão (pedras na beira do mar) escutamos um barulho impressionante, inicialmente parecia um avião, ou um barco, quando chegamos mais perto, escutamos o RONCO DO LEÃO, deveria ser o maior leão do mundo!!!
Durante a mare seca, o mar sobe e pressiona o ar que sobre entre as fendas de pedra!
Vários e belos peixes podem ser vistos pelo caminho até a Praia da Conceição com suas águas transparentes.
Chegou a hora da troca, quem estava na canoa, foi para a praia e nos assumimos o posto de remador.

4g

O Marco, o comandante da canoa foi perfeito, deu uma bela aula, muito didático, atencioso e motivador, também muito preocupado com a segurança!!!

Pouco antes de chegar ao porto passa por nos uma TODA NUA. Nós remamos forte para alcançar, não foi dessa vez.... ...que alcançamos a escuna Toda Nua!

Com o buggy do Álvaro, voltamos até a Conceição por uma estrada de terra com grandes crateras.
Curtimos a praia, boas ondas para jacaré (descer as ondas de peito), para quem gosta, cerveja long neck por 15 reais...

5g

Logo voltamos à pousada e ao porto para um passeio de barco por todo o mar de dentro. Um belo fim de tarde, águas de vários tons de azul, fomos até o buraco da Raquel (não perguntamos de onde saiu esse nome), na volta paramos para um mergulho na praia que é considerada a mais bonita do Brasil, a Baia do Sancho, a praia é belíssima, mas sinceramente eu prefiro a Guarda do Embau!
A transparecia do mar é impressionante, logo que o barco ancora, mergulhamos e vimos belos peixes, que vem comer as cracas (pequenos crustáceos que grudam no fundo do barco e em pedras). A praia impressiona, porque é bem calma e do nada aparece uma ondulação e quebra uma onda que não é pequena. Mergulhando aqui e ali, achei uma máscara e dois snorkel, certamente de alguém que foi surpreendido com a onda ou deixou cair e não quis mergulhar 6 metros. Na volta ao barco, dois peixes charel branco, nos vigiavam embaixo do barco. Fechamos o ultimo passeio com chave de diamante.

6g

7g

A última janta dividiu o grupo, uma parte foi no famoso Zé Maria, o restaurante chic da ilha, todos gostaram muito, media de preço, de R$120 a R$150 reais por pessoa. Outra parte foi comer pizza com massa marroquina, também adoraram, preço médio R$30 reais por pessoa. Acordei de madrugada, deve ter queimado o motor da serraria....

Dia 5 - 18 de maio de 2015

Pensei em pedir banana frita no café da manha, lembranças da casa da Vó Rita, dona Ilza leu pensamento, lá estava banana frita no café da manha!!!

Últimos ajustes para a partida, agradecemos todos da pousada pelo acolhimento e simpatia, quando estávamos saindo, dona Ilza perguntou, quem era a serraria?

A Tripulação:
Osni e Vitória, nossa oitava viagem juntos!!!
Simplesmente de 19 viagem que já fiz, eles vieram em 8!!!!

Valdinei, companheiro de natação e pescaria, já esta em sua quarta viagem.

Osvaldo, participava das primeiras Travessias, ano 2000, voltou agora como parte de nosso staff, primeira viagem.

Roberta, minha prima, a deficiência não impede de desbravar o mundo.

Fabrícia, colega de trabalho da Roberta, primeira viagem.

O casal Alvaro e Daniela, moram em Itajaí, ele nadador, primeira viagem.

8g

Quero agradecer aos viajantes que fizeram essa viagem ser somente alegria e compartilhamento!
Um grupo muito companheiro, todos ajudavam todos!!!

MUITO OBRIGADO E NOS VEMOS NAS PRAIAS DO MUNDO!!

Só mais uma coisa....

AU AU!!!!!!!!!!!!!!

Extras:

1– A Roberta e a Fabricia que ficaram mais um dia, alugaram um boggue, foram até na Baia do Sancho, alguém passou por elas e cumprimentou...
...au au, era o próprio cachorro com sua coleira!!!

2 – Minha encomenda chegou em minhas mãos dia 30 de maio, deve ter vindo no casco daquela tartaruga que o Osni viu em Noronha....
Da vontade de dizer o nome da empresa!!!

OUTUBRO 2014 - ARUBA, CURAÇAU E PANAMÁ (18º VIAGEM)

OUTUBRO 2014 - ARUBA, CURAÇAU E PANAMÁ (18º VIAGEM)

Diário de Bordo – Viagem Curaçau, Aruba e Panamá.

Essa foi a primeira viagem para as pequenas Antilhas, mais próximas da América do Sul, deixamos portas abertas e muitos amigos, que nos receberão nas próximas viagens.

Participantes Assis e Elita de Fortaleza.
Renato e Ione de São Paulo.
Caroline e Camila de Porto Alegre.
Chrystian e Flavia de Rio das Ostras.
Eu Marcos Pinheiro e minha prima Roberta.

Dia 0 – 6 de outubro – segunda feira –

Viajamos de nossas cidades para São Paulo Eu e a Roberta, minha prima, saímos de casa na Lagoa da Conceição em Florianópolis, as 8h20, fizemos o que eu chamo de “atalho mais longe”, demos uma volta muito maior para chegar no aeroporto, mas essa volta nos faz chegar em menos tempo!
Um voo tranquilo até São Paulo, pegamos um taxi e fomos para o escritório do amigo Renato, companheiro da Viagem Caribe 2013 e Turquia 2014. Renato, pescador, mergulhador e nadador, colocou em seu aquário um tucunaré, para aprender com o comportamento do peixe, isso que eu posso chamar de uma pessoa detalhista!!!
Renato nos levou para comer em uma dos poucos mercados médios no Brasil, que não foi “TRAGADO”, pelas grandes redes!
Um mercado simpático, uma excelente comida, prato do dia, Virado a paulista!
O restante da tarde, ficamos em um oásis de tranquilidade no centro de São Paulo, o apartamento da família Takeyama!
Caminho a Guarulhos, básicas 3 horas de fila, o resultado final foi ótimo, tivemos bastante tempo pra conversar!
Logo na chegada encontramos as colegas de viagem, Caroline de Porto Alegre, companheira de muitas Travessias e da viagem Turquia 2013.
Também estava a Camila, marinheira de primeira viagem!!
O Assis, companheiro da viagem Caribe 2013, e sua esposa Elita, de Fortaleza chegaram em seguida, faltava encontramos os colegas que vinham do Rio de Janeiro, no Aeroporto do Panamá!

Um voo suave a tranquilo a bordo do Boieng 737 800, novinho em folha!!
Chegada no Panamá com um pouco de chuva, calor fora e um ar condicionado friozinho dentro do imenso aeroporto da Cidade do Panamá!
Conseguimos uma cadeira de rodas para a Roberta, que é deficiente, ela caminha, mas tínhamos que economizar forças!!
Encontramos o Chistyan e a Flavia, no portão 8A!!

2h

Outro voo sem movimento, desembarcamos em Curaçau!

Os primeiros dias de viagem são os mais “tensos”, o que tem que acontecer, acontece nesse dia. A moça da locadora, esqueceu, é, esqueceu de nos mandar a Van, que eu tinha alugado!
Eu e o Assis, pegamos um taxi e fomos para a empresa, resgatamos a Van seguimos para nosso hotel camarote, em Otrobanda. Nome do lado do canal que nós estamos, de um lado é Punda, de outro Otrobanda, é assim mesmo, parece português, outra banda!!!
Uma caminhada pela ponte móvel, muito inteligente!

Os vários desafios que eu lancei para os viajantes, ainda não foram desvendados:

– porque o “comandante do barco é triste”?
– Qual a tradução de pescador em Aruba?
– O que os feirantes que vem da Venezuela de Barco, que formam o mercado flutuante, levam (“contrabandeiam”) de volta pra Venezuela?
– Qual o nome certo, Bonaire ou Bonaire (bonér)?

Caminhamos pelo centro para almoçar. Fizemos uma tentativa de tomar um banho de mar em Caracas Bay, mas pegamos um grande engarrafamento, isso também existe em Curaçau, na verdade, a volta pra casa da população.
Chegamos a noite, não impediu o banho de mar!

Segredo: Os nativos da ilha dizem que essa praia tem tubarão…

Todos cansados, noite tranquila!!!

2º Dia – 8 de outubro – quarta feira – Curaçau

Acordei as 5 horas para levar os amigos Renato, Ione, Assis e Elita no Aeroporto, eles iram para Bonaire. No Aeroporto de Curaçau, esta escrito drop off, as pessoas educadamente deixam os passageiros e vão embora, ou deixam no estacionamento, perguntas:

– Porque que no Brasil não é assim, as pessoas abusão e deixam o carros, em lugar proibido, quando são multadas chamam de “indústria de multa”!!!

Na rodoviária da sua cidade, ou no aeroporto da sua cidade é igual em Florianópolis, ou igual a Curaçau?
Caso alguém diga que é igual a Curaçau, eu gostaria de conhecer esse povo educado!!!

Na verdade eu acho que descobri, é porque esta escrito em inglês!!

Atenção vamos mudar todas nossas placas para INGLES, para dropp off!!!

Tem mais uma coisa, como será o comportamento dos brasileiros fora do pais…?

Deixei os viajantes, não resisti, estacionei o carro, em lugar certo, claro, kk, voltei para deixa-los na “porta do avião”. Na volta, como gosto de explorar novos lugares, entrei em um lugar chamado Piscadera. Vi alguns casais dentro dos carros, deve vir dai o nome do lugar…. …. lugar de muito peixe…. Muitos casais com mais de 60 anos, tomando banho de mar as 6h30 horas da manha era outra característica da praia!!!
Achei que pode ser um bom lugar pra uma Travessia! Vamos fazer um test aqua drive!!!
Esqueci de comentar, nós vimos um “falso” eclipse da lua, vimos todas as fazes da lua em 10 minutos, se era uma nuvem, ele nos presenteou, OBRIGADO!!!!

