marcos2

marcos2

4º FESTIVAL O SERTÃO VAI VIRAR MAR

4º FESTIVAL O SERTÃO VAI VIRAR MAR
17 a 19 de agosto de 2018
Piranhas - AL

A historia

Há muito tempo estávamos de olho nos Cânions do Talhado, no Lago Xingó.
Em março de 2014, uma visita dos amigos Teresa e Lorito na cidade de Piranhas, era literalmente a gota dágua, para transbordar a Travessia nas Águas do Velho Chico.
Teresa, nadadora, disse que o lugar era lindo, e que talvez fosse um ambiente perfeito para uma Travessia.
Eu tratei de ir logo, convidei o amigo Vitor e seguimos viagem.
Em Maceió tivemos o suporte dos amigos Cilmery e Bruno.
Chegando a Piranhas fomos recebidos pela Jake e o Washington.
Eles nos mostraram a região e ficamos surpresos com os Cânions, mas o coração bateu forte pelo Velho Chico,
de Piranhas até Entremontes, certamente o a mais belo trecho dos seus 2830 km.

P1040429

 

Listagem de Inscritos - Clique Aqui!

 

Incluído na inscrição:
1 - Uma camiseta
2 - Uma touca
3 - Transporte de catamaram do Restaurante Angicos (chega dos 12 km), de volta para Piranhas.
4 - Troféu para os que completarem a prova.
5 - Participação no treino no Porto de Piranhas dia 19.
6 - Palestra

Obs: O transporte da chegada para o Restaurante Angicos, será feito pelo barqueiro de cada atleta.

ATENÇÃO: NÃO SERÁ PERMITIDO NENHUM NADADOR SEM ACOPANHAMENTO!!!!

LEO1

Quem acompanhará os atletas serão os barqueiros de Entremontes e Piranhas,
cabem duas pessoas em cada barco, os pescadores sabem os “atalhos” e cada corrente do rio.
Nós temos o contato dos barqueiros, vamos confirmando cada um a medida que sejam feitas as inscrições.
O valor do acompanhamento é aproximadamente R$ 100,00.
O pagamento deve ser feito antes ou depois da prova. 
Os barqueiros seram apresentados no dia da prova. 

Para adquirir o pacote da viagem com transporte no local para todas as provas e hospedagem enviar email no Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Veja os detalhes do pacote aqui:

http://travessias.com/travessias-pelo-mundo/item/390-agosto-2018-travessia-no-velho-chico-sertao-de-alagoas-aracaju

Leia atentamente até o final!

:: INSCRIÇÕES

Para efetuar a inscrição siga os passos abaixo:

1º Passo:
Leia o REGULAMENTO ao final desta página.

2º Passo:
a) Pagamento via depósito bancário 
:

Enviar por email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou WhatsApp 48 99947 0292, o recibo de depósito bancário ou print da tela de confirmação de pagamento do cartão de crédito,
com o nome e a prova (local e percurso) que deseja realizar.

O pagamento poderá ser feito via depósito bancário em nome de:
Arléia M Demétrio:
Itau Ag 4730 c/c 00017-3;
Marcos H O Pinheiro 
Caixa Econômica Federal Ag 1011 Operação 001 c/c 11953-0;
Banco do Brasil Ag 3420-7 c/c 66638-6

 

3º Passo:
Preencher o CADASTRO (somente preencher após efetuar o pagamento)Clique Aqui!
O preenchimento do cadastro não garante vaga, somente é válido após o recebimento do comprovante de pagamento.


Valor da inscrição por Atleta:

3Km, 6Km e 12Km:

- R$160,00 até o dia 20/06/2018;
- R$170,00 até o dia 20/07/2018;
- R$190,00 até o dia 10/08/2018;
- R$220,00 na semana da prova se houverem vagas;

Incluído na inscrição:
1 - Uma camiseta
2 - Uma touca
3 - Transporte de catamaram do Restaurante Angicos (chegada dos 12 km), de volta para Piranhas.
4 - Troféu para os que completarem a prova.
5 - Participação no treino no Porto de Piranhas dia 19.
6 – Palestra

OBS: O Treino nos Canions dia 17/08/2018 deve ser comunicado com antecedência e o pagamento poderá ser feito no dia.

Eventos do Festival:

4º TREINO LIVRE CANION DO TALHADO
4ª TRAVESSIA VOLANTE – LAMPIÃO 12 Km / 6 km / 3 km
1º TREINO DO VELHO CHICO – 10 X 150m.

PROGRAMAÇÃO

Dia 17/08/2018 - Sexta-feira

P1040440

09h30 - Saída para o Treino livre nos Cânions do Talhado.
12h30 - Almoço
14h00 - Retorno a Piranhas
Tarde Livre para caminhar pelo Centro Histórico de Piranhas, visitar Museu.
19h30 - Congresso Técnico em Piranhas
20h00 - Palestra - Travessias Pelo Mundo - Aventuras de um Nadador Pangaré. 

Dia 18/08/2018 - Sábado

Sem título1

TRAVESSIA VOLANTE LAMPIÃO 12km (Maratona Aquática entre Piranhas e Entremontes)
TRAVESSIA VOLANTE LAMPIÃO 6km
TRAVESSIA VOLANTE LAMPIÃO 3km

7h00 - entrega dos kits aos competidores
8h00 - Largada 12Km
8h05 - Largada 6Km (chegada na linha de alta tensão)
8h10 - Largada 3Km (chegada no pastinho)
12h00 - chegada em Entre Montes
13h00 - almoço (não incluío, valor aproximado 30 reais)
É possível fazer a trilha até a Grota do Angico, local da morte de Lampião.
16h00 - Retorno para Piranhas.
20h00 - Desfile das delegações e premiação na Praça de Piranhas.

Dia 19/08/2017 - Domingo

TREINO DO VELHO CHICO, PORTO DE PIRANHAS 10 X 150M ( Atravessar Alagoas para Sergipe e Sergipe para Alagoas)
 9h00 - Encontro no porto de Piranhas
 9h30 - Inicio
10h30 - Fim das atividades do festival.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1 - Em que cidade são os eventos?
A sede do Festival é na cidade de Piranhas, Alagoas.

2 - O que vai acontecer no dia 17 de agosto, Sexta feira?

Treino nos Cânions

Cada participante deve ter seu transporte para ir até o Restaurante karrancas, um catamaram nos levará até o fundo do Cânion
Um barco vai nos acompanhar por 1 km, um breve descanso, voltamos até onde estará o catamaran, mais 1 km. 
Voltamos de catamaran ao restaurante karrancas, almoçaremos. 
O valor do Passeio é de R$ 140,00 por pessoa, barco e almoço, valor para nadadores e acompanhantes. 

19h30 - Congresso Tecnico. 
20h00 - Palestra: Travessias pelo Mundo - Aventuras de um Nadador Pangaré, com o Professor Marcos Pinheiro.  No centro de Piranhas


3 - O que vai acontecer no dia 18 de agosto, sábado?
Travessia Volante - Lampião. 12 km, 6km, 3km.
Largada no Porto de Piranhas, chegada em Entremontes, a prova de 12 km.
Quem nada 6 km, faremos uma chegada na metade do percurso, uma pessoa de nossa equipe, vai registrar a chegada,
quem desejar pode seguir nadando.
Quem nada 3 km, faremos uma chegada no Pastinho na metade do percurso, uma pessoa de nossa equipe, vai registrar a chegada,
quem desejar pode seguir nadando.

4 - NENHUM NADADOR PODE NADAR SEM ACOMPANHAMENTO!!!
Todos devem ter um barco de acompanhamento!
Sugerimos que os nadadores de 12 km, não dividam barco de apoio, 
os nadadores de 3 e 6 km, se tiverem o mesmo ritmo, podem compartilhar. 
Quem levar caiaque próprio pode usar!

Nós temos os contatos dos barqueiros de Piranhas e Entremontes, vamos indicar um barqueiro para cada nadador.
Os barcos de Entremontes, a comunidade mais carente, são barcos tradicionais, cabem até 2 pessoas, os barqueiros tem muita experiência,
descem o rio remando com os nadadores, caso precisem eles ligam o motor.
Os acompanhantes podem ir junto no barco!!!

