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FEVEREIRO 2016 – 2 TRAVESSIAS NO MESMO DIA, CHILE E ARGENTINA (23ª VIAGEM)

FEVEREIRO 2016 – 2 TRAVESSIAS NO MESMO DIA, CHILE E ARGENTINA (23ª VIAGEM)

Dia 1 – 16 de fevereiro de 2016 – A Viagem

Inicio o diário de bordo, no Terminal 3, aeroporto de Guarulhos, as 9h07 do dia 16 de fevereiro de 2016. Embarcamos em Floripa, eu Valdinei, Osni, Vitoria e Patrício. Sem citar nome, um dos colegas apareceu com uma carteira de identidade que mais parecia uma “carne seca” foi lavada junto com a roupa!!! Por sorte, achamos uma pequena loja que fazia plastificação, a moça, fez uma verdadeira cirurgia plástica na carteira!!!! Atenção futuros viajantes, a identidade deve estar em ótimo estado com menos de 10 anos.
Em são Paulo, logo encontramos o Assis MMM, a Neusa Milhas e a Lurdinha Passaporte!!!
Todos juntos, esperando o 767 para Santiago!!!

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Um vôo muito suave até Santiago, as cordilheiras ainda mais belas, com o sol iluminando os picos com neve!
Na chegada a Santiago, tivemos uma missão, comer um grande carregamento de torta integral de banana, das boas, feitas pelo Valdinei para a viagem!!!
Como no Chile não é permitido alimentos em natura, todos como formigas devoramos a torta em poucos minutos! Nem precisamos jantar hoje!!!! Aguardando o vôo para Puerto Montt!!!
O simpático Luis, nos esperava com sua van para nos levar ao hotel. A mochila de um dos colegas foi rasgada, ele ganhou 30 dólares de indenização!
Logo que chegamos a cidade de Puerto Montt, vimos uma padaria que vendia empanadas, por sorte era bem pero do hotel. Foi nosso primeiro destino gastronômico, com deliciosas empanadas chilenas. O hotel era bem pequeno, mas foi do agrado de todos, nosso “alojamento”, eu com mais 3 colegas esta muito divertido com muitas historias contadas e muitas ainda por contar.....

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Dia 2 – 17 de fevereiro 2016

Acordamos as 7 horas, com um “teco- teco”(pequeno avião) que não decolava (ronco), são 3 os suspeitos...

O café da manha muito bom, com uma moça bem simpática que fazia “huevos revueltos” para todos!
Luis nos esperava para passearmos pela região.
Passamos rapidamente pelo centro de Puerto Montt, e seguimos até a bela Puerto Varas.

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Uma bela cidade com arquitetura bem peculiar, muita madeira revestindo casa e prédios. Tivemos o primeiro contato com água, temperatura por volta de 19 graus. Seguimos o passeio até o os Saltos de Petrohué. Fomos almoçar em um espetacular restaurante, Don Salmon, “tenedor livre”, nosso bufet livre, muita comida e sobremesa boa! Com o real derretido, foi um pouco caro, mas aprovado por todos!!! Subimos parte do vulcão Osorno de van, 3 de nossos colegas subiram de teleférico, até aproximadamente 2,2 metros, um frio de rachar, 6 graus e sensação térmica abaixo de zero. Demos a volta no lago Llanquihue, chegamos até Frutillar, uma pequena vila a beira do lago com colonização alemã.

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A noite saímos para jantar, comemos um prato típico, uma Pichanga, parecido com uma tabua de frios com batata frita, estava ótimo! Ninguem pode deixar a região sem comer uma pichanga....

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Dia 3 – 18 de fevereiro 2016

O café da manha foi marcado por um colega, que se confundiu, pegou um ovo cru, pensando que estava cosido, colocar em uma caneca e sacudir.... Sem citar nomes e sem comentários, não é morça....kkk
Um dia para caminhar por Puerto Montt, conhecemos a bela catedral feita de madeira, e fomos ao shopping, que fica a beira mar, almoçamos na praça de alimentação, para todos os gostos. Nos encontramos com Cleber, nadador de Brasília que mora em Puerto Montt.

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Caminhávamos pela beira mar, começa a chuva, quando nos abrigamos, em uma marquise, um casal de argentinos veio perguntar se podiam tocar uma musica pra nos, aceitamos! Ele cantou uma musica, foi expulso do local, do lado de fora eu pedi para ele cantar Musica Ligera da banca Soda Stereo, agradou a todos, ganhou uns trocados e seguimos viagem!

https://www.youtube.com/watch?v=IibXYWSBpZw


Como a chuva voltou, decidimos voltar ao hotel, pegamos um ônibus urbano, que nos deixou na rua seminário, mas o “pessoal” foi para o lado errado da rua, andou uns metros a mais!

Eu, Valdinei e Osni, saímos pra correr, fomos até o belo mercado Angelmó, com muitas bancas de peixes variados, mariscos defumados. Para a janta, 1, 2, 3, empanadas outra vez!!!

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Dia 4 – 19 de fevereiro 2016

Acordamos cedo, as 7h20 partimos para Puerto Varas, lugar de partida do aguardado Cruce Andino. Alguns pequenos ajustes em nossa confirmação, uma de nossas companheiras viajou clandestina, mas isso é assunto interno, abafa o caso!!! O primeiro trecho da viagem, o ônibus percorre as margens do Lago Llanquinhue, faz uma breve parada para a melhor vista do Vulcão Osorno.

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chegamos até os Saltos de Petrohué, apesar de já termos passado por ali, decidimos descer porque dessa vez não tinha a horda de turistas da outra vez.

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Mais 6 km de ônibus até o Lago de Todos os Santos. Um belo catamaram com capacidade para 200 passageiros navegou pelo espelho d’agua do lago, com a visão dos vulcões, Osorno, Punteagudo e do Cerro Tronador, divisa natural entre Chile e Argentina. O lago de cor esmeralda, é cortado pela força do catamaram.

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Um passageiros desce do catamaram no meio da viagem, é recebido por um pequeno barco, eles moram em uma pequena comunidade que, o único meio de chegar as cidades próximas é o catamaram. A bela imagem do vulcão Osorno com sua neve eterna, fascina a todos! Outra cena que impressiona é o helicóptero que faz passeio em Peuilla, vem até o barco e fica a 30 metros de distancia para “provocar” os visitantes para investirem R$ 1.000,00 no passeio. As 13h45 chegamos a Peulla, uma vila de 120 habitantes, um restaurante, 1 hotel e uma casa de empanadas, com o nome de El Remanso, impossível não lembrar dos amigos da Fazenda Remanso em Piranhas, Alagoas.

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O casal dono da casa de empanadas, tem uma filha, perguntei sobre escola, eles disseram que tem uma escola com 4 alunos, a moça corrigiu na hora, dizendo que tinha 6, um aumento de 50%!!!
Sentamos em uma grande mesa de madeira fizemos um pic-nic, sempre pressa...

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Caminhamos pelos belos jardins da pequena, bela e isolada Piulla. Na hora marcada aparece um pequeno ônibus que nos levaria mais adiante. Em 1 minuto de viagem paramos na aduana chilena, carimbamos os passaportes, e seguimos viagem, passando por uma fazenda de gado, que conta com um pequeno aeródromo, que deixa a disposição da população a possibilidade de ter um avião resgate que chega em 20 minutos, alem da lancha ambulância para casos de menos urgência. O ônibus era 4x4, para nos (e)levar de 200 a 976 metros do nível do mar, em poucos quilômetros, por uma estrada de terra muito sinuosa, daquelas que na curva da pra ver a placa de trás do ônibus. No topo da montanha, o ônibus parou para nos mostrar o marco oficial da divisa dos países, uma placa de ferro, de um lado escrito Chile do outro Argentina. Chegamos ao destino, Puerto Frias, aduana Argentina, estranhamente com a aduana chilena, composta por simpáticos agentes públicos, coisa incomum. A partir desse momento a empresa muda de nome e de dono, passa a ser uma empresa Argentina, um barco diferente, não menos interessante, navega no Lago Frias por 40 minutos até Puerto Alegre, apesar do nome, um porto triste, sem moradores, somente alguns barcos. Deixa de ser o simpático guia Chileno, formal e inteligente, que falava português, para ser uma moça, “espivitada” que deixava de dar as informações necessárias. Entramos em outro ônibus, em poucos minutos estávamos em Puerto Blest.

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Um hotel com restaurante anexo, são, única construção no pequeno porto. Uma meia hora pra fazer um lanche, apareceram dois barcos, grandes, uma pequena confusão no embarque pela falta de informação, o que não acontecia no lado chileno. Iniciamos a navegação pelo grande e ventoso Lago Nahuel Huapi. Nosso “mocó” (cantinho) foi uma espécie de camarote na popa do barco, sofás de forma arredondada que nos deu um aconchego, mesmo porque lá fora estava frio!

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Pouco mais de uma hora de mais uma bela paisagem chegamos a Puerto Pañuelo. Antes de aportar, veio a informação que a van que eu contratei já nos esperava, o simpático Sebastian nos recebeu falando português. Ele repetiu o que já tínhamos escutado, em julho a cidade de Bariloche, vira Brasiloche, ele disse que 70 mil brasileiros invadem!!!
Bariloche seria para outra viagem, mas o nosso amigo passou pelo centro da cidade para ter uma noção de como é a cidade, nosso destino era Vila La Angostura. Contatos telefônicos nos levaram ao ginásio, local de alojamento, ao conversar com o remisero Miguel, ele comentou que sua mãe tinha um apartamento ara 6 pessoas, era tudo que precisávamos, ficaram por lá 6 de nossos viajantes, eu e o Valdinei ficamos no alojamento com aproximados 30 beliches, tínhamos que ter essa experiência para passar para os que vierem em próximas viagens. O ginásio tinha calefação, mas... na madruga desligaram a calefação, ops!

Dia 5 – 20 de fevereiro 2016 -

2 Travessias em 2 países no mesmo dia!!!
Eu e o Valdinei acordamos cedo com o movimento dos 30 nadadores alojados ali. Saímos a procura de um Kiosco (pequenas vendinhas) todas fechadas!

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Logo chegaram os colegas com o Remis (um tipo de taxi que não pega passageiros na rua), fomos direto para Lago Espejo (espelho) para nossa primeira aventura do dia! Uma bela praia (para o padrão andino) areia grossa de cor escura mistura com cinza do vulcão Calbuco do Chile, que entrou em erupção em abril de 2015, cujas cinzas chegaram até Florianópolis. Os argentinos nos receberam muiiiito bem! Meu novo amigo Andres, que era meu contato e me ajudou a organizar nossa estadia em Vila La Angostura. Aos poucos foram chegando os 170 nadadores, ninguém entrava na água, sinal de uma água fria! Para nossa surpresa, a água não parecia fria, pelo menos na beira. Todos, 100%, estavam com roupa de neoprene!

