SETEMBRO 2015 - A, B, C E PANAMÁ (22ª VIAGEM)

SETEMBRO 2015 - A, B, C E PANAMÁ (22ª VIAGEM)

Diário de bordo viagem ABC 2015. ARUBA, BONAIRE, CURAÇAU + PANAMÁ

Dia zero – 20 de setembro de 2015.

O grupo estava dividido em três, partidas do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. No Rio de Janeiro, o primeiro encontro, viajantes de Florianópolis, Curitiba, Itajaí. Um vôo tranqüilo até a Cidade do Panamá.

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Primeiro dia – 21 de setembro.

A cada momento se juntavam os viajantes de Porto Alegre e Brasília! Em pouco tempo, todos os 18 viajantes já estavam juntos!
Primeira constatação, o real não vale mais nada, praticamente virou pó!!!
Para fazer uma comparação de preços, o celular J7 da Samsung, que no Brasil pode ser encontrado por 1200 reais, para pagar em 10 vezes, esta 308 dólares no Panamá, 308 x 4 = 1232 reais.

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Pegamos o vôo para Curaçau, ficamos pelo aeroporto, ainda nos restava o vôo para Bonaire. O primeiro de viagem é sempre o mais tenso e onde tudo acontece.
Pois aconteceu, colegas que confundiram a palavra em espanhol “APELLIDO”, que significa sobrenome, na hora de preencher a passagem, foi tudo contornado, nos gerou muitas risadas!!! Como diz o colega viajante Roque, o primeiro dia é sempre de 48 horas... Não foi 48, mas chegou perto de 40 para quem saiu de Floripa as 9h15 da manha, como foi meu caso e do colega Valdinei, chegamos em Bonaire no final de tarde do dia 21.

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A lógica é, ir o mais longe primeiro e depois voltamos aos poucos!
Primeira atividade em Bonaire, mergulho noturno, quem era mergulhador certificado fez mergulho com cilindro, os demais ficaram desfrutando na beira do mar um novo universo, com direito a lagostas, uns bichos diferentes e barracudas passando perto!
Como estávamos em uma pousada com cozinha, fizemos compras coletivas e o menu da noite era “macarone com carne moidone” com o desconhecido e famoso em Itajaí, Santa Catarina, Carlos Sô, batizado assim durante a viagem!
Macarone top Five!!!!!!!

Segundo dia – 22 de setembro.

A ilha de Bonaire não é grande, são aproximados 60 km de circunferência. Uma parte do grupo foi de van, um programa do tipo KWK (para não colocar as verdadeiras letras) dar meia volta na ilha. Esse grupo assim que chegou foi nadar com snorkel próximo a pousada, a outra parte alugou uma bicicleta. Teve uma pessoa, eu não vou citar nomes, que se superou, caiu da bicicleta dentro da loja, antes mesmo de dar as primeiras pedaladas!!!! Pegamos o mapa e saímos para o sul, a primeira estrada que tínhamos que achar era Karminda Sorobon! Um sol muito forte as 10h da manha, vento contra e lateral, não atrapalhava a empolgação do grupo, vimos burricos e flamingos em uma vegetação que parecia, ora caatinga, ora mangue. Não era comum fazer a volta de bike, as pessoas nos fotografavam! A primeira parada foi na Lagoa...., bem na parte conhecida como Jibe City, um paraíso do windsurf mundial, uma lagoa rasa com água azul bem clarinha, vento constante, um sonho para quem quer aprender a velejar. Ficamos uns 50 minutos, água de 32,5 graus.

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Zarpamos sentido farol, agora todo o trajeto era a beira mar. O vento agora era lateral, incrível, na hora de ficar a favor, o vento parou!!! Muitos flamingos se alimentavam nas muitas lagoas formadas com a extração de sal, de longe era possível ver as montanhas de sal. Existem quatro pirâmides pontiagudas, cada um de uma cor, que indicavam aos navios onde poderiam ancorar para carregar! O que mais impressionou a todos era o lugar onde os escravos ficavam alojados, parecia ser uma barraca de camping de concreto!

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Passamos pelo belo farol, muito bem conservado. Montanhas de sal e lagos rosa fazem parte da paisagem de Bonaire.

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Apesar dos 35 km, o sol , o vento e as muitas paradas que fizemos deixou o caminho bem difícil, alguns dos viajantes, me incluo, chegaram no fim das forças!!!! Todos cansados e felizes com a conquista, da meia volta em Bonaire de bicicleta, um banho na piscina do hotel foi nossa recompensa. A noite nos esperava mais um prato de nosso chef internacional, dessa vez um “Truk Rice” a moda caribe!!!!