Considerem que o tempo de Travessia de vocês é o tempo que os acompanhantes vão ficar expostos no barco de apoio,
eventualmente será possível parar e tomar um banho de rio.
NÃO ACONSELHAMOS LEVAR CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS NO BARCO DE APOIO!
Salvo crianças que tenham experiência, são de 2 a 3 horas de prova.
Combinem com o barqueiro os detalhes.
A grande maioria já sabe como fazer, eles descem o rio acompanhando.
O valor aproximado do barco é de R$ 100,00.
Após a chegada, o barqueiro de cada nadador, leva até o restaurante Angicos, que fica a 2 km do local de chegada. 

No restaurante Angicos:
Tempo para almoço no Restaurante Angicos e fazer a caminhada até a Gruta do Angico, onde morreu Lampião.
Tempo para descansar, final de tarde, voltamos a Piranhas de Catamaram.
Valor aproximado da refeição, 30 reais por pessoa.
Essa prova é em forma de desafio, todos ganham o mesmo troféu!
Nós acreditamos que nadar 12 km no Velho Chico é a grande vitoria!
A disputa é pessoal, não com os demais!
Os acompanhantes devem comprar em Piranhas um ingresso para voltar de catamaram até Piranhas,
juntos com os nadadores, o valor é de aproximadamente 40 reais.

5 - Podem mais de um nadador nadar com o mesmo barco?
Sugerimos que os nadadores de 12 km, não dividam o barco, experiencia de anos anteriores, 
cada um acaba indo em um ritmo diferente!!!

6 - Ritmo da prova de 12km, 6km, 3km.
Um amigo nosso, o Osni, faz em media 1h nos 3 km em condições normais.
Na prova do Velho Chico em 2015, ele fez, 1h nos primeiros 6 km, e 2,30h nos segundos 6 km.
Na prova de 2017, um nadador que faz 1h em 3km, fez 1,30 nos primeiros 6 km, menos correnteza. 

7 - Quem deseja nadar o 6 km, mas não sabe se tem condições:
Quem já nadou 1 e 1,5 km, tem condiçoes de nadar 3 km.
Quem já nadou 3 e 4 km, tem condiçoes de nadar 6 km.
Quem já nadou 5 e 6km, tem condiçoes de nadar 12 km. 

8 -  Acompanhantes, como descem o rio?
Os acompanhantes tem duas formas, ir no barco de apoio do nadador, nesse caso não tem valor extra, pois o nadador já tem que pagar o barco.
A segunda opção é no catamaram da Celio Tur, que vai ate o restaurante Angicos, saída as 9h.
O restaurante Angicos que fica a 2 km do local de chegada.
A volta será junto com os nadadores, no mesmo catamaram, o custo da volta para acompanhante é aproximadamente 40 reais.
Valor aproximado do passeio, ida e volta, 80 reais por pessoa, ida e volta.
Os acompanhantes devem solicitar ao pessoal do restaurante Angicos que os levem para ver a chegada dos nadadores em Entremontes! Eles devem fazer, fizeram nos anos anteriores.

9 - O que vai acontecer no dia 19 de agosto, Domingo?
Vamos fazer treino no Porto de Piranhas, cruzando o Rio São Francisco.
Idas e voltas, entre Alagoas e Sergipe 10 x 150 metros.

10 - Tem um pacote de viagem para o evento?
SIM!!!
Nós vamos esperar os grupos em Aracaju, entre 12 e 18 horas do dia 16 de agosto, Quinta-feira.
Quem chegar até as 15h, buscaremos no aeroporto para dar um passeio por Aracaju.
Às 18 horas, vamos buscar o restante do grupo, e vamos direto para Piranhas.
Paramos para jantar no meio do caminho.
Esse mesmo ônibus levará os nadadores e acompanhantes que estiverem no pacote, para o treino dia 17!
Voltaremos para Aracaju, domingo as 12h.
O pacote também inclui uma noite em Aracaju no domingo dia 19 de agosto.

PACOTE PARA VIAGEM (o pacote não é obrigatório, cada um pode chegar a Piranhas como quiser!)

Aqui link do pacote da viagem:

 

 4ª TRAVESSIA VOLANTE - LAMPIÃO 12Km
Atenção: tempo da prova de 12 km.
O tempo para completar a prova é de 4h, caso ultrapasse pouco esse tempo, esperaremos!
IMPORTANTE: OS PERCURSOS PODEM SER ALTERADOS DE ACORDO COM AS CONDIÇÕES DO TEMPO E DA VAZÃO DO RIO!
Muito dificil que isso aconteça. 

PREMIAÇÃO
Prova de 12 km, 6 km e 3 km.
Disputa em forma de Desafio, sem premiação no geral ou categoria, todos receberam troféus.

IMPORTANTE!
Os nadadores que optarem por nadar o 3Km e os 6 Km, por experiência dos anos anteriores, terão vontade de continuar nadando.
Podem continuar nadando desde que registrem sua passagem nos 3Km para quem for do 3 e nos 6Km para quem for do 6.
Cada quilômetro estará marcado, parem em uma das marcações e anotem o tempo, posteriormente informem à organização.

DECLARAÇÃO DO TÉCNICO E CERTIFICADO:
Todos os nadadores devem apresentar a declaração do seu técnico com CREF informando que está apto a nadar essa determinada distância.
Nadadores a cima de 60 anos devem apresentar o atestado médico informando que está apto a prática dessa atividade física.

CONSIDERAÇÕES
a) O horário, o trajeto e as distâncias das provas podem ser modificados em virtude de condições de tempo e segurança, inclusive mudança de local para onde houver melhor condição de realizar a prova;
b) Atletas no pódio somente com camiseta;
c) O resultado da prova será divulgado no terceiro dia após cada prova no site www.travessias.com;
d) Roupa de Natação: Em todas as provas com temperatura igual ou inferior a 22,9°C graus, podem ser utilizadas quaisquer roupas, inclusive neoprene.
Previsão da temperatura 26,5 graus. As roupas aprovadas pela Fina podem ser usadas em qualquer temperatura.

CONSELHOS
Por segurança dos demais nadadores, não nadar peito na passagem de bóia, caso tenha.
Usar bloqueador solar.
Não estrear óculos e trajes de natação no dia da competição.
Descansar na noite anterior.
Não mudar alimentação na noite anterior e na manhã do dia da prova.
Não ingerir bebidas alcoólicas no dia\noite anterior e na manhã do dia da prova.
Faça alongamento.
Faça uma visualização da competição, pense em coisas boas para relaxar a mente.
Dirija com tranqüilidade até Piranhas.
Manter sempre a calma e principalmente DESFRUTAR O MÁXIMO a competição, as amizades e as viagens.

HOSPEDAGEM
A cidade de Piranhas tem um grande número de pequenas pousadas, em sua maioria, famílias que transformaram suas casas em pousadas.

ALIMENTAÇÃO
A cidade de Piranhas é bem servida de restaurantes, desde buffet por kilo, sushi, pizzas, especialidade, peixes de rio com acompanhamentos de comida do Sertão!

COMO CHEGAR
De carro para o GPS:
Rua:  Antônio Rodrigues – Piranhas –Alagoas. Porto da Cidade.

Desde Maceió:
São 266 km, feitos em 4h, estrada boa, pouco movimento.
Tenha mapa e GPS em mãos, não existem placas indicando o caminho até Piranhas!!!

Desde Aracaju:
São 220 km, feitos em 3,5h, estrada que requer muita atenção, parte em lenta duplicação, sem indicações para chegar a Piranhas.

Distancias até Piranhas:
- De carro de Recife - 428 km
- De carro de João Pessoa - 541 km
- De carro de Natal - 707 km
- De carro de Salvador - 511 km
- De carro de Brasília - 1700 km
- De carro de Curitiba - 2650 km
- De carro de Florianópolis - 2957 km

Qualquer outra questão, mandem pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Atendimento 48 3232 8323 - 13h30 as 19h30

ORGANIZAÇÃO

O evento será organizado por Travessias.com

Responsável técnico Professor Marcos Pinheiro CREF 3\210

SETEMBRO 2015 - A, B, C E PANAMÁ (22ª VIAGEM)

SETEMBRO 2015 - A, B, C E PANAMÁ (22ª VIAGEM)

Diário de bordo viagem ABC 2015. ARUBA, BONAIRE, CURAÇAU + PANAMÁ

Dia zero – 20 de setembro de 2015.

O grupo estava dividido em três, partidas do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. No Rio de Janeiro, o primeiro encontro, viajantes de Florianópolis, Curitiba, Itajaí. Um vôo tranqüilo até a Cidade do Panamá.