Como o grupo é pequeno e estamos de carro próprio, fica mais fácil de mudar a programação. Decidimos tomar o rumo de Westpunt, um dos estremos da ilha, onde estão as mais belas praias, no caminho um providencial passada no mercado, isso nos faz economizar, passar um dia na praia sem gastar muito!
Eu primeiro levei os amigos na Kalki, a segunda mais bonita, uma praia pequena, com um restaurante e uma operadora de mergulho, escutei de todos:

– Não te perdoaremos jamais, por nos trazer em um lugar como esse…!

Era possível ver muitos peixes, aproveitamos para nadar um pouco para desenferrujar!!
Um pic-nic na beira da praia, foi a pedida do almoço!!!

A próxima praia é considerada uma das mais belas praias do mundo, Kenepa Grandi. Realizados com uma água de aquário, temperatura 26 graus, voltamos todos com a certeza que já valeu!!! Como dizia um amigo meu…

Eu costumo dizer que, sair de casa, que já 100 km, e voltar, já não somos mais as mesmas pessoas, o que vimos no caminho, as pessoas que encontramos, e o que ouvimos, nos faz voltar com mais experiência, e se as mensagens forem boas, ou, mesmo que não sejam, e nos podemos codifica-las, voltaremos pessoas melhores!!!
Para completar o passeio, um imperdível suco de melancia, com raspa de gelo!!!

Para o jantar, queríamos algo diferente, caminhamos pelo centro de Punda, o outro lado de Otrobanda. Um restaurante com nomes de pratos bem diferentes, apesar da aparecia duvidosa acabamos aportando. A holandesa dona do restaurante é casada com um Surinamês, ele era o cozinheiro. Apesar dos nomes das comidas, como exemplo, uma sobremesa tinha o nome de viadu, e da aparência do restaurante, a comida foi uma surpresa agradável, e por um preço justo!!!

Fechamos um dia intenso, com muita alegrias e descobertas, aguardamos as noticias dos amigos de Bonaire.

3º Dia – 9 de outubro – quinta feira – Curaçau

O dia é livre, o Chistyan e a Flavia saíram para dar uma corrida, eu a Caroline, Camila e Roberta, caminhamos pelo centro, em Punda! Fomos ao mercado flutuante, e cada um escolheu um lugar pra comer, mas Roberta voltou ao restaurante do Suriname, as outras duas meninas, foram ao mercado antigo, eu fui em um simpático restaurante chinês, eles fazer uma espécie de prato feito, escolhido pelo cliente!
A tarde voltei à empresa que nos alugou a van, encontrei a Suzana, neta de imigrantes da Ilha da Madeira, prima do proprietário. Ela me mostrou que não esqueceu de nós, deixou tudo avidado para os funcionários, eles não abriam a agenda….
Fui ao aeroporto, buscar os amigos que chegaram de Bonaire, todos com o sorriso na orelha!
Eu e a Roberta, saímos para caminhar pelo centro, encontramos a Carol e Camila, no meio da ponte, a ponte fechou para passar um navio, ficamos no meio da ponte sem pressa. Nosso destino foi uma barraquinha de batata frita holandesa, imperdível.

4º Dia – 10 de outubro – sexta feira – Curaçau

O Grupo se dividiu, Carol, Camila, Christyan e Flavia foram para a ilha de Klein Curaçau, uma pequena ilha de 2,5 km, que só tem uma choupana, um farol e uma casa abandonada. Os demais fomos para as praias, voltamos a Kalki, mergulhei com snorkel com o Renato, vimos muitos peixes. Uma breve passada por Kenepa Grande, dessa vez o sol intenso, ainda mais bonita!
Um barco que estava ancorado, parecia que estava flutuando, e não tocava o mar, palavras do Assis.
A praia estava lotada, a grande maioria dos frequentadores nativos da ilha.
Compramos alguns quitutes regionais, passamos por outras praias e paramos na Playa Lagoon, uma indicação da nadadora Thais, com sendo a melhor para el snorkel. O Renato entrou primeiro na agua, ele logo me chamou, como quem tinha visto algo muito diferente, pois o Rento é mergulhador e já mergulhou nos melhores lugares do mundo. Assim que cheguei perto do Renato, vi um cardume de lula (para quem não conhece um molusco, parente do polvo), o mais incrível era um animal marinho totalmente exótico. O bicho era um tubo de aproximadamente 1,2 metros, de cor roxa, um diâmetros de 20 centímetros, era totalmente maleável com uma agua viva, valeu o mergulho. A Thais tinha razão, o melhor lugar para mergulhar sem equipamento. Fui pesquisar e descobri que era muito raro….

http://www.materiaincognita.com.br/o-estranho-tubo-gelatinoso-que-vaga-pelos-oceanos/#.VEPiYrDF__F

Cansados e felizes voltamos para nossa casa em Otrobanda!
Encontramos a Carol, Camila, Chistyan e Flávia, voltaram queimados e fascinados de Klein Curaçau, ou a pequena Curaçau, nadaram vendo polvos e tartarugas.

5º Dia – 11 de outubro – sábado – Travessia em Curaçau \ Aruba

Nosso café atrasou um pouco, mas deu tempo, de chegar no local da Travessia, afinal, nosso grupo era o motivo da Travessia. Nos arrumamos rapidamente, assinamos o termo de responsabilidade, e logo entramos na agua, na praia de Janthiel, no que parecia ser um clube, em mais uma das belas praias de Curaçau. Subimos em uma plataforma, as 8h15 foi dada a largada, para o que pareciam ser intermináveis 2700 metros. Com poucos metros de prova, passamos por uma floresta de corais amarelos, alguns deles a um metro de profundidade. De longe víamos um prédio amarelo na beira no mar, era quase final da prova. Eu nadei todo o tempo ao lado da Flavia, que não tinha experiência e não estava treinando, foi pega no “susto” pra nadar. Eu tenho experiência, mas também não estava nadando!
Nos primeiros 200 metros deu vontade de desistir, confesso que não desisti, porque a Flavia certamente desistiria, depois comecei a me distrair com a vida marinha, e colocando objetivos um a um para serem ultrapassados.
Ainda com vontade de desistir, continuava incentivando a Flavia, esse incentivo claro, servia muito mais pra mim, que pra ela!!
Logo após a primeira ponta de terra, começou uma parte bem profunda, uma verdadeira imensidão azul. Nesse momento pensei muito no meu Filho Marcus Augusto e em minha mulher Léia!!!
Passou a imensidão, e com os bons pensamentos, a vontade de desistir foi desistindo!
Passamos a segunda ponta de terra, logo veio a primeira casa, o prédio amarelo foi engrandecendo, com o apoio do caiaqueiro Ryan, chegamos a metade da prova em 30 minutos. a Flavia me chamou atenção para um naufrágio, depois descobrimos que nós, por nadarmos mais perto da terra, fomos os únicos a ver o naufrágio.
Se por um lado o mar estava encarneirado (pequenas ondas fazendo espuma branca) por outro lado as ondas levavam pra frente, empurradas por um forte vento, eu em Curaçau, é sempre na mesma direção!

A Flavia foi ficando mais tranquila e foi me deixando pra traz. Quando estávamos bem próximo ao prédio amarelo, ela estava a 30 metros na minha frente, pra não ficar sozinho e deixa-la abrir muito, acelerei as braçadas, chegamos juntos na entrada de Mambo Beach, ela se perdeu na entrada, acabei ultrapassado. lembrei de palavras de um “famoso” filosofo contemporâneo chamado Leandro Beninca:

- TOCA – LE PAU NESSES BARCINHOS MARCO VÉIO!!!

Uma chegada festiva, os Curaçaleños ficaram muito felizes com nossa presença e participação, já esta marcada uma próxima edição para o dia 26 de setembro de 2014. Ficamos conhecendo os nadadores, mais proximamente a Anete e outro nadador, que não me vem o nome, a curiosidade que ele é nadador olímpico de 50 metros, e piloto da Insel air, quem sabe seja o piloto do voo que nos levará para Aruba hoje a noite!!!

Recebemos um belo certificado, e ficou na memoria e no coração esse compartilhamento com os simpáticos amigos de Curaçau!!!

Saímos 6, nadamos 6, chegamos 6!!!

 3h

Uma tarde desacelerada, com um almoço pelo centro, eu lembrei que a comida do chinês acabava rápido, foi mais cedo, a maioria dos amigos voltou ao restaurante de comida do Suriname, por indicação da Roberta. Voltamos ao hotel, pegamos nossas bagagens e seguimos caminho ao aeroporto, deixei os colegas e fui devolver a Van. Mais um voo tranquilo com a Inselair, uma pequena companhia que não tem aviões novos mas é excelente, em atendimento e pontualidade, quando vimos que o piloto era um homem com mais de 55 anos e a co-piloto era uma mulher, tínhamos a certeza que estaríamos em muito boas mãos!!!

Caminho do hotel a bordo de uma moderna van!

O hotel foi do agrado de todos!