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As primeiras provas infantis e iniciantes foram realizadas! Eles não tem buzina, era no grito, eu ensinei locutor a fazer o som de buzina com a boca, ele fez, ficou bom! Todos saiam da água, tremendo e felizes!!!! Estava chegando a hora da nossa prova de 1500 metros, como toda estréia, um friozinho na barriga! Era nossa e minha estréia, nos lagos andinos! Deu a largada, eu e a Lourdes, deixamos todos largarem e saímos tranqüilos, nas primeiras braçadas já estava difícil respirar, pensei inicialmente que era do frio, mas a água estava agradável, depois de 200 metros, percebi que a roupa estava me impedindo de respirar, pedi ajuda ao caiaqueiro Sergio, me apóie no caíque e retirei a roupa, no primeiro momento deu uma geladada, mas logo depois foi ficando agradável, uma sensação boa! Continue com a respiração livre e uma água que não parecia estar 17,5 graus como anunciado no microfone. Claro que a Samanta (essa manta de gordura, de meus 15 kilos a mais) ajudou, mas as pessoas se apavoram sempre com água menos de 23 graus! Seguimos a caminho da primeira bóia, com o prazer de nadar em uma água de um azul profundo, não era possível ver o fundo, mas a água era transparente! Me senti um franco, mas não era parente do meu amigo Luis Franco, era um franco, um “baleio” franco (por favor respeitem, e não riam...), mergulhando na imensidão azul! Alem disso, olho pro lado vejo uma nadadora, que não citarei o nome para preservar a identidade (ta bom Lourdes?) nadando um nado orca, prefiro não descrever os detalhes do nado, que não foi registrado ainda, cada vez que ela levantava a ...., eu relaxava dando risada!!! Combinei com a Lourdes que chegaríamos juntos, bateríamos o sino da chegada ao mesmo tempo, mas ela tentou me dar um golpe, deu uma corridinha antes, e tentou ganhar de mim, eu corri e nós nos jogamos, e protagonizamos a cena mais..... ...RIDÍCULA de todo o evento!!!! Nãooooooo!!!! Todos saímos muito satisfeitos com tudo que sentimos! Eles serviram um ensopado de lentilha no final, delicioso, rapidamente recuperou a energia gasta na prova! Nossos remises (plural de remis) estava nos esperando, tivemos que sair as pressas, no momento da saída foi me despedir do amigo Andrés e perguntei se nossos colegas tinham pegado podium, ele disse que sim, ficamos mais um pouco. Eles fizeram a gentileza de premiar nosso grupo antes, Neusa ficou em segundo na categoria, Osni, também segundo na categoria, Patrício alem do segundo na categoria, recebeu o troféu com o maior(em espanhol) da Travessia, ou melhor, o mais velho! Seguimos viagem,

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Seguimos viagem, primeiro obstáculo era a sempre demorada aduana argentina, passamos rápido, seguimos para o limite, a divisa real entre os países, lá teoricamente estaria a van nos esperando, não estava, mesmo com nosso atraso em 1h. Decidi que o remis, nos levaria até a aduana chilema, ele cobrou a mais, nessa hora, não da pra ficar pensando no dinheiro, e sim na solução. A 1 km da fronteira, uma fila de carros, deixemos e seguimos viagem caminhando, paguei, agradeci aos motoristas e seguimos pra frente, sem olhar pra trás! Todos olhavam 8 mochileiros, maleiros, já com uma “certa” idade, já que os mochileiros que passavam por ali, eram todos com seus 20 e poucos anos! Passei no primeiro controle, a moça perguntou: - Quantos caminhantes, eu respondi, 8, ele retrucou, 8? Fomos para o segundo controle, demoramos uns 20 minutos, seguimos para o terceiro e a revista de mochilas, foram colocadas encima de uma mesa, um lindo labrador veio cheirar, duas mochilas foram reprovadas, com caroços de frutas, os chilenos são bem rígidos, não entra nada de origem vegetal e animal, lição aprendida para as viajantes! Até esse momento não tínhamos certeza de a van nos esperava no lado chileno, de longe vimos uma van branca, gritamos – Valdivia? O motorista fez sinal positivo, ufa estávamos salvos!!! Em poucos minutos estávamos a caminho de Valdivia, nosso simpático motorista o Pablo, disse que ficássemos tranqüilos que chegaríamos a tempo na Travessia! As 19h15, estamos em casa da mãe do Professor Alex, nossa hospedagem, também em cabanas perto da nossa casa, lar da Vitoria e do Osni! De taxi fomos para o local do evento, para a surpresa de todos, o evento era no principal ponto da cidade, com muitas atrações, tudo comandado brilhantemente pelo amigo Alex. Reencontramos com Cleber e sua esposa. Tudo ia bem, retiramos os kits, reencontrei os amigos que estiveram em Floripa para participar da Travessia na Lagoa do Peri, de repente, não mais que de repente, a poucos metros da chegada da Travessia, dois lobos marinhos, com aproximados 500 kilos cada um, descansando ali, ali!!!!!

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Para os chilenos, pareciam dois pequenos cachorros e rua, eles nem olhavam! Vou confessar, eu apavorei!!! Me perguntei, como assim? Inicialmente não quis perguntar aos chilenos, para não sofrer buling marinho....k Tentei-me auto disfarçar do pavor, mesmo porque, não queria contagiar os demais! Bom, chegou a hora, chega os micro ônibus que nos levariam a outra ponte, local de largada. Antes de subir no ônibus, eu e o Osni, nos perguntamos: - O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI.....? Todos com um bastão de neon preso na touca, na largada, antes de descer o barranco do rio, ganhamos mais uma pequena lanterna para ser colocada dentro da touca. Cai na besteira de perguntar ao Alex sobre os lobos marinhos, ele disse sem titubear: - Fica tranqüilo eles já estão alimentados!!! Ahhh não!!!! Descemos todos, eu fui o ultimo a entrar na água, mais uma vez, sem neuprene, deu aquela gelada inicial, mas logo ficou agradável, mesmo porque quando cheguei na linha de largada, já começou a contagem regressiva para a largada.

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Comecei ao lado da Lourdes, em poucos minutos, éramos os dois nadadores com a melhor visão da prova, os últimos....
Alguns minutos depois a Lourdes imitou a Tuc Tuc na Turquia e disse:
- Pode ir marco veio!!!!
Bom, elas estava bem acompanhada pelo Professor de Canoagem Felipe e seu filho, eu segui em frente!

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A prometida corrente a favor não apareceu, passou tudo pela cabeça, pensar em tudo e em todos, na minha mãe, no meu filho, na Léia, mas com a visão dos barcos na outra margem, decidi que dedicaria essa façanha a meu pai seu Saul, o marinheiro, que se sacrificou nos mares do mundo e da vida para nos oferecer uma vida boa em Floripa pra a família. Eu respirando pra direita, não via as pessoas no calçadão, mas escutava os comentários e gritos de incentivo. Vi que a correnteza não estava ajudando, quando demorei para passar de uma garagem de barco na outra margem do Rio Calle Calle! Ahhh, no meio da prova veio a lembrança dos leões marinhos, mas o pensamento “sacana” me salvou! Antes de mim, uns 60 já passaram por ali, eu não seria o escolhido, o que poderia acontecer era eu se confundido com um deles..... Começo a ver de longe e a sentir o movimento aumentando no calçadão, opa, é sinal de a chegada se avizinhava! A chegada, ou meta como dizem os chilenos, era logo depois de uma curva.

A iluminação ficava mais intensa, pergunto ao remador mais próximo:
- Esta próximo, ele com o mais claro sotaque “tileno”:
- Esta cerca de la meta poe!!! (esse Poe parece uma abreviação de pois) Em qualquer língua e sotaque a noticia é ótima!

Tentei dar meu máximo, o meu máximo é muito próximo, ou igual ao mínimo, mas o que vale é a intenção e o sentimento, no meu pensamento eu estava fazendo 1 minuto a cada 100 metros, certamente o dobro era pouco.... Bom, fiz a curva, vi o brilho da chegada! Poucas braçadas me separavam da segunda maior façanha de minha vida de muita experiência e poucas participações em Travessias, nadar 2 Travessias em 2 países no mesmo dia! Muitos gritos de incentivo, chego a “la meta”!!! Uma satisfação imensa poder cumprir com o objetivo traçado!

No final o Osni me fez a pergunta:
- Descobrisse o que estavas fazendo aqui?
Respondi: -SIM!!!!!
Posso dizer a todos, venham um dia a Valdivia, e a Villa La Angostura, nadar essas duas provas!!!! O frio que não veio, passou rápido, fomos chamados ao podium, receber a medalha de participação, e aplaudidos por todos que estavam na praça! Só temos que agradecer ao “HERMANOS” CHILENOS! GRACIASSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!

Dia 6 – 21 de fevereiro 2016

Uma manha para descansar e recuperar emoções do inesquecível dia 20 de fevereiro de 2016!
As 13h fomos passear, passamos na beira do rio, onde Alex finalizava a Travessia diurna, que é feita para o clube Portal Del Sol, nós não tivemos condições de fazer a terceira seguida!!!

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A feira de peixe, poucos metros da chegada da Travessia, na beira rio, é ponto de visita obrigatório, alem da variedade de peixes e crustáceos exóticos, com destaque para o picoroco, uma craca gigante com aproximadamente 20 centímetros, uma iguaria chilena, também é a casa da colônia de lobos marinhos, aqueles, aqueles pequenos!!!! As bancas que limpam peixe, jogam no rio, um verdadeiro banquete diário para os bichanos, que de vez em quando nadam 15 km, para ir até o mar! Compramos os moluscos mais exóticos para fazermos uma janta, nosso motorista nos ofereceu para fazer um ceviche de ranheta, peixe da região! Nosso destino foi a calleta Piojo, uma estrutura que recebe eventos na beira do mar, demos sorte, era o dia de um festival de comida típica valdiviana! Cada um escolheu um kitute, eu provei as deliciosas empanadas de marisco! Dali andamos um pouco mais chegamos do Forte Niebla, uma fortaleza espanhola localizada estrategicamente na entrada do rio para resguardar a entrada de uma região estratégica. Valdivia foi umas das ultimas regiões do Chile que os espanhóis foram expulsos. Uma noite de frutos do mar com o ceviche do Carlos e o lambe – lambe (marisco com arroz cozidos juntos na panela) do Baldy!

Dia 7 – 22 de fevereiro 2016

Dona Judith, nossa anfitriã, nos conduziu de ônibus de linha até o centro de Valdivia, ultimas voltas, ultimas compras, ultimas empanadas... Alguns ainda não tinham comprado o presente de do tradicional amigo secreto. Mais uma visita aos nadadores peso-pesado de Valdivia, os lobos marinhos. Alex disse que os adultos, nem chegam perto dos nadadores, o mais jovens tem curiosidade e dão uma olhadinha, mas nunca aconteceu nenhum acidente.

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Quando os amigos chilenos estiveram em Floripa em outubro, conversamos sobre um possível encontro em Valdivia, comentei sobre comida típica, o amigo Carlos “prometeu” fazer na casa dele um Curanto de Hoyo, eu não levei como uma promeça...
As 17 horas fomos para a casa do Carlos, ele vai fazer pra nos o Curanto! O prato que talvez tenha origens polinésias é conhecido no Chile pelos habitantes da Ilha de Chiloe, por isso conhecido como Curanto Chilote(de Chiloe). Carlos se mudou com a família para a ilha, em busca de um lugar com qualidade de vida pra morar. O ritual começa com abrir um buraco na terra, colocar umas 30 pedras redondas pequenas, seixos rolados ou pedra de rio, revestindo o fundo do buraco de aproximadamente meio metro de profundidade e um metro de diâmetro. Encima das pedras vai lenha, é feita uma fogueira por 40 minutos, quando estiver em brasa, retiram a brasa com uma pá, colocam o marisco de uma ostra chamada loco ou almeja, cobrem com uma planta de folhas largas com o nome curioso de sombrinha de pobre.

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Atenção: Se forem fazer isso em casa, cuidado porque as pedras podes estourar e saíremAtenção: Se forem fazer isso em casa, cuidado porque as pedras podes estourar e saíremlascas!

Encima das plantas são colocados pedaços de frango, carne de porco defumada, linguiça e batata inteira com casca, cobrem com outra camada de folhas, colocam um galho de uma planta para dar aroma e cobrem com um plástico grosso. Cobrem as beiradas com terra para não escapar a quentura.