2d

Primeiro dia – 21 de setembro.

A cada momento se juntavam os viajantes de Porto Alegre e Brasília! Em pouco tempo, todos os 18 viajantes já estavam juntos!
Primeira constatação, o real não vale mais nada, praticamente virou pó!!!
Para fazer uma comparação de preços, o celular J7 da Samsung, que no Brasil pode ser encontrado por 1200 reais, para pagar em 10 vezes, esta 308 dólares no Panamá, 308 x 4 = 1232 reais.

3d

Pegamos o vôo para Curaçau, ficamos pelo aeroporto, ainda nos restava o vôo para Bonaire. O primeiro de viagem é sempre o mais tenso e onde tudo acontece.
Pois aconteceu, colegas que confundiram a palavra em espanhol “APELLIDO”, que significa sobrenome, na hora de preencher a passagem, foi tudo contornado, nos gerou muitas risadas!!! Como diz o colega viajante Roque, o primeiro dia é sempre de 48 horas... Não foi 48, mas chegou perto de 40 para quem saiu de Floripa as 9h15 da manha, como foi meu caso e do colega Valdinei, chegamos em Bonaire no final de tarde do dia 21.

4d

5d

A lógica é, ir o mais longe primeiro e depois voltamos aos poucos!
Primeira atividade em Bonaire, mergulho noturno, quem era mergulhador certificado fez mergulho com cilindro, os demais ficaram desfrutando na beira do mar um novo universo, com direito a lagostas, uns bichos diferentes e barracudas passando perto!
Como estávamos em uma pousada com cozinha, fizemos compras coletivas e o menu da noite era “macarone com carne moidone” com o desconhecido e famoso em Itajaí, Santa Catarina, Carlos Sô, batizado assim durante a viagem!
Macarone top Five!!!!!!!

Segundo dia – 22 de setembro.

A ilha de Bonaire não é grande, são aproximados 60 km de circunferência. Uma parte do grupo foi de van, um programa do tipo KWK (para não colocar as verdadeiras letras) dar meia volta na ilha. Esse grupo assim que chegou foi nadar com snorkel próximo a pousada, a outra parte alugou uma bicicleta. Teve uma pessoa, eu não vou citar nomes, que se superou, caiu da bicicleta dentro da loja, antes mesmo de dar as primeiras pedaladas!!!! Pegamos o mapa e saímos para o sul, a primeira estrada que tínhamos que achar era Karminda Sorobon! Um sol muito forte as 10h da manha, vento contra e lateral, não atrapalhava a empolgação do grupo, vimos burricos e flamingos em uma vegetação que parecia, ora caatinga, ora mangue. Não era comum fazer a volta de bike, as pessoas nos fotografavam! A primeira parada foi na Lagoa...., bem na parte conhecida como Jibe City, um paraíso do windsurf mundial, uma lagoa rasa com água azul bem clarinha, vento constante, um sonho para quem quer aprender a velejar. Ficamos uns 50 minutos, água de 32,5 graus.

6d

7d

Zarpamos sentido farol, agora todo o trajeto era a beira mar. O vento agora era lateral, incrível, na hora de ficar a favor, o vento parou!!! Muitos flamingos se alimentavam nas muitas lagoas formadas com a extração de sal, de longe era possível ver as montanhas de sal. Existem quatro pirâmides pontiagudas, cada um de uma cor, que indicavam aos navios onde poderiam ancorar para carregar! O que mais impressionou a todos era o lugar onde os escravos ficavam alojados, parecia ser uma barraca de camping de concreto!

8d

9d

Passamos pelo belo farol, muito bem conservado. Montanhas de sal e lagos rosa fazem parte da paisagem de Bonaire.

10d

11d

Apesar dos 35 km, o sol , o vento e as muitas paradas que fizemos deixou o caminho bem difícil, alguns dos viajantes, me incluo, chegaram no fim das forças!!!! Todos cansados e felizes com a conquista, da meia volta em Bonaire de bicicleta, um banho na piscina do hotel foi nossa recompensa. A noite nos esperava mais um prato de nosso chef internacional, dessa vez um “Truk Rice” a moda caribe!!!!

Terceiro dia – 23 de setembro.

As 8h30, o primeiro grupo vai para o Aeroporto, embarcamos para Curaçau. Os pilotos da Insel Air, a pequena e eficiente companhia que faz o transporte aéreo entre as Pequenas Antilhas, devem ser habilidade especial, decolar e pousar com vento constante, dia e noite! Nos velhinhos e muiiito bem conservados foker 50, para 46 passageiros, decolamos as 10h25, as 10h45 estávamos em Curaçau. Ano passado por desatenção não mandaram a van que eu aluguei, não que de novo, a van não estava. Eu e o Valdinei fomos de taxi até a empresa que não era longe. José, filho de imigrantes madeirenses, em Curaçau desde os 4 anos de idade, foi nosso motorista! Ele disse que tentou morar na Ilha da Madeira, mas não se adaptou ao frio! Os serviços em Curaçau são mais lentos, não reclamemos, eles vivem em paz e sem estresse! Tudo acertado, levamos a van e voltamos ao aeroporto, os colegas se surpreenderam comigo na boleia!! Alugar uma van nos da liberdade, de poder ir para qualquer lugar sem depender de tempo. Uma pena, roubaram a ponte! A tradicional e famosa ponte móvel de Curaçau, que liga o centro da Cidade, Punda a Otrobanda, onde fica nosso hotel, esta em reforma, e não estava no lugar, o transporte era feito com dois barcos, almoçamos em um restaurante chinês, onde os curaçalenhos comem, não um restaurante turístico! Compramos umas frutas no mercado flutuante, barcos que vem da Venezuela para vender frutas na margem de um mini porto no centro. Um dos vendedores disse que as frutas chegam toda semana e cada barco fica dois meses, eles voltam pra casa ficam uma ou duas semanas e voltam a Curaçau, essa tradição tem séculos disse ele. A única pretensiosa informação que ele disse era que o turismo de Curaçau dependia do mercado flutuante... Menos batista!!!! (expressão usada em um antigo programa humorístico, para quem tem menos de 30 anos!) Voltamos ao aeroporto, pegamos mais uma van para cabermos todos. Primeiro programa em Curaçau foi o fim de tarde na Mambo Beach, finalizamos com um belo fim de tarde!

Quarto dia – 24 de setembro.

Passamos na piscina publica, fizemos doação de oculos de natação.Olhem o que esta escrito na placa. " Ta Prohibido pa kore"

12d

Nosso destino era West Punt, o extremo bonito da ilha. Paramos na igreja católica de São Pedro, é talvez a única que aparece São Pedro com uma tarrafa.

13d

Bem próximo a igreja fica a Praia Grandi, uma bela praia de pescadores. Conversei com um pescador para alugar um barco, ele indicou o Marlon, que prontamente topou o serviço, fazer a segurança no percurso. Para minha surpresa, os viajantes não sabiam dos planos, mas logo toparam, minha idéia era fazer um trajeto, que talvez seja um dos mais belos do mundo, da praia Kenepa Chic para Kenepa Grandi, as mais belas de Curaçau e entre as mais belas do mundo!!! Dos 18 viajantes, 14 entraram na água, ou melhor em um aquário!!!

14d

Todos os nadadores ficaram maravilhados, a vontade era de parar a toda hora para ver os peixes! O pescador Marlon, cumpriu papel de nos dar um suporte de segurança, em um mar de águas cristalinas e sem ondas, as dificuldades são mínimas. Ficamos até as 14 horas nesse mágico lugar!

15d

Antes de chegar ao estacionamento, parada obrigatória na vó das deliciosas empanadas de frango e das cocadas. O mais engraçado eram os comentários da vó, ela não deixava passar nada! Uma de nossas colegas disse que não conhecia um dos kitutes que ela tinha, o comentário foi o seguinte:
- Não conheces, então estas fora do mundo!!!!
A ultima praia a ser visitada era Lagoon, uma pequena praia de pescadores e mergulhadores, com muitos peixes para avistar! Sobrou tempo no dia para ver o por do sol em Piskadera, fomos brindados com o transatlântico passar bem em frente a luz do sol! Eu e o Valdinei, ainda saímos para uma corrida de 5 km pelo Koredó, um belo calçadão a beira mar! Em frente ao nosso hotel é um ponto de encontro dos curaçalenhos, nos encontramos com a Valdirene, cunhada do Carlos, que mora a 1 ano em Curaçau.