Terceiro dia – 23 de setembro.

As 8h30, o primeiro grupo vai para o Aeroporto, embarcamos para Curaçau. Os pilotos da Insel Air, a pequena e eficiente companhia que faz o transporte aéreo entre as Pequenas Antilhas, devem ser habilidade especial, decolar e pousar com vento constante, dia e noite! Nos velhinhos e muiiito bem conservados foker 50, para 46 passageiros, decolamos as 10h25, as 10h45 estávamos em Curaçau. Ano passado por desatenção não mandaram a van que eu aluguei, não que de novo, a van não estava. Eu e o Valdinei fomos de taxi até a empresa que não era longe. José, filho de imigrantes madeirenses, em Curaçau desde os 4 anos de idade, foi nosso motorista! Ele disse que tentou morar na Ilha da Madeira, mas não se adaptou ao frio! Os serviços em Curaçau são mais lentos, não reclamemos, eles vivem em paz e sem estresse! Tudo acertado, levamos a van e voltamos ao aeroporto, os colegas se surpreenderam comigo na boleia!! Alugar uma van nos da liberdade, de poder ir para qualquer lugar sem depender de tempo. Uma pena, roubaram a ponte! A tradicional e famosa ponte móvel de Curaçau, que liga o centro da Cidade, Punda a Otrobanda, onde fica nosso hotel, esta em reforma, e não estava no lugar, o transporte era feito com dois barcos, almoçamos em um restaurante chinês, onde os curaçalenhos comem, não um restaurante turístico! Compramos umas frutas no mercado flutuante, barcos que vem da Venezuela para vender frutas na margem de um mini porto no centro. Um dos vendedores disse que as frutas chegam toda semana e cada barco fica dois meses, eles voltam pra casa ficam uma ou duas semanas e voltam a Curaçau, essa tradição tem séculos disse ele. A única pretensiosa informação que ele disse era que o turismo de Curaçau dependia do mercado flutuante... Menos batista!!!! (expressão usada em um antigo programa humorístico, para quem tem menos de 30 anos!) Voltamos ao aeroporto, pegamos mais uma van para cabermos todos. Primeiro programa em Curaçau foi o fim de tarde na Mambo Beach, finalizamos com um belo fim de tarde!

Quarto dia – 24 de setembro.

Passamos na piscina publica, fizemos doação de oculos de natação.Olhem o que esta escrito na placa. " Ta Prohibido pa kore"

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Nosso destino era West Punt, o extremo bonito da ilha. Paramos na igreja católica de São Pedro, é talvez a única que aparece São Pedro com uma tarrafa.

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Bem próximo a igreja fica a Praia Grandi, uma bela praia de pescadores. Conversei com um pescador para alugar um barco, ele indicou o Marlon, que prontamente topou o serviço, fazer a segurança no percurso. Para minha surpresa, os viajantes não sabiam dos planos, mas logo toparam, minha idéia era fazer um trajeto, que talvez seja um dos mais belos do mundo, da praia Kenepa Chic para Kenepa Grandi, as mais belas de Curaçau e entre as mais belas do mundo!!! Dos 18 viajantes, 14 entraram na água, ou melhor em um aquário!!!

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Todos os nadadores ficaram maravilhados, a vontade era de parar a toda hora para ver os peixes! O pescador Marlon, cumpriu papel de nos dar um suporte de segurança, em um mar de águas cristalinas e sem ondas, as dificuldades são mínimas. Ficamos até as 14 horas nesse mágico lugar!

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Antes de chegar ao estacionamento, parada obrigatória na vó das deliciosas empanadas de frango e das cocadas. O mais engraçado eram os comentários da vó, ela não deixava passar nada! Uma de nossas colegas disse que não conhecia um dos kitutes que ela tinha, o comentário foi o seguinte:
- Não conheces, então estas fora do mundo!!!!
A ultima praia a ser visitada era Lagoon, uma pequena praia de pescadores e mergulhadores, com muitos peixes para avistar! Sobrou tempo no dia para ver o por do sol em Piskadera, fomos brindados com o transatlântico passar bem em frente a luz do sol! Eu e o Valdinei, ainda saímos para uma corrida de 5 km pelo Koredó, um belo calçadão a beira mar! Em frente ao nosso hotel é um ponto de encontro dos curaçalenhos, nos encontramos com a Valdirene, cunhada do Carlos, que mora a 1 ano em Curaçau.