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OBRIGADO AO MESTRE CURANTEIRO CARLOS PETERS, A ESQUERDA!

Mais uma hora e meia de cozimento, começaram a retirar tudo, todos devem começaram a comer o marisco ali mesmo no buraco, depois foi levado para uma mesa dentro de casa, um verdadeiro banquete com o que foi cozido no Curanto e outras iguarias, como um bolinho de batata com carne, ceviche de alga e saladas.

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O momento emocionante de nossa viagem o compartilhamento com os amigos chilenos, ao redor de uma fogueira, como se fazia a muitos e muitos anos...

Discursos emocionados marcaram a despedida!

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Dia 8 – 23 de fevereiro 2016

Dormir até acordar, nos surpreendemos com a preparação de um almoço por nossa querida anfitriã Doña Judith! Amigos secretos conhecidos, delicia de frango com ervilha e batata. Como lembrança de nossos passos por Valdivia, deixei minha havaiana com o Alex e a Neusa, deixou a dela com dona Judith. Nossa 23ª Viagem para Travessia, terminou com o resultado muito melhor que o esperado, volto com estresse zero graças a um grupo excelente, coeso e muito divertido, só com um “pobrema”, esquecem de tudo, isso motivou o nome do grupo:
- LOS OLVIDADOS” (os esquecidos)

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OBRIGADO:

- Vitória, pela parceria e alegria de sempre!! 10 viagens juntos!
- Osni, o puxador das viagens Travessias.com, quando decide a viagem sai! valeu “istepo” 10 viagens juntos!
- Valdinei, mesmo com um pequeno acidente completou as duas Travessias com um braço, guerreiro é pouco! 10 viagens juntos!
- Neusa Milhas, cuida de todos com carinho, a essência de sua profissão! 5 viagens juntos!
- Assis, nosso mestre das águas, a alegria e humor faz a viagem uma diversão! 3 viagens juntos!
- Patrício, nosso marinheiro de primeira viagem para fora do pais, companheiro de todos a toda hora, fala “pouco” e esquece tudo (não é dona Joana).
- Lourdes, gargalhadas contagiantes, companheira de braçadas, chegadas e vexames....!

Estou de volta pra casa outra vez!

Nos vemos nas praias do mundos!

Fotos de Osni e Marcos
Texto de Marcos Pinheiro

AGOSTO 2016 – 2 TRAVESSIA NO SERTÃO DE ALAGOAS + ARACAJU (24ª VIAGEM)

AGOSTO 2016 – 2 TRAVESSIA NO SERTÃO DE ALAGOAS + ARACAJU (24ª VIAGEM)

Diário de Bordo – Festival O Sertão Vai Virar Mar – 24ª Viagem.

Bando do cangaceiro esquecido!

Dia 25 agosto de 2016 – O encontro

Partimos da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina, eu, Léia, Marcus Augusto, Cinéia, Derick, Carlos e Sonia, que são de Itajaí, Santa Catarina, e pernoitaram em nossa casa. Nossos amigos Valdinei e Vinicius foram os condutores ate o aeroporto. Na chegada já encontramos Mario e Beth, Cristiane, Beth e Fabiane. Sorte a nossa porque tínhamos 120 kg para serem distribuídos entre os 10 viajantes. O Saul, funcionário da Avianca foi muito atencioso e nos ajudou a distribuir o peso entre todos os viajantes, não pagamos excesso. Entramos no avião, o comissário era um ex-futuro nadador da Academia Studio Corpo Livre de Curitiba, estávamos em casa!

Chegamos em Aracaju, o Bode Roco nosso parceiro de uma agencia em Piranhas, já estava com outros componentes do grupo. Alguns foram dar um passeio pela orla e o mercado da capital sergipana e nos ficamos esperando os demais. As 18h todos a bordo, partimos com destino, para a grande maioria, desconhecido! Por volta das 20h, paramos em um restaurante em Ribeirópolis, Buffet, pizza, agradou. Por volta de 23h40, chegamos a Piranhas. Todos ficaram surpresos com a qualidade da pousada. Dois dos casais e companheiros de viagem, posteriormente nos relataram, com alguma vergonha, que pensavam estar indo para uma grande furada, mas foram! Esperavam um hotelzinho “meia boca”, levaram até comida com medo de passar fome...

Dia 26 agosto de 2016 – O treino nos cânions

Café da manha maravilhoso, com o melhor bolo de milho do Brasil. As 8h45 sai nosso ônibus, seguidos por carros e outro ônibus ate o fundo do Cânion do Talhado, nas águas do Lago Xingó, município de Olho d’agua do Casado em Alagoas. A medida que o ônibus descia até as margens do lago, o que parecia ser o fim do mundo, era o uma janela para o belo visual das encostas arenosas! Dali, saímos nadando até uma plataforma com direito a bar próximo a gruta do talhado. Com 2 barcos de apoio todos nadaram curtindo a linda paisagens da encosta arenosa dos cânions. As primeiras braçadas já foram deslumbrantes, temperatura da água de 26.9 graus, todos ficaram encantados com o que estavam vivendo, nadando, sentindo. Voltamos para desfrutar de um ótimo Buffet com comida regional, no Restaurante Show da Natureza. Por volta das 14h retornamos a Piranhas. Conforme a programação, as 17h fizemos um revezamento, com equipes montadas na hora, começamos com luz natural, acabou a noite. Cada equipe era formada com 4 nadadores, o primeiro e o terceiro nadavam de Alagoas para Sergipe, os números 2 e 4, nadavam de Sergipe para Alagoas.

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Essa ficará na memória, não será mais repetida!
A noite no auditório da cidade de Piranhas, fizemos o congresso técnico, a palavra de ordem era, curtam a descida! Minha palestra e a palestra do Atleta\Professor Samir Barel, encerraram a programação do sábado.

Dia 27 agosto de 2016 - o grande dia, Travessia Volante – Lampião, Piranhas – Entremontes.

Encontro no Porto, alinhamento! Largada com destino as águas transparentes do Velho Chico. As correntezas, redemoinhos que pareciam que puxariam gente pra baixo, remansos, vento, chuva, todas as emoções juntos das mais belas paisagens! Todos chegaram bem, bem encantados em Entremontes! Muitas compraram bordados em Entremontes, a comunidade viveu seu dia mais importante depois da festa anual! Todos ficaram felizes com o evento, a economia se movimentou com a entrada de aproximadamente 7 mil reais!

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Visita a Grota do Angico, onde Lampião “subiu”....

Comida boa no Restaurante Angicos. Volta de catamarã para Piranhas, todos puderam ter a real noção de onde nadaram!

A noite, a surpresa, desfile na praça com direito a placa com nome das cidades dos participantes, nos sentimos nas olimpíadas!

Léia na locução, chapéu de cangaceiro nos premiados!

A noite acabou em um forró arretado!

Um dos nadadores abandonou tudo, até o troféu e seguiu o bando de lampião!

Dia 28 agosto de 2016 - TRAVESSIA DO LAGO XINGÓ

Mais uma surpresa, uma mega estrutura, um restaurante pra 800 pessoas, mais 10 catamarãs para 200 pessoas! La no fim!! Embarcamos com destino a margem alagoana, hora de pular na água 2 metros é pouco pra muitos, e muiiito pra alguns! Esperamos a hora de cada um! Comandante Paulinho, puxa a buzina do Catamaran Padre Cicero. Sol, reflexo do sol, refletindo o ouro de “tolo” do Lago Xingó, “tolos” esses nadadores que descobriram as maravilhas do sertão, o milagre da água do Sertão!

Chegamos em Sergipe, o Rodrigo, 7 anos, pulou do barco, apavorou a mãe, nadou tranqüilo e feliz seus 200 metros da Travessinha! Garçon servindo água na bandeja, chique, cadeira de praia nas margens do lago, no “chique no urtimo”!

UFAAA CHEGAMOS TODOS!!

O sonho de nadador sertanejo, descer o velho Chico, com a força da corrente e dos braços, nadar nos cânions, cruzar de um estado para o outro... Como todos os sonhos, chega ao fim, renovando energias da vida, preparando o próximo sonho!!!

Voltamos para Aracaju! Depois das belas e emocionantes palavras ditas e escutadas no “busão” !

Nos despedimos, com a certeza que nos encontraremos em alguma água desse mundo!

Pela primeira vez em 24 viagens, os viajantes fizeram parte um bando, aqui a lista:

Ligeirinha e seu amado “Salomão”!
B. de nenen e sua amada flor!
dr touca b. e sua amada
sorriso permanente!
rebolation e sua amada encaixa e vem!
cangaceiro esquecido e sua amada kpixabana!
pequena e seu amado retratista!
zoi azule e seu eletriquinho!
chego ainda hoje...!
2 escadarias foi pouco!
o temível do são joão!
cajazeiras cariocas!
cajazeiras catarinas!
pé que é um leque!
do beco da flor!
das montanhas do sule!
do rio a baixo!
xaranorito e sua amada ririka
mini lamp
alquimista
dançarina
lamp

Foi uma imensa alegria ter vocês como companheiros de viagem!
Levaria todos vocês até pra conchichina.... Alias, vou pra conchichina em 2018!!!!

 

Ahhh! A foto de todo o grupo?
O lampião esqueceu....

 

MUITO OBRIGADO

UM ABRAÇO

MARCOS

AGOSTO 2015 – TRAVESSIA NO SERTÃO (21ª VIAGEM)

AGOSTO 2015 – TRAVESSIA NO SERTÃO (21ª VIAGEM)

Diário de Bordo 21ª Viagem Travessias.com

TRAVESSIA NO SERTÃO DE ALAGOAS + ARACAJU

TURMA NADA IRRELEVANTE!!!
Esse é o nome do grupo, extraída de um historia contada e repetida durante a viagem!!! Essa foi a primeira viagem que foi realizada junto com um evento, como o grupo de participantes era pequeno, foi uma convivência integrada entre viajantes e participantes dos eventos. "Com a alma lavada e enxaguada", como dizia Odorico Paraguaçu!

Primeiro dia 27 de agosto de 2015

Embarcamos para Aracaju, juntamos o grupo as 14h30 em Aracaju, fomos recepcionados pelo amigo Bode Roco de Piranhas! Saímos com seu Adolfo pilotando micro ônibus, para um breve passeio pela orla de Aracaju. Uma breve parada no mercado publico, que vale a visita! O que mais impressionou foram os derivados de mandioca (aquela....kkk) Bem diferentes dos produzidos daqui no litoral de Santa Catarina! Paramos na orla, para fazer um lanche e caminhar pela praia. Foi a praia mais difícil que eu já vi para passar a rebentação, são pelo menos umas 100 ondas intermináveis para passar a rebentação! Entre os viajantes estavam: Osni e Vitória, completamos 9 viagens juntos!!! Lucia, Valdinei, 5ª viagem juntos! Angela, Cilmery 2ª Viagem! Eugênio e Vitória, Daniel e Rosane, Patrício, companheiros de muitas Travessias e 1ª viagem! Sayuri , Regina e Maria, Irenio, Ivone, Fernando, Bruno, 1ª viagem juntos! Grupo de amigos de staff Travessias.com, Rafael e Rubiane, Nathan, Aldo, Edvaldo, Juliana, Amaro, Fuschini. Nadadores e acompanhantes convidados: André, Denise, Ricardo, e o irmão Junior, de 10 e 11 anos, para a “mãinha Lima”, Ronaldo, Barbara, Marçal e Edmundo. Voltamos ao Aeroporto, recebemos o Danil e Rosana vindo de Curitiba, partimos para Piranhas! Uma viagem longa de ônibus, a estrada é boa, mas passa por muitos povoados e pequenas cidades, muitos quebra-molas. Paramos na cidade de Ribeirápolis, a família Bezerra, dona do posto de gasolina e do restaurante, nos recebeu com sorriso e simpatia! Para a surpresa de todos, uma excelente comida! Para o Aldo, a melhor pizza que ele comeu na vida, melhor que badaladas pizzarias de Florianópolis! Alguém perguntou, vamos chegar hoje em Piranhas? Chegamos, sim, as 23h59!!!!