Quinto dia – 25 de setembro.

Um dia livre, cada um seguiu seu caminho. A maioria foi para o Sea Acuariun, outros para o centro ver os museus, ver museus e outros para a praia. Na volta ao hotel, cada um conta suas experiências, faz parte da filosofia de nossas viagens, deixar os viajantes se virarem sozinhos e ter suas experiências pessoais. Eu, Valdinei e Thaise, fomos comer no mercado antigo, hoje uma praça de alimentação, a comida não é tão barata quanto antes, mas de ótima qualidade, apesar do aspecto do local! Encontro as 20h, cruzamos o canal para Punda, todos uniformizados tirar foto oficial no nome Curaçau! Uma grande símbolo de Curaçau, bem no centro da cidade!

Sexto dia – 26 de setembro.

Ultima manha na bela Curaçau, uma van foi para Mambo beach, continuando a política de não expor as pessoas, o grupo foi expulso da praia, porque tinha pagar 3,5 dolares para ir na praia! Nós fomos para lions beach, muito melhor não é pessoal...... Juntamos as trouxas e fomos para a Hato Cave, um pequeno parque com uma caverna bem perto do aeroporto, que também se chama Hato! Recebemos a visita da Glyselle e do Raoul, ela presidente da Federação de Natação de Curaçau e o Raoul, diretor de Águas Abertas. Eles agradeceram as doações de óculos que fizemos na piscina publica. Conversamos muito sobre futuros eventos e parcerias. Trocamos presentes e a promessa de um encontro em breve! Eu e o Valdinei, motoras das van, deixamos o grupo no aeroporto, e fomos devolver os carros. Antes de chegar ao aeroporto, o motorista que nos levou, parou em uma lanchonete, comemos um “croqueta de caracol”, croquete de alguma concha, uma delicia, parecia um pouco a massa de acarajé. Ultimo vôo pela simpática, as vezes um pouco “atrapaiada” companhia aérea Inselair. Renata e Neusa, ficaram para o segundo vôos as 19h. A amiga Esther, presidente do Clube Aruba Dolfins, tinha providenciado tudo, até o pagamento das vans, uma amiga dela, nos conduziu para até a bela pousada, são 8 apartamentos ao redor pequena e bela piscina, todos adoraram!

17d

Voltamos ao aeroporto para resgatar a Neusa e a Renata, na volta, perdemos a pousada, não por muito tempo!!! Parte do grupo foi ver o belo por do sol no farol! O cardápio da noite do chef Carlos Sô, foi rodízio de massas e molhos, dessa vez contou com os auxiliares, Sonia, Calos No, Noely, Valdinei e a Bél! Na hora de dormir, com o vento agradável e um céu lindo com lua cheia, decidi dormir na rua, muitos colegas acharam que seria um sacrifício eu achei uma grande oportunidade, alguém já dormiu na rua? Eu dormi umas 5 vezes na minha vida, me lembro de todas! Me lembro de todas!!! Essa talvez tenha sido a mais bonita iluminado pela lua cheia!

Sétimo dia – 27 de setembro.

As 9h30 seguimos para, digamos nosso único compromisso durante toda a viagem, a Travessia. Poucos minutos antes das 10 horas chegamos a Savaneta, localidade onde é realizada a Travessia, mas exatamente em frente a casa de Roly Bisslik.

18d

O maior ídolo da natação de Aruba, na década de 80 ele nadou da costa da Venezuela ate Aruba, arrecadando dinheiro para a construção de uma piscina publica que leva seu nome. Aos poucos fomos reencontramos os amigos deixados ano passado, entre eles o Roly que nos recebe como amigos. Alguns de nossos colegas, encontraram uma pessoa parecida com o Roly, e tiraram fotos com ele, era o Roly fake, mas ta valendo....kkk Confirmações de inscrições, tudo preparado e largada para as provas de 2000 e 5000 metros. Um percurso triangular, primeira parte vento lateral, o grupo devagar e sempre, largou atrás de todos, na primeira bóia nos encontramos e seguimos juntos até a metade da perna com vento contra. O Roly que mora ali a vida toda disse que foi o dia de mais vento e correnteza que ele presenciou. Em compensação a parte a favor era muito rápida. Assim que completei a primeira volta, encontrei a Sonia, nadamos juntos até o final. Foi a Travessia mais difícil de todos nos, mas, todos felizes com o desafio vencido. A água muito salgada para nossos padrões, dava vontade de tomar um litro de água, o saquinho de gelo que eles entregam na chegada não é suficiente. A mãe dos atletas se reúnem fazem comida para arrecadar dinheiro para o clube Aruba Dolfins. Eu tomei uma deliciosa e super apimentada sopa de frutos do mar. Voltamos com 5 medalhas. Nos despedimos nos amigos e fomos almoçar no Restaurante Zeroover lado da Travessia, que pertence ao irmão do roli. O restaurante tem com um numero. um sistema bem diferente de servir, você vai no caixa, escolhem que vai comer, a moça do caixa coloca em um saco plástico com um numero, dali a comida vai o salão onde é frito. Quem comeu adorou a experiência. Retornamos a pousada para mais um delicioso jantar coletivo. Tivemos o prazer de ver o eclipse total da lua em Aruba!

Oitavo dia – 28 de setembro.

Nadar em Baby beach, foi nosso programa pós Travessia. Localizada no extremo da ilha, para mim é a mais bela praia de Aruba. Vimos muitos peixes, até um cardume de lula (a lula....) A praia não é muito freqüentada por turistas que preferem fica em Palm beach. Encontramos a Professora Luz, que da aula em um projeto do governo, que atende a mais de 1000 crianças, elas aprendem a nadar no mar, depois de 6 meses, vão para a piscina. Na próxima viagem recolheremos óculos para doar a esse projeto. Próxima praia, Boca Catalina, no outro extremos da ilha, também pudemos ver muitos peixes.

19d

Ultimo programa do sai foi ver o por do sol na Capela Alta Vista, uma colina silenciosa, trás paz aos visitantes. Tivemos sorte por um lado e não por outro, estava tendo uma novena e uma missa, podemos escutar orações em Papiamento, mas ficamos sem a paz da capela só pra nos. Um churrasco foi nossa ultima ceia compartilhada.

Nono dia – 29 de setembro.

Dia de voltar, tudo arrumado, visitaremos Palm Beach, a Meca dos turistas, que para nos ficou em segundo plano. Uma das vans se perdeu, chegamos no aeroporto, fizemos nosso cheking, e ficamos aguardando ansiosamente os outros colegas, eles chegaram faltando 20 minutos para fechar o vôo, como diz o amigo Osni, no final tudo sempre da certo! Embarcamos as 13h38, chegamos as 14h30 na Cidade do Panamá! Passamos no hotel e ele nos deixou no Albrook Mall, talvez o maior shopping da América Latina. Voltamos de metro, uma maravilha tecnológica, tem somente uma linha, mas é muito usado pela população mais simples, os ricos preferem o “conforto” dos diários e mega engarrafamentos da cidade que não foi planejada para o tamanho que tem!

Décimo dia – 30 de setembro.

As 8h30 nosso motorista já estava pronto para sair, primeiro destino, visita ao Canal do Panamá. Fomos brindados com a passagem de um navio de cruzeiros pela Eclusa Miraflores, para alegria de todos, principalmente da Renata!!!

20d

Retornamos ao hotel o grupo de Brasília partiu para o aeroporto, as primeiras despedidas. Parte do grupo foi de metro até o mercado de frutos do mar, comer ceviche, prato popular no Panamá, servido em um copo plástico, o mais barato custa 1,5 dolares. Comemos também "aranitas con patacones", cabeças de lula empanadas com banata frita!

21d

Partimos para o aeroporto, daríamos uma parada, mas o mega-ultra-power engarrafamento, nos levou a seguir direto após 2 horas, em breve o metro vai chegar no aeroporto. Despedida do grupo de Porto Alegre e os viajantes do Paraná e Santa Catarina que desembarcam no Rio de Janeiro.
Quero agradecer a todos os viajantes que foram parceiros de uma viagem divertida e aventureira!

