JULHO 2015 - TURQUIA + 4 PAÍSES ( 20ª VIAGEM )

JULHO 2015 - TURQUIA + 4 PAÍSES ( 20ª VIAGEM )

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Diário de Bordo Viagem numero 20 Travessias.com
Croácia, Eslovênia, Bósnia, Montenegro e Turquia.
Grupo Turma do KaZaKo

Dia 15 de julho de 2015

Embarcamos em Florianópolis parte do grupo: eu, Marcos Pinheiro, e a família da dona Marina (a matriarca de 92 anos), Dolores, Norma, Rogerio, Dora, Paulo e Mercedes. No aeroporto de Guarulhos nos encontramos com os amigos de Porto Alegre, Niva, Rafael, Isadora e Aline, logo depois com Juliana e Janice que embarcaram mais cedo de Floripa! Um novinho avião A340 da Lufthansa, nos conduziu suavemente a Munique ... Tive a sorte de dividir a fila de poltronas com o Pedro, nascido em Minas Gerais, criado no Rio de Janeiro, que mora em Saraievo, casado com uma moça da Bósnia que ele conheceu nos Estados Unidos. Pedro me deu uma aula sobre os Balcãns e me ensinou umas palavras do difícil idioma falado pelos países do Balcãns.

Dia 16 de julho de 2015

Chegada tranquila a Zagreb a bordo de um E95 na nossa Embraer. Um pequeno aeroporto, os oficiais de alfandega seguem um padrão mundial: carrancudos e mau humorados, bem diferente do povo croata sempre simpático e atencioso. O primeiro transfer é sempre uma “loteria”, tudo contratado pela internet, mas esse eu tinha uma segurança maior, porque uma brasileira, guia na Croácia, tinha me ajudado nos trâmites. Chegar em um aeroporto e não ter ninguém esperando é sempre triste, mas ali além do simpático, Dejan, se le Deian, o jota tem som de i, nossa colega Lucia, chegou da Turquia para seguir viagem conosco! Uma bela van de cor prata e com o estofamento vermelho seria nossa primeira nave! Deixei o grupo no hotel e voltei ao aeroporto para esperar os colegas Humberto e Clarisse, que iniciaram a viagem uns dias antes e chegavam de Paris. Dessa vez eu era a pessoa que deu o primeiro aceno pra eles! Chegamos no hotel logo fomos ao centro para o encontro com a guia, parte do grupo não se encontrava no hotel, acreditávamos que nos encontraríamos no centro da cidade.

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A guia foi substituída pelo simpático e falante Tin, um croata de 27 anos, que estava a um mês do casamento! Ele falava uma mistura de português do Brasil, de Portugal e espanhol, mas perfeitamente entendível! Antes de viajar, li alguns comentários na internet: que a cidade de Zagreb era o patinho feio dos Balcãns, quem disse isso, não viu bem a cidade e não teve a história contada pelo Tin.

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Tin, nos mostrou uma linda cidade com muiiiita história. As histórias que ficaram na memória eram dos povos que viviam um de cada lado do rio onde hoje é Zagrev, que estavam em constante conflito , o principal motivo era o rio, solução: aterra o rio! Todos queriam ser os donos do rio. Até hoje ocorrem enchentes no centro de Zagrev, consequência dessa decisão.

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Falou também no Marechal Josip Broz, conhecido como Tito. Marechal Tito foi um militar Iugoslavo revolucionário comunista e estadista iugoslavo, líder dos guerrilheiros da resistência iugoslava, denominados partisans, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo o maior responsável pela resistência armada às forças do Eixo e aos nazi-fascistas croatas e sérvios, mesmo sem apoio político e material dos Aliados. Posteriormente, Tito se tornaria presidente da Iugoslávia, cargo que exerceu entre 1953 e 1980, até a morte. Figura importante e controversa da Guerra Fria, Tito fora criticado e elogiado por ambos os lados do globo. Símbolo de união entre os povos da Iugoslávia por ter mantido a paz entre as diferentes etnias dos Balcãs, palco de históricos conflitos separatistas. Tito também é considerado um ditador cruel e autoritário, apesar de seu carisma característico, que persiste até os dias de hoje. Tito é respeitado e admirado pela sua luta contra os nazistas, e principalmente por ter sido um líder com a força, coragem e capacidade de manter seu país livre de influências estrangeiras durante a Guerra Fria, fosse da União Soviética ou dos Estados Unidos, além de ter defendido a união e soberania dos países do chamado terceiro mundo. Era um dos mais conhecidos adeptos do Estado laico. Seu funeral atraiu centenas de líderes mundiais, sendo o funeral com maior participação em toda a história até então, superado apenas pelo do papa João Paulo II, vinte e cinco anos mais tarde. Após a sua morte, diferenças, ódio e ressentimentos entre diferentes grupos étnicos desencadearam o maior conflito bélico europeu após a Segunda Guerra Mundial, desmembrando as repúblicas iugoslavas. Origem: Wikipédia. O que não esquecemos da história contada pelo Tin do Marechal Tito era a origem do apelido, Tito. Reza a lenda, que ele por ser autoritário e de poucas palavras, se dirigia a seus comandados apontando o dedo e dizendo: - Ti (Tu\você) To (ali)! Dando tarefa a seus comandados... Após nos despedirmos do falante Tin, ou seria Tin To...kkk Fomos a rota dos bares e restaurantes comer o prato típico de Zagreb, o štrukli, se parece com uma lasanha sem trigo, a base é somente feita de queijo. Muito bom e bem feito, aprovado por todos! Um dos nossos colegas, conhecido chef, da família da Dona Marina, que eu me reservo o direito que não dizer o nome, substimou uma pimenta croata e “carregou” seu štrukli com a “marvada”, ele ficou vermelhooooooo, de tão forte que era a pimenta! Não é Paulo.....