Quinto dia – 25 de setembro.

Um dia livre, cada um seguiu seu caminho. A maioria foi para o Sea Acuariun, outros para o centro ver os museus, ver museus e outros para a praia. Na volta ao hotel, cada um conta suas experiências, faz parte da filosofia de nossas viagens, deixar os viajantes se virarem sozinhos e ter suas experiências pessoais. Eu, Valdinei e Thaise, fomos comer no mercado antigo, hoje uma praça de alimentação, a comida não é tão barata quanto antes, mas de ótima qualidade, apesar do aspecto do local! Encontro as 20h, cruzamos o canal para Punda, todos uniformizados tirar foto oficial no nome Curaçau! Uma grande símbolo de Curaçau, bem no centro da cidade!

Sexto dia – 26 de setembro.

Ultima manha na bela Curaçau, uma van foi para Mambo beach, continuando a política de não expor as pessoas, o grupo foi expulso da praia, porque tinha pagar 3,5 dolares para ir na praia! Nós fomos para lions beach, muito melhor não é pessoal...... Juntamos as trouxas e fomos para a Hato Cave, um pequeno parque com uma caverna bem perto do aeroporto, que também se chama Hato! Recebemos a visita da Glyselle e do Raoul, ela presidente da Federação de Natação de Curaçau e o Raoul, diretor de Águas Abertas. Eles agradeceram as doações de óculos que fizemos na piscina publica. Conversamos muito sobre futuros eventos e parcerias. Trocamos presentes e a promessa de um encontro em breve! Eu e o Valdinei, motoras das van, deixamos o grupo no aeroporto, e fomos devolver os carros. Antes de chegar ao aeroporto, o motorista que nos levou, parou em uma lanchonete, comemos um “croqueta de caracol”, croquete de alguma concha, uma delicia, parecia um pouco a massa de acarajé. Ultimo vôo pela simpática, as vezes um pouco “atrapaiada” companhia aérea Inselair. Renata e Neusa, ficaram para o segundo vôos as 19h. A amiga Esther, presidente do Clube Aruba Dolfins, tinha providenciado tudo, até o pagamento das vans, uma amiga dela, nos conduziu para até a bela pousada, são 8 apartamentos ao redor pequena e bela piscina, todos adoraram!

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Voltamos ao aeroporto para resgatar a Neusa e a Renata, na volta, perdemos a pousada, não por muito tempo!!! Parte do grupo foi ver o belo por do sol no farol! O cardápio da noite do chef Carlos Sô, foi rodízio de massas e molhos, dessa vez contou com os auxiliares, Sonia, Calos No, Noely, Valdinei e a Bél! Na hora de dormir, com o vento agradável e um céu lindo com lua cheia, decidi dormir na rua, muitos colegas acharam que seria um sacrifício eu achei uma grande oportunidade, alguém já dormiu na rua? Eu dormi umas 5 vezes na minha vida, me lembro de todas! Me lembro de todas!!! Essa talvez tenha sido a mais bonita iluminado pela lua cheia!

Sétimo dia – 27 de setembro.

As 9h30 seguimos para, digamos nosso único compromisso durante toda a viagem, a Travessia. Poucos minutos antes das 10 horas chegamos a Savaneta, localidade onde é realizada a Travessia, mas exatamente em frente a casa de Roly Bisslik.

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O maior ídolo da natação de Aruba, na década de 80 ele nadou da costa da Venezuela ate Aruba, arrecadando dinheiro para a construção de uma piscina publica que leva seu nome. Aos poucos fomos reencontramos os amigos deixados ano passado, entre eles o Roly que nos recebe como amigos. Alguns de nossos colegas, encontraram uma pessoa parecida com o Roly, e tiraram fotos com ele, era o Roly fake, mas ta valendo....kkk Confirmações de inscrições, tudo preparado e largada para as provas de 2000 e 5000 metros. Um percurso triangular, primeira parte vento lateral, o grupo devagar e sempre, largou atrás de todos, na primeira bóia nos encontramos e seguimos juntos até a metade da perna com vento contra. O Roly que mora ali a vida toda disse que foi o dia de mais vento e correnteza que ele presenciou. Em compensação a parte a favor era muito rápida. Assim que completei a primeira volta, encontrei a Sonia, nadamos juntos até o final. Foi a Travessia mais difícil de todos nos, mas, todos felizes com o desafio vencido. A água muito salgada para nossos padrões, dava vontade de tomar um litro de água, o saquinho de gelo que eles entregam na chegada não é suficiente. A mãe dos atletas se reúnem fazem comida para arrecadar dinheiro para o clube Aruba Dolfins. Eu tomei uma deliciosa e super apimentada sopa de frutos do mar. Voltamos com 5 medalhas. Nos despedimos nos amigos e fomos almoçar no Restaurante Zeroover lado da Travessia, que pertence ao irmão do roli. O restaurante tem com um numero. um sistema bem diferente de servir, você vai no caixa, escolhem que vai comer, a moça do caixa coloca em um saco plástico com um numero, dali a comida vai o salão onde é frito. Quem comeu adorou a experiência. Retornamos a pousada para mais um delicioso jantar coletivo. Tivemos o prazer de ver o eclipse total da lua em Aruba!