Segundo dia 28 de agosto de 2015

As 9h30 partimos para a primeira atividade, o treino livre nos Cânions do Talhado. Fizemos nossa base em um restaurante que fica no fundo do cânion. Os nadadores foram nadando, até uma trapiche\deck, construído a 1km da base, os acompanhantes foram de lancha, e a segurança foi feita por barcos a remo, tropa comandada pelo Edvaldo, nosso caiaqueiro madrinha! Atravessamos o lago, até outra base, onde tem a gruta do Talhado, apelidada pelo Aldo de “toca dos 10 pila”(segredo).

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Todos fiamos encantados, foi uma nadada para não esquecer!

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Tilapia frita e carne de sol foram os pratos servidos!
Retorno a Piranhas, fomos direto no rio. Atravessamos de Alagoas para Sergipe, 150 metros. Rosana, Denise e Irenio, fizeram o maior desafio natatório de suas vidas! A primeira faze da minha “teoria” Foi aprovada!!!

Terceiro dia 29 de agosto de 2015

Acordamos cedo, o staff, para preparar os detalhes da prova. Logo foram chegando os desafiantes dos 12 km. Os barqueiros de Entremontes começaram a chegar com suas canoas, um modelo de barco desenvolvido para deslizar nas águas calmas e correntezas do baixo Velho Chico! “As águas” como dizem os barqueiros.

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Conhecemos o Redilson e o Ranilson, gemeos de 10 anos, família bem pobre, sem o pai, estavam felizes com o movimento, mais ainda, ganharam toucas, óculos e lanche!!!

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O Aldo comentou de uma senhora de 80 anos, sem casa, catadora de materiais pela rua. Ela estava com fome, o Aldo ofereceu um pacote de bolacha, ela inicialmente não aceitou, disse ao Aldo que ele precisaria mais que ela, porque ele tinha a Travessia pela frente! Ele disse que tinha mais e ela agradeceu. Alguns colegas de viagem embarcaram no Catamaram, outros foram nos barcos, como acompanhantes dos nadadores nos barcos, que cabem 2 passageiros e 1 piloto. Logo após a saída dos catamaran, para que eles não fazerem ondas para os pequenos.

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As 9h20, largamos para o maior desafio da vida da maioria dos nadadores. O nome da Travessia VOLANTE – LAMPIÃO, vem do percurso deito pela Volante (grupo de Policiais) que perseguiu o Bando de Lampião, até a Grota do Angico, lugar da embosca final....

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Alguns atletas se assustam com os bolhas formadas pela pressão da corrente do rio nas pedras que estão no fundo do rio, o segredo era nadar um pouco mais forte, passava - se fácil. Todos passaram bem! Os barcos que não contavam com acompanhantes, o eficiente Corpo de Bombeiros Civil, vinculado a Prefeitura de Piranhas, colocou um Bombeiro em cada barco, isso deu tranqüilidade a todos, nadadores e pra nós!

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Durante todo o trajeto, todos deslumbrados!!!!
Vários momentos de emoção, a Sayuri, Rubiane e Regina, agradeciam todo o tempo a oportunidade de nadar em um lugar como esse!

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Uma paisagem mais linda que a outra, a cada curva do rio, um deslumbre! A pequena comunidade Entremontes, estava na praia vendo um dos maiores movimentos da comunidade em todos os tempos! Foram chegando os nadadores, a alegria no rosto de todos, nadadores, acompanhantes , bombeiros e barqueiros, moradores! Todos chegaram bem, cansados e felizes!

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Quis o destino que o destino que o primeiro a chegar na Travessia do Velho Chico fosse, o Novo Chico, Chico Lima de Blumenau, Santa Catarina.

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Todos seguimos para o Restaurante Angicos, onde será o almoço. Momentos de relaxamento, a maioria do grupo foi fazer a trilha até a Grota do Angico, local da emboscada ao Lampião!

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Almoço, banho de mar, dormir na rede, esses foram um dos compromissos!
A volta para Piranhas a bordo do catamaram, pilotado por Rodrigo Cavalcante, ele mesmo que nadou na Travessia!
Um por do sol belíssimo, de repente, vários gritos, a uma meda lua cheia fechava com chave de brilhante com o reflexo da luz da lua no velho Chico!!!
O que era mais uma teoria, foi sucesso, a Travessia Volante – Lampião, 12 km! Sai uma grande preocupação dos pensamentos e fica uma grande satisfação!
Nos não tínhamos muito tempo, nem fomos na pousada, porque tínhamos o desfile com a Banda Municipal Filarmônica Mestre Elísio.
Por volta das 19h30, reunimos atleta, staffs e acompanhantes, com a banda na frente da Prefeitura. Pelo ensaio, já vimos que a banda era do mais alto nível! O maestro me disse que o protocolo era, os convidados na frente e a banda atrás, eu decidi quebrar o protocolo, nos fomos atrás da banda. A primeira musica tocou e já arrepiou a todos!! Eu desci a ladeira principal da Cidade Histórica de Piranhas com olhos cheios dágua, vi que não estava só na emoção! A cidade parou, ver a banda passar, todos fotografando! Assim que chegou nos limites da praça, lotada por moradores e turistas jantando, o maestro tocou famoso tema de um programa de esporte na TV, UMA GRANDE EMOÇÃO!!!!!!!!! A Banda se posicionou na quadra e tocou mais algumas musicas. Eu confessei no microfone para toda a cidade que esqueci a caixa de troféu no hotel, o André Carneiro, gentilmente foi buscar, enquanto ficamos curtindo a banda. Após a chegada dos troféus, agradecemos a Banda e comecei a premiação. Primeiro uma surpresa, os “dubles” de nadadores, que cruzaram o Rio São Francisco de Alagoas para Sergipe, 150 metros. Premiamos a prova de 12 km, com o aplauso de toda a cidade de Piranhas! Um dos momentos mais emocionantes que passei em quase 20 anos de Travessias!!!

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Ficamos todos na praça para jantar e curtir e repercutir um dia tão intenso! Um fato curioso, uma banda, dessa vez de rock, que se apresentaria a noite na praça, ficou passando o som na frente de todos, desagradável! Quando apareceu a banda pronta, o vocalista, fora dos “padrões”, bem gordinho se preparou e surpeendeu a todos com uma belaaaaaaaa vós! Alguém pode dizer que eu fui preconceituoso, o que posso dizer que esse era um comentário de todos. Tocaram varias musicas dos anos 80 com uma qualidade de profissionais! Fiquei bem feliz em ver um jovem que toca surdo na Filarmônica, foi em casa, trocou de roupa e “se acabou” de tanto dançar.

Quarto dia 30 de agosto de 2015

TRAVESSIA DO LAGO XINGÓ Fomos cedo para o Restaurante Karrankas, preparamos as bóias, inicialmente pensávamos que seria impossível colocar bóias, pois as profundidades do lago chegam a 200 metros, por sorte achamos uma poita onde eles ancoravam o catamaran, uma árvore de uma ex-ilha no lago que estava aparecendo, também uma rede de pescador, foi aproveitada para colocar bóias. A empresa que administra o complexo que compreende o restaurante Karrankas e os catamarans, nos cederam um catamaran, duas lanchas e um caiaque para a prova. Logo chegaram os atletas, levamos todos, atletas e acompanhantes para a margem do lado de Alagoas, o pessoal de apoio do catamaram e lanchas, foram muito atenciosos e competentes! O Bruno de Maceió e o Amaro de São Paulo, aproveitaram e “nadaram” encima de uma rede que passava raspando na água, dentro do catamaram.

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Todos os nadadores se posicionaram junto a pedras na margem e largaram, um vento de rajadas atrapalhava um pouco, mas tudo correu bem, tudo que era teoria deu certo! Os eventos aconteceram com tranqüilidade foram aprovados por todos!

uffaaa!!!

Fizemos a premiação na beira da praia, nos despedimos de alguns, quem ficou, almoçamos na mega estrutura do restaurante Karrancas.

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TRAVESSINHA INTERESTADUAL - Fizemos um desafio, atravessar nadando o Rio São Francisco emfrente a cidade de Piranhas, são 150 metros.

Nadou de Alagoas para Sergipe - 150 metros
Denise Ramos
Juliana Oliveira
Cilmery Oliveira
Irenio dos Santos

Nadou de Alagoas para Sergipe e voltou - 300 metros
Aldo Berardinelli
Rosana Follador
Danil da Silva de Oliveira
José Patricio Matos
Lucia Surian Moreira
Marcos Fuschini
Bruno Medeiros Chaves
Edmundo Foschini

Nos despedimos das Águas do Velho Chico, com a certeza que voltaremos a esse Oasis no meio do Sertão, com um povo simpático, atencioso e educado!!!
Partimos de volta a Aracaju, com muitas historias para contar! Uma breve parada em Ribeirópolis, comida boa, dessa vez sem a família Bezerra, mas os funcionários também foram simpáticos! Seu Adolfo, foi o melhor motorista que já trabalhei, os viajantes deram uma bela caixinha, dava pra comprar alguns quilos de carne de sol! Deixamos alguns colegas no aeroporto, já era praticamente nossa despedida, uma viagem curta, mas muito intensa! A maioria, ficou um dia em Aracaju, quando chegamos no hotel, ficamos até um pouco perdidos sem programação. Cada um foi para um lado, eu o Osni e Vitoria, fomos almoçar com um casal de amigos deles, Tito e Fernanda que nos levaram a um excelente restaurante chamado Mangará, de comida típica.

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Uma lição muito triste, escutamos do casal, Fernanda trabalhava em uma empresa noroeguesa, que deixou o Brasil não por seus políticos e sim, com o povo, que conheceu através de seus trabalhadores. Muitos inventavam doenças para não trabalhar!!!! Nos brasileiros vivemos reclamamos dos políticos, mas eles um reflexo de nos mesmos!!!

Quinto dia 31 de agosto de 2015

Fomos tomar um banho nas águas quentes e agitadas da praia de Atalaia em Aracaju. Almoçamos e seguimos para o aeroporto. A maior parte do grupo foi para Brasília, chegamos na “capitar” com seu belo novo aeroporto, ligamos para as amigas Teresas, mas não daria pra nos encontramos, porque chegamos as 18h, embarcaríamos as 20h. No momento do embarque, descobrimos um atraso, só embarcaríamos as 23h40, nesse caso, não lamentamos, ligamos para as colegas de viagens e Travessias, e demos uma volta por Brasília. Embarcamos as 23h40 cansados mais felizes!

Obrigado Teresa, Jacqueline e Washington por terem aberto as portas do VELHO CHICO prá nós!!!!

Nos encontraremos em alguns recanto do Brasil e do mundo!

A data da viagem para o Sertão esta marcada, dias 26, 27 e 28 de agosto de 2016.