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Uma pequena do grupo experimenta a principal cerveja de casa, cidade ou pais, outros, todas.... Na praça central da Cidade, vimos um festival Internacional de Folclore com grupos de toda a Europa. Nos encontramos com o grupo que não veio para a visita guiada, e faltava um dos componentes, faltava uma delas, eles pensaram que estava comigo, ficamos preocupados, voltamos rápido para o hotel, porque essa pessoa não tem experiência em viagens, quando batemos na porta do quanto, e pensávamos que ela estaria brava e com “traumas”, nos a acordamos, dormiu o tempo todo, respiramos aliviados e nos rendeu boas risadas!!! Desde 2013, na viagem para a América Central, com os 20 do Infinity, os grupos de nossas viagens passaram a ter nomes. Esse grupo parecia que não teria nome, mas logo no primeiro dia em terras Croatas surgiu o nome. TURMA DO KAZAKO! Esse nome é “segredo de estado” só pode (e não deve) ser revelado por algum membro do grupo.

Dia 17 de julho de 2015

As 6 e meia, horário da Croácia e uma e meia da manhã, hora do Brasil acordamos para um espetacular café da manhã no hotel. Começaram os cumprimentos, detalhe, o aniversariante tinha esquecido, mas os colegas não! Dejan nos esperava para nosso segundo dia de descobertas. O destino: Liubliana, capital da pequena e desconhecida Eslovênia. Foi instituído para o grupo, com a relatoria e autoria do Paulo, que a partir daquele momento, quem chegasse três vezes atrasado no ônibus, pagaria uma rodada de .... para todos os colegas! Logo que cruzamos a fronteira percebeu-se algumas diferenças entre os países, nas casas, com características mas alpinas e na agricultura com toda as áreas plantadas. Com duas horas de viagem, estávamos na praça principal, e pudemos perceber a linda cidade! Com um ar de Viena e Veneza!

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Logo chegou nosso guia Gorazd, um simpático esloveno que fala português de Portugal e acha que não tem sotaque...kkk Apaixonado por sua cidade e seu país, nos conduziu no seu estilo, bem diferente do Tin de Zagrev, mais suave e tranquilo, não menos interessante. Vimos uma cidade jovem e vibrante, com muita cultura, ele disse que eles tem 10 mil festivais de cultura. Nos levou até a bela prefeitura, comentou que o prefeito não era politico, quase foi eleito presidente e tem o apoio da população, falou que o prefeito caminha pela rua e se vê algo errado, já da ordem na hora pra arrumar! Se parece muito com Florianópolis, estou tentando pedir para a prefeitura colocar uma placa de trânsito há 10 anos na Lagoa da Conceição, eles NUNCA VIERAM VER O LOCAL!!! Sugiro a esse pessoal, dar uma voltinha na Eslovênia e bate um papinho com o “seu” Zoran Janković, Prefeito de Liubliana. Entre as informações e belas histórias contadas pelo guia, se destaca a juventude de Liubliana, uma cidade estudantil, com 80 mil estudantes de um total de 260 mil habitantes. Segundo ele os estudantes tem muitos benefícios e por isso estendem seus cursos o máximo possível, a média de idade dos formandos é entre 27 e 30 anos.

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Aqui a bela lenda do Dragão, símbolo de Liubliana

Em Liubliana, vivia um dragão macho. Era um dragão grande e muito forte. Voava com tanta velocidade que todas “dragôas” o admiravam. Às vezes, subia ao ponto mais alto do castelo, se escondia por trás duma torre e lançava fogo sobre a cidade. As pessoas se refugiavam nas casas e só os mais corajosos ficavam nas ruas. O dragão adorava comer pessoas, mas como não era um animal muito mau, não gostava de prejudicá-las de mais e as comia só duas vezes por semana em pequenas quantidades. Depois da refeição, gostava muito de meditar embaixo de uma tília (árvore centenária) em um monte que se chama Roznik e que atualmente fica na cidade de Liubliana. Antigamente, ficava fora da cidade e era a zona preferida dos dragões.

Um dia quando o dragão meditava no seu lugar preferido, apareceram duas “ dragôas” e começaram a conversar amavelmente. O dragão ficou fascinado com as duas, mas como os dragões costumam ter só uma namorada, decidiu que ia ficar com a mais amável. A mais amável não era a mais bonita, mas tinha um charme que o cativou totalmente. Ficou tão apaixonado que já não olhava para mais nenhuma outra. Dessa paixão, nasceu um pequeno dragão que se parecia com um lagarto. O pai ficou triste porque não tinha imaginado que ia ser pai de um dragão tão fraco que nem parecia um dragão. A fêmea deixou de lhe dar atenção e dedicou-se totalmente ao filho.

O dragão ficou tão triste que se escondeu na sua gruta e chorou dias e noites. Chorou tanto que fez subir as águas do rio Liublianica.

O pequeno dragão crescia e quando tinha mais ou menos 150 anos, que correspondem a cerca de 15 anos na idade humana, o pai dragão quis mostrar a ele como se comportam os verdadeiros dragões. O pequeno dragão não era nada parecido com ele. Gostava muito das pessoas, de poesia e adorava estar sentado numa ponte do rio Liublianica e observar os namorados à noite. Para ele, a coisa mais importante da vida era criar e amar. O dragão pai não gostou nada do comportamento do filho.

Um dia mostrou-lhe como se fazia um fogo assustador que deixava de joelhos todas as pessoas. O filho disse ao pai:
_ Isso não é nada. Olha para mim!

O pequeno dragão subiu ao céu por cima das cabeças das pessoas assustadas fez as piruetas mais espetaculares do que todas as que as pessoas já tinham visto e ao mesmo tempo cantou uma canção que tinha composto na véspera sobre o rio Liublianica e os seus namorados. Todas as pessoas ficaram impressionadas. Nunca tinham visto um dragão artista. Após o espetáculo o dragão foi descansar sobre a ponte como de costume. Os seres mágicos que viviam no rio gostavam muito dele. Fizeram um feitiço para ele adormecer, estar sempre por perto e ter uma vida mais longa. Quando as pessoas viram que o dragão ia ficar na ponte, disseram ao escultor mais famoso da cidade que fizesse mais três estátuas com dragões iguais ao dragãozinho artista.