6 º Dia – 12 de outubro – domingo – Travessia em Aruba

Dessa vez saímos cedo para chegar cedo em Savaneta, bairro aonde se realizaria a Travessia. Tudo estava sendo montado, fomos aos poucos conhecendo as pessoas e reencontrei Roly Bisslik, o mais famosos dos nadadores de Aruba, uma lenda. Ele tem 64 anos e quando tinha 38, atravessou os 30 km que separam a Venezuela de Aruba, para arrecadar fundos para a construção da piscina olímpica de Aruba, nada mais junto que a piscina leve seu nome!!
O povo de Aruba é muito simpático e nos recebeu tão bem quanto os deCuraçau!
Tudo foi montado, fizemos a inscrição, trocamos presentes, ficamos conhecendo todo os organizadores e muitos atletas, como o Emilio de 68 anos, médico de família, nasceu na Holanda e cresceu em Aruba, Armando outro holandês e Johnny, um médico cardiologista descendente de chineses, que nasceu no Suriname e mora em Aruba, eles nos disserram que Suriname, que tem 500 mil habitantes, esta crescendo muito, principalmente pela extração de ouro e do petróleo. Comentamos sobre uma prova de 18 km que eles tem no inicio de julho no Suriname, uma descida de rio de 18 km, equivalente a 10km, que sabe um dia aparecemos por lá!
Toda a narração do evento era feita em Papiamento, mas, com português e espanhol, dava pra entender 90%. A arbitra geral me deu o microfone para que eu desse as instruções em português, mais como curiosidade. Primeiros largaram as crianças até 12 anos para uma prova de 1km.
Em Aruba é lindo ver a mistura de todos os povos!
Pouco tempo antes da largada, uma cena me chamou a atenção, um navio petroleiro gigante estava a deriva (sem a força do motor e sem estar ancorado, com a força do vento), certamente algo estava errado, fui conversar com o Roly, ele disse que isso e proibido e que ele mora ali a 60 anos e nunca tinha visto. O percurso era em formato triangular, em um canal estreito formado por uma barreira de pedras que isolava um pouco a força do mar, não do vento. O vento soprava forte no sentido da segunda boia para a primeira. Eu fui nadar 2 km para fazer número na equipe brasileira, tão festejada pelos Arubianos, não nadava a 3 meses. Eu tinha 4 objetivos, completar o percurso de 2 mil metros, chegar junto com o Assis e a Carol na Primeira boia, chegar “liderando” até a terceira boia e chegar na “frente” do Renato.
Uma largada festiva, com o vento lateral até na primeira boia, cumpri meu primeiro objetivo, cruzei a primeira boia exatamente junto com o Assis e a Carol, a partir dai eu “liderava” com folga a prova. Um trajeto difícil até a segunda boia com vento contra, mas nadar em um aquário deixa tudo mais “plazentero”, ufa cruzei a segunda boia, agora será só “descida”, até o retorno, na linha de chegada. Nadei tranquilo, a poucos metros da chegada, fui ultrapassado por 3 atletas. Na passagem para a segunda volta, uma das colegas de viagem jogou uma garrafa de agua, que aliviou muito o forte gosto de agua salgada. A segunda volta além de já estar cansado, o vento apertou, nunca valeu tanto a farta fauna marinha para distrair, mais uma vez usei as referencia na terra pra ultrapassa-las uma a uma, primeiro uma casa em ruinas, depois um grupo de arvores e por ultimo um pequeno farol abandonado, nesse momento o Renato passa, parecia que tinha um motor de popa nos pés. Cruzei a boia, passei por um barco da guarda-costeira, e ultimas braçadas no Caribe!
Mais difíceis que em Curaçau.
Foi saldado pelos amigos e pelos novos amigos, senti que acabaram as forças, um descanso em uma cadeira, e uma comida feita pela mãe dos atletas que é vendida para arrecadar fundos para o Clube Aruba Dolphins, me recuperou!
Cumpri meus objetivos, entre eles chegar na frente do Renato. Já que ele continuava nadando para completar o 5 km….
Eu e a Carol, ganhamos medalhas na categoria, e o Renato, que tem 59 anos, ganhou além do primeiro na categoria dos 5 km, ficou em segundo no geral, ganhou um belo troféu, perdendo somente para o Campeão de Aruba um rapaz de aproximadamente 20 anos, que foi bi-campeão da prova no Suriname. Fui dar minha camisa ao Roly, ele me deu a dele, fizemos uma tradicional troca de camisas. Despedidas e certeza de voltar no próximo ano.
Caminhamos poucos metros e fomos almoçar no famoso restaurante Zeerover, a forma de servir é bem diferente, só descobrimos porque ficamos 10 minutos na mesa e ninguém veio nos servir, nos informaram que teríamos que ir na frente do restaurante, escolher a quantidade de peixe e camarão que queríamos comer. Uma janela na frente do restaurante, uma moça juntava em um saco plástico o peixe e camarão, isso era colocado em uma bacia plástica e levado a cozinha que ficava ao ar livre. Os peixes eram capturados ali mesmo na comunidade, por isso eram sempre frescos. Rapidamente chegou o prato de cada um, dourado e camarão por um preço justo e delicioso!
O restante da comida como casca de camarão, eram jogados ao mar, e rapidamente devorados por uma dezena de espécies diferentes de peixes.

Pude comemorar na pratica que o formato da viagem deu certo, fazer uma Travessia em um país e outra em outro país no mesmo final de semana!

Voltamos todos ao hotel com objetivos cumpridos!!!

7º Dia – 13 de outubro – segunda – Aruba

Um dia off, cada um busca a atividade que mais interessava, alguns caminharam pela praia, outros fizeram compras. Fim de tarde fomos conhecer a Capelinha de Alta Vista, a primeira construída em Aruba, fica localizada em uma região isolada, com o mar ao fundo e rodeada de cactos.

O por do sol, dava um brilhos especial, e uma paz se podia sentir no coração!

Ninguém estava com pressa de ir embora!

4h

Descemos o morro, uma breve parada em um dos muiiitos mercados que pertencem a chineses na ilha, e fomos ver o farol!

8º Dia - 14 de outubro – segunda feira – Aruba para Panamá

5h

Último banho de mar para alguns, a Carol, alugou uma bike e saiu para ver os últimos recantos de Aruba.
A ultima refeição em Aruba, foi feita em um restaurante que pertence a uma brasileira, uma comida a quilo deliciosa.

Embarcamos rumo ao Panamá!

Nosso transporte estava nos esperando no aeroporto, a simpática motorista Clara, colombiana de Medelim, que a 5 anos morava no Panamá!

Após uma breve passada no hotel para deixar nossas bagagens, ela nos deixou no Albrook Mall, o maior Shopping da América Latina. A relação dos preços mudou muito, já não vale a pena fazer grandes compras no Panamá!

Na volta, alguns voltaram de taxi, eles tiveram a felicidade de serem conduzido por um motorista, muito simpático, o Heriberto!
Segundo o Assis, o homem mais feliz do mundo, ria de tudo!
Ele explicava tudo, e contava historias!

Vou deixar aqui o telefone do Heriberto, para quem precisar de um taxi no Panamá!
TAXI DO HERIBERTO – (507) 65945206

Outro grupo voltou de metro, experimentamos a espetacular nova linha de metro da Cidade do Panamá!

9º Dia – 15 de outubro – terça feira – Panamá para São Paulo

Primeira parada foi o Casco Antiguo, a parte antiga da cidade, que esta sendo completamente reformada!

Seguimos para conhecer a maior atração do Panamá, o Canal do Panamá. Demorou para passar o primeiro navio, mas decidimos esperar!
Valeu muito apena, passaram um pequeno veleiro, e dois grandes navios!

Nossa última parada foi no recém inaugurado Museu da Biodiversidade.
Breve passada no hotel, recolhemos nossa bagagem e seguimos para entrar em um dos muitos engarrafamentos da Cidade do Panamá!!!

Uma despedida com lagrimas de alegria no aeroporto e a certeza que nos veremos em breve em alguma outra viagem!

Quero agradecer a companhia e a parceria de todos!!!

Até Breve, Renato, Ione, Assis, Elita, Roberta, Camila, Carol, Chrystian e Flavia!

Todos os objetivos da viagem foram atingidos!

E os mistérios desvendados:
- Descobrir porque o “comandante do barco é triste”?
– Qual a tradução de pescador em Aruba?
– O que os feirantes que vem da Venezuela de Barco, que formam o mercado flutuante, levam (“contrabandeiam”) de volta pra Venezuela?
– Como é o nome “correto” de Bonaire?

Essas descobertas são privilégio dos viajantes!!!!

NÃO ACREDITE EM NADA QUE ESTA ESCRITO AQUI, VENHA VIVER SUAS PROPRIAS EXPERIENCIAS.

DEDICO ESSA VIAGEM A ELITA.

Obrigado,

Marcos Pinheiro.

JULHO 2014 – TURQUIA – ITÁLIA + 7 PAÍSES. (17ª VIAGEM)

JULHO 2014 – TURQUIA – ITÁLIA + 7 PAÍSES. (17ª VIAGEM)

Diário de Bordo

Muito aprendizado aconteceu antes do embarque, alguns encontros, muita troca de experiencias e aprendizado entre os futuros colegas de viagem!

Romênia \ Bulgária \ Turquia \ Grécia \ Itália\ Vaticano \ San Marino \ Suíça \ Alemanha.

Dia 1 – 15 de julho – Terça – Encontro em São Paulo

Nós, Eu e meu filho Marcus Augusto, ganhamos uma carona da colega Izabel, nós três formos conduzidos ao aeroporto pelo Anton, filho da Izabel. No Aeroporto já estavam Valdinei, companheiro de Travessia, também das viagens para América Central e Chile, e sua filha Barbara, de 18 anos, que recebeu do pai o presente da vida, já que ela nunca tinha saído de Santa Catarina, nunca tinha viajado de avião. Todos os 5 com mochilas, com menos de 10 kg, passando no teste de mochileiros. As 11 horas, chegamos em São Paulo, já fomos encontrando os colegas de viagens e Travessias, bem como alguns que também seria a primeira viagem conosco. Muitos reencontros especiais, como foi com o grupo América Central 2013, 10 dos viajantes seguiriam nesse novo desafio. Também Lucia e Luis Trilho, da viagem América Central 2012, que reencontraram Leila e Izabel! Neusa e Evanice da viagem América Central 2011. Dos 38 viajantes, 33 estava sendo esperados, 5 foram um dia antes por conveniência do vôo. As 15 horas, como combinado, partimos do ponto de encontro, no fim do terminal 2, para nosso cheking no novo e espetacular Terminal 3 de Guarulhos, finalmente temos um terminal descente para receber as pessoas com conforto e segurança. A companhia érea escolhida foi a Swiss, a primeira vez para todos os viajantes, no portão D38, ultimas instruções sobre a viagem e um pontual embarque as 18h30 com destino a Zurique.

Um dos filmes que poderia ser assistido no avião era Grand Hotel Budapest, por coincidência, um dos hotel que vamos ficar na viagem, para quem ainda não assistiu, uma obra prima!

Dia 2 – 16 de julho – Quarta – Bucareste

Amanhecemos em Território europeu, em um lindo dia de sol, podemos ver os Pirineus, e os Alpes. Nunca chame um chileno ou argentino de alpinista, eles são, andinistas!!!