1 – Tuk Tuk – Brasília – DF
2 – Chica Chica – Brasília – DF
3 – Giuseppe – Camacho – RS
4 – Anita – Caxias do Sul - RS
5 - Valdinei – Florianópolis – SC
6 – Noely - Brasília - DF
7 – Carlos - Brasília - DF
8 - Airan - Brasilia – DF
9 - Sonia – Itajaí – SC
10 - Carlos – Itajaí – SC
11 - Izabel – Florianópolis – SC
12 - Bel – Curitiba – PR
13 - Thaise – Curitiba – PR
14 - Neusa - Porto Alegre - RS
15 - Renata - Curitiba – PR
16 – Patricia - Porto Alegre - RS
17 - Lourdes - Porto Alegre - RS

Até breve!!!

Marcos Pinheiro

FEVEREIRO 2016 – 2 TRAVESSIAS NO MESMO DIA, CHILE E ARGENTINA (23ª VIAGEM)

FEVEREIRO 2016 – 2 TRAVESSIAS NO MESMO DIA, CHILE E ARGENTINA (23ª VIAGEM)

Dia 1 – 16 de fevereiro de 2016 – A Viagem

Inicio o diário de bordo, no Terminal 3, aeroporto de Guarulhos, as 9h07 do dia 16 de fevereiro de 2016. Embarcamos em Floripa, eu Valdinei, Osni, Vitoria e Patrício. Sem citar nome, um dos colegas apareceu com uma carteira de identidade que mais parecia uma “carne seca” foi lavada junto com a roupa!!! Por sorte, achamos uma pequena loja que fazia plastificação, a moça, fez uma verdadeira cirurgia plástica na carteira!!!! Atenção futuros viajantes, a identidade deve estar em ótimo estado com menos de 10 anos.
Em são Paulo, logo encontramos o Assis MMM, a Neusa Milhas e a Lurdinha Passaporte!!!
Todos juntos, esperando o 767 para Santiago!!!

2c

Um vôo muito suave até Santiago, as cordilheiras ainda mais belas, com o sol iluminando os picos com neve!
Na chegada a Santiago, tivemos uma missão, comer um grande carregamento de torta integral de banana, das boas, feitas pelo Valdinei para a viagem!!!
Como no Chile não é permitido alimentos em natura, todos como formigas devoramos a torta em poucos minutos! Nem precisamos jantar hoje!!!! Aguardando o vôo para Puerto Montt!!!
O simpático Luis, nos esperava com sua van para nos levar ao hotel. A mochila de um dos colegas foi rasgada, ele ganhou 30 dólares de indenização!
Logo que chegamos a cidade de Puerto Montt, vimos uma padaria que vendia empanadas, por sorte era bem pero do hotel. Foi nosso primeiro destino gastronômico, com deliciosas empanadas chilenas. O hotel era bem pequeno, mas foi do agrado de todos, nosso “alojamento”, eu com mais 3 colegas esta muito divertido com muitas historias contadas e muitas ainda por contar.....

3c

Dia 2 – 17 de fevereiro 2016

Acordamos as 7 horas, com um “teco- teco”(pequeno avião) que não decolava (ronco), são 3 os suspeitos...

O café da manha muito bom, com uma moça bem simpática que fazia “huevos revueltos” para todos!
Luis nos esperava para passearmos pela região.
Passamos rapidamente pelo centro de Puerto Montt, e seguimos até a bela Puerto Varas.

4c

Uma bela cidade com arquitetura bem peculiar, muita madeira revestindo casa e prédios. Tivemos o primeiro contato com água, temperatura por volta de 19 graus. Seguimos o passeio até o os Saltos de Petrohué. Fomos almoçar em um espetacular restaurante, Don Salmon, “tenedor livre”, nosso bufet livre, muita comida e sobremesa boa! Com o real derretido, foi um pouco caro, mas aprovado por todos!!! Subimos parte do vulcão Osorno de van, 3 de nossos colegas subiram de teleférico, até aproximadamente 2,2 metros, um frio de rachar, 6 graus e sensação térmica abaixo de zero. Demos a volta no lago Llanquihue, chegamos até Frutillar, uma pequena vila a beira do lago com colonização alemã.

5c

A noite saímos para jantar, comemos um prato típico, uma Pichanga, parecido com uma tabua de frios com batata frita, estava ótimo! Ninguem pode deixar a região sem comer uma pichanga....

6c

7c

Dia 3 – 18 de fevereiro 2016

O café da manha foi marcado por um colega, que se confundiu, pegou um ovo cru, pensando que estava cosido, colocar em uma caneca e sacudir.... Sem citar nomes e sem comentários, não é morça....kkk
Um dia para caminhar por Puerto Montt, conhecemos a bela catedral feita de madeira, e fomos ao shopping, que fica a beira mar, almoçamos na praça de alimentação, para todos os gostos. Nos encontramos com Cleber, nadador de Brasília que mora em Puerto Montt.

8c

Caminhávamos pela beira mar, começa a chuva, quando nos abrigamos, em uma marquise, um casal de argentinos veio perguntar se podiam tocar uma musica pra nos, aceitamos! Ele cantou uma musica, foi expulso do local, do lado de fora eu pedi para ele cantar Musica Ligera da banca Soda Stereo, agradou a todos, ganhou uns trocados e seguimos viagem!

https://www.youtube.com/watch?v=IibXYWSBpZw


Como a chuva voltou, decidimos voltar ao hotel, pegamos um ônibus urbano, que nos deixou na rua seminário, mas o “pessoal” foi para o lado errado da rua, andou uns metros a mais!

Eu, Valdinei e Osni, saímos pra correr, fomos até o belo mercado Angelmó, com muitas bancas de peixes variados, mariscos defumados. Para a janta, 1, 2, 3, empanadas outra vez!!!

9c

Dia 4 – 19 de fevereiro 2016

Acordamos cedo, as 7h20 partimos para Puerto Varas, lugar de partida do aguardado Cruce Andino. Alguns pequenos ajustes em nossa confirmação, uma de nossas companheiras viajou clandestina, mas isso é assunto interno, abafa o caso!!! O primeiro trecho da viagem, o ônibus percorre as margens do Lago Llanquinhue, faz uma breve parada para a melhor vista do Vulcão Osorno.

10c

chegamos até os Saltos de Petrohué, apesar de já termos passado por ali, decidimos descer porque dessa vez não tinha a horda de turistas da outra vez.

11c

12c

Mais 6 km de ônibus até o Lago de Todos os Santos. Um belo catamaram com capacidade para 200 passageiros navegou pelo espelho d’agua do lago, com a visão dos vulcões, Osorno, Punteagudo e do Cerro Tronador, divisa natural entre Chile e Argentina. O lago de cor esmeralda, é cortado pela força do catamaram.

13c

14c

Um passageiros desce do catamaram no meio da viagem, é recebido por um pequeno barco, eles moram em uma pequena comunidade que, o único meio de chegar as cidades próximas é o catamaram. A bela imagem do vulcão Osorno com sua neve eterna, fascina a todos! Outra cena que impressiona é o helicóptero que faz passeio em Peuilla, vem até o barco e fica a 30 metros de distancia para “provocar” os visitantes para investirem R$ 1.000,00 no passeio. As 13h45 chegamos a Peulla, uma vila de 120 habitantes, um restaurante, 1 hotel e uma casa de empanadas, com o nome de El Remanso, impossível não lembrar dos amigos da Fazenda Remanso em Piranhas, Alagoas.

15c

16c

17c

O casal dono da casa de empanadas, tem uma filha, perguntei sobre escola, eles disseram que tem uma escola com 4 alunos, a moça corrigiu na hora, dizendo que tinha 6, um aumento de 50%!!!
Sentamos em uma grande mesa de madeira fizemos um pic-nic, sempre pressa...

18c

Caminhamos pelos belos jardins da pequena, bela e isolada Piulla. Na hora marcada aparece um pequeno ônibus que nos levaria mais adiante. Em 1 minuto de viagem paramos na aduana chilena, carimbamos os passaportes, e seguimos viagem, passando por uma fazenda de gado, que conta com um pequeno aeródromo, que deixa a disposição da população a possibilidade de ter um avião resgate que chega em 20 minutos, alem da lancha ambulância para casos de menos urgência. O ônibus era 4x4, para nos (e)levar de 200 a 976 metros do nível do mar, em poucos quilômetros, por uma estrada de terra muito sinuosa, daquelas que na curva da pra ver a placa de trás do ônibus. No topo da montanha, o ônibus parou para nos mostrar o marco oficial da divisa dos países, uma placa de ferro, de um lado escrito Chile do outro Argentina. Chegamos ao destino, Puerto Frias, aduana Argentina, estranhamente com a aduana chilena, composta por simpáticos agentes públicos, coisa incomum. A partir desse momento a empresa muda de nome e de dono, passa a ser uma empresa Argentina, um barco diferente, não menos interessante, navega no Lago Frias por 40 minutos até Puerto Alegre, apesar do nome, um porto triste, sem moradores, somente alguns barcos. Deixa de ser o simpático guia Chileno, formal e inteligente, que falava português, para ser uma moça, “espivitada” que deixava de dar as informações necessárias. Entramos em outro ônibus, em poucos minutos estávamos em Puerto Blest.