Em sua honra, a ponte passou a chamar-se Ponte de Dragão. O dragão está dormindo e sonhando profundamente, mas um dia vai acordar e fazer companhia às pessoas de Liubliana.

Adaptação para português de Mateja Rozma.

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Finalizamos a visita passando por uma feira com comidas do mundo inteiro, produtos orgânicos e até uma máquina que vende leite e iogurte. Nas três pontes, nos refrescamos com uma ideia genial da prefeitura, um cano de água, jorrando água como uma chuva, para refrescar os 40 graus, bem no meio da praça.

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A vida\destino me pregou uma peça.
Mês de março de 1996, fim de uma grande viagem pela Europa, eu estava em Veneza na Itália, decidi ir até a Eslovênia.
Peguei um trem até Trieste, perguntei no escritório de turismo se era necessário visto, o italiano disse que não, que eu poderia ir tranquilo!

Trecho do meu livro:

“ Em Trieste, a última cidade no oeste da Itália que faz fronteira com a Eslovênia, perguntei no escritório de turismo sobre o visto, o italiano disse:
— Não, não é problema, não é preciso visto.
Comprei uma garrafa de suco, um sanduíche e tomei o trem para Lubliana. Na fronteira me pediram o passaporte, senti que alguma coisa estava estranha, me mandaram descer, junto com um outro rapaz. Ele era húngaro, carimbaram o passaporte e o proibiram de cruzar a Eslovênia. Meu problema era menos grave, estava sem visto, argumentei que tinha perguntado ao italiano em Trieste sobre a obrigatoriedade, o guarda da fronteira então disse em Italiano:
— É, para os italianos não precisa, mas para vocês sul-americanos, é necessário!
Lembrei-me com “carinho” do italiano.

Restaram-me duas opções, pagar U$ 40 pelo visto ou voltar, decidi voltar. Enquanto estava no posto da Polícia de fronteira eslovena, ajeitando minha situação de clandestino acidental, o trem foi saindo e minha bagagem estava dentro, sai correndo e gritando até pararem o trem, retirei a bagagem e depois pedi autorização para tirar uma foto em frente ao posto da polícia, o guarda olhou para o colega, deu uma risada e me autorizou, fico imaginando o que ele deve ter pensado.

- “Estes brasileiros! Vem pra cá sem visto e ainda querem fotografar a delegacia”.

O húngaro e eu embarcamos em um camburão até a fronteira com a Itália, nos deixaram por ali. Os italianos então nos colocaram em um camburão italiano. A comandante da viatura era uma loira, veio o tempo todo xingando e nos perguntando o por que de vir para a Itália se não tínhamos dinheiro. Este foi o maior momento de tensão, achei que apanharia da italiana braba.

Nos levaram até um posto de polícia, em uma estação de trem, a loira falou para revistarem a mochila do húngaro, o soldado por engano começou a revistar minha mochila, quando retornou a loira colocou a mão na cabeça e disse, que não era eu e sim o húngaro. Liberados e libertados, retornamos a Trieste. O húngaro tinha se alistado na legião estrangeira, ele brigou e estava acima do peso, mandaram-no embora sem um tostão no bolso. Ele veio desde Toulon, entrando no trem, quando vinha o fiscal ele dizia:
— No money, no ticket
Alguns deixavam ele ir até o fim da linha, outros obrigavam ele a descer na próxima estação, a dois dias não comia. Depois de tantas pessoas terem me ajudado durante a viagem, lembrando-me do Fabio em Fraiburg, vi uma grande oportunidade de retribuir toda esta ajuda.

Comprei uma passagem para ele até Udine, que ficava na fronteira da Itália com a Áustria, assim ele não precisaria passar pelo território esloveno, custou U$ 4, ainda entreguei o suco e o sanduíche que tinha comprado para comer no trem durante a viagem a Eslovênia e mais dez mil liras (U$ 5). Disse-lhe para se cuidar e desejei sorte na viagem até sua casa, muito surpreso ele agradeceu. Rumei a Veneza, as portas da Eslovênia fechadas, mas retornei com a certeza de que pisar em território esloveno teve um forte significado, ajudar o viajante húngaro, agora meu destino seria o mesmo do meu colega de camburão, a Áustria.

Quis a vida que, 19 anos depois, no dia do meu aniversário eu voltaria a Eslovênia com um grupo de amigos viajantes! Cantaram parabéns na praça, a primeira grande emoção!!!

Da capital seguimos para a Caverna de Postojna, queríamos também ver o castelo, não teríamos tempo pra tudo, como nossa visita a caverna começaria as 15 horas, deu tempo para ir até o Castelo de Predjana, e ver a maravilha eslovena encravada na montanha de rocha.

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Entramos na caverna, uma mega estrutura, com um pequeno trem para aproximadamente 100 pessoa, nos leva até uma parte da caverna, são varias as formações, impressiona pelo tamanho da caverna. A temperatura vai baixando, de 40 graus lá fora, para 10 graus dentro, no final da visita estava perto de 5 graus. Uma de nossas colegas sentiu pressão baixa, como temos três médicas no grupo, quem estava mais perto, a Dolores, atendeu! Rapidamente ela se reestabeleceu.

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Chegamos de volta a Zagreb, com um gosto de quero mais, vontade de ficar mais tempo na bela Eslovênia! Alguns dos colegas foram passear no centro. Mais um dia intenso e muito proveitoso. Terminamos o segundo dia com o placar de atrasados zerado, teve gente que correu para não ser o último....