Nosso voo foi espetacular, a Swiss foi a melhor companhia que eu já voei, com todos os detalhes no avião, a comida, o excelente serviço de bordo, que do nosso lado foi feito brilhantemente pelo Vitor, um italiano que morou quando criança no Brasil e fala português sem acento, muito gentil e simpático. Dei de presente ao Vitor uma camiseta do grupo, ele ficou muiiito emocionado e agradeceu muito!!!
Deixo o meu registro, quem fez as poltronas, uma famosa marca de bancos esportivos, do espetacular, A 340, não estudou ergonomia!!!
Fizemos uma escala em Zurique, já do avião e possível percebem um pais organizado, no aeroporto, novo, limpo, nada fora do lugar!!!
Hoje felizmente temos o Terminal 3 de Guarulhos para comparar, porque todos nossos aeroportos não são assim?!

Nossa camisa de passeio com uma pequena bandeira do Brasil e com nosso logo do Travessias.com, nos fez ver que pelo menos na Suíça, aquela avalanche que aconteceu em uma partida de um outro esporte, na fatídica terça feira, não abalou a imagem positiva do nosso pais no exterior!

A bordo do A 320, seguimos para um vôo de 1h30 para Bucareste, um comissário, que nos identificou pela camisa, já deu instruções em português!
Na saída agradeci o esforço!
Para a surpresa de todos a Léia nos esperava no aeroporto, com uma plaquinha escrito, TRAVESSIAS BRASIL! Alegria e tranquilidade para todos!!!

A primeira impressão de Bucareste foi a melhor possível. Como estava na programação, fizemos uma caminhada de detox (palavra da moda), fomos de metro para ao centro. Depois de perguntar para algumas pessoas na rua, encontramos o Restaurante Scalibur com comida Medieval! Eles não tem garfos, todos comem com a mão!!! Todos saíram felizes e satisfeitos como ogros…kkk

De volta ao hotel, encontramos os viajantes que chegaram antes, Rodrigo, Rosalba, Maria de Fátima e a Neusa!
Se formou o primeiro grupo de corrida, eu, Marcos o Rodrigo, Valdinei, Jonas, Leila e Betina, saímos do hotel, demos a volta no parlamento e voltamos, 1 hora de uma corrida pelo centro de Bucareste.

Dia 3 – 17 de julho – Quinta – Bucareste – Sófia

Apos um ótimo café da manha, nosso ônibus partiu rumo a Sófia. Não antes de uma parada em frente ao Parlamento, segundo maior prédio publico do mundo!

1l

Na saída de Bucareste, nos deparamos com belos campos de girassóis. Uma breve e tranquila parada na fronteira, todos dentro do ônibus, para o carimbo de saída da Romênia e entrada na Bulgária. Como previsto, entramos na cidade de Pleven para almoçar. Os motoristas não conheciam nada, em algum momento pararam o ônibus, eu vi um banner de propaganda de um restaurante, eu fui lá ver, uma entrada de uma garagem de um prédio horroroso, uma pequena escadaria descia para um inacreditável restaurante que parecia ter decoração de quarto de menina com muito bom gosto!!!
Somente o dono e a dona falavam um pouco de inglês e a dona falava alemão, que possibilitou que o Carlos de Blumenau, utilizasse seu idioma materno pela primeira vez fora do pais, conversou com ela, os demais resolveram como mimica, uma comida deliciosa, pessoas simpáticas , muito melhor que eu pudesse imaginar !!!

Chegamos por volta de 18 horas em Sófia, para nosso hotel de confiança!!!

Nossa amiga Petya e sua colega Nora, estavam nos esperando para nos acompanhar em uma agradável visita guiada pela bela Sófia!!!
No fim da visita, fomos tentar comer em uma taberna que comemos ano passado, mas estava lotada! Esse pequena “frustração”, proporcionou ao grupo buscar, cada um, sua própria alternativa! Com destaque para o Raymond e o Brunini, que pararam em uma mercearia, comeram um delicioso sanduíche com um ótimo vinho!!!

Dia 4 – 18 de julho – Sexta – Sófia – Plovdiv – Istambul

Nosso ônibus atrasou um pouco, como tínhamos aprendido anteriormente os horários na Bulgária são como no Brasil,
8 horas, são 8 e meia!!!!

Chega o ônibus com os inicialmente carrancudos motoristas turcos, mas que aos poucos foram entrando no clima! Tínhamos até um rodomoço, que nos servia água, café e balinhas, descobrimos que ele era atleta olímpico de Luta Greco romana. A única coisinha esquisita é que eles pediram para que cada um de nos passasse a fronteira com uma garrafa de whuisk, opssss, isso não!!!
Só contei isso no dia seguinte aos viajantes!!!
Petya foi junto conosco até Plovdiv, além de uma das 10 cidades mais antigas do mundo, era sua cidade natal!
Plovdiv foi uma muito agradável surpresa a todos, uma bela cidade tanto na parte moderna quanto na parte histórica. Petya com sempre, com maestria nos fez viajar pelos 10 mil anos de historia de Plovdiv,

2l

Almoçamos pelo centro de Plovdiv, nos despedimos da Petya que esta seguindo para o Chile e talvez nos visite em Florianópolis, seguimos nossa viagem!

No meio do caminho a Lucia disse com muito segredo que o colega Brunini era um grande Dizedor de Poesia, sem muita cerimonia ele aceitou nos presentear com belas poesias…
Léia cantou uma bela musica em homenagem aos amigos gaúchos que são maioria no grupo, 11!!!

Parada na fronteira, um batismo para muita gente, revista de bagagem, tudo certo vamos embora, mais histórias pra contar!!!

Primeira janta em território turco, uma parada de beira de estrada, simplesmente acabamos com toda a comida!!!!
Nadar e viajar da fome!!!!!

Chegamos em Istambul a uma da manha, olhem as caras….

Mesmo com o adiantado da hora, eu a Leila, o Valdinei e o Rodrigo saímos pra correr, aproveitei para ensinar a turma o caminho para o Grand Bazar!
Na ida podemos ver muitas famílias no centro de Istambul, se alimentando porque estavam no Ramadan ou Ramazan como dizem na Turquia, e nesse mês, ele não se alimentam da hora que o sol nasce até quando o sol se põe!!

Demos uma ótima volta pelo centro de Istambul, voltamos pela beira do Mar Marmara!

Dia 5– 19 de julho – sábado – Istambul

Para uma localização histórica, Istambul era Constantinopla!!!

Pudemos acordar, por volta das 8horas, nossa manha estava dedicada a pegar os kits e fazer um passeio de Barco no Bósforo oferecido pela organização do evento. Uma inesperada chuvarada na manha em Istambul, cidade que chove pouco.

Assim que embarcamos no ônibus a chuva parou, logo fomos pra fila, que não estava muito grande.
Uma fila internacional revela como é a educação de cada povo, o grupo logo aprendeu a palavra a ser gritada ao avistar um furão, LINE, LINE!!!!

Corremos com alguns furoes, os russos eram os que mais tentavam!!kkk

3l

Todos já com os kits, ficamos esperando o passeio de barco, como eles não cobraram a entrada, todos, mesmo os não atletas puderam ir junto, o barco cabiam mais de 1000 pessoas. Logo na saída pude observar que a corrente na margem estava diferente de 2013, o contra fluxo estava maior.
Um lindo passeio de barco, podemos além das aguas, apreciar a bela Istambul, nos lados asiáticos e europeu. Um diretor do Comitê Olímpico Turco, foi dando algumas dicas, como o cabo de alta tenção era o meio da prova. A Léia foi nos apresentar ao diretor do evento, ele estava bem preocupado com as condições do tempo, pela experiência que temos aqui, eu achava que não era pra se preocupar, mas preferi não interferir. Dei de presente ao colega turco uma camiseta da equipe!

No Bósforo, são 2 pontes, a primeira logo após a largada, a segunda logo após a chegada, eu apelidei carinhosamente de ponte do terror, passou embaixo, algo deu muito errado!!!!

Essa Travessia tem uma característica, em nenhum momento é possível sentir a temperatura da agua, porque é muito alto o muro nas margens do canal.
Todos já com os kits, ficamos esperando o passeio de barco, como eles não cobraram a entrada, todos, mesmo os não atletas puderam ir junto, o barco cabia mais de 1000 pessoas. Logo na saída pude observar que a corrente na margem estava diferente de 2013, o contra fluxo estava maior. Eu não me conformei com isso de não tocar na agua, mesmo porque eu seria um dos nadadores. Eu disse ao grupo que me esperasse antes de entrar no ônibus, comecei a busca por um lugar onde tocar na agua! Fui ao lado da praça kuruçeşme (o c cedilha tem som de ch), não era possível, fui em um restaurante ao lado, também não, no fundo, na beira do Bósforo, tinha o que parecia ser um mercado, inclusive o nome de mercado. Dei bom dia e pedi desculpa em turco, as únicas duas palavras que aprendi, eles apresentaram um garçom, eu pedi para tocar na agua, porque nadaria amanha, ele foi muito simpático e logo me levou até a beira da agua, não era possível tocar com a mão, mas tirei o tênis me estiquei todo e pude tocar na agua e senti que a agua, ufa, temperatura acima dos 23 graus!!!
O restaurante era espetacularmente decorado, chic e tinha um cheiro muito agradável. Dei uma olhada no cardápio e vi que os preços não eram caros, para o padrão e localização. Voltamos para o hotel com a primeira missão cumprida em terras turcas!
Levei parte do grupo até o Grand Bazar, o maior mercado coberto do mundo, segundo os turcos, com 4000 lojas, a tarde era livre para passeios e comprinhas!!
Durante o passeio no Grand Bazar, em uma das lojas a Léia descobriu um passeio com jantar a noite no Bosforo, todo o grupo decidiu participar após a Travessia.
Nosso hotel em Istambul tem uma localização privilegiada, muito próximo ao centro e com uma bela vista para o Mar Marmara!!!

Dia 6– 20 de julho – Domingo – Dia da Travessia – Istambul

Inicialmente o dia mais importante de toda a viagem, dia da Travessia Transcontinental!