Aqui a viagem http://www.travessias.com/index.php/viagens/agosto-2016-2-travessia-no-sertao-de-alagoas-aracaju

Aqui o evento http://www.travessias.com/index.php/eventos-especias/2-festival-o-sertao-vai-virar-mar

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JULHO 2015 - TURQUIA + 4 PAÍSES ( 20ª VIAGEM )

JULHO 2015 - TURQUIA + 4 PAÍSES ( 20ª VIAGEM )

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Diário de Bordo Viagem numero 20 Travessias.com
Croácia, Eslovênia, Bósnia, Montenegro e Turquia.
Grupo Turma do KaZaKo

Dia 15 de julho de 2015

Embarcamos em Florianópolis parte do grupo: eu, Marcos Pinheiro, e a família da dona Marina (a matriarca de 92 anos), Dolores, Norma, Rogerio, Dora, Paulo e Mercedes. No aeroporto de Guarulhos nos encontramos com os amigos de Porto Alegre, Niva, Rafael, Isadora e Aline, logo depois com Juliana e Janice que embarcaram mais cedo de Floripa! Um novinho avião A340 da Lufthansa, nos conduziu suavemente a Munique ... Tive a sorte de dividir a fila de poltronas com o Pedro, nascido em Minas Gerais, criado no Rio de Janeiro, que mora em Saraievo, casado com uma moça da Bósnia que ele conheceu nos Estados Unidos. Pedro me deu uma aula sobre os Balcãns e me ensinou umas palavras do difícil idioma falado pelos países do Balcãns.

Dia 16 de julho de 2015

Chegada tranquila a Zagreb a bordo de um E95 na nossa Embraer. Um pequeno aeroporto, os oficiais de alfandega seguem um padrão mundial: carrancudos e mau humorados, bem diferente do povo croata sempre simpático e atencioso. O primeiro transfer é sempre uma “loteria”, tudo contratado pela internet, mas esse eu tinha uma segurança maior, porque uma brasileira, guia na Croácia, tinha me ajudado nos trâmites. Chegar em um aeroporto e não ter ninguém esperando é sempre triste, mas ali além do simpático, Dejan, se le Deian, o jota tem som de i, nossa colega Lucia, chegou da Turquia para seguir viagem conosco! Uma bela van de cor prata e com o estofamento vermelho seria nossa primeira nave! Deixei o grupo no hotel e voltei ao aeroporto para esperar os colegas Humberto e Clarisse, que iniciaram a viagem uns dias antes e chegavam de Paris. Dessa vez eu era a pessoa que deu o primeiro aceno pra eles! Chegamos no hotel logo fomos ao centro para o encontro com a guia, parte do grupo não se encontrava no hotel, acreditávamos que nos encontraríamos no centro da cidade.

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A guia foi substituída pelo simpático e falante Tin, um croata de 27 anos, que estava a um mês do casamento! Ele falava uma mistura de português do Brasil, de Portugal e espanhol, mas perfeitamente entendível! Antes de viajar, li alguns comentários na internet: que a cidade de Zagreb era o patinho feio dos Balcãns, quem disse isso, não viu bem a cidade e não teve a história contada pelo Tin.

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Tin, nos mostrou uma linda cidade com muiiiita história. As histórias que ficaram na memória eram dos povos que viviam um de cada lado do rio onde hoje é Zagrev, que estavam em constante conflito , o principal motivo era o rio, solução: aterra o rio! Todos queriam ser os donos do rio. Até hoje ocorrem enchentes no centro de Zagrev, consequência dessa decisão.

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Falou também no Marechal Josip Broz, conhecido como Tito. Marechal Tito foi um militar Iugoslavo revolucionário comunista e estadista iugoslavo, líder dos guerrilheiros da resistência iugoslava, denominados partisans, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo o maior responsável pela resistência armada às forças do Eixo e aos nazi-fascistas croatas e sérvios, mesmo sem apoio político e material dos Aliados. Posteriormente, Tito se tornaria presidente da Iugoslávia, cargo que exerceu entre 1953 e 1980, até a morte. Figura importante e controversa da Guerra Fria, Tito fora criticado e elogiado por ambos os lados do globo. Símbolo de união entre os povos da Iugoslávia por ter mantido a paz entre as diferentes etnias dos Balcãs, palco de históricos conflitos separatistas. Tito também é considerado um ditador cruel e autoritário, apesar de seu carisma característico, que persiste até os dias de hoje. Tito é respeitado e admirado pela sua luta contra os nazistas, e principalmente por ter sido um líder com a força, coragem e capacidade de manter seu país livre de influências estrangeiras durante a Guerra Fria, fosse da União Soviética ou dos Estados Unidos, além de ter defendido a união e soberania dos países do chamado terceiro mundo. Era um dos mais conhecidos adeptos do Estado laico. Seu funeral atraiu centenas de líderes mundiais, sendo o funeral com maior participação em toda a história até então, superado apenas pelo do papa João Paulo II, vinte e cinco anos mais tarde. Após a sua morte, diferenças, ódio e ressentimentos entre diferentes grupos étnicos desencadearam o maior conflito bélico europeu após a Segunda Guerra Mundial, desmembrando as repúblicas iugoslavas. Origem: Wikipédia. O que não esquecemos da história contada pelo Tin do Marechal Tito era a origem do apelido, Tito. Reza a lenda, que ele por ser autoritário e de poucas palavras, se dirigia a seus comandados apontando o dedo e dizendo: - Ti (Tu\você) To (ali)! Dando tarefa a seus comandados... Após nos despedirmos do falante Tin, ou seria Tin To...kkk Fomos a rota dos bares e restaurantes comer o prato típico de Zagreb, o štrukli, se parece com uma lasanha sem trigo, a base é somente feita de queijo. Muito bom e bem feito, aprovado por todos! Um dos nossos colegas, conhecido chef, da família da Dona Marina, que eu me reservo o direito que não dizer o nome, substimou uma pimenta croata e “carregou” seu štrukli com a “marvada”, ele ficou vermelhooooooo, de tão forte que era a pimenta! Não é Paulo.....

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Uma pequena do grupo experimenta a principal cerveja de casa, cidade ou pais, outros, todas.... Na praça central da Cidade, vimos um festival Internacional de Folclore com grupos de toda a Europa. Nos encontramos com o grupo que não veio para a visita guiada, e faltava um dos componentes, faltava uma delas, eles pensaram que estava comigo, ficamos preocupados, voltamos rápido para o hotel, porque essa pessoa não tem experiência em viagens, quando batemos na porta do quanto, e pensávamos que ela estaria brava e com “traumas”, nos a acordamos, dormiu o tempo todo, respiramos aliviados e nos rendeu boas risadas!!! Desde 2013, na viagem para a América Central, com os 20 do Infinity, os grupos de nossas viagens passaram a ter nomes. Esse grupo parecia que não teria nome, mas logo no primeiro dia em terras Croatas surgiu o nome. TURMA DO KAZAKO! Esse nome é “segredo de estado” só pode (e não deve) ser revelado por algum membro do grupo.

Dia 17 de julho de 2015

As 6 e meia, horário da Croácia e uma e meia da manhã, hora do Brasil acordamos para um espetacular café da manhã no hotel. Começaram os cumprimentos, detalhe, o aniversariante tinha esquecido, mas os colegas não! Dejan nos esperava para nosso segundo dia de descobertas. O destino: Liubliana, capital da pequena e desconhecida Eslovênia. Foi instituído para o grupo, com a relatoria e autoria do Paulo, que a partir daquele momento, quem chegasse três vezes atrasado no ônibus, pagaria uma rodada de .... para todos os colegas! Logo que cruzamos a fronteira percebeu-se algumas diferenças entre os países, nas casas, com características mas alpinas e na agricultura com toda as áreas plantadas. Com duas horas de viagem, estávamos na praça principal, e pudemos perceber a linda cidade! Com um ar de Viena e Veneza!

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Logo chegou nosso guia Gorazd, um simpático esloveno que fala português de Portugal e acha que não tem sotaque...kkk Apaixonado por sua cidade e seu país, nos conduziu no seu estilo, bem diferente do Tin de Zagrev, mais suave e tranquilo, não menos interessante. Vimos uma cidade jovem e vibrante, com muita cultura, ele disse que eles tem 10 mil festivais de cultura. Nos levou até a bela prefeitura, comentou que o prefeito não era politico, quase foi eleito presidente e tem o apoio da população, falou que o prefeito caminha pela rua e se vê algo errado, já da ordem na hora pra arrumar! Se parece muito com Florianópolis, estou tentando pedir para a prefeitura colocar uma placa de trânsito há 10 anos na Lagoa da Conceição, eles NUNCA VIERAM VER O LOCAL!!! Sugiro a esse pessoal, dar uma voltinha na Eslovênia e bate um papinho com o “seu” Zoran Janković, Prefeito de Liubliana. Entre as informações e belas histórias contadas pelo guia, se destaca a juventude de Liubliana, uma cidade estudantil, com 80 mil estudantes de um total de 260 mil habitantes. Segundo ele os estudantes tem muitos benefícios e por isso estendem seus cursos o máximo possível, a média de idade dos formandos é entre 27 e 30 anos.

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Aqui a bela lenda do Dragão, símbolo de Liubliana

Em Liubliana, vivia um dragão macho. Era um dragão grande e muito forte. Voava com tanta velocidade que todas “dragôas” o admiravam. Às vezes, subia ao ponto mais alto do castelo, se escondia por trás duma torre e lançava fogo sobre a cidade. As pessoas se refugiavam nas casas e só os mais corajosos ficavam nas ruas. O dragão adorava comer pessoas, mas como não era um animal muito mau, não gostava de prejudicá-las de mais e as comia só duas vezes por semana em pequenas quantidades. Depois da refeição, gostava muito de meditar embaixo de uma tília (árvore centenária) em um monte que se chama Roznik e que atualmente fica na cidade de Liubliana. Antigamente, ficava fora da cidade e era a zona preferida dos dragões.

Um dia quando o dragão meditava no seu lugar preferido, apareceram duas “ dragôas” e começaram a conversar amavelmente. O dragão ficou fascinado com as duas, mas como os dragões costumam ter só uma namorada, decidiu que ia ficar com a mais amável. A mais amável não era a mais bonita, mas tinha um charme que o cativou totalmente. Ficou tão apaixonado que já não olhava para mais nenhuma outra. Dessa paixão, nasceu um pequeno dragão que se parecia com um lagarto. O pai ficou triste porque não tinha imaginado que ia ser pai de um dragão tão fraco que nem parecia um dragão. A fêmea deixou de lhe dar atenção e dedicou-se totalmente ao filho.

O dragão ficou tão triste que se escondeu na sua gruta e chorou dias e noites. Chorou tanto que fez subir as águas do rio Liublianica.

O pequeno dragão crescia e quando tinha mais ou menos 150 anos, que correspondem a cerca de 15 anos na idade humana, o pai dragão quis mostrar a ele como se comportam os verdadeiros dragões. O pequeno dragão não era nada parecido com ele. Gostava muito das pessoas, de poesia e adorava estar sentado numa ponte do rio Liublianica e observar os namorados à noite. Para ele, a coisa mais importante da vida era criar e amar. O dragão pai não gostou nada do comportamento do filho.

Um dia mostrou-lhe como se fazia um fogo assustador que deixava de joelhos todas as pessoas. O filho disse ao pai:
_ Isso não é nada. Olha para mim!

O pequeno dragão subiu ao céu por cima das cabeças das pessoas assustadas fez as piruetas mais espetaculares do que todas as que as pessoas já tinham visto e ao mesmo tempo cantou uma canção que tinha composto na véspera sobre o rio Liublianica e os seus namorados. Todas as pessoas ficaram impressionadas. Nunca tinham visto um dragão artista. Após o espetáculo o dragão foi descansar sobre a ponte como de costume. Os seres mágicos que viviam no rio gostavam muito dele. Fizeram um feitiço para ele adormecer, estar sempre por perto e ter uma vida mais longa. Quando as pessoas viram que o dragão ia ficar na ponte, disseram ao escultor mais famoso da cidade que fizesse mais três estátuas com dragões iguais ao dragãozinho artista.