Dia 18 de julho de 2015

Nosso ônibus atrasou, esperamos um pouco mais conversando e zapizapiando as aventuras do dia anterior. Com uma van prateada, com banco de couro um pouco apertados seguimos para ver uma das maiores atrações da Europa:
Lagos Plitvice.
Na saída de Zagrev um mega engarrafamento, por sorte nosso motorista sabia caminhos alternativos. Eram milhares de visitantes de todas as partes do mundo, principalmente dos países mais próximos, logo na entrada do parque, uma barraca servia lanches, com destaque para pão com linguiça, aprovado por todos. A caminhada era longa, a cada curva da trilha um lindo cartão postal, a água escapava por buracos na terra. Uma transparência de 50 metros de visibilidade. Vontade de se jogar na água era muita, como era proibido teve gente combinando para que um empurrasse o outro para poder cair “sem querer” na água. Em um determinado momento, os primeiros de nosso grupo, sentaram na margem de um canal com correnteza, e colocaram o pé na água, foi seguido por todos os demais, uma cena linda, vários turistas do mundo fizeram foto nossa!

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Mais um lanchinho e seguimos viagem rumo a Split. Pouco antes de chegar, víamos de longe um castelo onde foram filmadas cenas da série Games of Thrones.... 
Nosso hotel em Split ficava em um prédio do ano de 1700, e fica literalmente na cara do gol, a 10 passos do agito, do calçadão a beira mar!
Parte do grupo foi fazer um tour com uma guia brasileira, caminhamos entre as muralhas do Palácio Diocleciano.
Uma noite muiiito agitada na luminosa Split, muitos bares, restaurantes, muitos jovens do mundo todo!


O Palácio de Diocleciano foi a residência imperial fortificada construída pelo imperador Diocleciano (r. 284–305) na costa da Dalmácia para ali se retirar após a sua abdicação voluntária em 305. É um dos edifícios mais bem conservados da Antiguidade tardia e os seus vestígios estão preservados no coração histórico de Split, na Croácia.

Contrariamente a uma lenda popular, a cidade - Espalato (em latim: Spalatum) - deve o seu nome ao da vizinha cidade grega de Aspalato - "arbusto branco" - e não ao termo latino para palácio - palatium.

O imperador Diocleciano viveu neste palácio o essencial dos últimos anos da sua vida e, quando faleceu, o seu corpo foi depositado num sarcófago colocado dentro do mausoléu que ele tinha mandado construir.

O Palácio de Diocleciano é um testemunho excepcional da encenação arquitetônica da ideologia tetrárquica que não sobreviveu ao seu fundador

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Depois do desaparecimento do seu patrocinador, o palácio continuou servindo, até ao século VI, de residência oficial para a administração provincial e para as grandes personalidades em exílio, mas também abrigou uma manufatura têxtil. Depois das invasões eslavas, desenvolveu-se uma pequena cidade dentro das suas muralhas, a qual sucedeu a Solin como sede episcopal e administrativa das autoridades bizantinas. Esta acabou por passar para o controle veneziano e permaneceu como uma praça forte daquela república até à sua dissolução, em 1797. A partir do século XVI, os vestígios do palácio atraíram a atenção de arquitetos e eruditos europeus e tiveram uma influência confirmada sobre a corrente neoclássica. Fonte Wikipedia.

Eu tinha que conseguir um barco para irmos a ilha Hvar, como não aceitei a proposta da guia, segui meu caminho.
Nós usamos muito pouco a força mental que temos, eu tenho feito experiências...
Juntando a lógica e intenção\intuição, mentalizei que um futuro amigo que eu conheceria na Travessia, nos ajudaria a conseguir o barco...

Dia 19 de julho de 2015

Eramos cinco a tripulação que seguiu para a praia de Kastel Stari, castelo velho em português, a 15 km de Split. Nosso motorista falava croata e alemão, a Norma, nossa colega fez falta, com seu alemão (strudiano – derivado de strudel, conhecido doce alemão!)
Chegamos cedo, já vimos as bóias posicionadas. Uma bela praia croata, com um mar calmo e transparente. O local base da Travessia era um cais de concreto que servia como base para muitos pequenos barcos.
Pela proximidade com a Itália, a influência era visível, nos barco, na arquitetura e música. O repertório era no estilo Pepino de Capri e Gino Paoli, a música que mais se encaixa com a Travessia seria, Sapore de Sale.

https://www.youtube.com/watch?v=R76Abv8-Mbc

O Osni e a Vitória, colegas de 8 viagens, teriam gostado do repertório. Eu estranhei a frieza dos croatas, não anunciaram nossa presença, era uma prova pequena com 60 atletas, porque no mesmo final de semana seria realizado em Zagreb, o Campeonato Croata de Natação. O que podemos perceber era que uma menina era atleta olímpica e deveria estar treinando para o Mundial de Natação na Rússia. Eles fariam somente a prova de 5 km, se inscreveram somente o Rogério, o Humberto e a Lucia. Eu descobri caiaques para alugar, sorte a minha e a da Clarisse, dois ótimos caiaques estavam a nossa disposição. As poucas palavras croatas aprendidas foram o suficiente pra me comunicar com o tio dos caiaques, que me emprestou sem garantia alguma!
Teoricamente, com 3 voltas completariam o percurso de 5 km. O Rogério nadou para soltar, uma volta, a Lucia 2 voltas e o Humberto completou o percurso. Os organizadores só erraram o percurso, ao invés de 5 km, deu 6.6 km no GPS.
Faltava o novo amigo, eu perguntei para o diretor da prova sobre o barco, ele disse que ligaria para um amigo dele que era comandante. Em poucos minutos ele tinha um contato com uma empresa que alugava barcos. Chegando em Split de volta, fui na agência e fechamos a ida para Hvar. Conhecemos um croata que nadou, por what zap ele nos comentou que logo após a prova, teve um almoço de confraternização com direito a banda de música e tudo!
Na próxima vez já sabemos, ficaremos mais tempo.
Fomos ao cais, esperando um barco normal, quando chegamos, vimos que não era, um barco inflável com cabine fechada, com capacidade para 20 passageiros. Confortavelmente sentados em poltronas com amortecedor, tamanha era a velocidade do barco voando com 2 motores de 350 hp, o barco voava!!!
Primeira parada era uma pequena praia, lugar de parada de muitos barcos, era o point do Jet set da Costa Dalmaciana. Alguns desavisados se assustavam com as moças de top less...
Um banho de mar para refrescar, seguimos para a bela cidade histórica de Hvar, um fervo de gente, parece que quem antes procurava outros destinos como Ibiza e ilhas gregas, esta em Hvar.