Conseguimos um café da manha as 6h30, logo após as 7 horas, partimos para a praça kuruçeşme.
Como já tínhamos pego os kits, estávamos tranquilos. Nossa base era no mesmo local do ano passado, com uns mini colchonetes distribuídos pela Samsung o grande patrocinador do evento, nosso ninho ficou bem agradável!

Eu como um nadador iniciante de ter feito duas travessias, a mais de 20 anos (tudo isso..?), mas com, digamos assim, muita experiência, não tive muito tempo pra ficar preocupado, também porque minha maior missão era acompanhar principalmente a Rosa, que é a nadadora medrosa, mais corajosa que eu conheço!!!
Com a Rosa, surgiu a Turma da Cordinha. A Teresa e a Flavia, também eram as integrantes da Turma da Cordinha oficiais!

Foi chegando a hora, muitas fotos, muitos sorrisos, muitas alegria, mas em breve o bicho iria pegar!!!

Um belo dia em Istambul!!

Hora de entrar no barco, todos os nadadores couberam em um só barco, até 35 anos, na parte superior, os demais, na parte de baixo. Passamos pelo cabo de alta tenção, pela primeira ponte, e encostou o barco. A partir de agora vou contar minha participação ou “saga” como queiram!!!

Todos aguardam dentro do barco, primeiros a largar foram os deficientes, eu fiquei observando um nadador que não tem uma perna, deve ser da mesma classe do Fabiano Machado de Curitiba e do Amaro Francisco de São Paulo, S9, ano passado como eu estava na chegada, vi que ele foi o primeiro entre todos os atletas a chegar. Ele pegou uma rota que eu contarei a todos que forem ano que vem….

Logo chamaram os touca verde escura, tá chagando nossa hora!

Agoraaaa, recebermos o sinal, assim que saímos no barco e pisamos na plataforma, o chip foi acionado, minhas referencia eram a Rosa e a Teresa, a Flavia estava junto conosco também!

Logo que pulei na agua, perdi a Rosa, olhei para todos os lados, e não encontrei, sabia que ela e o Roque, estavam juntos, por isso não me preocupei muito!
Seguimos eu a Teresa e a Flavia, a Teresa era até essa presidente do CTNB – Clube da Tartarugas Nadadoras Brasileiras, fomos sem pressa…

A Flavia com a experiência adquirida nas provas do Circuito Mercosul de Travessias e por ter nadado os 6,5 km no Rio da Guarda do Embau, estava muito mais rápida e logo após a primeira ponte ela nos deixou. A correnteza era mais forte que a Teresa nadando, por isso eu não precisava nadar para acompanhar a Teresa, fiz literalmente um tour aquático pelo histórico Estreito de Bósforo. Eu pedia pra Teresa tudo o tempo nadar pra direita, para não ficamos em uma curva acentuada do lado esquerdo do Bósforo. Nos fomos nos afastando do Mar Negro, origem do estreito, e nos aproximando do Mediterrâneo, onde desemboca o Bósforo!
Foram passando todos que estavam na nossa frente, comecei a observar a aproximação de muitos barcos, assim que passamos dos fios de alta tenção estávamos liderando a prova, de traz pra frente, claro!!!

O numero de barcos que nos cercavam aumentava, até um helicóptero começou a nos acompanhar de perto!

Eram 55 minutos de prova, teoricamente chegaríamos dentro do tempo de 2 horas para acabar os 6,5 km de prova!

Sempre que chegavam os barcos próximos eu começava a nadar para demonstrar que eu sabia nadar, não estava nadando porque estava acompanhando a colega!

Um dos barcos nos aproximou e disse para sairmos da agua, eu disse que não!!!

Tínhamos 2 horas, e completaríamos a prova. A pressão só aumentava, a cada momento chegavam, barcos, caiaques, helicóptero. Eram aproximados 5 km de prova a situação ficou insustentável, me adiantei um poucoem relação a Tereza, só escutei a vos dela dizendo:

– VAI MARCOS!!!!!!

Eu nem olhei pra traz, mas sabia que ela tinha sido recolhida, isso me deu tranquilidade.
Baixei a cabeça e:

– TOQUEI O PAU NESSES BAÇINHOS MARCOS!!!

Nadei bem forte, devo ter batido o recorde que eu não tenho dos 50, 100 e 200 metros., até parar um barco da policia turca na minha frente, eles literalmente colocaram o barco na minha frente. O policial ficou dizendo que eu tinha que sair, eu argumentava que estava dentro do tempo regulamentar e que eu estava atrás porque eu estava acompanhando uma colega, depois de muita briga eu falei que era PROFESSOR!!!!
Pelo menos na Turquia o Professor tem moral!!!
O policial finalmente parou de acelerar o barco, eu contornei e segui viagem!!!
Logo vi em minha frente os últimos nadadores, ou melhor, os que estavam logo na minha frente, porque eu era o ultimo!!!
A briga tinha me desgastado, mas a aproximação de outros nadadores me deixou mais tranquilo, uma nadadora turca, me perguntou se eu estava vendo a chegada, eu disse que sim, eu disse pra ela me seguir!
Logo avistei a piscina do Galatasaray, uma pequena ilha quase na margem européira do Bósforo, a piscina era uma referencia para a chegar, faltavam 700 metros, assim que passei pela piscina, puder ver nossas bandeiras do Brasil e da Turquia, com essa visão pensei, foi fácil!!!
Eu não tinha ideia que a parte mais difícil estava por vir!
Cheguei até o restaurante que, no dia anterior, eu tinha podido sentir que a temperatura era agradável, era o primeiro prédio da praça!
Retardei o máximo minha entrada no refluxo do estreito, na margem!
Chegou um momento, para não deixar nadadores até a segunda ponte, aquela, a ponte do terror, eles fizeram uma linda de barcos e não deixavam passar, foi obrigado a entrar no contra fluxo. Mas nesse momento, a largada, nossa bandeira e nossos colegas já estavam bem a vista, eu já comemorava a chegada!
Nesse momento achei o Roque e a Rosa!!!

Para sentir se eu estava evoluindo, marquei um caminhão vermelho que estava na praça, fiquei mais de 10 minutos no mesmo lugar, o que era comemoração virou preocupação, porque já se aproximava de 2 horas de prova!

Fiquei também com medo de perder a força!!

Tentei mudar de lugar para ver se conseguia uma correnteza mas fraca, consegui algum avanço, até o povo me ver. Na camiseta da Turma da Cordinha, escrito a palavra acredita, além do português, também no turco, com a mobilização da Léia, eu já podia escutar as palavras credere e imanen!!!

Já passava de 1 hora e 50 minutos de prova, cheguei mais próximo do muro, alonguei bem a braçada e comecei a me aproximar na chegada, quando faltavam poucos metros, a conquista era eminente, eu lembrei de um pedido da Léia, chegar nadando golfinho, só isso!!kk

A correnteza contra diminuiu, ficou fácil, vou chegar!!!

As 3 ultimas braçadas de golfinho!!!

Fui o 1560, o antepenúltimo que chegou dentro do tempo normal!

Um tempo de 1:54:57, comemorados com emoção, duvido se o campeão geral tenha sentido mais emoção que eu!!!!

 4l

Ano que vem volto para fazer em 1h e 17 minutos!!!

ACREDITA!!!!

Comemoramos muito com todos, o destaque para o Brunini e a Lucia Trillo, que ficaram em primeiro de suas categorias!!!

Fiquei contente com a afirmação do colega Raymond Burk:

– O Desafio Guarda do Embau é muito mais difícil que o Bósforo!!

Na hora de ir embora, lembrei do restaurante onde pude sentir a temperatura da agua, fomos todos pra lá. Uma comida muito boa, cardápio com tablete, o engraçado é que com tanto chique e tecnologia, os garçons esquecerem de anotar alguns pratos e as contas dos clientes eles faziam escrevendo em uma folhinha de papel!

Tarde de descanso, para o passeio de barco. Na hora combinada, o ônibus veio nos buscar no hotel, o barco era belíssimo, o mestre de cerimonia era o próprio dono do barco, que conduzia muito bem tudo que acontecia!
Um grupo folclórico apresentando danças de varias partes da Europa, dançarinas de dança do ventre, o destaque foi para um homem que cantava uma musica em 45 idiomas, no barco tinha gente da China, Iraque, Nova Zelândia, Afeganistão, Colômbia, Índia, Paquistão, Espanha e Japão. Foi feita uma homenagem para o Brunini e para a Lucia, também ocorreu um concurso de dança, onde o Brasil ganhou porque foi muito bem representado por uma de nossas colegas, que eu prefiro não citar o nome….
Foi realmente espetacular, além do próprio passeio e da visão do Bósforo a noite, exatamente no percurso onde alguns de nos tínhamos acabado de nadar!

Dia 7– 21 de julho – Segunda – Istambul – Atenas (Grécia)

Dia da visita guiada em Istambul, a guia que nós contratamos, não pode vir, ela mandou um outro guia que nos mostrou os principais monumentos de Istambul. Mesquita Azul, Cisterna, Ahia Sofia por fora e Palácio do Sultão!

Fechada nossa estadia na Turquia, melhor que pudéssemos esperar!
As 18h saímos do Hotel para o Aeroporto, embarcamos as 20h30, chegamos em Atenas as 22h, demoramos um pouco para localizar o ônibus, logo estávamos ao caminho do hotel. O hotel tinha uma bela vista para Acropoli e ficava bem no centro, fácil de sair para comer um giro pita, famoso sanduiche grego, influencia do domínio Otomano na Grécia.

Dia 8 – 22 de julho – Terça – Atenas – Mikonos – Atenas

Acordamos cedo, partimos de ônibus para o porto de Rafina, pegamos um ferry para Mikonos. Uma preocupação um de nossos colegas não estava bem, uma forte infecção intestinal. Em três horas estávamos em Mikonos, a mais famosa das ilhas gregas. Pegamos um ônibus aquático até o centro da ilha, ficamos em uma pequena praia bem próximo da vila. Alguns foram nadar, eu dei aula de natação para quem não tinha muita intimidade com a agua!
Alguns alugaram quadriciclos, outros se perderam as vielas irregulares de Mikonos. Voltamos fim de tarde para Atenas.