Em sua honra, a ponte passou a chamar-se Ponte de Dragão. O dragão está dormindo e sonhando profundamente, mas um dia vai acordar e fazer companhia às pessoas de Liubliana.

Adaptação para português de Mateja Rozma.

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Finalizamos a visita passando por uma feira com comidas do mundo inteiro, produtos orgânicos e até uma máquina que vende leite e iogurte. Nas três pontes, nos refrescamos com uma ideia genial da prefeitura, um cano de água, jorrando água como uma chuva, para refrescar os 40 graus, bem no meio da praça.

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A vida\destino me pregou uma peça.
Mês de março de 1996, fim de uma grande viagem pela Europa, eu estava em Veneza na Itália, decidi ir até a Eslovênia.
Peguei um trem até Trieste, perguntei no escritório de turismo se era necessário visto, o italiano disse que não, que eu poderia ir tranquilo!

Trecho do meu livro:

“ Em Trieste, a última cidade no oeste da Itália que faz fronteira com a Eslovênia, perguntei no escritório de turismo sobre o visto, o italiano disse:
— Não, não é problema, não é preciso visto.
Comprei uma garrafa de suco, um sanduíche e tomei o trem para Lubliana. Na fronteira me pediram o passaporte, senti que alguma coisa estava estranha, me mandaram descer, junto com um outro rapaz. Ele era húngaro, carimbaram o passaporte e o proibiram de cruzar a Eslovênia. Meu problema era menos grave, estava sem visto, argumentei que tinha perguntado ao italiano em Trieste sobre a obrigatoriedade, o guarda da fronteira então disse em Italiano:
— É, para os italianos não precisa, mas para vocês sul-americanos, é necessário!
Lembrei-me com “carinho” do italiano.

Restaram-me duas opções, pagar U$ 40 pelo visto ou voltar, decidi voltar. Enquanto estava no posto da Polícia de fronteira eslovena, ajeitando minha situação de clandestino acidental, o trem foi saindo e minha bagagem estava dentro, sai correndo e gritando até pararem o trem, retirei a bagagem e depois pedi autorização para tirar uma foto em frente ao posto da polícia, o guarda olhou para o colega, deu uma risada e me autorizou, fico imaginando o que ele deve ter pensado.

- “Estes brasileiros! Vem pra cá sem visto e ainda querem fotografar a delegacia”.

O húngaro e eu embarcamos em um camburão até a fronteira com a Itália, nos deixaram por ali. Os italianos então nos colocaram em um camburão italiano. A comandante da viatura era uma loira, veio o tempo todo xingando e nos perguntando o por que de vir para a Itália se não tínhamos dinheiro. Este foi o maior momento de tensão, achei que apanharia da italiana braba.

Nos levaram até um posto de polícia, em uma estação de trem, a loira falou para revistarem a mochila do húngaro, o soldado por engano começou a revistar minha mochila, quando retornou a loira colocou a mão na cabeça e disse, que não era eu e sim o húngaro. Liberados e libertados, retornamos a Trieste. O húngaro tinha se alistado na legião estrangeira, ele brigou e estava acima do peso, mandaram-no embora sem um tostão no bolso. Ele veio desde Toulon, entrando no trem, quando vinha o fiscal ele dizia:
— No money, no ticket
Alguns deixavam ele ir até o fim da linha, outros obrigavam ele a descer na próxima estação, a dois dias não comia. Depois de tantas pessoas terem me ajudado durante a viagem, lembrando-me do Fabio em Fraiburg, vi uma grande oportunidade de retribuir toda esta ajuda.

Comprei uma passagem para ele até Udine, que ficava na fronteira da Itália com a Áustria, assim ele não precisaria passar pelo território esloveno, custou U$ 4, ainda entreguei o suco e o sanduíche que tinha comprado para comer no trem durante a viagem a Eslovênia e mais dez mil liras (U$ 5). Disse-lhe para se cuidar e desejei sorte na viagem até sua casa, muito surpreso ele agradeceu. Rumei a Veneza, as portas da Eslovênia fechadas, mas retornei com a certeza de que pisar em território esloveno teve um forte significado, ajudar o viajante húngaro, agora meu destino seria o mesmo do meu colega de camburão, a Áustria.

Quis a vida que, 19 anos depois, no dia do meu aniversário eu voltaria a Eslovênia com um grupo de amigos viajantes! Cantaram parabéns na praça, a primeira grande emoção!!!

Da capital seguimos para a Caverna de Postojna, queríamos também ver o castelo, não teríamos tempo pra tudo, como nossa visita a caverna começaria as 15 horas, deu tempo para ir até o Castelo de Predjana, e ver a maravilha eslovena encravada na montanha de rocha.

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Entramos na caverna, uma mega estrutura, com um pequeno trem para aproximadamente 100 pessoa, nos leva até uma parte da caverna, são varias as formações, impressiona pelo tamanho da caverna. A temperatura vai baixando, de 40 graus lá fora, para 10 graus dentro, no final da visita estava perto de 5 graus. Uma de nossas colegas sentiu pressão baixa, como temos três médicas no grupo, quem estava mais perto, a Dolores, atendeu! Rapidamente ela se reestabeleceu.

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Chegamos de volta a Zagreb, com um gosto de quero mais, vontade de ficar mais tempo na bela Eslovênia! Alguns dos colegas foram passear no centro. Mais um dia intenso e muito proveitoso. Terminamos o segundo dia com o placar de atrasados zerado, teve gente que correu para não ser o último....

Dia 18 de julho de 2015

Nosso ônibus atrasou, esperamos um pouco mais conversando e zapizapiando as aventuras do dia anterior. Com uma van prateada, com banco de couro um pouco apertados seguimos para ver uma das maiores atrações da Europa:
Lagos Plitvice.
Na saída de Zagrev um mega engarrafamento, por sorte nosso motorista sabia caminhos alternativos. Eram milhares de visitantes de todas as partes do mundo, principalmente dos países mais próximos, logo na entrada do parque, uma barraca servia lanches, com destaque para pão com linguiça, aprovado por todos. A caminhada era longa, a cada curva da trilha um lindo cartão postal, a água escapava por buracos na terra. Uma transparência de 50 metros de visibilidade. Vontade de se jogar na água era muita, como era proibido teve gente combinando para que um empurrasse o outro para poder cair “sem querer” na água. Em um determinado momento, os primeiros de nosso grupo, sentaram na margem de um canal com correnteza, e colocaram o pé na água, foi seguido por todos os demais, uma cena linda, vários turistas do mundo fizeram foto nossa!

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Mais um lanchinho e seguimos viagem rumo a Split. Pouco antes de chegar, víamos de longe um castelo onde foram filmadas cenas da série Games of Thrones.... 
Nosso hotel em Split ficava em um prédio do ano de 1700, e fica literalmente na cara do gol, a 10 passos do agito, do calçadão a beira mar!
Parte do grupo foi fazer um tour com uma guia brasileira, caminhamos entre as muralhas do Palácio Diocleciano.
Uma noite muiiito agitada na luminosa Split, muitos bares, restaurantes, muitos jovens do mundo todo!


O Palácio de Diocleciano foi a residência imperial fortificada construída pelo imperador Diocleciano (r. 284–305) na costa da Dalmácia para ali se retirar após a sua abdicação voluntária em 305. É um dos edifícios mais bem conservados da Antiguidade tardia e os seus vestígios estão preservados no coração histórico de Split, na Croácia.

Contrariamente a uma lenda popular, a cidade - Espalato (em latim: Spalatum) - deve o seu nome ao da vizinha cidade grega de Aspalato - "arbusto branco" - e não ao termo latino para palácio - palatium.

O imperador Diocleciano viveu neste palácio o essencial dos últimos anos da sua vida e, quando faleceu, o seu corpo foi depositado num sarcófago colocado dentro do mausoléu que ele tinha mandado construir.

O Palácio de Diocleciano é um testemunho excepcional da encenação arquitetônica da ideologia tetrárquica que não sobreviveu ao seu fundador

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Depois do desaparecimento do seu patrocinador, o palácio continuou servindo, até ao século VI, de residência oficial para a administração provincial e para as grandes personalidades em exílio, mas também abrigou uma manufatura têxtil. Depois das invasões eslavas, desenvolveu-se uma pequena cidade dentro das suas muralhas, a qual sucedeu a Solin como sede episcopal e administrativa das autoridades bizantinas. Esta acabou por passar para o controle veneziano e permaneceu como uma praça forte daquela república até à sua dissolução, em 1797. A partir do século XVI, os vestígios do palácio atraíram a atenção de arquitetos e eruditos europeus e tiveram uma influência confirmada sobre a corrente neoclássica. Fonte Wikipedia.

Eu tinha que conseguir um barco para irmos a ilha Hvar, como não aceitei a proposta da guia, segui meu caminho.
Nós usamos muito pouco a força mental que temos, eu tenho feito experiências...
Juntando a lógica e intenção\intuição, mentalizei que um futuro amigo que eu conheceria na Travessia, nos ajudaria a conseguir o barco...

Dia 19 de julho de 2015

Eramos cinco a tripulação que seguiu para a praia de Kastel Stari, castelo velho em português, a 15 km de Split. Nosso motorista falava croata e alemão, a Norma, nossa colega fez falta, com seu alemão (strudiano – derivado de strudel, conhecido doce alemão!)
Chegamos cedo, já vimos as bóias posicionadas. Uma bela praia croata, com um mar calmo e transparente. O local base da Travessia era um cais de concreto que servia como base para muitos pequenos barcos.
Pela proximidade com a Itália, a influência era visível, nos barco, na arquitetura e música. O repertório era no estilo Pepino de Capri e Gino Paoli, a música que mais se encaixa com a Travessia seria, Sapore de Sale.

https://www.youtube.com/watch?v=R76Abv8-Mbc

O Osni e a Vitória, colegas de 8 viagens, teriam gostado do repertório. Eu estranhei a frieza dos croatas, não anunciaram nossa presença, era uma prova pequena com 60 atletas, porque no mesmo final de semana seria realizado em Zagreb, o Campeonato Croata de Natação. O que podemos perceber era que uma menina era atleta olímpica e deveria estar treinando para o Mundial de Natação na Rússia. Eles fariam somente a prova de 5 km, se inscreveram somente o Rogério, o Humberto e a Lucia. Eu descobri caiaques para alugar, sorte a minha e a da Clarisse, dois ótimos caiaques estavam a nossa disposição. As poucas palavras croatas aprendidas foram o suficiente pra me comunicar com o tio dos caiaques, que me emprestou sem garantia alguma!
Teoricamente, com 3 voltas completariam o percurso de 5 km. O Rogério nadou para soltar, uma volta, a Lucia 2 voltas e o Humberto completou o percurso. Os organizadores só erraram o percurso, ao invés de 5 km, deu 6.6 km no GPS.
Faltava o novo amigo, eu perguntei para o diretor da prova sobre o barco, ele disse que ligaria para um amigo dele que era comandante. Em poucos minutos ele tinha um contato com uma empresa que alugava barcos. Chegando em Split de volta, fui na agência e fechamos a ida para Hvar. Conhecemos um croata que nadou, por what zap ele nos comentou que logo após a prova, teve um almoço de confraternização com direito a banda de música e tudo!
Na próxima vez já sabemos, ficaremos mais tempo.
Fomos ao cais, esperando um barco normal, quando chegamos, vimos que não era, um barco inflável com cabine fechada, com capacidade para 20 passageiros. Confortavelmente sentados em poltronas com amortecedor, tamanha era a velocidade do barco voando com 2 motores de 350 hp, o barco voava!!!
Primeira parada era uma pequena praia, lugar de parada de muitos barcos, era o point do Jet set da Costa Dalmaciana. Alguns desavisados se assustavam com as moças de top less...
Um banho de mar para refrescar, seguimos para a bela cidade histórica de Hvar, um fervo de gente, parece que quem antes procurava outros destinos como Ibiza e ilhas gregas, esta em Hvar.