19c

Um hotel com restaurante anexo, são, única construção no pequeno porto. Uma meia hora pra fazer um lanche, apareceram dois barcos, grandes, uma pequena confusão no embarque pela falta de informação, o que não acontecia no lado chileno. Iniciamos a navegação pelo grande e ventoso Lago Nahuel Huapi. Nosso “mocó” (cantinho) foi uma espécie de camarote na popa do barco, sofás de forma arredondada que nos deu um aconchego, mesmo porque lá fora estava frio!

20c

Pouco mais de uma hora de mais uma bela paisagem chegamos a Puerto Pañuelo. Antes de aportar, veio a informação que a van que eu contratei já nos esperava, o simpático Sebastian nos recebeu falando português. Ele repetiu o que já tínhamos escutado, em julho a cidade de Bariloche, vira Brasiloche, ele disse que 70 mil brasileiros invadem!!!
Bariloche seria para outra viagem, mas o nosso amigo passou pelo centro da cidade para ter uma noção de como é a cidade, nosso destino era Vila La Angostura. Contatos telefônicos nos levaram ao ginásio, local de alojamento, ao conversar com o remisero Miguel, ele comentou que sua mãe tinha um apartamento ara 6 pessoas, era tudo que precisávamos, ficaram por lá 6 de nossos viajantes, eu e o Valdinei ficamos no alojamento com aproximados 30 beliches, tínhamos que ter essa experiência para passar para os que vierem em próximas viagens. O ginásio tinha calefação, mas... na madruga desligaram a calefação, ops!

Dia 5 – 20 de fevereiro 2016 -

2 Travessias em 2 países no mesmo dia!!!
Eu e o Valdinei acordamos cedo com o movimento dos 30 nadadores alojados ali. Saímos a procura de um Kiosco (pequenas vendinhas) todas fechadas!

21c

22c

Logo chegaram os colegas com o Remis (um tipo de taxi que não pega passageiros na rua), fomos direto para Lago Espejo (espelho) para nossa primeira aventura do dia! Uma bela praia (para o padrão andino) areia grossa de cor escura mistura com cinza do vulcão Calbuco do Chile, que entrou em erupção em abril de 2015, cujas cinzas chegaram até Florianópolis. Os argentinos nos receberam muiiiito bem! Meu novo amigo Andres, que era meu contato e me ajudou a organizar nossa estadia em Vila La Angostura. Aos poucos foram chegando os 170 nadadores, ninguém entrava na água, sinal de uma água fria! Para nossa surpresa, a água não parecia fria, pelo menos na beira. Todos, 100%, estavam com roupa de neoprene!

23c

24c

As primeiras provas infantis e iniciantes foram realizadas! Eles não tem buzina, era no grito, eu ensinei locutor a fazer o som de buzina com a boca, ele fez, ficou bom! Todos saiam da água, tremendo e felizes!!!! Estava chegando a hora da nossa prova de 1500 metros, como toda estréia, um friozinho na barriga! Era nossa e minha estréia, nos lagos andinos! Deu a largada, eu e a Lourdes, deixamos todos largarem e saímos tranqüilos, nas primeiras braçadas já estava difícil respirar, pensei inicialmente que era do frio, mas a água estava agradável, depois de 200 metros, percebi que a roupa estava me impedindo de respirar, pedi ajuda ao caiaqueiro Sergio, me apóie no caíque e retirei a roupa, no primeiro momento deu uma geladada, mas logo depois foi ficando agradável, uma sensação boa! Continue com a respiração livre e uma água que não parecia estar 17,5 graus como anunciado no microfone. Claro que a Samanta (essa manta de gordura, de meus 15 kilos a mais) ajudou, mas as pessoas se apavoram sempre com água menos de 23 graus! Seguimos a caminho da primeira bóia, com o prazer de nadar em uma água de um azul profundo, não era possível ver o fundo, mas a água era transparente! Me senti um franco, mas não era parente do meu amigo Luis Franco, era um franco, um “baleio” franco (por favor respeitem, e não riam...), mergulhando na imensidão azul! Alem disso, olho pro lado vejo uma nadadora, que não citarei o nome para preservar a identidade (ta bom Lourdes?) nadando um nado orca, prefiro não descrever os detalhes do nado, que não foi registrado ainda, cada vez que ela levantava a ...., eu relaxava dando risada!!! Combinei com a Lourdes que chegaríamos juntos, bateríamos o sino da chegada ao mesmo tempo, mas ela tentou me dar um golpe, deu uma corridinha antes, e tentou ganhar de mim, eu corri e nós nos jogamos, e protagonizamos a cena mais..... ...RIDÍCULA de todo o evento!!!! Nãooooooo!!!! Todos saímos muito satisfeitos com tudo que sentimos! Eles serviram um ensopado de lentilha no final, delicioso, rapidamente recuperou a energia gasta na prova! Nossos remises (plural de remis) estava nos esperando, tivemos que sair as pressas, no momento da saída foi me despedir do amigo Andrés e perguntei se nossos colegas tinham pegado podium, ele disse que sim, ficamos mais um pouco. Eles fizeram a gentileza de premiar nosso grupo antes, Neusa ficou em segundo na categoria, Osni, também segundo na categoria, Patrício alem do segundo na categoria, recebeu o troféu com o maior(em espanhol) da Travessia, ou melhor, o mais velho! Seguimos viagem,

25c

Seguimos viagem, primeiro obstáculo era a sempre demorada aduana argentina, passamos rápido, seguimos para o limite, a divisa real entre os países, lá teoricamente estaria a van nos esperando, não estava, mesmo com nosso atraso em 1h. Decidi que o remis, nos levaria até a aduana chilema, ele cobrou a mais, nessa hora, não da pra ficar pensando no dinheiro, e sim na solução. A 1 km da fronteira, uma fila de carros, deixemos e seguimos viagem caminhando, paguei, agradeci aos motoristas e seguimos pra frente, sem olhar pra trás! Todos olhavam 8 mochileiros, maleiros, já com uma “certa” idade, já que os mochileiros que passavam por ali, eram todos com seus 20 e poucos anos! Passei no primeiro controle, a moça perguntou: - Quantos caminhantes, eu respondi, 8, ele retrucou, 8? Fomos para o segundo controle, demoramos uns 20 minutos, seguimos para o terceiro e a revista de mochilas, foram colocadas encima de uma mesa, um lindo labrador veio cheirar, duas mochilas foram reprovadas, com caroços de frutas, os chilenos são bem rígidos, não entra nada de origem vegetal e animal, lição aprendida para as viajantes! Até esse momento não tínhamos certeza de a van nos esperava no lado chileno, de longe vimos uma van branca, gritamos – Valdivia? O motorista fez sinal positivo, ufa estávamos salvos!!! Em poucos minutos estávamos a caminho de Valdivia, nosso simpático motorista o Pablo, disse que ficássemos tranqüilos que chegaríamos a tempo na Travessia! As 19h15, estamos em casa da mãe do Professor Alex, nossa hospedagem, também em cabanas perto da nossa casa, lar da Vitoria e do Osni! De taxi fomos para o local do evento, para a surpresa de todos, o evento era no principal ponto da cidade, com muitas atrações, tudo comandado brilhantemente pelo amigo Alex. Reencontramos com Cleber e sua esposa. Tudo ia bem, retiramos os kits, reencontrei os amigos que estiveram em Floripa para participar da Travessia na Lagoa do Peri, de repente, não mais que de repente, a poucos metros da chegada da Travessia, dois lobos marinhos, com aproximados 500 kilos cada um, descansando ali, ali!!!!!