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Um belo passeio nas ilha da Costa da Dalmacia, encerra nossa passagem por Split.

Na volta fomos saldados por muitos barcos de todos os tamanhos e estilos.
A noite cada um escolheu um o lugar para jantar, eu arrisquei comer em um lugar de comida oriental, um hamburguer, no lugar do pão, era arroz, uma delicia por 13 reais.

Dia 20 de julho de 2015

Partida para Dubrovnik, com breve passada pela Bósnia. Em aproximadas duas horas de viagem, estávamos na fronteira da Croácia com a Bósnia. Uma policial entrou no ônibus e recolheu nossos passaportes, devolveu carimbados com saída da Croácia. Seguimos até o outro lado, 200 metros a frente, aduana na Bósnia, eu decidi contar o número de passaportes, ops, faltava um, falei com o motorista, voltamos caminhando, encontramos a policial, ela procurou, encontrou o passaporte e pediu desculpas!
Carimbo da Bósnia, seguimos pelo calor de quase 40 graus. De longe deu pra perceber que Mostar ficava em um vale, o motorista nos deixou a 500 metros da Ponte, por restrições de trânsito. Caminhamos até a famosa porte de virou símbolo da guerra e reconstrução da Bósnia.

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Ponte Velha do Centro Histórico de Mostar- Patrimonio Mundial da UNESCO

Stari Most ("Ponte Velha") é uma ponte do século XVI na cidade de Mostar, Bósnia e Herzegovina, que cruza o rio Neretva e liga as duas partes da cidade. A Ponte Velha permaneceu firme por 427 anos, até ser destruída em 9 de novembro de 1993, na Guerra da Bósnia.

https://www.youtube.com/watch?v=aiO_UqAV0Ng

Logo depois, um projeto foi feito a fim de reconstruí-la, sendo a ponte reaberta em 23 de julho de 2004. A ponte original foi construída por Solimão, o Magnífico, em 1557 a fim de realocar uma antiga ponte suspensa de madeira, bastante instável. A construção demorou nove anos, sendo terminada entre 19 de julho de 1566 e 7 de julho de 1567. Pouco se sabe sobre os responsáveis, mas acredita-se que seu projetista foi Mimar Hayruddin, um arquiteto otomano. Com o final da guerra, planos foram feitos para reconstruir a ponte. O Banco Mundial, a UNESCO, a Instituição Aga Khan Trust for Culture e o Fundo Mundial de Monumentos realizaram uma coalizão para supervisionar a reconstrução da ponte. 2 Fundos adicionais vindos da Itália, Holanda, Turquia, Croácia e do Conselho do Banco de Desenvolvimento Europeu, bem como do governo Bósnio também foram utilizados.

Mergulho - É uma tradição entre os jovens da cidade, pular da ponte no rio Neretva. Como o Neretva é muito frio, isto é muito arriscado e apenas os mais experientes e treinados fazem esta tentativa. A prática data de tempos antigos, mas o primeiro pulo registrado é datado de 1664. Em 1968 uma competição de mergulho teve início em todo verão. A primeira pessoa a pular da ponte desde que foi reaberta foi Enej Kelecija. Fonte Wikipedia.

A guerra deixou marcas na cidade, muitos prédios ainda com marcas de balas e destruição. A ponte divide a cidade entre muçulmanos e católicos, até hoje muitos habitantes não cruzam a ponte.
Muitos restaurantes e lojinhas dos dois lados da ponte.
Almoçamos em Mostar e seguimos viagem para Medjugorje (o jota tem som de i). Não fomos porque era um grupo religioso, é um reconhecido centro de peregrinação católica, nós simplesmente aproveitamos a oportunidade por passarmos tão perto. Foi realmente um “sacrifício” o calor era de 42,6 graus, e sensação térmica de 50. Encontramos refugio dentro da igreja, um agradável friozinho!!

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Apesar do desconforto com o calor, valeu a pena a breve passada pela Bósnia. Nosso motorista não estava muito seguro do caminho, parou duas vezes para perguntar se o caminho estava certo. Uma grande auto estrada está sendo construída na Bósnia, deve ser inaugurada em breve. Logo chegamos na Fronteira com a Croácia, novamente carimbamos saída da Bósnia e entrada na Croácia. Olhando o mapa da Croácia e Bósnia, é difícil entender como um trecho de 24,5 km de litoral, a cidade de Neum, pertence a Bósnia, em pleno litoral da Croácia, precisamos voltar na história para entender:

Em 1699, Ragusa (República de Dubrovnik) renunciou ao controle sobre Neum para o Império Otomano em 1699, pelo Tratado de Karlowitz. A cessão pela República de Ragusa aos otomanos após a guerra e destes contra a Liga Santa dos Balcãns. Isso permitiu ao exército turco ter um acesso ao mar Adriático e também um corredor de proteção da Ragusa contra a República de Veneza que ocupava territórios na Dalmácia.

Neum esteve sob o domínio otomano por 179 anos, desde 1699 até 1878, quando a Bósnia e Herzegovina passaram ao domínio do Império Austro-Húngaro. Neum foi parte de Banóvina da Croácia (Banovina Hrvatska), uma área da Iugoslávia criada para abrigar os Croatas entre 1939 e 1941, durante a Segunda Grande Guerra.

A região Neum corta o território croata em duas partes não contíguas no litoral Adriático. Essa condição vem desde o Tratado de Karlowitz (1699) entre a República de Dubrovnik e o Império Otomano, visando não haver fronteiras com a República de Veneza. Fonte Wikipedia.

Como está no mapa e na história, entramos de novo no território Bósnio, dessa vez sem carimbar o passaporte, saímos do território Bósnio!