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Um belo passeio nas ilha da Costa da Dalmacia, encerra nossa passagem por Split.

Na volta fomos saldados por muitos barcos de todos os tamanhos e estilos.
A noite cada um escolheu um o lugar para jantar, eu arrisquei comer em um lugar de comida oriental, um hamburguer, no lugar do pão, era arroz, uma delicia por 13 reais.

Dia 20 de julho de 2015

Partida para Dubrovnik, com breve passada pela Bósnia. Em aproximadas duas horas de viagem, estávamos na fronteira da Croácia com a Bósnia. Uma policial entrou no ônibus e recolheu nossos passaportes, devolveu carimbados com saída da Croácia. Seguimos até o outro lado, 200 metros a frente, aduana na Bósnia, eu decidi contar o número de passaportes, ops, faltava um, falei com o motorista, voltamos caminhando, encontramos a policial, ela procurou, encontrou o passaporte e pediu desculpas!
Carimbo da Bósnia, seguimos pelo calor de quase 40 graus. De longe deu pra perceber que Mostar ficava em um vale, o motorista nos deixou a 500 metros da Ponte, por restrições de trânsito. Caminhamos até a famosa porte de virou símbolo da guerra e reconstrução da Bósnia.

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Ponte Velha do Centro Histórico de Mostar- Patrimonio Mundial da UNESCO

Stari Most ("Ponte Velha") é uma ponte do século XVI na cidade de Mostar, Bósnia e Herzegovina, que cruza o rio Neretva e liga as duas partes da cidade. A Ponte Velha permaneceu firme por 427 anos, até ser destruída em 9 de novembro de 1993, na Guerra da Bósnia.

https://www.youtube.com/watch?v=aiO_UqAV0Ng

Logo depois, um projeto foi feito a fim de reconstruí-la, sendo a ponte reaberta em 23 de julho de 2004. A ponte original foi construída por Solimão, o Magnífico, em 1557 a fim de realocar uma antiga ponte suspensa de madeira, bastante instável. A construção demorou nove anos, sendo terminada entre 19 de julho de 1566 e 7 de julho de 1567. Pouco se sabe sobre os responsáveis, mas acredita-se que seu projetista foi Mimar Hayruddin, um arquiteto otomano. Com o final da guerra, planos foram feitos para reconstruir a ponte. O Banco Mundial, a UNESCO, a Instituição Aga Khan Trust for Culture e o Fundo Mundial de Monumentos realizaram uma coalizão para supervisionar a reconstrução da ponte. 2 Fundos adicionais vindos da Itália, Holanda, Turquia, Croácia e do Conselho do Banco de Desenvolvimento Europeu, bem como do governo Bósnio também foram utilizados.

Mergulho - É uma tradição entre os jovens da cidade, pular da ponte no rio Neretva. Como o Neretva é muito frio, isto é muito arriscado e apenas os mais experientes e treinados fazem esta tentativa. A prática data de tempos antigos, mas o primeiro pulo registrado é datado de 1664. Em 1968 uma competição de mergulho teve início em todo verão. A primeira pessoa a pular da ponte desde que foi reaberta foi Enej Kelecija. Fonte Wikipedia.

A guerra deixou marcas na cidade, muitos prédios ainda com marcas de balas e destruição. A ponte divide a cidade entre muçulmanos e católicos, até hoje muitos habitantes não cruzam a ponte.
Muitos restaurantes e lojinhas dos dois lados da ponte.
Almoçamos em Mostar e seguimos viagem para Medjugorje (o jota tem som de i). Não fomos porque era um grupo religioso, é um reconhecido centro de peregrinação católica, nós simplesmente aproveitamos a oportunidade por passarmos tão perto. Foi realmente um “sacrifício” o calor era de 42,6 graus, e sensação térmica de 50. Encontramos refugio dentro da igreja, um agradável friozinho!!

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Apesar do desconforto com o calor, valeu a pena a breve passada pela Bósnia. Nosso motorista não estava muito seguro do caminho, parou duas vezes para perguntar se o caminho estava certo. Uma grande auto estrada está sendo construída na Bósnia, deve ser inaugurada em breve. Logo chegamos na Fronteira com a Croácia, novamente carimbamos saída da Bósnia e entrada na Croácia. Olhando o mapa da Croácia e Bósnia, é difícil entender como um trecho de 24,5 km de litoral, a cidade de Neum, pertence a Bósnia, em pleno litoral da Croácia, precisamos voltar na história para entender:

Em 1699, Ragusa (República de Dubrovnik) renunciou ao controle sobre Neum para o Império Otomano em 1699, pelo Tratado de Karlowitz. A cessão pela República de Ragusa aos otomanos após a guerra e destes contra a Liga Santa dos Balcãns. Isso permitiu ao exército turco ter um acesso ao mar Adriático e também um corredor de proteção da Ragusa contra a República de Veneza que ocupava territórios na Dalmácia.

Neum esteve sob o domínio otomano por 179 anos, desde 1699 até 1878, quando a Bósnia e Herzegovina passaram ao domínio do Império Austro-Húngaro. Neum foi parte de Banóvina da Croácia (Banovina Hrvatska), uma área da Iugoslávia criada para abrigar os Croatas entre 1939 e 1941, durante a Segunda Grande Guerra.

A região Neum corta o território croata em duas partes não contíguas no litoral Adriático. Essa condição vem desde o Tratado de Karlowitz (1699) entre a República de Dubrovnik e o Império Otomano, visando não haver fronteiras com a República de Veneza. Fonte Wikipedia.

Como está no mapa e na história, entramos de novo no território Bósnio, dessa vez sem carimbar o passaporte, saímos do território Bósnio!

A Croácia e a União Européia estão projetando uma ponte para não precisar passar pelo território Bósnio, essa ponte é um mega projeto, porque além da distância, tem que ser bem alta para passar os navios para o porto bósnio.

A estrada serpenteia o Mar Adriático até a cidade de Dubrovnik.
O grupo dessa vez fica separado, uma parte em um belo hotel e o outro em apartamentos na cidade murada.
Assim que deixamos as bagagens no apartamento, fomos tomar um banho de mar na Banje Beach, a mais perto da cidade murada!
Pudemos experimentar o conforto de um apartamento, nos sentimos em casa, fizemos compras no supermercados, e a Juliana foi a chef em nossa primeira janta em solo Croata.
Nos sentimos moradores da República de Dubrovnik.

Dia 21 de julho de 2015

Uma vida de morador, acordei cedo, fui no mercado fiz compras para o café da manhã.
Combinamos nos encontrar as 9h na Porta Pile, uma das duas entradas da fortaleza, com a Nataša (Natacha), guia em Português de Dubrovnik.
Hora combinada, todos no local.
Desde as primeiras palavras vimos que Nataša seria a melhor guia de nossa viagem. Ela nos mostrou sua cidade com emoção e humor, a cada fim de informação uma bela história contada! Ela percebeu que nosso grupo era animado e divertido. A parte que nos deixou pensativos e tristes foi quando ela falou da guerra, o pai dela que tem 50 anos participou da guerra, onde a Croácia se defendeu, praticamente sem armas, porque somente a Sérvia tinha as armas. Ela disse que nunca falou com o pai sobre a guerra e que até fogos de artifícios são motivos para reaflorar traumas. Como todas as guerras, sem o menor sentido, hoje onde deveriam ser países irmãos, por falarem a mesma língua e serem parceiros comerciais, não tem nenhuma relação!

Após um show de guiamento, encerramos na praça principal bem perto de nosso apartamento.

A Nataša foi a primeira dálmata (habitante da Damacia) que conhecemos que não era cachorra....kkk

Podemos ver que o croata é um povo muito consciente e sério, muito poucos policiais na rua, as pessoas deixam carros e casas abertas.
Com tudo que vi mundo a fora, a cidade de Dubrovnik é a mais bela do mundo!
Parte do grupo foi de táxi para a Svet Jakov, a mais bela praia de Dubrovnik, eu e Janice, decidimos enfrentar o sol de 38 graus e fomos caminhando.
Os 166 degraus que separam a estrada que está na parte alta da cidade, a praia forma um “sacrifício” contemplativo, a cada degrau uma vista linda e diferente, no degrau 73 fica a mais bela vista da praia de Santiago (Svet Jakov).

Decidi voltar nadando, um belo percurso entre as praias mais bonitas de Dubrovnik.
No meio do caminho tinha uma caverna, sendo invadida por uma expedição de remadores com caiaques.

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Pela tarde, parte do grupo foi caminhar pela muralhas, outra parte subiu na montanha de teleférico, com a bela vista do fim de tarde.

Dia 22 de julho de 2015

Acordei bem cedo, fui encontrar com meu novo amigo Jovica, o conheci pela internet, ele jogava pólo aquático, nada e faz parte da organização de uma Travessia em Dubrovnik. Ele me levou para conhecer o trajeto que curiosamente fica atrás de um convento, quando passamos, as freiras estavam rezando ao ar livre!

Talvez em 2016 participaremos dessa Travessia!

Hora de nos despedirmos de Dubrovnik e da Croácia, nosso destino era Montenegro. Um simpático senhor que Sá falava montenegrino e alemão nos conduziria até nosso ultima parada balcânica.
Partimos deixando Dubrovnik na memória.
Em aproximados 40 minutos estávamos na fronteira, que a 20 anos atrás era uma zona de guerra, porque Montenegro fazia parte da Servia. O pais Montenegro voltou a ser independente em 28 de junho de 2006. Nesse momento se desfaz totalmente a união Iuguslava, que agora é formada por seis países, e um pais reconhecido por muitos outros países como Estados Unidos, Japão, França, Portugal e Alemanha, e não reconhecido por outros como o Brasil. Desde as primeiras andanças vimos um pais diferente, não era a mesma organização da Croácia e na primeira parada, os atendentes do posto de gasolina não eram simpáticos como os croatas. Nossa parada em Montenegro seria rápida, serviria como base para voarmos para Istambul. Passamos pela bela baia Kotor, e por sua cidade murada, com muitas lojas e restaurantes. Seguimos viagem recortando o belo litoral montenegrino. Escolhi nosso hotel em Budva, por ser perto do aeroporto e perto de Svet Stefan a imagem mais conhecida de Montenegro. Logo nos aprontamos para nadar em Svet Stefan, em Português, Santo Estefano!
Alugamos um pedalinho, eu e a Clarisse fomos dando segurança em um pedalinho, deram a volta na bela península, Niva, Humberto, Rogério e Lucia. Na volta troquei de lugar com o Humberto, ele voltou no veloz pedalinho, pouco antes de voltarmos, fomos “expulsos” da praia, era particular, de um resort!

- Já estávamos de saída mesmo, kkk

Realização de todos nadar em um lugar tão belo e com águas transparentes. A noite fizemos a revelação de um amigo secreto, descobrimos que Budva era um Balneário muito agitado com 80 % de turistas russos, muitas placas escritos em russo. Uma guerra na praia, mas dessa vez com musica alta e canhões de luz. Nosso encontro foi ótimo, contrastando com a indelicadeza dos garçons, pareciam ainda soldados sérvios....

Dia 23 de julho de 2015

Nosso vôo era as 14h30 e o aeroporto fica a 1h20 minutos de Budva, tínhamos duas horas para passear pela praia da cidade de Budva. A praia não era bonita, mas já estava cheia de mulheres e crianças, já que os jovens ficavam até a madrugada e deveriam estar dormindo. A grande atração é o passeio de barco até uma ilha chamada Hawaii, que fica a 1 km do porto de Budva. A cidade murada compõe a paisagem de Budva. Eu comprei um suvenir curioso, uma nota da antiga Iuguslávia, que esta no guines como a nota de maior valor do mundo, 500 bilhões!!!