26c

Para os chilenos, pareciam dois pequenos cachorros e rua, eles nem olhavam! Vou confessar, eu apavorei!!! Me perguntei, como assim? Inicialmente não quis perguntar aos chilenos, para não sofrer buling marinho....k Tentei-me auto disfarçar do pavor, mesmo porque, não queria contagiar os demais! Bom, chegou a hora, chega os micro ônibus que nos levariam a outra ponte, local de largada. Antes de subir no ônibus, eu e o Osni, nos perguntamos: - O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI.....? Todos com um bastão de neon preso na touca, na largada, antes de descer o barranco do rio, ganhamos mais uma pequena lanterna para ser colocada dentro da touca. Cai na besteira de perguntar ao Alex sobre os lobos marinhos, ele disse sem titubear: - Fica tranqüilo eles já estão alimentados!!! Ahhh não!!!! Descemos todos, eu fui o ultimo a entrar na água, mais uma vez, sem neuprene, deu aquela gelada inicial, mas logo ficou agradável, mesmo porque quando cheguei na linha de largada, já começou a contagem regressiva para a largada.

27c

Comecei ao lado da Lourdes, em poucos minutos, éramos os dois nadadores com a melhor visão da prova, os últimos....
Alguns minutos depois a Lourdes imitou a Tuc Tuc na Turquia e disse:
- Pode ir marco veio!!!!
Bom, elas estava bem acompanhada pelo Professor de Canoagem Felipe e seu filho, eu segui em frente!

28c

A prometida corrente a favor não apareceu, passou tudo pela cabeça, pensar em tudo e em todos, na minha mãe, no meu filho, na Léia, mas com a visão dos barcos na outra margem, decidi que dedicaria essa façanha a meu pai seu Saul, o marinheiro, que se sacrificou nos mares do mundo e da vida para nos oferecer uma vida boa em Floripa pra a família. Eu respirando pra direita, não via as pessoas no calçadão, mas escutava os comentários e gritos de incentivo. Vi que a correnteza não estava ajudando, quando demorei para passar de uma garagem de barco na outra margem do Rio Calle Calle! Ahhh, no meio da prova veio a lembrança dos leões marinhos, mas o pensamento “sacana” me salvou! Antes de mim, uns 60 já passaram por ali, eu não seria o escolhido, o que poderia acontecer era eu se confundido com um deles..... Começo a ver de longe e a sentir o movimento aumentando no calçadão, opa, é sinal de a chegada se avizinhava! A chegada, ou meta como dizem os chilenos, era logo depois de uma curva.

A iluminação ficava mais intensa, pergunto ao remador mais próximo:
- Esta próximo, ele com o mais claro sotaque “tileno”:
- Esta cerca de la meta poe!!! (esse Poe parece uma abreviação de pois) Em qualquer língua e sotaque a noticia é ótima!

Tentei dar meu máximo, o meu máximo é muito próximo, ou igual ao mínimo, mas o que vale é a intenção e o sentimento, no meu pensamento eu estava fazendo 1 minuto a cada 100 metros, certamente o dobro era pouco.... Bom, fiz a curva, vi o brilho da chegada! Poucas braçadas me separavam da segunda maior façanha de minha vida de muita experiência e poucas participações em Travessias, nadar 2 Travessias em 2 países no mesmo dia! Muitos gritos de incentivo, chego a “la meta”!!! Uma satisfação imensa poder cumprir com o objetivo traçado!

No final o Osni me fez a pergunta:
- Descobrisse o que estavas fazendo aqui?
Respondi: -SIM!!!!!
Posso dizer a todos, venham um dia a Valdivia, e a Villa La Angostura, nadar essas duas provas!!!! O frio que não veio, passou rápido, fomos chamados ao podium, receber a medalha de participação, e aplaudidos por todos que estavam na praça! Só temos que agradecer ao “HERMANOS” CHILENOS! GRACIASSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!

Dia 6 – 21 de fevereiro 2016

Uma manha para descansar e recuperar emoções do inesquecível dia 20 de fevereiro de 2016!
As 13h fomos passear, passamos na beira do rio, onde Alex finalizava a Travessia diurna, que é feita para o clube Portal Del Sol, nós não tivemos condições de fazer a terceira seguida!!!

29c

A feira de peixe, poucos metros da chegada da Travessia, na beira rio, é ponto de visita obrigatório, alem da variedade de peixes e crustáceos exóticos, com destaque para o picoroco, uma craca gigante com aproximadamente 20 centímetros, uma iguaria chilena, também é a casa da colônia de lobos marinhos, aqueles, aqueles pequenos!!!! As bancas que limpam peixe, jogam no rio, um verdadeiro banquete diário para os bichanos, que de vez em quando nadam 15 km, para ir até o mar! Compramos os moluscos mais exóticos para fazermos uma janta, nosso motorista nos ofereceu para fazer um ceviche de ranheta, peixe da região! Nosso destino foi a calleta Piojo, uma estrutura que recebe eventos na beira do mar, demos sorte, era o dia de um festival de comida típica valdiviana! Cada um escolheu um kitute, eu provei as deliciosas empanadas de marisco! Dali andamos um pouco mais chegamos do Forte Niebla, uma fortaleza espanhola localizada estrategicamente na entrada do rio para resguardar a entrada de uma região estratégica. Valdivia foi umas das ultimas regiões do Chile que os espanhóis foram expulsos. Uma noite de frutos do mar com o ceviche do Carlos e o lambe – lambe (marisco com arroz cozidos juntos na panela) do Baldy!

Dia 7 – 22 de fevereiro 2016

Dona Judith, nossa anfitriã, nos conduziu de ônibus de linha até o centro de Valdivia, ultimas voltas, ultimas compras, ultimas empanadas... Alguns ainda não tinham comprado o presente de do tradicional amigo secreto. Mais uma visita aos nadadores peso-pesado de Valdivia, os lobos marinhos. Alex disse que os adultos, nem chegam perto dos nadadores, o mais jovens tem curiosidade e dão uma olhadinha, mas nunca aconteceu nenhum acidente.

30c

31c

32c

Quando os amigos chilenos estiveram em Floripa em outubro, conversamos sobre um possível encontro em Valdivia, comentei sobre comida típica, o amigo Carlos “prometeu” fazer na casa dele um Curanto de Hoyo, eu não levei como uma promeça...
As 17 horas fomos para a casa do Carlos, ele vai fazer pra nos o Curanto! O prato que talvez tenha origens polinésias é conhecido no Chile pelos habitantes da Ilha de Chiloe, por isso conhecido como Curanto Chilote(de Chiloe). Carlos se mudou com a família para a ilha, em busca de um lugar com qualidade de vida pra morar. O ritual começa com abrir um buraco na terra, colocar umas 30 pedras redondas pequenas, seixos rolados ou pedra de rio, revestindo o fundo do buraco de aproximadamente meio metro de profundidade e um metro de diâmetro. Encima das pedras vai lenha, é feita uma fogueira por 40 minutos, quando estiver em brasa, retiram a brasa com uma pá, colocam o marisco de uma ostra chamada loco ou almeja, cobrem com uma planta de folhas largas com o nome curioso de sombrinha de pobre.

33c

Atenção: Se forem fazer isso em casa, cuidado porque as pedras podes estourar e saíremAtenção: Se forem fazer isso em casa, cuidado porque as pedras podes estourar e saíremlascas!

Encima das plantas são colocados pedaços de frango, carne de porco defumada, linguiça e batata inteira com casca, cobrem com outra camada de folhas, colocam um galho de uma planta para dar aroma e cobrem com um plástico grosso. Cobrem as beiradas com terra para não escapar a quentura.

34c

35c

36c

37c

38c

39c

OBRIGADO AO MESTRE CURANTEIRO CARLOS PETERS, A ESQUERDA!

Mais uma hora e meia de cozimento, começaram a retirar tudo, todos devem começaram a comer o marisco ali mesmo no buraco, depois foi levado para uma mesa dentro de casa, um verdadeiro banquete com o que foi cozido no Curanto e outras iguarias, como um bolinho de batata com carne, ceviche de alga e saladas.

40c

O momento emocionante de nossa viagem o compartilhamento com os amigos chilenos, ao redor de uma fogueira, como se fazia a muitos e muitos anos...

Discursos emocionados marcaram a despedida!