A Croácia e a União Européia estão projetando uma ponte para não precisar passar pelo território Bósnio, essa ponte é um mega projeto, porque além da distância, tem que ser bem alta para passar os navios para o porto bósnio.

A estrada serpenteia o Mar Adriático até a cidade de Dubrovnik.
O grupo dessa vez fica separado, uma parte em um belo hotel e o outro em apartamentos na cidade murada.
Assim que deixamos as bagagens no apartamento, fomos tomar um banho de mar na Banje Beach, a mais perto da cidade murada!
Pudemos experimentar o conforto de um apartamento, nos sentimos em casa, fizemos compras no supermercados, e a Juliana foi a chef em nossa primeira janta em solo Croata.
Nos sentimos moradores da República de Dubrovnik.

Dia 21 de julho de 2015

Uma vida de morador, acordei cedo, fui no mercado fiz compras para o café da manhã.
Combinamos nos encontrar as 9h na Porta Pile, uma das duas entradas da fortaleza, com a Nataša (Natacha), guia em Português de Dubrovnik.
Hora combinada, todos no local.
Desde as primeiras palavras vimos que Nataša seria a melhor guia de nossa viagem. Ela nos mostrou sua cidade com emoção e humor, a cada fim de informação uma bela história contada! Ela percebeu que nosso grupo era animado e divertido. A parte que nos deixou pensativos e tristes foi quando ela falou da guerra, o pai dela que tem 50 anos participou da guerra, onde a Croácia se defendeu, praticamente sem armas, porque somente a Sérvia tinha as armas. Ela disse que nunca falou com o pai sobre a guerra e que até fogos de artifícios são motivos para reaflorar traumas. Como todas as guerras, sem o menor sentido, hoje onde deveriam ser países irmãos, por falarem a mesma língua e serem parceiros comerciais, não tem nenhuma relação!

Após um show de guiamento, encerramos na praça principal bem perto de nosso apartamento.

A Nataša foi a primeira dálmata (habitante da Damacia) que conhecemos que não era cachorra....kkk

Podemos ver que o croata é um povo muito consciente e sério, muito poucos policiais na rua, as pessoas deixam carros e casas abertas.
Com tudo que vi mundo a fora, a cidade de Dubrovnik é a mais bela do mundo!
Parte do grupo foi de táxi para a Svet Jakov, a mais bela praia de Dubrovnik, eu e Janice, decidimos enfrentar o sol de 38 graus e fomos caminhando.
Os 166 degraus que separam a estrada que está na parte alta da cidade, a praia forma um “sacrifício” contemplativo, a cada degrau uma vista linda e diferente, no degrau 73 fica a mais bela vista da praia de Santiago (Svet Jakov).

Decidi voltar nadando, um belo percurso entre as praias mais bonitas de Dubrovnik.
No meio do caminho tinha uma caverna, sendo invadida por uma expedição de remadores com caiaques.

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Pela tarde, parte do grupo foi caminhar pela muralhas, outra parte subiu na montanha de teleférico, com a bela vista do fim de tarde.

Dia 22 de julho de 2015

Acordei bem cedo, fui encontrar com meu novo amigo Jovica, o conheci pela internet, ele jogava pólo aquático, nada e faz parte da organização de uma Travessia em Dubrovnik. Ele me levou para conhecer o trajeto que curiosamente fica atrás de um convento, quando passamos, as freiras estavam rezando ao ar livre!

Talvez em 2016 participaremos dessa Travessia!

Hora de nos despedirmos de Dubrovnik e da Croácia, nosso destino era Montenegro. Um simpático senhor que Sá falava montenegrino e alemão nos conduziria até nosso ultima parada balcânica.
Partimos deixando Dubrovnik na memória.
Em aproximados 40 minutos estávamos na fronteira, que a 20 anos atrás era uma zona de guerra, porque Montenegro fazia parte da Servia. O pais Montenegro voltou a ser independente em 28 de junho de 2006. Nesse momento se desfaz totalmente a união Iuguslava, que agora é formada por seis países, e um pais reconhecido por muitos outros países como Estados Unidos, Japão, França, Portugal e Alemanha, e não reconhecido por outros como o Brasil. Desde as primeiras andanças vimos um pais diferente, não era a mesma organização da Croácia e na primeira parada, os atendentes do posto de gasolina não eram simpáticos como os croatas. Nossa parada em Montenegro seria rápida, serviria como base para voarmos para Istambul. Passamos pela bela baia Kotor, e por sua cidade murada, com muitas lojas e restaurantes. Seguimos viagem recortando o belo litoral montenegrino. Escolhi nosso hotel em Budva, por ser perto do aeroporto e perto de Svet Stefan a imagem mais conhecida de Montenegro. Logo nos aprontamos para nadar em Svet Stefan, em Português, Santo Estefano!
Alugamos um pedalinho, eu e a Clarisse fomos dando segurança em um pedalinho, deram a volta na bela península, Niva, Humberto, Rogério e Lucia. Na volta troquei de lugar com o Humberto, ele voltou no veloz pedalinho, pouco antes de voltarmos, fomos “expulsos” da praia, era particular, de um resort!

- Já estávamos de saída mesmo, kkk

Realização de todos nadar em um lugar tão belo e com águas transparentes. A noite fizemos a revelação de um amigo secreto, descobrimos que Budva era um Balneário muito agitado com 80 % de turistas russos, muitas placas escritos em russo. Uma guerra na praia, mas dessa vez com musica alta e canhões de luz. Nosso encontro foi ótimo, contrastando com a indelicadeza dos garçons, pareciam ainda soldados sérvios....

Dia 23 de julho de 2015

Nosso vôo era as 14h30 e o aeroporto fica a 1h20 minutos de Budva, tínhamos duas horas para passear pela praia da cidade de Budva. A praia não era bonita, mas já estava cheia de mulheres e crianças, já que os jovens ficavam até a madrugada e deveriam estar dormindo. A grande atração é o passeio de barco até uma ilha chamada Hawaii, que fica a 1 km do porto de Budva. A cidade murada compõe a paisagem de Budva. Eu comprei um suvenir curioso, uma nota da antiga Iuguslávia, que esta no guines como a nota de maior valor do mundo, 500 bilhões!!!