Nosso simpático motorista estava na hora combinada, passamos na frente de Svet Stefan para a ultima foto.Uma bela estrada com mudança de paisagem até o aeroporto na Capital Podgorica. Um pequeno e belo aeroporto, o ultimo grande calor, nossa despedida dos Balcans.

Nos surpreendemos com a Seleção Brasileira de Pólo Aquático, após a medalha de prata no Panamericano, estava treinando na Croácia e Montenegro.

Com suaves 1 hora e 30 minutos, estávamos em outro mundo, Istambul. Meu nome estava em um cartaz, seguimos para nosso hotel de confiança. Deixamos a bagagem no hotel e fui mostrar para o grupo o centro histórico que esta bem perto. Voltei ao aeroporto para receber outra parte do grupo que chegaria a noite do Brasil. A emoção de receber a Cristiane, a primeira a chegar, logo chegaram Claudia e Silmara. Os demais, Cesar, Flávia e Otávio, demoraram muito, descobrimos que as bagagens não vieram, isso não é incomum, a empresa coloca carga no avião, quando o peso limite é ultrapassado, eles retiram bagagens de quem iria para Istambul.
Desconforto a parte, seguimos para o hotel.

Dia 24 de julho de 2015

Nossa nova guia nos esperava no hotel, saímos para um tour caminhando pelo centro histórico. O calor e os muitos turistas que chegaram em vários cruzeiros encheram todas as atrações de Istambul. Nosso primeiro destino foi o palácio Topkapi. Tudo no palácio é grandioso e impressiona, o destaque para os presentes e para o Haren!
Diretamente da sacada dos Aposentos do Sultão no Palácio Topkapi, o grupo de nadadores, faz uma foto com o Bósforo ao fundo para marcarmos nossas presença na Turquia. Nenhum de nos tem esperança de medalha entre os três primeiros, queremos atravessar o Bósforo!!!!!

Na foto da esquerda para a direita estão:
Cesar Augusto Silva Ferreira Jr. de São Paulo, eu Marcos, Niva Martinez de Porto Alegre, Rogerio Niero de Tubarão, Flávia Takada de São Paulo, Silmara de Joaçaba, Claudia de Florianópolis, Cristiane de Balneário Camboriu e Humberto de Itajaí.
Faltou a colega Lucia Moreira de São Paulo.

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O que aparece é o lado asiático, de onde será a largada e nos estamos no lado europeu, a chegada!

A camiseta ajudou a entender o percurso da Travessia.
A guia nos levou ao Grand Bazar e as demais atrações tiveram que ser vistas individualmente em horários alternativos porque as filas eram imensas e o calor muito forte.
A Turquia é um pais muito tranqüilo e seguro, os únicos relatos negativos são de alguns taxistas que recebem uma nota de 100 liras e rapidamente trocam por uma nota de 20 e dizem que falta dinheiro, ou alguns dão de troco uma nota falsa. Em 2015 eu descobri uma nova modalidade, O GOLPE DO TURCO APAIXONADO. Um turco comerciante de uma lojinha ou de um bar, se apaixona perdidamente por uma brasileira, enche a amada de presentes e descontos, ela por sua vez, trás os colegas de viagem que fazem mais compras na ‘luchinha”. Esse golpe foi comprovada por nosso grupo.....

Dia 25 de julho de 2015

As 10 horas partimos para nosso primeiro contato com o Bósforo, a entrega de kits foi tranqüila sem filas. Fizemos um estudo das correntes e ao meio dia partiu o primeiro barco para o reconhecimento do percurso.
De barco parecia muiiito longe, e era, a distancia da largada e chegada!
Tive a oportunidade de narrar em português no microfone do barco os detalhes para o brasileiros.
No retorno a Kuruçeşme (curuchessme) local de largada, fui tentar ver a temperatura da água, fizemos uma manobra, coloquei o relógio com o medidor de temperatura amarrado na sandália, e estiquei o pé na água, vieram um fiscal e um guarda para nos retirar, mostramos o que estávamos fazendo, eles deixaram ficar até completar a medição. O relógio marcou 20.7 graus, mas como estava muito quente fora estava agradável.
Voltamos ao ônibus, passamos pela ponte, fomos até a Ásia.
Istambul é dividida entre a Europa e a Ásia, nos não poderíamos deixar de pisar no outro continente.
Descemos do ônibus fizemos uma foto e voltamos ao hotel.
Algo incrível aconteceu, a colega Clarisse que foi fazer um passeio com um ônibus panorâmico viu de longe uma bandeira do Brasil, ela fotografou, logo quando ampliou a foto vi que éramos nós!!!!

Dia 26 de julho de 2015

Chegou o grande dia!

Um pequeno atraso do nosso motora, deu um micro estresse de manhã!

Busão na pista, fomos para kuruçeşme, local do evento.
Uma imensa fila, tinham dois detectores de metal, porque a Turquia está em alerta vermelho para atentados...

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Muita gente na praça, um mega evento!

Todos se arrumando, alguns nervosos, outros com dor de barriga...

Chamaram primeiro os toucas verdes, menos de 40 anos, foi a Flavia, depois os demais.

Quando passamos em frente a arquibancada, arrepiou!!!!

Parecia final de copa, muitas bandeiras, entre elas, nosso da terrabrasilis!

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Nosso grupo esta nessa foto, Wally?

Uma viagem suave e tensa, parece muiiiito longe a distância que separa Kalıca de kuruçeşme.
Estaciona o barco para duas mil pessoas, logo depois chega a plataforma de largada com o chip.
Um grande cardume de tainha, comia migalhas de pão jogado pelos nadadores, em uma água transparente!
Algumas águas vivas, assustavam um pouco, mas era possível ver que elas estavam mais no fundo!
10 horas, soa o a buzina do barco, caminhamos do fundo do barco onde estávamos, até a frente, subimos na plataforma, o melhor é não olhar pra trás e nem pra baixo, pela considerável altura do salto!

Saltamos eu a Niva, o Rogério e Humberto, logo depois do salto, ficamos só eu e a Niva, o combinado era nadarmos lado a lado, pela minha experiência, mas existia um problema, eu nadava muito mais lento que ela, mesmo ela dizendo que me seguiria até o fim, eu tinha certeza, que ela, quando se sentisse segura, ela seguiria seu caminho. Eu desconfiei que a corrente não estava ajudando como no ano passado, quando, marquei um prédio na margem, e esse prédio demorou a “se afastar” de mim.
Pouco antes da ponte, a Niva foiiiiii!
Agora era eu e eu mesmo!
Até a ponte foram 22 minutos, até as muralhas de uma bela fortaleza foram 38 minutos, de repente aparece do meu lado um figura com uma bermuda laranja, sem touca, logo pensei que poderia ter pulado do helicóptero para me resgatar, impossível não lembrar da colega Tuc Tuc, foi somente o susto, era mais um nadador!
Passou um nadador turco por mim e disse:

- Uzun zamandır teyze Regina sınıfı görüşürüz ...

Traduzindo:
- Faz tempo que não te vejo na aula da tia Regina Feldmann...kkk

Referência ao meu não treinamento durante um ano...
Vi que algo não estava bem quando passei embaixo do fio de alta tensão, pouco mais da metade da prova com 1h e 13 minutos, em 2014, boiando ao lado da Tuc Tuc Maria Teresa, tinhamos feito 50 minutos!
Senti a água gelada do Mar Negro, para me auto motivar, eu fazia de conta que a correnteza estava muito forte.
Chego na Piscina do Galatasay, faltando 30 minutos para fechar duas horas de prova, deu um desânimo, porque ano passado eu demorei 40 minutos para fazer esse percurso, fui chegando perto da largada, lembrei-me da Léia e do Marcos Augusto me esperando em 2014, da Léia gritando Imamen, acredita em Turco, e de ver a bandeira do Brasil na chegada. Dessa vez eu estava sozinho, o tempo acabando, olhei no relógio, quase meio dia, como largou às 10, o tempo estava no fim, fui contando braçadas para render mais, como o amigo Célio Amaral.
Por sorte, fomos um dos últimos a largar, com isso tínhamos pelo menos uns 5 minutos de crédito após o meio dia!
Deu meio dia, eu contei mais umas 100 braçadas e cheguei!!!!
No meu relógio era meio dia e 3 minutos, eu achava que tinha chegado dentro das duas horas, mas não tinha certeza. Ganhei a toalha como prêmio, mas ainda precisava confirmar o tempo, encontrei o Rogério, feliz por ter conquistado o Bósforo, fomos para o telão, logo veio minha categoria, 1h, 56 minutos e 16 segundos! Uhuuuuuuuuuuu

A prova este ano estava muito difícil, é que ano passado, eu sem nadar muito, vindo somente com a força da correnteza, fiz 1h 54. A diferença era tão grande de 2013 para 2015, que o tempo da Carol, que nada tranquilo, e foi a número 631, com o tempo de 57 minutos e 47 segundos, seria campeã geral em 2015, o tempo do primeiro foi 1 hora, 1 minuto e 21 segundos.
Um a um fui encontrando os sorrisos, todos cansados com as dificuldades e felizes de terem completado!
Um contraste com o tristeza do “seu Martinelli (referência ao nosso colega de 86 anos que nada Travessias em Santa Catarina)” turco, de 80 anos, que nada desde as primeiras edições, não conseguiu completar a prova!

Minha satisfação de ver todos bem e felizes!!!!

Missão dada, missão cumprida, conduzir meu povo aquático mundo a fora!

MUITO OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE!!!!

Professor Marcos Pinheiro

Ano passado fizemos um belo passeio noturno no Bósforo, repetimos a dose, muita diversão e duas de nossas colegas deram show na dança, conseguiram fazer duas turcas com véu dançarem pela primeira vez, o nome das dançarinas será mantido em sigilo, tanto as turcas, quanto as brasileiras... kkk

Dia 27 de julho de 2015

Últimos momentos em terras turcas, o cansaço da viagem não era visto, a alegria de termos feitos uma viagem espetacular e a sempre satisfação de voltar, deixavam todos felizes...

Um vôo suave até Frankfourt, de lá embarcamos no gigante 747 - 800, com capacidade para 430 passageiros.

Dia 28 de julho de 2015

Chegada ao Brasil, só tenho que agradecer a oportunidade de compartilhar com um grupo maravilho, muito amigo e companheiro!

Certamente nos veremos em breve, para uma convenção da TURMA DO KAZAKO!

1 - Rogério de Tubarão – SC
2 - Dora de Tubarão – SC
3 - Dolores de Floripa – SC
4 - Paulo de Floripa – SC
5 - Mercedes de Floripa – SC
6 - Norma de Floripa – SC
7 - Humberto de Itajaí - SC
8 - Clarisse de Itajaí - SC
9 -Rafael de Porto Alegre - RS
10 - Niva de Porto Alegre - RS
11 - Isadora de Porto Alegre - RS
12 - Marcos de Florianópolis – SC
13 - Aline de Porto Alegre - RS
14 - Juliana de Florianópolis – SC
15 - Janice de Florianópolis – SC
16 - Lucia de São Paulo - SC
17 - Cesar de São Paulo – SP
18 - Silmara de Joaçaba- SC
19 - Cristiane de Balneário Camboriu – SC
20 - Claudia de Florianópolis – SC
21 - Flavia de São Paulo – SP
22 - Otávio de São Paulo – SP

Fotos de todos os viajantes, a maioria da Janice Gamboa!

Textos de Marcos Pinheiro.

 

 

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