41c

Dia 8 – 23 de fevereiro 2016

Dormir até acordar, nos surpreendemos com a preparação de um almoço por nossa querida anfitriã Doña Judith! Amigos secretos conhecidos, delicia de frango com ervilha e batata. Como lembrança de nossos passos por Valdivia, deixei minha havaiana com o Alex e a Neusa, deixou a dela com dona Judith. Nossa 23ª Viagem para Travessia, terminou com o resultado muito melhor que o esperado, volto com estresse zero graças a um grupo excelente, coeso e muito divertido, só com um “pobrema”, esquecem de tudo, isso motivou o nome do grupo:
- LOS OLVIDADOS” (os esquecidos)

42c

OBRIGADO:

- Vitória, pela parceria e alegria de sempre!! 10 viagens juntos!
- Osni, o puxador das viagens Travessias.com, quando decide a viagem sai! valeu “istepo” 10 viagens juntos!
- Valdinei, mesmo com um pequeno acidente completou as duas Travessias com um braço, guerreiro é pouco! 10 viagens juntos!
- Neusa Milhas, cuida de todos com carinho, a essência de sua profissão! 5 viagens juntos!
- Assis, nosso mestre das águas, a alegria e humor faz a viagem uma diversão! 3 viagens juntos!
- Patrício, nosso marinheiro de primeira viagem para fora do pais, companheiro de todos a toda hora, fala “pouco” e esquece tudo (não é dona Joana).
- Lourdes, gargalhadas contagiantes, companheira de braçadas, chegadas e vexames....!

Estou de volta pra casa outra vez!

Nos vemos nas praias do mundos!

Fotos de Osni e Marcos
Texto de Marcos Pinheiro

AGOSTO 2016 – 2 TRAVESSIA NO SERTÃO DE ALAGOAS + ARACAJU (24ª VIAGEM)

AGOSTO 2016 – 2 TRAVESSIA NO SERTÃO DE ALAGOAS + ARACAJU (24ª VIAGEM)

Diário de Bordo – Festival O Sertão Vai Virar Mar – 24ª Viagem.

Bando do cangaceiro esquecido!

Dia 25 agosto de 2016 – O encontro

Partimos da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina, eu, Léia, Marcus Augusto, Cinéia, Derick, Carlos e Sonia, que são de Itajaí, Santa Catarina, e pernoitaram em nossa casa. Nossos amigos Valdinei e Vinicius foram os condutores ate o aeroporto. Na chegada já encontramos Mario e Beth, Cristiane, Beth e Fabiane. Sorte a nossa porque tínhamos 120 kg para serem distribuídos entre os 10 viajantes. O Saul, funcionário da Avianca foi muito atencioso e nos ajudou a distribuir o peso entre todos os viajantes, não pagamos excesso. Entramos no avião, o comissário era um ex-futuro nadador da Academia Studio Corpo Livre de Curitiba, estávamos em casa!

Chegamos em Aracaju, o Bode Roco nosso parceiro de uma agencia em Piranhas, já estava com outros componentes do grupo. Alguns foram dar um passeio pela orla e o mercado da capital sergipana e nos ficamos esperando os demais. As 18h todos a bordo, partimos com destino, para a grande maioria, desconhecido! Por volta das 20h, paramos em um restaurante em Ribeirópolis, Buffet, pizza, agradou. Por volta de 23h40, chegamos a Piranhas. Todos ficaram surpresos com a qualidade da pousada. Dois dos casais e companheiros de viagem, posteriormente nos relataram, com alguma vergonha, que pensavam estar indo para uma grande furada, mas foram! Esperavam um hotelzinho “meia boca”, levaram até comida com medo de passar fome...

Dia 26 agosto de 2016 – O treino nos cânions

Café da manha maravilhoso, com o melhor bolo de milho do Brasil. As 8h45 sai nosso ônibus, seguidos por carros e outro ônibus ate o fundo do Cânion do Talhado, nas águas do Lago Xingó, município de Olho d’agua do Casado em Alagoas. A medida que o ônibus descia até as margens do lago, o que parecia ser o fim do mundo, era o uma janela para o belo visual das encostas arenosas! Dali, saímos nadando até uma plataforma com direito a bar próximo a gruta do talhado. Com 2 barcos de apoio todos nadaram curtindo a linda paisagens da encosta arenosa dos cânions. As primeiras braçadas já foram deslumbrantes, temperatura da água de 26.9 graus, todos ficaram encantados com o que estavam vivendo, nadando, sentindo. Voltamos para desfrutar de um ótimo Buffet com comida regional, no Restaurante Show da Natureza. Por volta das 14h retornamos a Piranhas. Conforme a programação, as 17h fizemos um revezamento, com equipes montadas na hora, começamos com luz natural, acabou a noite. Cada equipe era formada com 4 nadadores, o primeiro e o terceiro nadavam de Alagoas para Sergipe, os números 2 e 4, nadavam de Sergipe para Alagoas.

3a

Essa ficará na memória, não será mais repetida!
A noite no auditório da cidade de Piranhas, fizemos o congresso técnico, a palavra de ordem era, curtam a descida! Minha palestra e a palestra do Atleta\Professor Samir Barel, encerraram a programação do sábado.

Dia 27 agosto de 2016 - o grande dia, Travessia Volante – Lampião, Piranhas – Entremontes.

Encontro no Porto, alinhamento! Largada com destino as águas transparentes do Velho Chico. As correntezas, redemoinhos que pareciam que puxariam gente pra baixo, remansos, vento, chuva, todas as emoções juntos das mais belas paisagens! Todos chegaram bem, bem encantados em Entremontes! Muitas compraram bordados em Entremontes, a comunidade viveu seu dia mais importante depois da festa anual! Todos ficaram felizes com o evento, a economia se movimentou com a entrada de aproximadamente 7 mil reais!

4a

5a

 

Visita a Grota do Angico, onde Lampião “subiu”....

Comida boa no Restaurante Angicos. Volta de catamarã para Piranhas, todos puderam ter a real noção de onde nadaram!

A noite, a surpresa, desfile na praça com direito a placa com nome das cidades dos participantes, nos sentimos nas olimpíadas!

Léia na locução, chapéu de cangaceiro nos premiados!

A noite acabou em um forró arretado!

Um dos nadadores abandonou tudo, até o troféu e seguiu o bando de lampião!

Dia 28 agosto de 2016 - TRAVESSIA DO LAGO XINGÓ

Mais uma surpresa, uma mega estrutura, um restaurante pra 800 pessoas, mais 10 catamarãs para 200 pessoas! La no fim!! Embarcamos com destino a margem alagoana, hora de pular na água 2 metros é pouco pra muitos, e muiiito pra alguns! Esperamos a hora de cada um! Comandante Paulinho, puxa a buzina do Catamaran Padre Cicero. Sol, reflexo do sol, refletindo o ouro de “tolo” do Lago Xingó, “tolos” esses nadadores que descobriram as maravilhas do sertão, o milagre da água do Sertão!

Chegamos em Sergipe, o Rodrigo, 7 anos, pulou do barco, apavorou a mãe, nadou tranqüilo e feliz seus 200 metros da Travessinha! Garçon servindo água na bandeja, chique, cadeira de praia nas margens do lago, no “chique no urtimo”!

UFAAA CHEGAMOS TODOS!!

O sonho de nadador sertanejo, descer o velho Chico, com a força da corrente e dos braços, nadar nos cânions, cruzar de um estado para o outro... Como todos os sonhos, chega ao fim, renovando energias da vida, preparando o próximo sonho!!!

Voltamos para Aracaju! Depois das belas e emocionantes palavras ditas e escutadas no “busão” !

Nos despedimos, com a certeza que nos encontraremos em alguma água desse mundo!

Pela primeira vez em 24 viagens, os viajantes fizeram parte um bando, aqui a lista:

Ligeirinha e seu amado “Salomão”!
B. de nenen e sua amada flor!
dr touca b. e sua amada
sorriso permanente!
rebolation e sua amada encaixa e vem!
cangaceiro esquecido e sua amada kpixabana!
pequena e seu amado retratista!
zoi azule e seu eletriquinho!
chego ainda hoje...!
2 escadarias foi pouco!
o temível do são joão!
cajazeiras cariocas!
cajazeiras catarinas!
pé que é um leque!
do beco da flor!
das montanhas do sule!
do rio a baixo!
xaranorito e sua amada ririka
mini lamp
alquimista
dançarina
lamp

Foi uma imensa alegria ter vocês como companheiros de viagem!
Levaria todos vocês até pra conchichina.... Alias, vou pra conchichina em 2018!!!!

 

Ahhh! A foto de todo o grupo?
O lampião esqueceu....

 

MUITO OBRIGADO

UM ABRAÇO

MARCOS

Assinar este feed RSS