Oitavo dia – 28 de setembro.

Nadar em Baby beach, foi nosso programa pós Travessia. Localizada no extremo da ilha, para mim é a mais bela praia de Aruba. Vimos muitos peixes, até um cardume de lula (a lula....) A praia não é muito freqüentada por turistas que preferem fica em Palm beach. Encontramos a Professora Luz, que da aula em um projeto do governo, que atende a mais de 1000 crianças, elas aprendem a nadar no mar, depois de 6 meses, vão para a piscina. Na próxima viagem recolheremos óculos para doar a esse projeto. Próxima praia, Boca Catalina, no outro extremos da ilha, também pudemos ver muitos peixes.

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Ultimo programa do sai foi ver o por do sol na Capela Alta Vista, uma colina silenciosa, trás paz aos visitantes. Tivemos sorte por um lado e não por outro, estava tendo uma novena e uma missa, podemos escutar orações em Papiamento, mas ficamos sem a paz da capela só pra nos. Um churrasco foi nossa ultima ceia compartilhada.

Nono dia – 29 de setembro.

Dia de voltar, tudo arrumado, visitaremos Palm Beach, a Meca dos turistas, que para nos ficou em segundo plano. Uma das vans se perdeu, chegamos no aeroporto, fizemos nosso cheking, e ficamos aguardando ansiosamente os outros colegas, eles chegaram faltando 20 minutos para fechar o vôo, como diz o amigo Osni, no final tudo sempre da certo! Embarcamos as 13h38, chegamos as 14h30 na Cidade do Panamá! Passamos no hotel e ele nos deixou no Albrook Mall, talvez o maior shopping da América Latina. Voltamos de metro, uma maravilha tecnológica, tem somente uma linha, mas é muito usado pela população mais simples, os ricos preferem o “conforto” dos diários e mega engarrafamentos da cidade que não foi planejada para o tamanho que tem!

Décimo dia – 30 de setembro.

As 8h30 nosso motorista já estava pronto para sair, primeiro destino, visita ao Canal do Panamá. Fomos brindados com a passagem de um navio de cruzeiros pela Eclusa Miraflores, para alegria de todos, principalmente da Renata!!!

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Retornamos ao hotel o grupo de Brasília partiu para o aeroporto, as primeiras despedidas. Parte do grupo foi de metro até o mercado de frutos do mar, comer ceviche, prato popular no Panamá, servido em um copo plástico, o mais barato custa 1,5 dolares. Comemos também "aranitas con patacones", cabeças de lula empanadas com banata frita!

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Partimos para o aeroporto, daríamos uma parada, mas o mega-ultra-power engarrafamento, nos levou a seguir direto após 2 horas, em breve o metro vai chegar no aeroporto. Despedida do grupo de Porto Alegre e os viajantes do Paraná e Santa Catarina que desembarcam no Rio de Janeiro.
Quero agradecer a todos os viajantes que foram parceiros de uma viagem divertida e aventureira!

1 – Tuk Tuk – Brasília – DF
2 – Chica Chica – Brasília – DF
3 – Giuseppe – Camacho – RS
4 – Anita – Caxias do Sul - RS
5 - Valdinei – Florianópolis – SC
6 – Noely - Brasília - DF
7 – Carlos - Brasília - DF
8 - Airan - Brasilia – DF
9 - Sonia – Itajaí – SC
10 - Carlos – Itajaí – SC
11 - Izabel – Florianópolis – SC
12 - Bel – Curitiba – PR
13 - Thaise – Curitiba – PR
14 - Neusa - Porto Alegre - RS
15 - Renata - Curitiba – PR
16 – Patricia - Porto Alegre - RS
17 - Lourdes - Porto Alegre - RS

Até breve!!!

Marcos Pinheiro

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