Nosso simpático motorista estava na hora combinada, passamos na frente de Svet Stefan para a ultima foto.Uma bela estrada com mudança de paisagem até o aeroporto na Capital Podgorica. Um pequeno e belo aeroporto, o ultimo grande calor, nossa despedida dos Balcans.

Nos surpreendemos com a Seleção Brasileira de Pólo Aquático, após a medalha de prata no Panamericano, estava treinando na Croácia e Montenegro.

Com suaves 1 hora e 30 minutos, estávamos em outro mundo, Istambul. Meu nome estava em um cartaz, seguimos para nosso hotel de confiança. Deixamos a bagagem no hotel e fui mostrar para o grupo o centro histórico que esta bem perto. Voltei ao aeroporto para receber outra parte do grupo que chegaria a noite do Brasil. A emoção de receber a Cristiane, a primeira a chegar, logo chegaram Claudia e Silmara. Os demais, Cesar, Flávia e Otávio, demoraram muito, descobrimos que as bagagens não vieram, isso não é incomum, a empresa coloca carga no avião, quando o peso limite é ultrapassado, eles retiram bagagens de quem iria para Istambul.
Desconforto a parte, seguimos para o hotel.

Dia 24 de julho de 2015

Nossa nova guia nos esperava no hotel, saímos para um tour caminhando pelo centro histórico. O calor e os muitos turistas que chegaram em vários cruzeiros encheram todas as atrações de Istambul. Nosso primeiro destino foi o palácio Topkapi. Tudo no palácio é grandioso e impressiona, o destaque para os presentes e para o Haren!
Diretamente da sacada dos Aposentos do Sultão no Palácio Topkapi, o grupo de nadadores, faz uma foto com o Bósforo ao fundo para marcarmos nossas presença na Turquia. Nenhum de nos tem esperança de medalha entre os três primeiros, queremos atravessar o Bósforo!!!!!

Na foto da esquerda para a direita estão:
Cesar Augusto Silva Ferreira Jr. de São Paulo, eu Marcos, Niva Martinez de Porto Alegre, Rogerio Niero de Tubarão, Flávia Takada de São Paulo, Silmara de Joaçaba, Claudia de Florianópolis, Cristiane de Balneário Camboriu e Humberto de Itajaí.
Faltou a colega Lucia Moreira de São Paulo.

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O que aparece é o lado asiático, de onde será a largada e nos estamos no lado europeu, a chegada!

A camiseta ajudou a entender o percurso da Travessia.
A guia nos levou ao Grand Bazar e as demais atrações tiveram que ser vistas individualmente em horários alternativos porque as filas eram imensas e o calor muito forte.
A Turquia é um pais muito tranqüilo e seguro, os únicos relatos negativos são de alguns taxistas que recebem uma nota de 100 liras e rapidamente trocam por uma nota de 20 e dizem que falta dinheiro, ou alguns dão de troco uma nota falsa. Em 2015 eu descobri uma nova modalidade, O GOLPE DO TURCO APAIXONADO. Um turco comerciante de uma lojinha ou de um bar, se apaixona perdidamente por uma brasileira, enche a amada de presentes e descontos, ela por sua vez, trás os colegas de viagem que fazem mais compras na ‘luchinha”. Esse golpe foi comprovada por nosso grupo.....

Dia 25 de julho de 2015

As 10 horas partimos para nosso primeiro contato com o Bósforo, a entrega de kits foi tranqüila sem filas. Fizemos um estudo das correntes e ao meio dia partiu o primeiro barco para o reconhecimento do percurso.
De barco parecia muiiito longe, e era, a distancia da largada e chegada!
Tive a oportunidade de narrar em português no microfone do barco os detalhes para o brasileiros.
No retorno a Kuruçeşme (curuchessme) local de largada, fui tentar ver a temperatura da água, fizemos uma manobra, coloquei o relógio com o medidor de temperatura amarrado na sandália, e estiquei o pé na água, vieram um fiscal e um guarda para nos retirar, mostramos o que estávamos fazendo, eles deixaram ficar até completar a medição. O relógio marcou 20.7 graus, mas como estava muito quente fora estava agradável.
Voltamos ao ônibus, passamos pela ponte, fomos até a Ásia.
Istambul é dividida entre a Europa e a Ásia, nos não poderíamos deixar de pisar no outro continente.
Descemos do ônibus fizemos uma foto e voltamos ao hotel.
Algo incrível aconteceu, a colega Clarisse que foi fazer um passeio com um ônibus panorâmico viu de longe uma bandeira do Brasil, ela fotografou, logo quando ampliou a foto vi que éramos nós!!!!

Dia 26 de julho de 2015

Chegou o grande dia!

Um pequeno atraso do nosso motora, deu um micro estresse de manhã!

Busão na pista, fomos para kuruçeşme, local do evento.
Uma imensa fila, tinham dois detectores de metal, porque a Turquia está em alerta vermelho para atentados...

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Muita gente na praça, um mega evento!

Todos se arrumando, alguns nervosos, outros com dor de barriga...

Chamaram primeiro os toucas verdes, menos de 40 anos, foi a Flavia, depois os demais.

Quando passamos em frente a arquibancada, arrepiou!!!!

Parecia final de copa, muitas bandeiras, entre elas, nosso da terrabrasilis!

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Nosso grupo esta nessa foto, Wally?

Uma viagem suave e tensa, parece muiiiito longe a distância que separa Kalıca de kuruçeşme.
Estaciona o barco para duas mil pessoas, logo depois chega a plataforma de largada com o chip.
Um grande cardume de tainha, comia migalhas de pão jogado pelos nadadores, em uma água transparente!
Algumas águas vivas, assustavam um pouco, mas era possível ver que elas estavam mais no fundo!
10 horas, soa o a buzina do barco, caminhamos do fundo do barco onde estávamos, até a frente, subimos na plataforma, o melhor é não olhar pra trás e nem pra baixo, pela considerável altura do salto!