Dia 9 – 23 de julho – Quarta – Atenas

Dia de visitar as atrações de Atenas, uma breve caminhada nos levou até a entrada do parque da Acropoli, onde esta localizado o Partenon, principal monumento grego e um dos mais famosos e visitados do mundo!
A quantidade de turistas era impressionante. Descemos até o Museu da Acopoli e posteriormente o Estádio Olímpico, local das primeiras Olimpíadas da era moderna. Atenas ficou na memoria de todos, voltamos para o hotel, seguimos de ônibus até o Templo de Poseidon, sugestão do amigo Kilian, antes de seguir para o Aeroporto. O templo dedicado ao Deus do mar localiza-se em Cabo Sounion, que está a 65 quilômetros de Atenas, a bela estrada que nos levou até lá, podemos ver belas praias, deu vontade de parar em uma das praias. O templo foi erguido em homenagem a Poseidon para proteger as águas gregas. Na antiguidade foi usado para observar os barcos que se aproximavam de Atenas. Um adeus a Grécia, uma curta mas proveitosa estadia!

Embarcamos em uma nova companhia aérea Vueling, voo tranquilo, chegamos em Roma as 0h10, duas vans nos esperam no aeroporto, o hotel não era conhecido, mas foi bom e bem localizado.

Dia 10 – 24 de julho – Quinta – Atenas – Roma – San Marino

As 9 horas, Cristina, uma a guia que eu contratei para nos mostrar Roma em uma visita formula 1. Cristina uma simpática e eficiente italiana, que conhecia tudo do Brasil. Combinamos que ela seguiria sem olhar pra traz, ela acelerou o passo, para podermos ver tudo!
Foi uma rápida e excelente visita, o destaque ficou para o Panteon, prédio de 27 a.C. com uma cúpula tem 43 metros de diâmetro e tem uma abertura por onde a chuva não entra, segundo a Cristina, a chuva se transforma em pequenas gotículas e não chegam no chão!!!
Cristina nos deixou no Vaticano, alguns foram visitar a basílica de São Pedro, outro grupo, como já tínhamos programado, fomos dar a volta caminhando em um país!
Eu, o Carlos, a Alessandra, a Flavia, a Léia e o Marcus Augusto, demos a volta caminhando em 37 minutos e 54 segundos!!!

Voltamos para o hotel, com uma amostra de uma Roma que precisasse de 1 mês para ver tudo!!

Chegamos ao hotel com uma hora de atraso, nosso novo motorista que inicialmente estava bravo, logo ficou sorridente com um grupo tão animado!
A única preocupação era com nosso colega que ainda não se sentia bem!

Embarcamos para a famosa e desconhecida por todos do grupo. Uma bela estrada pela região norte italiana, chegamos em San Marino por volta das 8 da noite!

Apesar da preocupação com nosso colega, a atmosfera de San Marino agradou atodos!

O hotel também não era conhecido mas agradou a todos pela localização e pela vista!
Um pequeno restaurante com uma excelente comida também agradou a todos!!!

Dia 11 – 25 de julho – Sexta – San Marino – Lago Maggiore

As 5 horas da manha um grande susto, uma ligação para nosso quarto, nosso colega estava muito mau, precisava ir urgente para o hospital. Foi acionado o seguro, e nos ligamos para o plantão da embaixada do Brasil na Itália. E deixamos em alerta a companhia aérea para uma eventual volta ao Brasil. Um taxi levou nosso colega ao hospital e o grupo foi avisado que as 11horas deveríamos embarcar para o Lago Maggiore. Ficamos aguardando noticias, a cada hora as noticias eram melhores, o paciente estava melhor e tinha possibilidade de alta no inicio da tarde. Como todos estavam no Castelo de San Marino, não foi difícil passar a informação a todos, a medida que as noticias chegavam pelo telefone!

Um festival medieval, muitas pessoas vestidas com roupas medievais deixavam o clima de San Marino ainda mais agradável!
Nosso doentinho deixou passar do ponto de procurar um hospital , pela resistência típica do povo qual ele é descendente, por ser medico muito competente da referida especialidade!!!

Foi muito bem atendido em um hospital de San Marino!

Equilíbrio restabelecido, San Marino foi uma grande surpresa a todos, muitos querem voltar, partimos com vontade de voltar e ficar mais tempo em San Marino!

Seguimos viagem para o Lago Maggiore, local da Travessia. Mais uma agradável viagem por terras italianas, a noite chegamos no pacato Reino de Liggiuno, uma pequena comunidade as margens do Lago Maggiore onde ficava nosso hotel e a largada da Travessia. Logo na chegada a emoção de ver o encontro da colega Betina e sua filha Adriane, que estava estudando na Inglaterra, e não se encontravam a 9 meses!!!

Adriane seria nossa colega até Munique! Após alguns ajustes com o “jeito de ser italiano que ser” bem diferente do nosso, todos em seus lugares, como enchemos todo o hotel, alguns dos colegas ficaram em outros dois locais de hospedagem. Nos encontramos com a amiga Claudia Donini de Florianópolis que também veio pra nadar. Conhecemos a Regina de São Paulo, também nadadora!

Dia 12 – 26 de julho – Sábado – Travessia Lago Maggiore

Acordei cedo, os primeiros movimentos de Travessia já eram vistos, pude reconhecer nossos colaboradores nas nossas Travessias em Santa Catarina. Uma pequena chuva de manha assustou os organizadores, mas logo parou. A Travessia foi sendo montada, conheci os colegas Dario e Flora, organizadores da prova. Retiramos os kits e nos preparamos para a prova de 4 km. Tudo pronto, pegamos o barco para a outra margem do lago.Enquanto esperamos o horário da largada, fomos presenteados com uma apresentação de um projeto dos bombeiros italianos, com cachorros que são treinados para resgate na agua, um dos cachorros levou uma socorrista, ela resgatou um colega que pedia ajuda, o cachorro resgatou os 2 e trouxe até na praia!!

Após a linda e emocionante demonstração nos preparamos para a largada. Eu e a Flavia saímos juntos, e nadamos juntos grande parte de do percurso, por volta dos 2 kms, a Lucia Moreira se juntou a nós. Faltando menos de 1 quilômetro, a Lucia teve fortes câimbras, eu ajudei a aliviar as contraturas e seguimos juntos até o fim!

Foi muito mais difícil que no Bósforo, apesar das dificuldades de lá!
Duas horas nadando em agua doce não é fácil!

A prova não é competitiva, todos ganham um troféu igual, um modelo para quem nadou uma prova e um maior para quem nadou as duas provas, mas os 5 primeiros do geral são premiados!

Fizemos muita festa, fomos homenageados pelos amigos italianos. Deixamos nosso recado de alegria e irmandade!!!!

Obrigado Flora e Dario, passamos ótimos momentos com vocês!!!!

Nos juntamos para a revelação do tradicional amigo secreto, antecipado porque a colega Neusa, seguiria outro destino!

Na Itália contamos com a fluência em italiano dos colegas Brunini e Lucimara!
Emoções a parte, nos preparamos para a ultima noite em território italiano.

Dia 13 – 27 de julho – domingo – Lago Maggiore – Munique.

Acordei as 4 horas e fiquei esperando o ônibus, que nos levaria a Munique. O ônibus não veio, recebemos um recado por email da empresa, que aconteceu um acidente!

Tínhamos que decidir o que fazer, a decisão foi levar o grupo para a cidade maior, Milão!
Com a ajuda da Silvia, dona do hotel, conseguimos uma van que cabiam 10 pessoas, fizemos 4 viagens para a estação mais próxima que ficava a 5 km do hotel. Foi uma verdadeira fuga e corrida contra o tempo!
Chegamos em pouco tempo na estação, eu fui o ultimo a entrar no trem, fechou a porta e seguimos pra Milão!

Em Milão, a segunda missão, como e pra onde ir!
Com a ajuda da Lucimara, ficamos esperando na fila para tentar comprar passagens de trem!

Enquanto isso eu fui procurar entre os ônibus que ficam fora da estação, um ônibus para nos levar para Munique. Um simpático motorista ligou para umas 20 pessoas e não consegui um ônibus para nos levar a Munique. Escolhi que iriamos para a maior cidade mais perto de Munique., Zurique na Suíça!

Compramos as 38 passagens e entramos no trem, para uma das mais lindas viagens do mundo, uma repleta de lagos e belas paisagens, parecia que estávamos vendo paisagens de calendário a cada curva do trem!!!

Durante a viagem conhecemos um suíço chamado Tobias, ele era namorado de uma brasileira e estava disposto a nos ajudar em Zurique. Chegamos em Zurique, eu e o Tobias fomos pra o guichê da estação de trem, uma simpática moça nos ajudou. Compramos 21 passagens de ônibus até Munique e 12 passagens de trem!

Dentre os viajantes, decidimos que eu, a Léia e nosso filho Marcus Augusto, ficaríamos pra traz, os parceiros Valdinei e Barbara também seriam parte dos 5!

Mas a Teresa e a Flavia, se ofereceram para ficar, a Léia e o menino seguiram viagem de ônibus. Como estava muito próximo da hora de chegar o trem, tivemos que acelerar o passo!

Os 12 do trem, seguiram viagem!!!

Encaminhamos os 21 do ônibus, nós os 5 sem transporte, ficamos na estação para ver o destino nos levaria. Olhando no mapa da Europa eu escolhi seguir para a cidade mais longe de Zurique, mais peto de Munique, uma cidade que eu nunca tinha ouvido falar, nosso destino era Lindau. Chegamos em Lindal por volta das 23 horas, não era possível seguir adiante, procuramos hotel, mas como nosso trem sairia logo após as 4 horas, decidimos dormir na pequena estação de Lindau. Caminhamos a noite pela bela cidade medieval a beira do Lago de Constança, Bodensee em Alemão, é um lago atravessado pelo rio Reno e situado na fronteira da Alemanha com a Áustria e a Suíça. Ficou a vontade de voltar com mais calma.