Saltamos eu a Niva, o Rogério e Humberto, logo depois do salto, ficamos só eu e a Niva, o combinado era nadarmos lado a lado, pela minha experiência, mas existia um problema, eu nadava muito mais lento que ela, mesmo ela dizendo que me seguiria até o fim, eu tinha certeza, que ela, quando se sentisse segura, ela seguiria seu caminho. Eu desconfiei que a corrente não estava ajudando como no ano passado, quando, marquei um prédio na margem, e esse prédio demorou a “se afastar” de mim.
Pouco antes da ponte, a Niva foiiiiii!
Agora era eu e eu mesmo!
Até a ponte foram 22 minutos, até as muralhas de uma bela fortaleza foram 38 minutos, de repente aparece do meu lado um figura com uma bermuda laranja, sem touca, logo pensei que poderia ter pulado do helicóptero para me resgatar, impossível não lembrar da colega Tuc Tuc, foi somente o susto, era mais um nadador!
Passou um nadador turco por mim e disse:

- Uzun zamandır teyze Regina sınıfı görüşürüz ...

Traduzindo:
- Faz tempo que não te vejo na aula da tia Regina Feldmann...kkk

Referência ao meu não treinamento durante um ano...
Vi que algo não estava bem quando passei embaixo do fio de alta tensão, pouco mais da metade da prova com 1h e 13 minutos, em 2014, boiando ao lado da Tuc Tuc Maria Teresa, tinhamos feito 50 minutos!
Senti a água gelada do Mar Negro, para me auto motivar, eu fazia de conta que a correnteza estava muito forte.
Chego na Piscina do Galatasay, faltando 30 minutos para fechar duas horas de prova, deu um desânimo, porque ano passado eu demorei 40 minutos para fazer esse percurso, fui chegando perto da largada, lembrei-me da Léia e do Marcos Augusto me esperando em 2014, da Léia gritando Imamen, acredita em Turco, e de ver a bandeira do Brasil na chegada. Dessa vez eu estava sozinho, o tempo acabando, olhei no relógio, quase meio dia, como largou às 10, o tempo estava no fim, fui contando braçadas para render mais, como o amigo Célio Amaral.
Por sorte, fomos um dos últimos a largar, com isso tínhamos pelo menos uns 5 minutos de crédito após o meio dia!
Deu meio dia, eu contei mais umas 100 braçadas e cheguei!!!!
No meu relógio era meio dia e 3 minutos, eu achava que tinha chegado dentro das duas horas, mas não tinha certeza. Ganhei a toalha como prêmio, mas ainda precisava confirmar o tempo, encontrei o Rogério, feliz por ter conquistado o Bósforo, fomos para o telão, logo veio minha categoria, 1h, 56 minutos e 16 segundos! Uhuuuuuuuuuuu

A prova este ano estava muito difícil, é que ano passado, eu sem nadar muito, vindo somente com a força da correnteza, fiz 1h 54. A diferença era tão grande de 2013 para 2015, que o tempo da Carol, que nada tranquilo, e foi a número 631, com o tempo de 57 minutos e 47 segundos, seria campeã geral em 2015, o tempo do primeiro foi 1 hora, 1 minuto e 21 segundos.
Um a um fui encontrando os sorrisos, todos cansados com as dificuldades e felizes de terem completado!
Um contraste com o tristeza do “seu Martinelli (referência ao nosso colega de 86 anos que nada Travessias em Santa Catarina)” turco, de 80 anos, que nada desde as primeiras edições, não conseguiu completar a prova!

Minha satisfação de ver todos bem e felizes!!!!

Missão dada, missão cumprida, conduzir meu povo aquático mundo a fora!

MUITO OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE!!!!

Professor Marcos Pinheiro

Ano passado fizemos um belo passeio noturno no Bósforo, repetimos a dose, muita diversão e duas de nossas colegas deram show na dança, conseguiram fazer duas turcas com véu dançarem pela primeira vez, o nome das dançarinas será mantido em sigilo, tanto as turcas, quanto as brasileiras... kkk

Dia 27 de julho de 2015

Últimos momentos em terras turcas, o cansaço da viagem não era visto, a alegria de termos feitos uma viagem espetacular e a sempre satisfação de voltar, deixavam todos felizes...

Um vôo suave até Frankfourt, de lá embarcamos no gigante 747 - 800, com capacidade para 430 passageiros.

Dia 28 de julho de 2015

Chegada ao Brasil, só tenho que agradecer a oportunidade de compartilhar com um grupo maravilho, muito amigo e companheiro!

Certamente nos veremos em breve, para uma convenção da TURMA DO KAZAKO!

1 - Rogério de Tubarão – SC
2 - Dora de Tubarão – SC
3 - Dolores de Floripa – SC
4 - Paulo de Floripa – SC
5 - Mercedes de Floripa – SC
6 - Norma de Floripa – SC
7 - Humberto de Itajaí - SC
8 - Clarisse de Itajaí - SC
9 -Rafael de Porto Alegre - RS
10 - Niva de Porto Alegre - RS
11 - Isadora de Porto Alegre - RS
12 - Marcos de Florianópolis – SC
13 - Aline de Porto Alegre - RS
14 - Juliana de Florianópolis – SC
15 - Janice de Florianópolis – SC
16 - Lucia de São Paulo - SC
17 - Cesar de São Paulo – SP
18 - Silmara de Joaçaba- SC
19 - Cristiane de Balneário Camboriu – SC
20 - Claudia de Florianópolis – SC
21 - Flavia de São Paulo – SP
22 - Otávio de São Paulo – SP

Fotos de todos os viajantes, a maioria da Janice Gamboa!

Textos de Marcos Pinheiro.

 

 

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