Dia 14 – 28 de julho – Segunda – Munique

Acordamos as 4 horas, com passagens em mãos seguimos para Munique. As 7 e meia da manha, estávamos tomando café no hotel!

Aos poucos fomos encontrando os colegas de viagem!!

Dia de caminhar por Munique, um dia sem programação. O hotel também foi escolhido pela internet, era muito bem, com excelente localização e estrutura, com o melhor café da manha de toda a viagem, na opinião de muitos!!

Dia 15 – 29 de julho – Terça – Munique

A sugestão da colega Izabel, foi aceita por quase todos, o fantástico Museu de Tecnologia!

Oficialmente nossa viagem acabava em Munique, fizemos uma reunião de despedida. Mas apenas 6 de nossos colegas seguiriam para o Brasil, e a Betina continuaria na Alemanha.

Eu comuniquei ao grupo que nos seguiríamos viagem até Paris, 27 dos colegas decidiram seguir junto.

Queremos agradecer a todos os que acreditaram nesse sonho!!!

Nos vemos nas aguas do mundo!!!

Marcos Pinheiro

Viajantes:
1 – Renato – São Paulo – SP
2 – Ione – São Paulo – SP
3 – Teresa – Brasilia – DF
4 – Maria Teresa – Brasilia – DF
5 – Liz – Brasilia – DF
6 – Airan – Brasilia – DF
7 – Rosa – Porto Alegre – RS
8 – Roque – Porto Alegre – RS
9 – Valdinei – Florianópolis – SC
10 – Leila – Curitiba – PR
11 – Flavia – Porto Alegre – RS 
12 – Lucia T – São Paulo – SP
13 – Luis T – São Paulo – SP
14 – Solange – Curitiba – PR
15 – Alessandra – Blumenau – SC
16 – Carlos – Blumenau – SC
17 – Vanessa – Porto Alegre – RS
18 – Lucimara – Toledo – PR
19 – Jonas – Toledo – PR
20 – Brunini – São Paulo – SP
21 – Betina – Laranjeiras do Sul – PR
22 – Marcos – Toledo – PR
23 – Juliana – Toledo – PR
24 – Daniela – Brasília – DF
25 – Denis – Porto Alegre – RS
26 – Neusa – Porto Alegre – RS
27 – Raymond – Rio de Janeiro – RJ
28 – Rosane – Curitiba – PR
29 – Sergio – Criciúma – SC
30 – Evanice – Curitiba – PR
31 – Izabel – Florianópolis – SC
32 – Rodrigo – Porto Alegre – RS
33 – Rosalba – Porto Alegre – RS
34 – Barbará – Florianópolis – SC
35 – Maria de Fátima – Porto Alegre – RS
36 – Marcus Augusto – Florianópolis – SC
37 – Léia – Florianópolis – SC
38 – Marcos – Florianópolis – SC

Viajantes convidadas:

Lucia Moreira, Adriane e Claudia Donini!

DEZEMBRO 2013 – TRAVESSIA MAIOR PISCINA DO MUNDO– CHILE (16ª VIAGEM)

DEZEMBRO 2013 – TRAVESSIA MAIOR PISCINA DO MUNDO– CHILE (16ª VIAGEM)

Diário de Bordo por Marcos Pinheiro

Antes de ficar procurando erros de português, curta a viagem!
Mas se achar os erros, me mande, obrigado!

Dia 0 – 10 de dezembro de 2013

A viagem começa para 6 viajantes, Mauricio que veio de carro de Araranguá, sul de Santa Catarina, deixou seu carro em minha casa em Florianópolis, nos juntamos e fomos para o aeroporto de Florianópolis, conduzido por meu filho Marcus Augusto e de piloto meu sobrinho Vinicius. Um pequeno atraso do voo para São Paulo, chegamos e logo encontramos com a Cristina de Toledo e com o Rodrigo de Porto Alegre. Dormimos em pequenas “gaiolas”, um hotel dentro do aeroporto de Guarulhos.

Dia 1 – 11 de dezembro de 2013

Logo encontrei o grupo Talentos do Capão de São Paulo, aos poucos os viajantes foram de juntando, somente o casal Romeu e Rita de São Paulo, foram em um voo antes do nosso!

Um grupo bem heterogêneo, com a Carolina de 1 ano e a Irene de 79 anos!

O maior grupo de viagem até então, 39, estou com suporte do amigo Kilian e do sempre presente Valdinei!

Todos acomodados no avião a Silvana lembrou que era o dia 11 de 12 de 13!

Classe executiva!!!!

Não sei porque, mas a companhia aérea colocou duas das colegas na classe executiva. A Angela pediu para ficar com a irmã, que estava na classe econômica. Eu fiz o tremendo esforço para trocar de lugar com a Angela, fiz minha estreia na classe executiva!!!!

Foi, claro uma excelente e agradável experiência, a companhia da Tania de Curitiba, foi muito divertida!

Alguém disse que eu merecia, acredito que no momento, talvez eu merecesse sim!!!!

Vi um filme, que me emocionou, apesar de já ter visto antes, teve uma forte representação no momento da viagem e na minha vida!

A Maquina do Tempo, mostrou que não podemos mudar o passado, mas o futuro sim esta em nossas mãos, podemos escolher nosso caminho\destino!!!!!

Um voo muito tranquilo até Santiago. Eu tinha alertado os grupo dos possíveis e prováveis imprevistos que acontecem em uma viagem, dei o exemplo da possibilidade de nosso ônibus não estar no aeroporto. Uma das mochilas não chegou, o Kilain ficou para tentar resgatar a mochila, o ônibus nem sinal do cartaz com meu nome!

Procuramos muito o motorista, não achamos, fui atrás de um novo transporte, acabei contratando 4 vans que nos levaram tranquilamente para nosso hotel porto seguro em Santiago!
Me perguntaram como consegui tão rápido as vans, eu comparei com uma Travessia, quando esta um mar calmo e tempo bom, tudo é muito fácil. Agradeci ao grupo pela tranquilidade com que eles esperaram a resolução da situação. Em poucos minutos, o Kilian estava no hotel com a mochila!

Depois descobrimos que o motorista do ônibus estava com uma plaqueta com o nome dele, ahhhh não!!!!!!!!!!!

Duas horas de descanso, almoço no restaurante do hotel, saímos para caminhar pelo centro e trocar dinheiro. Dinheirinho na mão, fomos ao palácio La Moneda, a praça de Armas. Parte do grupo se perdeu, mas estavam como Kilian. Quando chegávamos perto do mercado, fomos comer na empanadas Zunino (esse nome me lembra um time da segunda divisão…), encontramos o grupo perdido, isso é sintonia!!!!

Voltamos ao hotel de metro, sem antes dar uma passadinha no Mercado de Artezanias!

Eu o Valdinei e o Mauricio saímos para correr, foram 40 minutos em volta do cerro Santa Lucia e as margens do Rio Mapocho!
Acabamos a noite bebendo vinho no quarto, uma garrafa de 1,5 litros, Conha y Toro, que custou a fortuna de 9 reais!!!!
Mas os bebedores eram tão “degustadores” de vinho que o nível do vinho pouco baixou!!!

Agora bateu o cansaço!

Boa noite.

Dia 2 – 12 de dezembro de 2013

Sem hora para acordar, mas o povo madrugou por volta da 8h. Nossa programação era visitar o Mall sports, um shopping com 70 lojas só de esportes. Um imprevisto, um dos nossos se sentiu mau!
O Kilian voltou com o amigo, o Jonas que é médico, prontamente abandonou o passeio para atender o doente!

Eu, levei o grupo para o shopping, mas logo voltei, estava preocupado!
Chegando no hotel, encontrei o Jonas, que logo me tranquilizou dizendo que estava tudo bem, que o problema era uma leve indisposição estomacal!
ufa!!!

Compramos comida e seguimos caminho para San Alfonso del Mar. No meio do caminho paramos em um “boteco”, a tia se apavorou com 38 pessoas invadindo a casa dela!
Foram 28 empanadas e 15 sanduiches, uma delicia!!!!

Uma breve passada na vinícula Veramonte. Chegamos a San Alfonso del Mar, um vento frio, mas a agua estava agradável, com aproximados 23 graus!

A informação que nos deram na administração nos preocupou, não era mais permitido nadar na piscina, por um problema ocorrido no verão passado!
Fui conversar com o administrador se podemos nadar ou não, caso ele diga não, nós seremos os últimos a nadar na piscina e será ultima viagem para o Chile!

Amanha pela manha vamos saber o veredito!

Juntamos 9 colegas e saímos para correr pela orla de Algarrobo!

O Valdinei, Geandré e Vinicius Cruz, disparam na frente, acabaram se perdendo, nós, eu, Michel, Rodrigo, Rubens, Gomes e Maria, esposa do Gomes, corremos até um clube de vela, corremos 1 hora. O Rubens disse que foi a maior corrida da vida dele!
Foi ótimo, voltamos pra casa cansados e felizes!

Volta para o quarto, aguardando o primeiro “rango”, com a pilotagem do Michel!
Um macarrão a bolonhesa, espetáculo!!!

Nós 6, Kilian, Mauricio, Rodrigo, Michel, Valdinei e eu, passamos muito bem, nossa primeira e hamônica refeição em San Alfonso del Mar.

Dia 3 – 13 de dezembro de 2013

Um dia importante, falar com o chefe das piscina. Quem estava doentinho acordou bem, um dos componentes do quarto acordou com um piriri, também conhecida como ligeirinha!
Os cuidados foram tomados para resolver os “pobremas”, o mais uma vez, so podemos ter dor de barriga, porque o “dotori” é Gastro!

Fomos eu e o Kilian conversa com senhor Ubaldo. Tinhamos 3 planos, somente 2 seriam apresentados a ele!

1º Plano – Abrir para que nademos, sempre que viéssemos aqui!

2º Plano – Nadarmos somente esta vez e nunca mais voltamos e essa seria a ultima viagem para o Chile!

3º Plano – Que não foi apresentado a ele, vamos nadar em um determinado momento, quando eles descobrirem, já estaremos do outro lado!

A conversa começou com ele explicado os motivos para não nadar e dizendo que era uma determinação superior!
Ele inicialmente disse, de forma alguma!
Mas ele foi atencioso e simpático, mostrei pra ele o troféu de comemoração por atravessar a piscina. Saímos de lá com a promessa dele em reavaliar a situação!
Como não foi não!
A resposta foi boa!!!!

Ele ficou de me comunicar quando tivesse a resposta. Até agora, as 17h26m, nenhuma resposta!

Enquanto aguardamos essa resposta, decidimos que nadaremos domingo as 11h, como dizem eles, “SI O SI”. As 10h30, levei parte do grupo até Isla Negra, a principal casa de Pablo Neruda, Isla Negra. Todos fomos de Liebre, pequenos ônibus velhos que fazem um excelente em todo o litoral do Chile. Voltei para a San Alfonso e levei outro grupo para Isla Negra. Ganhei 2 presentes para não esquecer na vida, os 2 foram por palavras escritas pela internet. Eu e o Valdinei, acabamos “filando uma boia” no quarto do Capão!
Um arroz unidos venceremos, parecido com minha querida e saudosa vó Rita!
Nesse momento, enquanto escrevo, aguardamos para ir as 7h na piscina de agua quente!
Pela primeira vez de todos que já vieram aqui comigo, alguém nadou no pacifico. Valdinei, Rubens, Michel, Mauricio, Geandré, Sara, Vinicius Cruz, Vinicius Gomes, Mateus, Iris, André, Sabrina, Tifani e André!

Parabéns pela coragem!!!

O Mauricio e Valdinei entraram no mar na frente do condomínio, o Mauricio lançou um novo tipo de jacaré (pegar onda sem prancha) o carrinho!!!!

Na borda da hidromassagem foi articulado o plano para nadar na PISCINA MA/iS GRANDE DO MUNDO!

Tem uma pessoa, que prefiro preservar a identidade, coletou informações importantes com os funcionários de San Alfonso. Ficamos entre 2 horários, sábado as 20h30 ou domingo as 7h da manha!
Analisando todas as possibilidades, chegamos a conclusão que domingo as 7 da manha, seria o melhor momento, por ser dia da eleição presidencial, os funcionários chegarem somente as 8h. Deixo claro que não se trata de uma ilegalidade, mas de uma falta de informação e de consideração deles em não avisarem que não era mais permitido nadar!!!

Após um relaxante banho na piscina térmica, fomos para o restaurante no aquário, para cantar parabéns para a Renatinha!

Terminamos a noite, eu o Kilian e o Michel ao som de Ana Carolina cantando Evidencias!!!!

http://letras.mus.br/ana-carolina/98089/

Dia 4 – 14 de dezembro de 2013

Saímos as 8h da manha, nossa direção era o Lago Curauma. Fomos os primeiros a chegar, um dia frio, com neblina e muita fumaça saindo do lago, o que indicava um bom sinal, que a agua estava mais quente e temperatura fora!

Com um pequeno atraso de 1 hora, iniciaram as provas, nos 500 metros, participaram a Ketlen e a Lucimara, que fez sua primeira Travessia. No 1500 metros nadaram, Valdinei, Mauricio, Michel, Rodrigo. Nos 3000 metros, nadaram, Vinicius Gomes, Rubens, Tania e Geandré! No 5000 metros nadaram, Iris, Vinicius Cruz, Tifani e Mateus. Nos 10000 metros nadou a Sara, que teve a grande oportunidade de nadar com a maior atleta Chilena de todos os tempos, Kristel Köbrich. No fim do evento recebemos o troféu como maior equipe!

Passamos para almoçar em Valparaiso, seguimos para Viña Del Mar, vimos o relógio de flores, em Reñaca vimos os Leões Marinhos!

Voltamos para San Alfonso com mais um dia repleto!

As 22h, fizemos um jantar coletivo no ap 512, capitaneado pelo Jonas!
Cada um dos apartamentos fez sua comida, e levou junto com bebidas pratos e talheres. Um verdadeiro banquete, uma comida melhor que a outra!
Resgatamos o verdadeiro compartilhamento dos povos antigos. Eu falei algumas palavras, outros também falaram, a emoção bateu forte em todos!

Amanha é o dia…..

Eu, o Valdinei e o Rodrigo, acabamos a noite escutando, Primeiros erros do Capital Inicial!

http://letras.mus.br/capital-inicial/6791/

Dia 5 – 15 de dezembro de 2013

Acordamos as 6h00, encontramos o povo natatório na recepção do nosso bloco. Caminhamos em direção aoextremos norte da piscina, entramos na piscina pequena para aquecer, seguimos a caminhada até a parte de traz do restaurante. O Gomes caminhou até a guarita, o guarda perguntou se ele iria nadar, e se ele falava português, com ambas as respostas negativas, ele se acalmou, eu cheguei e dei o sinal para todos entraram na agua. Eram 11 os desbravadores, provavelmente foram os últimos a atravessar a maior piscina do mundo nadando!
O chefe da segurança, tranquilamente nos observou, eu falei para ele ficar tranquilo que era somente uma volta na piscina!

Entreguei os troféus com o nome de cada um, uma satisfação para mim e para todos os que nadaram. O Kilian, que talvez nunca tinha nadado tanto na vida, achava que não conseguiria, mas chegou ao final!

CONFESAMOS QUE NADAMOS!!!!!!!

Quando saímos para correr, nos dias anteriores, observei que um canto da praia, as pedras rolavam com a força das ondas, formando os chamados seixos rolados, essas pedras arredondadas de rio ou mar. Me lembrei de uma das historias de um antigo personagem do folclore brasileiro, o Pedro Malazarte. Certo dia, sem nada para comer em casa, teve a ideia de fazer uma sopa de Pedra. Juntou três pedras, e passou na casa de seus vizinhos, e pediu em cada casa, um ingrediente para fazer uma sopa de pedra!
Inspirado nessa historia, fomos até o ninho de pedras, onde escolhi 3 pedras, representando minha família!
Cada uma delas com uma diferente forma, quase como diferentes estágios de evolução!
Cada uma de cada cor e composição como cada um de nos!

Escolhi pedras que estavam de movendo com a força do mar!

PEDRAS VIVAS!

Após uma breve parada para o desajunto, voltamos felizes para ajustar nossa bagagem para começar o caminho de volta pra casa!

Na entrega das chaves dos apartamentos, agradeci ao administrador e por final disse a ele, "Confesso que nadamos!"
Ele me disse sorrindo, "Muitas coisas são ilegais no Chile, mas se faz!!!"

Nosso motorista nos sugeriu visitar um lugar, que fica bem próximo a San Alfonso, um lindo e primitivo lugar chamado Umedal. Omar disse que era um lugar, como o lugar onde chegou Cristovam Colombo. Uma desfiladeiro, com uma vegetação diferente da região sustentada pela umidade, por isso o nome do lugar!
(neste momento escuto o lindo discurso de vitória de Michele Bachelet)

Voltamos para Santiago, durante a viagem foram realizadas as ultimas tarefas da gincana, que fez a viagem passar bem rápido!

Como um pai, uma mãe que sente a síndrome do minho vazio, eu me senti assim!

O grupo, não era aquele grupo acanhado que chegou dia 11 de dezembro, hoje apenas 5 dias depois, estão todos DESCOLADOS!

Não dependem mais de mim para caminhar, passear, descobri, desvendar a cidade!

Mas afinal, para isso estou aqui, SIGAM SEUS CAMINHOS!

Como falei no primeiro dia, não voltamos igual, em alguns é nítida a diferença!!!

Dia 6 – 16 de dezembro de 2013

Tentamos alugar bicicletas em Santiago, não era pra ser!

Cada um seguiu seu rumo!

Eu, o Valdinei e o Rubens, fomos na rua San Diego, que tem 50 lojas de bicicletas!

Acabamos trazendo uma bela bike aro 29!

Na volta pro hotel, me recordo da contribuição de cada um, a experiência, as historias, as palavras!

Dia 7 – 17 de dezembro de 2013

Últimos ajustes antes de partirmos para o Aeroporto, o grupo recebeu elogios do motorista do ônibus e do hotel, como um grupo tranquilo e com pessoas felizes e educadas!

Fizemos uma foto oficial na frente do hotel.

1m

 

Finalizamos a gincana, que com certeza trouxe um aprendizado sobre o Chile a todos nós, distribuímos as camisetas de premio e seguimos para nosso ultimo deslocamento de ônibus!

Todos se despedindo de todos, alguns não nos veremos nunca mais, mas a maioria nos encontraremos em alguma travessia ou viagem.
Obrigado pela confiança em nosso trabalho!

Até a próxima!

Marcos

Os tripulantes:
1 – Matheus – São Paulo
2 – Gomes – São Paulo
3 – Vinicius Gomes – São Paulo
4 – Tiffany – São Paulo
5 – Sarah – São Paulo
6 – Marcia – São Paulo
7 – Vinicius – São Paulo
8 – Ana Cristina – São Paulo
9 – Iris – São Paulo
10 – Maria Luiza – São Paulo
11 – Maria – São Paulo
12 – Andre – São Paulo
13 – Lucia – São Paulo
14 – Rubens – São Paulo
15 – Simone – São Paulo
16 – Carolina – São Paulo
17 – Carlos – São Paulo
18 – Ruth – São Paulo
19 – Elisangela – Curitiba
20 – Geandre – Curitiba
21 – Sabrina – Curitiba
22 – Michel – Curitiba
23 – ketleen – Curitiba
24 – Jonas – Toledo
25 – Lucimara – Toledo
26 – Mauricio – Ararangua
27 – Valdinei – Florianópolis
28 – Cristina – Toledo
29 – Elisa – Toledo
30 – Silvana – Curitiba
31 – Irene – Curitiba
32 – Renata – Curitiba
33 – Rodrigo – Porto Alegre
34 – Angela – São Paulo
35 – Tânia – Curitiba
36 – Romeu – São Bernardo do Campo
37 – Rita – São Bernardo do Campo
38 – kilian– Florianópolis
39 – Marcos Pinheiro– Florianópolis

Assinar este feed RSS